Segundo a SIC, "o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, reiterou este sábado em Estremoz a ideia de que aqueles que colocam em causa o futuro do país têm de ser responsabilizados não apenas em eleições."E não é responsabilizados só do ponto de vista político, é responsabilizados no plano civil e no plano penal", salientou. Pedro Passos Coelho criticou aqueles que "autorizam despesas que não têm cabimento, que gastam muito mais que aquilo que podemos suportar", acrescentando que a responsabilidade do Estado não pode ser salva quando temos eleições, "pela responsabilidade política". "Nós precisamos de uma cultura de poupança, e de uma cultura de responsabilidade, seja nas empresas privadas, seja ao nível do Estado", adiantou o líder do PSD, que falava em Estremoz num almoço com cerca de 300 militantes. O líder social-democrata referiu que, no caso dos gestores das empresas privadas quando as suas empresas "enfrentam maiores dificuldades", quando "há risco de insolvência", o seu próprio património responde também pelos resultados. "Aqueles que hoje correm riscos no setor privado sabem isso", disse. "Mas quando passamos para o Estado isso não é nada claro", referiu Passos Coelho, acrescentando que não fala apenas deste Governo, fala do "Estado que tem hoje este Governo e amanhã vai ter outro". Para o líder do PSD, "em toda esta cadeia a responsabilidade do Estado não pode ser difusa e salva apenas quando temos eleições, de quatro em quatro anos, pela responsabilidade política". "Tem de haver responsáveis imediatos, e esta cultura de responsabilização, penalizando aqueles que não cumprem, tem no reverso a cultura do mérito, que é aquela que temos de desenvolver para premiar os que cumprem e que poupam nos nossos impostos", realçou. Pedro Passos Coelho considerou que "isso é decisivo para o futuro, visto que o país não acaba em 2011". O porta-voz do PS, Fernando Medina, considerou hoje "irrefletida e imponderada" a afirmação do líder do PSD, Passos Coelho, em que defende a responsabilização civil e criminal dos responsáveis pelos maus resultados da economia do país"
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