Este é um dos temas da edição de ontem do semanário "Expresso", num trabalho da jornalista Vera Lúcia Arreigoso: "O insecto transmissor da dengue e da febre amarela está a aumentar na Madeira. Os cientistas admitem que já esteja no continente e vão começar a procurá-lo. Chama-se "Aedes aegypti", transmite dengue e febre amarela e está a aumentar na Madeira. O mosquito instalou-se na baixa do Funchal em 2005 e actualmente infesta uma área onde vivem 40 mil pessoas. A autarquia e a Direcção Regional de Saúde Pública admitem que não vão conseguir erradicar o insecto e que os esforços estão agora concentrados em tentar controlar a população de mosquitos. O caso só não é alarmante por que, até ao momento, não foi detectado nenhum insecto ou pessoa infectados. O "Aedes aegypti" é apenas um dos vários mosquitos tropicais que estão a chegar à Europa através de pneus, jarras e plantas importados onde depositam os seus ovos, capazes de eclodir em contacto com a água após um ano em ambiente seco. O vector de outra doença tropical - chikungunya - também está a preocupar os cientistas. A presença do insecto está confirmada em vários países do sul da Europa, como a vizinha Espanha, e há registos de surtos da doença em Itália e em França. Em Portugal o cenário é pouco conhecido e as respostas só vão surgir a partir de 2008, quando a Direcção-Geral da Saúde e o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge iniciam o Sistema de Vigilância Epidemiológica de Vectores (REVIVE). O objectivo do programa é detectar que mosquitos estão em Portugal, com especial atenção para o vector (do género "Culex") do vírus do Nilo ocidental, que em 2004 infectou dois turistas irlandeses no Algarve".
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