"Tango mio"
É Verão em Buenos Aires, o Sheraton é ponto de encontro e o local escolhido para a realização do negócio da vida de quatro hóspedes muito especiais - três portugueses e um cidadão do Canadá, de origem sérvia, nascido na antiga Jugoslávia. Na noite de 18 de Dezembro de 1996, "Los millonarios", como são conhecidos os jogadores do "River", iam disputar com o "Vélez" mais uma histórica final para o título... bastava um empate aos "campeones", mas venceram por 3 a 0! Nessa noite, de bom presságio para o "jogo", "los millonarios", lusos, sentaram-se à mesa, a n.º 81, para "la cena", com "menú especial", acertaram os pormenores finais para a grande "jogada" das sua vidas, e assistiram ao mais belo espectáculo que a capital da Argentina pode oferecer - o tango - o melhor do mundo, no lendário "Tango mio", Vieytes, 1655, Barracas, na Capital Federal!
Débora Raposo e Ricardo Rodrigues sonhavam regressar a Portugal, "donos" de bancos! Chegaram na véspera à capital Argentina, a 17, uma longa e fatigante viagem, mesmo para quem tem o privilégio de se sentar em "primeira". O voo n.º 3109, da Iberia, das 18h50, levou-os de Lisboa para Barajas; deixaram Madrid perto da meia-noite, "Flight IB n.º 6841, e, finalmente - Buenos Aires. Instalaram-se no Sheraton, ele no quarto 1828, ela numa suite com vista sobre uma das mais belas cidades do mundo e... recuperaram forças.
Manuel José Leite da Costa, veio de Lisboa via Brasil, mais propriamente de São Paulo, tendo chegado ao hotel também a 17. Por fim, já no dia 18, chega Milovan Sulonac, o homem do Canadá, de origem sérvia, sobre quem todos depositam as maiores expectativas para se alcançar o êxito na operação financeira que os juntou no outro hemisfério. Milovan Sulonac e Vittorio Bonaffini, dois "experts" de um "certo" mundo das finanças internacionais, à distancia de Miami e de Toronto, há muito que trabalhavam numa oportunidade na América do Sul. E, eis que ela surge proveniente da representação na capital argentina de uma sociedade financeira com sede em São Paulo, Brasil. O "Banco de Santo André", "BSA-Organização de Socorro e Bem-Estar Social", ligado a uma igreja ortodoxa russa, mostrara-se interessado em negociar as "LC'S" (cartas de crédito) de Débora Raposo de bancos russos e do Cazaquistão. Um desses instrumentos financeiros 55 milhões de dólares. Aparentemente, Bonaffini e Sulonac, tinham apenas o papel de intermediários no triângulo formado pelos bancos do Leste emissores das cartas de crédito, com os bancos "correspondentes" no Ocidente e, por último, com o banco que se prestasse a reconhecer e descontar as referidas "Letters of Credit". Mas, Sulonac, afinal, aparece com bastante mais visibilidade e comprometimento - o "consultor financeiro" do Canadá, mais Leite da Costa, Ricardo Rodrigues e Débora, com a orientação e intermediação de Bonaffini, tinham aberto uma conta conjunta (First Merchant Bank USD account number 351-2-10-426) numa off-shore, entre várias a que recorreram nos últimos meses, em Nicósia do Norte, Chipre.
