terça-feira, julho 29, 2008
Banana: acordo foi ao ar com fracasso de Doha?
Banana: Comissão ameaça, sem Doha não há acordo...
Açores: oito artigos inconstitucionais
Porutgal contra falta de protecção dos vinhos do Porto e Madeira
Segundo a jornalista Teresa Sousa do Publico, "Portugal apoia França na recusa do compromisso: Portugal integra um grupo de países que "não se revê" no compromisso em discussão na Organização Mundial do Comércio (OMC), exigindo que a Comissão Europeia, que negoceia em nome dos Vinte e Sete, melhore os seus termos. "Um grupo significativo de Estados-membros não se sente confortável" com as propostas, afirmou Luís Amado, ministro dos Negócios Estrangeiros, durante um encontro com jornalistas em Lisboa, precisando que Portugal é um deles. A França é o país mais hostil aos termos do acordo, sobretudo devido à falta de garantias de protecção das "indicações geográficas", como os vinhos do Porto e Madeira, ou os queijos parmesão ou roquefort. Os franceses procuravam organizar ontem à noite uma reunião entre os países recalcitrantes para a definição de uma posição comum, que deveria incluir Portugal, Itália, Irlanda, Hungria, Polónia e Lituânia".Espanha contra o polémico acordo da banana
Aviação: 3ª maior companhia do mundo a caminho?
Segundo o "La Provincia", que cita a agência de noticias OTR Press, "Iberia y British Airways negocian su fusión poniendo la semilla así a la creación de una de los mayores grupos aéreos internacionales. Las compañías, cuyo objetivo es mantener ambas marcas dentro de un grupo, prevén emplear varios meses en dicho proceso. Para preparar la operación, Iberia ya se había asegurado casi un 10% del capital de la británica. La entidad fusionada cotizará tanto en la Bolsa de Londres como en la de Madrid. En rueda de prensa conjunta, los máximos responsables de ambas aerolíneas expresaron su intención de que el proceso culmine en menos de un año. Las acciones de Iberia subieron hoy en la bolsa de Madrid más de un 20 por ciento.El consejo de administración de la aerolínea presidida por Fernando Conte ha aprobado "unánimemente iniciar conversaciones" con su socia británica para una "potencial fusión" mediante intercambio de acciones, según ha anunciado la compañía española en un comunicado remitido a la Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV). Por su parte, British hizo lo propio en la Bolsa de Londres y también ha confirmado las negociaciones.Para equilibrar la situación accionarial antes de abordar la operación, Iberia adquirió durante los meses de mayo y junio una participación "estratégica" del 2,99% del capital de British Airways y derivados financieros por un 6,99%, aunque descarta incrementar su exposición económica en relación con el capital de la aerolínea británica por encima del 9,99%". Um tema também muito bem desenvolvido e explicado aqui, no Publico espanhol.Tribunal Constitucional chumba Estatuto Político-Administrativo dos Açores
Morreu o Jesus
A Assembleia Legislativa da Madeira guardou hoje um minuto de silêncio pelo falecimento do seu funcionário, João Jesus, falecido ontem depois de durante vários meses ter enfrentado, com a tenacidade que situações extremas como estas permitem, uma doença grave. O Jesus não foi bafejado pela sorte já que a uma primeira enfermidade, que durante anos o colocou na dependência da hemodiálise, juntou-se uma doença cancerosa irreversível. Conheci o Jesus nos anos 70, num Torneio de Futebol que se realizava no Almirante Reis e onde nasceram grandes jogadores de futebol. Alinhava eu pela equipa representativa do Liceu do Funchal que participou nesse Torneio e o Jesus era, se bem me lembro, o "capitão" da equipa da Escola Gonçalves Zarco, que "nasceu" e funcionou na antiga Escola Industrial e Comercial do Funchal (com jogadores como Arnaldo Carvalho, Mário Freitas, Emanuel, Ivo Correia, Coelho, etc). Jesus era um jogador que dava nas vistas pela técnica, pela tranquilidade e pela "leveza" com que se movimentava em campo. A "Gonçalves Zarco" deixou pergaminhos nesse Torneio graças a este grupo de jogadores. Sei que chegou a andar muito perto da primeira equipa do Marítimo, mas os primeiros sinais da sua primeira doença (renal) afastaram-no de uma carreira de futebolista que eu tenho a certeza teria sucesso. Acabei por reencontrar o Jesus na Assembleia Legislativa, onde era funcionário. A mesma pessoa, a mesmo azar das malditas doenças que nunca o largaram da mão. É a injustiça divina que os homens por vezes não compreendem, porque parece que uns levam com tudo, porventura