Li no Jornal I que "o cenário ganha pela margem mínima (1,2%). A segunda escolha recai sobre um executivo de esquerda. Se em dois anos não houve maneira de a realidade económica ir ao encontro das previsões do (agora ex) ministro Vítor Gaspar, se um governo de esquerda não traria melhores resultados ao país, para onde deve, então, Portugal virar-se? Para os livros de História política nacional. Os inquiridos alinham, ainda que numa frágil maioria (17%), pela repetição de um governo de Bloco Central (PS+PSD). António José Seguro já disse (e repetiu, várias vezes, até) que o país só se endireita com novas eleições. Cansado da falta de respostas a que foi sendo deixado pela actual maioria, o secretário- -geral do PS também já deixou claro que não estabelece pontes com o PSD de Pedro Passos Coelho. Havendo eleições (em 2013? 2014? Ou será que só mesmo em 2015?), talvez Passos decida abandonar os holofotes e deixar o partido a outro protagonista que se siga. E ainda que as soluções pudessem não trazer nada de novo, a segunda opção mais escolhida (15,8%) pelos inquiridos foi a de um governo de esquerda (PS+PCP+BE). Logo atrás vem a recondução do actual desenho governativo (PSD+CDS), com 15% das preferências. A reedição do executivo PS/CDS de 1976 não recolhe mais de 8,6% das escolhas. Caso Seguro se decidisse por ter apenas um parceiro à esquerda, o BE seria o partido preferencial (7,7%), ficando o PCP renegado para última escolha (5,7%)".