O DN de Lisboa garante hoje que sim. De facto, segundo este jornal, "o Governo só não avançou com moção de confiança pela sensibilidade dos mercados. OE 2011 passou primeiro obstáculo. Fecharam um acordo que permitiu ontem a viabilização na generalidade do Orçamento do Estado para 2011. Mas Governo e o PSD estiveram os dois dias de debate a medir forças. A crise financeira, afinal, admitiram os dois lados da barricada, foi a única e exclusiva razão que os levou este provisó-rio entendimento. No encerramento do debate, e pela primeira vez, Francisco Assis admitiu que o Governo só não avançou com uma moção de confiança neste OE, obrigando "todos a assumirem as suas responsabilidades", porque a situação actual não o aconselhava. Também o líder parlamentar do PSD tinha feito idêntico discurso no dia anterior quando afirmou que o Executivo, não fora as agruras da crise, merecia uma moção de censura. Miguel Macedo frisava que foi para "evitar o caos" que o PSD tomou a sua posição de sempre, "colocar o interesse nacional acima do interesse partidário de circunstância". Mas numa lógica preventiva, Assis disparou: "Nós nunca respondemos à ameaça com medo nem com subserviência. Não fugimos, não abdicamos, não desertamos e resistimos." Sócrates mandatou o seu ministro "bélico", o da Defesa, para defender o Orçamento a poucos minutos de ser aprovado pelo PS, com a abstenção do PSD e os votos contra do CDS, PCP e BE. "Este é o tempo da exigência, o tempo de mobilizar toda a sociedade para um esforço nacional", garantiu Augusto Santos Silva. A oposição mais à esquerda, PCP e BE, e mais à direita, CDS, distribuíram críticas entre o Executivo e ao partido que se dispôs a viabilizar um Orçamento que todos classificaram de catastrófico. Bernardino Soares, líder parlamentar comunista, disse que "a culpa não morre de facto solteira, vive em bigamia com o PS e o PSD e sempre que necessário com o CDS". O deputado bloquista Luís Fazenda acusou, por seu turno, o primeiro-ministro e o PS de já saberem o "mau rumo das contas públicas" na campanha de 2009. Cecília Meireles, do CDS, deixou um aviso: "À custa da redução do rendimento dos portugueses, o Governo pode reduzir o défice, mas não conseguirá lançar o País numa rota de crescimento económico." quinta-feira, novembro 04, 2010
Crise deitou por terra moções de confiança e de censura?
O DN de Lisboa garante hoje que sim. De facto, segundo este jornal, "o Governo só não avançou com moção de confiança pela sensibilidade dos mercados. OE 2011 passou primeiro obstáculo. Fecharam um acordo que permitiu ontem a viabilização na generalidade do Orçamento do Estado para 2011. Mas Governo e o PSD estiveram os dois dias de debate a medir forças. A crise financeira, afinal, admitiram os dois lados da barricada, foi a única e exclusiva razão que os levou este provisó-rio entendimento. No encerramento do debate, e pela primeira vez, Francisco Assis admitiu que o Governo só não avançou com uma moção de confiança neste OE, obrigando "todos a assumirem as suas responsabilidades", porque a situação actual não o aconselhava. Também o líder parlamentar do PSD tinha feito idêntico discurso no dia anterior quando afirmou que o Executivo, não fora as agruras da crise, merecia uma moção de censura. Miguel Macedo frisava que foi para "evitar o caos" que o PSD tomou a sua posição de sempre, "colocar o interesse nacional acima do interesse partidário de circunstância". Mas numa lógica preventiva, Assis disparou: "Nós nunca respondemos à ameaça com medo nem com subserviência. Não fugimos, não abdicamos, não desertamos e resistimos." Sócrates mandatou o seu ministro "bélico", o da Defesa, para defender o Orçamento a poucos minutos de ser aprovado pelo PS, com a abstenção do PSD e os votos contra do CDS, PCP e BE. "Este é o tempo da exigência, o tempo de mobilizar toda a sociedade para um esforço nacional", garantiu Augusto Santos Silva. A oposição mais à esquerda, PCP e BE, e mais à direita, CDS, distribuíram críticas entre o Executivo e ao partido que se dispôs a viabilizar um Orçamento que todos classificaram de catastrófico. Bernardino Soares, líder parlamentar comunista, disse que "a culpa não morre de facto solteira, vive em bigamia com o PS e o PSD e sempre que necessário com o CDS". O deputado bloquista Luís Fazenda acusou, por seu turno, o primeiro-ministro e o PS de já saberem o "mau rumo das contas públicas" na campanha de 2009. Cecília Meireles, do CDS, deixou um aviso: "À custa da redução do rendimento dos portugueses, o Governo pode reduzir o défice, mas não conseguirá lançar o País numa rota de crescimento económico."
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