até demais, perdendo a esperança e ficando proibidos de sonhar, enquanto que outros parece que passam ao lado da infelicidade e do azar. Mesmo doente, estudou, valorizou-se, queria progredir na sua carreira. Fez um grande esforço porque não é fácil uma pessoa no seu estado fazer isso. Sofreu muito nestes últimos meses, muito mesmo. Morreu ontem de manhã.O Jesus foi hoje a enterrar. Finalmente encontrou a tranquilidade a que tinha direito e merecia depois do que passou na sua caminhada terrena. É nestes momentos, e parente estes casos de sofrimento e privação, que percebemos que há homens e mulheres muito mais fortes que nós, que sofrem no silêncio, para os (as) quais é mais fácil manter o sorriso na boca que ceder perante a dor. É perante gente desta que muitas vezes nos interrogamos sobre tudo, até sobre a validade de andarmos por aí engalfinhados uns contra os outros. Descansa em paz Jesus.Madeira: mais cenas do deputado do PND
O deputado do PND José Manuel Coelho voltou a comportar-se de uma forma que envergonha para a democracia e sobretudo a Assembleia Legislativa, e que nada tem a ver com o direito que lhe assiste de poder criticar aspectos funcionais da instituição. Não acredito que as pessoas que votaram no "Bexiga", porque lhe acharam piada, e elegeram Baltazar Aguiar, se revejam neste comportamento do "deputado comunista" do PND, que todos os anos até vai à Festa do Avante. Não me recordo de semelhante comportamento em nenhum parlamento. Coelho começou por protagonizar uma cena ridícula - que fica mal, desde logo para ele próprio e para a sua dignidade perante as pessoas que assistem a estas palhaçadas - sentando-se num cadeirão de praia, com chapéu, roupa adequada ao areal enquanto lia um jornal, tudo isto junto à pequena lagoa existente junto a uma das portas do edifício do Parlamento, numa alusão crítica ao período de férias parlamentares que hoje se inicia (informe-se o PND de qual o período de férias em todos os parlamentos europeus, no que diz respeito à convocação de plenários , já que as comissões funcionam normalmente). Nesta cena idiota, era ver o antigo deputado Baltazar do PND, que mais parecia um encenador, dando instruções, cuidando do visual do deputado-actor, tudo porque algumas figuras do PND andaram manhã cedo a telefonar, como fazem sempre, para os jornalistas convocando-os para a palhaçada que ele, por razões de estatuto social que todos conhecemos, seria incapaz de protagonizar. O "jet-set" não se mete em "rafeirices", não é verdade?! Por isso, nada melhor que escolher um "actor" disponível (ou forçado?) como o deputado Coelho, que lamentavelmente se sujeita a tudo, manobrado por indivíduos que se julgam iluminados - eu já sei que sou o "amanuense mais caro do país", mimo com que o deputado com mandato suspenso costuma brindar-me, não é preciso repetirem, mas não me façam falar sobre as misérias de alguns finórios ou como alguns deles vivem e à custa de quê... O PND, para estas brincadeiras, que não conseguiu mais de 3 mil votos, critica os outros mas custa ao erário público mais de 2 mil contos mensais, fora despesas resultantes da utilização de instalações do parlamento. E não me parece que o PND devolva mensalmente essas verbas ao parlamento ou que as entregue a instituições de solidariedade social. Produziram um cartaz que distribuíram pela cidade, pago pelas verbas recebidas do parlamento, mas depois "cortaram-se" todos, temendo que o Tribunal de Contas, no parecer relativo a 2007, lhes salte em cima, e lhes instaure um processo junto do Ministério Público, já que esse tipo de actividade (cartazes) não é de natureza parlamentar. O PND tem outra particularidade, a de ser o único partido da Assembleia Legislativa, embora receba verbas para esse fim, aparentemente (?) sem qualquer funcionário registado como tal, ao contrário dos demais partidos. Mas tem as suas instalações sempre cheias.... Há duas ou três semanas, foi a encenação do ordenado parcialmente entregue a uma instituição de solidariedade - por imposição dos dirigentes do PND local, e que o deputado contrariado teve que prescindir - por causa da não realização de plenários, como se fosse o PND a impôr regras no parlamento madeirense. Já agora, nestes dois meses de férias parlamentares - onde apenas funcionam, em permanência, as comissões parlamentares, das quais o deputado Coelho não faz parte (portanto ele será um dos deputados regionais que mais férias gozará) - a quem vai este parlamentar entregar os salários e respectivo subsídio de férias? Hoje voltou a protagonizar