Pelos vistos assim é. Segundo o Jornal de Negócios, Durão Barroso "apontou hoje a contracção do crédito como um dos grandes problemas da actual crise financeira e económica e disse ser urgente "reabrir a torneira do crédito para irrigar a economia". José Manuel Durão Barroso, que falava em Bruxelas numa conferência promovida pelo Comité Económico e Social Europeu para discutir a resposta europeia à crise, disse que "esta crise sem precedentes" se deve à associação de "uma redução muito forte da procura" e uma "contracção do crédito" que impede o crescimento económico.O presidente do executivo comunitário defendeu ser absolutamente necessário "quebrar o ciclo vicioso da desconfiança e restabelecer confiança no sistema financeiro", pois "sem confiança não há fluidez do crédito" e "a urgência das urgências é reabrir a torneira do crédito".Durão Barroso contou que teve recentemente uma reunião com representantes de todos os sectores industriais europeus, tendo todos dado conta de duas questões comuns: "a queda de procura mas, sobretudo, e para eles a principal preocupação, a falta de crédito"."Mesmo empresas de grande dimensão têm actualmente algumas dificuldades, quanto mais as pequenas e médias empresas", salientou. Apontando os activos tóxicos como "o principal obstáculo à retoma do crédito", o presidente da Comissão Europeia insistiu na necessidade de ser aplicadas regras que assegurem maior transparência e responsabilidade nos sistemas financeiros, repetindo que essas reformam têm de ser levadas a cabo "agora ou nunca". Durão Barroso comentou que se avizinha "uma sequência de encontros políticos decisivos para a Europa", o primeiro dos quais já esta semana, com a realização da "Cimeira da Primavera", quinta e sexta-feira em Bruxelas, na qual os líderes europeus deverão dar um "impulso político determinante" ao plano de relançamento económico. Lembrando que o plano foi acordado em Dezembro último, o presidente da Comissão criticou aqueles que defendem já planos alternativos, quando aquele apresentado pelo executivo comunitário só agora está a começar a ser implementado. "Mais acção e menos gesticulação", pediu Durão Barroso".
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