domingo, abril 06, 2008

PSD da Madeira: que satisfação!

Hoje estou satisfeito. Finalmente regressei à posição de vogal da Comissão Política do PSD da Madeira, exactamente por onde (e como) entrei em 1991. Deixou de haver o secretário-geral-adjunto que apenas por isso era "mais importante" que os outros ou tinha que falar para tapar as ausências ou as recusas dos outros, etc. Hoje voltei a ser, como gosto de ser, um entre muitos, igual a todos, simples. O que disser não vale mais do que qualquer outro meu companheiro de Comissão Política porque estamos todos a um mesmo nível. Até o meu silêncio valerá sempre o que o silêncio de qualquer um deles valer. Preservo a minha liberdade de opinião e de pensamento, continuarei a ser exactamente o que fui até hoje, sem hipocrisia, sem disfarçes, sem mostrar o que não sou. Este meu blogue - enquanto tiver prazer e disponibilidade - será um espaço pessoal, de afirmação dessa minha liberdade, não podendo, nem devendo por isso ter outras extrapolações. Muito menos agora em que deixaram de existir pretensos patamares de importância separando pessoas. Aliás, e embora apenas a publicar amanhã, acho que não faz mal transcrever uma das passagens do meu artigo de opinião do "Jornal da Madeira" para ajudar as pessoas a perceberem o meu estado de espírito, falando um pouco de mim: (...) "Aliás vou-vos fazer hoje uma confidência, que ajuda a perceber o meu enquadramento neste processo, a de que tinha solicitado, a quem de direito e em devido tempo, a dispensa de pertença de qualquer órgão partidário, o que não significaria abandonar a actividade partidária, com base numa militância coerente que não nasceu hoje, nem precisou de hipotecar a dignidade pessoal ou de vergar a espinha dorsal ao serviço de gentinha sem nível ou de estratégias e ambições pessoais que, posso garantir, a seu tempo serão denunciadas ao pormenor, desmontadas e combatidas de forma exemplar. E podem ter a certeza disso. Aliás, vem mesmo a propósito de oportunistas e paraquedismo, enquanto escrevo estas linhas, em casa, curiosamente tenho à minha frente a medalha, o emblema e o diploma que há quatro anos foram distribuídos pelo PSD nacional aos militantes com 30 anos de filiação. Decididamente não sou, nem “cristão-novo”, nem pára-quedista. Significa isto que a minha presença num órgão partidário resultou apenas do facto de ter sido o Presidente do partido a entender – dirão alguns que mal, mas a opção foi dele – que seria útil a minha continuidade, facto que explica a minha aceitação e ajuda a desmistificar, de uma vez por todas, as encenações que por aí andaram quando foi anunciada a extinção do cargo de secretário-geral adjunto, proposta que eu próprio formalizei, suposto prelúdio para um saneamento não consumado. E falo assim porque tenho, graças a Deus, a noção do que se passa, conheço bem os meandros, conheço todos os esquemas, sei como tudo “isto” gira, sei os contornos essenciais. Podem crer".

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