outra cena no plenário, assanhando-se todo depois de ter recebido um telefonema dos "assessores" do PND - é assim que as coisas funcionam. Sem que a Mesa lhe desse a palavra - uma das mais elementares normas do parlamentarismo e da boa educação - o deputado levantou-se e resolveu falar, microfone desligado e tudo, numa gritaria triste, provocando uma interrupção dos trabalhos até que tudo se normalizasse. Eu dou razão a Manuel Monteiro: o PND é hoje um um partido de extrema-direita. Realmente com cenas destas - a quem interessa desacreditar as instituições democráticas senão à extrema-direita, às ideologias totalitárias apologistas de modelos políticos nas quais o parlamento não existe ? - o melhor é extinguir o partido, aliás como ele já admitiu. Um conselho do deputado Coelho: aproveite as férias para reflectir, até porque a rotatividade não tarda muito vai mandá-lo para fora. E um desabafo: confesso, e acredite se quiser, é-me indiferente, que nunca o imaginei aceitar ser cúmplice de cenas que não o dignificam, desde logo enquanto pessoa credora de respeito, como todas as demais, as quais eu não acredito o façam sentir-se realizado. E isto nada tem a ver com o facto de se assumir, repetidamente, como um comunista e/ou anarquista (expulso do PCP), memso sendo agora deputado do PND, porque até sou capaz de achar isso normal. Não tem nada a ver com a liberdade e o direito que tem de criticar politicamente o regime social-democrata, atacar a governação ou alguns dos seus protagonistas ou do partido maioritário. Tem a ver com uma coisa superior, com o seu direito a ter direito à dignidade, a ser o cidadão José Manuel Coelho, e não o "tipo do relógio", ou "deputado da cadeira de praia" que faz umas palhaçadas ou coisas do género. Por acaso vê os que o mandam fazer tudo isso, seguir-lhe o exemplo? Lembra-se do que se passou e do que foi obrigado a fazer, quando na Assembleia acusou o grupo Sousa (de Luis Miguel Sousa) de ter financiado o CDS/PP e descobriram que lhes tinham dado uma "falsa informação"?segunda-feira, julho 28, 2008
Portugal: desemprego é principal causa do crédito malparado
Morreu Randy Pausch, o professor da «última palestra»
Economia: FMI faz alertas preocupantes...
Cautelas nunca fizeram mal...
Aviação: conclusões do Estudo da ACIF sobre as "low cost" na Madeira
A entrada das LCC na RAM constitui um factor que poderá causar uma descontinuidade no turismo e nos modelos de distribuição e promoção turística da RAM. Os diversos cenários que se configuram no futuro desenvolvimento turístico da RAM colocam fortes desafios à estruturação da sua oferta e integração dos modelos de promoção e de captação de turistas.Não obstante o futuro ou cenário que se venha a apresentar, a RAM necessitará colocar em prática um conjunto de acções tendentes, por um lado, à dotação da flexibilidade necessária aos agentes face às alternativas de sustentabilidade do modelo de negócio das LCC e, por outro lado, à criação de condições de desenvolvimento de imagem e de competitividade do destino Madeira, que o marquem como um destino reconhecido a nível Europeu.
Neste âmbito, e não obstante os diferentes impactos que as LCC poderão vir a apresentar ai nível da Economia regional, importará aos vários agentes, institucionais, públicos e privados, a concertação da sua actuação, no sentido da implementação com sucesso das linhas de orientação estratégicas preconizadas, potenciando o crescimento da economia e, mais concretamente do turismo, na RAM. O nível de concertação exigido surge de uma dinâmica de mercado que requer a adaptação das estratégias dos agentes e a revisão dos seus modelos de negócio, de forma organizada, no sentido de:
Aviação: penetração das low cost na Madeira
Em Portugal, a taxa de penetração das LCC ainda não se apresenta em níveis tão elevados. A TAP representa ainda uma parcela relevante da oferta (45%) neste mercado, sendo que as LCC encontram-se a conquistar continuamente clientes, representando à data, pouco mais de 20% dos lugares disponibilizados. A distribuição do mercado do transporte aéreo comercial é:
A elevada penetração das LCC veio assim criar no sector do transporte aéreo novos desequilíbrios num mercado que se encontrava em amadurecimento. Desta forma, verifica-se actualmente um excesso de oferta que tem vindo a criar uma concorrência pelo preço. Estes factores, aliados à escalada exponencial do preço dos combustíveis, poderá colocar em causa a continuidade de algumas companhias, pelo que se prevê uma possível consolidação do sector a curto/médio prazo.