No dia e hora marcados, Sua Eminência o cardeal Dom Luís, mais os seus assessores, mais Débora Raposo e os respectivos, esperaram em vão pelo ministro das Finanças do Cazaquistão que, supostamente, daria o aval do próprio estado caucasiano à operação. Não sabemos se por falta do ministro, e ou se por outras razões, o negócio não se fez. O sonho de Débora e dos parceiros... ruíra! Do malogro da "operação Buenos Aires" restou a celebração de um "Contrato Preliminar de Prestação de Serviços", celebrado a 23 de Dezembro de 1996, entre o BSA ( Banco Santo André) e a DCMR (Débora Cabral Mota Raposo), representada nos termos do mesmo por "Dr. Ricardo Rodrigues/Grupo Europeu). Pelo "convénio", o BSA comprometia-se a "fornecer todos os elementos e informações necessárias para a conclusão dos trabalhos de engenharia financeira solicitados...". Desconhece-se quais eram os "trabalhos solicitados", mas entre o grupo as expectativas iniciais eram de que regressariam da Argentina "donos de pelo menos dois bancos", nem mais! A nona e última cláusula do Convénio Preliminar dá uma ideia da natureza sensível, chamemos-lhe assim, da operação: "A DCMR declara que garante a Não-Divulgação e a Não-Circunvalação deste Contrato, bem como assegura que não dará nenhuma informação com referência às partes intervenientes, a saber: "BSA", nomes de instituições bancárias, corporações ou qualquer outra organização relacionada com esta transacção, sendo considerado, Confidencial e podendo este Contrato ser anulado se assim não for cumprido..." O contracto foi assinado por Débora Raposo e por Jorge Constantino, representante legal de "Sua Eminência" participante nas negociações e que aparentemente já se encontrava nesse dia em Brasília a caminho de Montevideo para retornar em breve a Buenos Aires...
O domicílio da DCMR apresentado no "contrato" foi Edifício Oudinot, sala B, Funchal, Portugal, onde provisoriamente se instara, o Colégio Internacional do Funchal, afinal, a razão, o pretexto ou a justificação para a espantosa actividade de negócios (compra, venda e desconto) de "Cartas de Crédito" do grupo nos domínios menos "ortodoxos" da esfera financeira internacional. O malogro da transformação das "LC's" em milhões na Argentina ditou dissidências insanáveis no grupo. Logo no início de Janeiro de 97, Leite da Costa comunica para o Brasil, a Joseph Del Piero, que a "Operação Cazaquistão" havia sido prejudicada "...pelos Natais católico e ortodoxo que nos países do Leste europeu fecharam os bancos durante quase um mês...". No mesmo dia 13 de Janeiro, Vittorio Bonaffini comunica a Leite da Costa que acerca dos "instrumentos do Kasakistan e da Ukraina", eles poderiam manter-se, "in safekeeping in First Merchant Bank". Mas, que " ...para a operação que deseja realizar na Argentina e na operação da Ukraina, estou interessado. A condição é que eu não quero trabalhar com Mrs. Raposo, directa ou indirectamente. Por favor informe-me acerca deste ponto." Em Lisboa, três dias depois, Débora Raposo, chamou o Mercedes do senhor Joaquim, o seu motorista, um táxi classe A, e partiu para Madrid. Toma um avião para Toronto e durante mais de dez anos não volta a Portugal" (pelo jornalista do Expresso, Estêvão Gago da Câmara, Outubro de 2007)
Débora Raposo e Ricardo Rodrigues sonhavam regressar a Portugal, "donos" de bancos! Chegaram na véspera à capital Argentina, a 17, uma longa e fatigante viagem, mesmo para quem tem o privilégio de se sentar em "primeira". O voo n.º 3109, da Iberia, das 18h50, levou-os de Lisboa para Barajas; deixaram Madrid perto da meia-noite, "Flight IB n.º 6841, e, finalmente - Buenos Aires. Instalaram-se no Sheraton, ele no quarto 1828, ela numa suite com vista sobre uma das mais belas cidades do mundo e... recuperaram forças.
Manuel José Leite da Costa, veio de Lisboa via Brasil, mais propriamente de São Paulo, tendo chegado ao hotel também a 17. Por fim, já no dia 18, chega Milovan Sulonac, o homem do Canadá, de origem sérvia, sobre quem todos depositam as maiores expectativas para se alcançar o êxito na operação financeira que os juntou no outro hemisfério. Milovan Sulonac e Vittorio Bonaffini, dois "experts" de um "certo" mundo das finanças internacionais, à distancia de Miami e de Toronto, há muito que trabalhavam numa oportunidade na América do Sul. E, eis que ela surge proveniente da representação na capital argentina de uma sociedade financeira com sede em São Paulo, Brasil. O "Banco de Santo André", "BSA-Organização de Socorro e Bem-Estar Social", ligado a uma igreja ortodoxa russa, mostrara-se interessado em negociar as "LC'S" (cartas de crédito) de Débora Raposo de bancos russos e do Cazaquistão. Um desses instrumentos financeiros 55 milhões de dólares. Aparentemente, Bonaffini e Sulonac, tinham apenas o papel de intermediários no triângulo formado pelos bancos do Leste emissores das cartas de crédito, com os bancos "correspondentes" no Ocidente e, por último, com o banco que se prestasse a reconhecer e descontar as referidas "Letters of Credit". Mas, Sulonac, afinal, aparece com bastante mais visibilidade e comprometimento - o "consultor financeiro" do Canadá, mais Leite da Costa, Ricardo Rodrigues e Débora, com a orientação e intermediação de Bonaffini, tinham aberto uma conta conjunta (First Merchant Bank USD account number 351-2-10-426) numa off-shore, entre várias a que recorreram nos últimos meses, em Nicósia do Norte, Chipre.
