quarta-feira, janeiro 30, 2019

Diesel, híbrido ou elétrico: qual o carro ideal?

Com a tecnologia a evoluir a bom ritmo é preciso fazer contas e ver as opções na hora de comprar um carro. O Repórter da SIC Rui Pedro Reis mostra-lhe as variáveis

Nicolás Maduro aberto ao diálogo com a oposição

O apoio dos militares é mais importante que nunca para Nicolás Maduro e poderá decidir o braço de ferro com Juan Guaidó. Em visita à base militar do Forte Tiuna, o presidente venezuelano exigiu justiça para os traidores mas garantiu estar aberto ao diálogo com a oposição e acusou os Estados Unidos de estarem por trás da autoproclamação de Guaidó: "É apenas a frustração da Casa Branca porque eles não conseguem controlar a Venezuela, é muito delicado. O que é que estou a fazer? A exercer a minha liderança; a ser o Comandante-em-chefe constitucional." Apesar do antagonismo norte-americano e do ultimato europeu, Nicolás Maduro está longe de estar sozinho. Afinal de contas tem um aliado de peso: "Temos o apoio da Rússia a todos os níveis e recebemo-lo com alegria e gratidão. O que é que pedi ao presidente Putin? Que estivesse em permanente contacto." As declarações de Maduro foram proferidas a uma agência de notícias russa. Não foi coincidência, o discurso de Moscovo é bastante semelhante ao de Caracas. O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, refere que o objetivo do seu país passa por "criar condições para o diálogo entre o governo (venezuelano) e a oposição" e que falaram sobre isso "com os nossos parceiros venezuelanos, com a República Popular da China, com os países latino-americanos e com os europeus". E se Maduro procurou apoio em Moscovo, Juan Guaidó fez o mesmo em Washington. Venezuela é cada vez mais o palco por excelência da guerra fria dos novos tempos.

O drama do desemprego na Alemanha

Um em cada três desempregados na Alemanha não consegue pagar com regularidade uma refeição adequada. Os dados foram apresentados pela Agência Federal de Estatística em resposta a um inquérito parlamentar do partido de esquerda Die Linke (A Esquerda). São cerca de cinco milhões de pessoas que se encontram nesta situação, o que representa 7,5% do total da população alemã. Por outro lado, cerca de um terço dos alemães com mais de 16 anos não consegue fazer face a despesas inesperadas como reparações automóveis, por exemplo. Os dados constam de um estudo de 2017 da União Europeia sobre rendimento, inclusão social e condições de vida. Em dezembro do ano passado, a taxa de desemprego na Alemanha ficou nos 4,9%. O número representa um agravamento de 0,1 pontos percentuais em relação a igual período do ano anterior.

Venezuela: EUA declaram que qualquer ato de intimidação contra Guaidó terá resposta

Judite de Sousa está em Caracas e acompanha a crise política que volta a ter protestos agendados para esta quarta-feira e para sábado.

Nicolás Maduro rejeita a realização de eleições presidenciais

Maduro concorda que antecipar as legislativas pode ser um caminho para resolver a crise política na Venezuela. Declarações do presidente venezuelano, no dia em que estão previstas em todo o país manifestações de apoio a Juan Guaidó.

Juan Guaidó acusado de perturbação da ordem pública

Autoproclamado Presidente da Venezuela está proibido de sair do país e tem as contas congeladas.

Bancos portugueses empurraram com a barriga créditos problemáticos

Banca portuguesa antecipou ajudas do Estado e facilitou financiamento de alto risco a empresas, refere um estudo do Banco Central Europeu, entre o período de 2011 a 2012, divulgado esta semana. A concessão de créditos de risco por parte dos bancos portugueses entre 2011 e 2012 incentivou financiamentos a empresas com dificuldades e a antecipação de ajudas públicas à banca terá contribuído para que o setor empurrasse com a barriga a contabilização de perdas em créditos em incumprimento nos seus balanços. Estas são duas das conclusões de um estudo do Banco Central Europeu, divulgado esta semana, com incidência sobre os exercícios de 2011 e 2012, precisamente aqueles em que houve alterações relativas a requisitos de rácios com impacto no capital dos bancos por parte da Autoridade Bancária Europeia (EBA).
No estudo pode ler-se: "Demonstramos que os bancos afetados pelos novos requisitos responderam com uma redução do montante geral do crédito mas, mais importante, também pela canalização de mais crédito a empresas com problemas financeiros e em que as perdas de crédito não estavam totalmente refletidas nos balanços". Ou seja, em vez dos bancos reportarem perdas com alguns créditos em incumprimento, reestruturavam os mesmos, de forma que não implicassem maiores exigências de capital. Durante o período em análise os bancos rolavam os empréstimos problemáticos para evitar execuções e evitar contabilizar a perda decorrente desse empréstimo.