O balanço da entrada e crescimento das companhias low cost pode-se assim resumir como preliminarmente positivo, mas com alguns “contras” que deverão ser tidos em consideração:
(fonte: Estudo da ACIF, Julho de 2008)
Turismo: agências de viagens ainda merecem confiança

Não obstante, importa ter presente que a penetração da Internet é uma realidade crescente na grande maioria dos países de consumo e o seu grau de adopção varia inclusivamente de país para país. Assim, o canal on-line, que representava, em 2003, 10% das reservas de viagens, tem maior expressividade nos países da Europa do Norte (14% no Reino Unido e 13% na Alemanha) e menor relevância em Portugal (3%).
O turismo na RAM sob o ponto de vista dos agentes
No que diz respeito aos factores diferenciadores do turismo da Madeira, em relação a outros destinos, verifica-se uma unanimidade de opinião, ou seja, o clima, segurança, limpeza, tranquilidade e oferta hoteleira de qualidade. São também apontadas como ponto forte as boas infra-estruturas de apoio, a diversidade de produtos turísticos e a beleza natural do destino. É entendido que, “à partida”, e se o destino for promovido correctamente, dadas as suas características já mencionadas, não é expectável que a introdução das LCC venha a ter um impacte significativo no perfil do turista da RAM.
No que diz respeito à promoção, entende-se que é importante torná-la mais eficaz, definindo concretamente objectivos estratégicos, públicos e
mercados-alvo. Alguns entrevistados apontaram a senioridade do turista característico na Madeira como um ponto fraco, em contraposição a outras opiniões que o classificaram como ponto forte. A dependência da TAP para ligação ao continente sublinha a expectativa do surgimento de uma nova companhia a operar esta rota, na sequência da liberalização do tráfego aéreo da região. Entende-se que é imperativo traçar um plano com vista a uma melhor adequação da oferta à procura, em quantidade (fonte: Estudo da ACIF, Julho de 2008)
Madeira destino do turista sénior europeu

Os turistas do Reino Unido têm vindo a ser substituídos por portugueses e outras nacionalidades
No que respeita ao ritmo de crescimento do número de dormidas em estabelecimentos hoteleiros, na RAM, no período 1999-2007, tem evoluído a uma taxa de 2.9%, um valor bastante abaixo à evolução registada em número de hóspedes entrados, no mesmo período. A análise histórica do número de dormidas, permite identificar que, em média, cerca de 50% das mesmas foram efectuadas por turistas do Reino Unido e da Alemanha, apresentando Portugal também uma quota significativa, de cerca de 13% a 15% das dormidas registadas. No entanto, todos estes mercados têm apresentado comportamentos distintos ao nível das taxas de crescimento no período 1999-2007.
A estadia média do turista da RAM apresenta tendência para redução
Comparando a estadia média com a origem do turista, pode-se verificar que os turistas provenientes da Alemanha e do Reino Unido são os que maiores estadias apresentaram no período em análise, registando, em média, cerca de 9 e 8 dias respectivamente. Os turistas nacionais, em contrapartida, apresentam os valores mais baixos (cerca de 3.5 dias), justificados especialmente por uma procura de turismo de negócios e short break, relevante face às restantes origens (fonte: Estudo da ACIF, Julho de 2008)
Aviação: projecções ajustadas do tráfego de passageiros nos aeroportos da Madeira prevêem o esgotamento da sua capacidade apenas em 2027
A actual capacidade de 3.9 milhões de passageiros por ano do Aeroporto da Madeira e de 1.2 milhões de passageiros por ano do Aeroporto de Porto Santo será, segundo a ANAM, optimizada para gerar ganhos de eficácia e eficiência até 2025. No entanto, ajustadas as estimativas aos valores reais verificados até 2007, prevê-se que os aeroportos da Madeira esgotem a sua capacidade de resposta em 2027 (5 211 mil passageiros). O Aeroporto da Madeira pratica taxas aeroportuárias sensivelmente 2 vezes superiores às que são praticadas em outras estruturas aeroportuárias no território nacional, o que poderá representar constrangimentos às oportunidades existentes como a entrada das companhias de baixo custo e a consequente abertura a rotas com novos pontos europeus (fonte: Estudo da ACIF, Julho de 2008)