No dia e hora marcados, Sua Eminência o cardeal Dom Luís, mais os seus assessores, mais Débora Raposo e os respectivos, esperaram em vão pelo ministro das Finanças do Cazaquistão que, supostamente, daria o aval do próprio estado caucasiano à operação. Não sabemos se por falta do ministro, e ou se por outras razões, o negócio não se fez. O sonho de Débora e dos parceiros... ruíra! Do malogro da "operação Buenos Aires" restou a celebração de um "Contrato Preliminar de Prestação de Serviços", celebrado a 23 de Dezembro de 1996, entre o BSA ( Banco Santo André) e a DCMR (Débora Cabral Mota Raposo), representada nos termos do mesmo por "Dr. Ricardo Rodrigues/Grupo Europeu). Pelo "convénio", o BSA comprometia-se a "fornecer todos os elementos e informações necessárias para a conclusão dos trabalhos de engenharia financeira solicitados...". Desconhece-se quais eram os "trabalhos solicitados", mas entre o grupo as expectativas iniciais eram de que regressariam da Argentina "donos de pelo menos dois bancos", nem mais! A nona e última cláusula do Convénio Preliminar dá uma ideia da natureza sensível, chamemos-lhe assim, da operação: "A DCMR declara que garante a Não-Divulgação e a Não-Circunvalação deste Contrato, bem como assegura que não dará nenhuma informação com referência às partes intervenientes, a saber: "BSA", nomes de instituições bancárias, corporações ou qualquer outra organização relacionada com esta transacção, sendo considerado, Confidencial e podendo este Contrato ser anulado se assim não for cumprido..." O contracto foi assinado por Débora Raposo e por Jorge Constantino, representante legal de "Sua Eminência" participante nas negociações e que aparentemente já se encontrava nesse dia em Brasília a caminho de Montevideo para retornar em breve a Buenos Aires...
O domicílio da DCMR apresentado no "contrato" foi Edifício Oudinot, sala B, Funchal, Portugal, onde provisoriamente se instara, o Colégio Internacional do Funchal, afinal, a razão, o pretexto ou a justificação para a espantosa actividade de negócios (compra, venda e desconto) de "Cartas de Crédito" do grupo nos domínios menos "ortodoxos" da esfera financeira internacional. O malogro da transformação das "LC's" em milhões na Argentina ditou dissidências insanáveis no grupo. Logo no início de Janeiro de 97, Leite da Costa comunica para o Brasil, a Joseph Del Piero, que a "Operação Cazaquistão" havia sido prejudicada "...pelos Natais católico e ortodoxo que nos países do Leste europeu fecharam os bancos durante quase um mês...". No mesmo dia 13 de Janeiro, Vittorio Bonaffini comunica a Leite da Costa que acerca dos "instrumentos do Kasakistan e da Ukraina", eles poderiam manter-se, "in safekeeping in First Merchant Bank". Mas, que " ...para a operação que deseja realizar na Argentina e na operação da Ukraina, estou interessado. A condição é que eu não quero trabalhar com Mrs. Raposo, directa ou indirectamente. Por favor informe-me acerca deste ponto." Em Lisboa, três dias depois, Débora Raposo, chamou o Mercedes do senhor Joaquim, o seu motorista, um táxi classe A, e partiu para Madrid. Toma um avião para Toronto e durante mais de dez anos não volta a Portugal" (pelo jornalista do Expresso, Estêvão Gago da Câmara, Outubro de 2007)
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