Europeias de 2019: será que se esqueceram desta realidade?

MADEIRA

A realidade eleitoral nas europeias madeirenses considerando apenas as eleições de 2004 a 2014:
1999
Abstenção, 55,3%
PSD, 55.445 votos (com CDS)
PS, 26.871
PCP, 2.978
BE, 933 votos
2004
Abstenção, 54,1%
PSD, 52.331 votos (com o CDS)
PS, 31.853
PCP, 4.977
BE, 3.286 votos
2009
Abstenção, 59,8%
PSD, 54.909
PS, 15.360
CDS, 8.715
PCP, 6.955
BE, 5.693 votos
2014
Abstenção, 66,1%
PSD, 27.079 votos (com CDS)
PS, 19.713
PCP, 4.199 (superado como 4º partido pelo  PTP)
BE, 3.216 votos
Conclusões (entre 1999 e 2014):
- entre 1999 e 2014, a abstenção mais elevada foi registada em 2014. Foi neste ano também que o PSD-Madeira, sozinho ou coligado com o CDS (por determinação nacional e não opção regional, dado que se trata de uma lista nacional única) obtém e o seu pior resultado eleitoral para as europeias.

AÇORES

No caso dos Açores, e considerando apenas os dois partidos mais votados, temos o seguinte quadro:
1999
Abstenção, 69,1%
PSD, 25.450 votos (coligação com CDS)
PS, 27.419 votos
2004
Abstenção, 69,3%
PSD, 23.804 votos (coligação com CDS)
PS, 28.662 votos
2009
Abstenção, 78,3%
PSD, 19.610 votos
PS, 16.081 votos
2014
Abstenção, 80,6%
PSD, 13.266 votos (coligação com CDS)
PS, 18.497 votos
Conclusões (entre 1999 e 2014):
- no caso dos Açores, a pior abstenção foi registada em 2014, mais de 80% (!!!!) tal como o PSD somou nesse ano o seu pior resultado de sempre, quer concorrendo sozinho, quer em coligação com o CDS. O PS teve o pior resultado eleitoral em 2009.

terça-feira, janeiro 29, 2019

RTP: culpados? Uma empresa a definhar e a precisar de investimento e modernidade técnica

fonte: Correio da Manhã

Saúde: Curiosidades...a reter!

fonte: Correio da Manhã

Portugal é o 30º país com a administração pública mais corrupta


Venezuelanos temem que crise política se transforme em conflito armado

A tensão na Venezuela aumenta a cada dia que passa. Com as manifestações marcadas para sábado, a população teme uma escalada de violência, como testemunham os enviados da da SIC, Sofia Arêde e Fernando Silva

Juan Guaidó admite temer pela vida perante as ameaças que tem recebido

Apesar das ameaças, o autoproclamado Presidente interino da Venezuela não desiste da intenção de derrubar Maduro.

Maduro diz atitude dos EUA é ilegal, unilateral, imoral e criminal

Os Estados Unidos anunciaram sanções contra a empresa estatal de petróleos da Venezuela. Uma forma de impedir que Nicolás Maduro continue a ter acesso ao dinheiro da venda de produtos petrolíferos. O ainda presidente venezuelano responsabiliza Donald Trump pelo banho de sangue que possa vir a acontecer.Maduro aconselha também a União Europeia a não seguir os passos dos norte-americanos.

Nicolás Maduro acusa Trump da crise na Venezuela que já provocou 35 mortos

A crise política na Venezuela já provocou 35 mortos e oitocentas e cinquenta pessoas foram detidas Está em marcha um Plano para acabar com a rebelião nas ruas. Os defensores dos direitos humanos denunciam que as Forças de Operações Especiais da Polícia Nacional estão a ser usadas para reprimir, perseguir e assassinar manifestantes.Nicolás Maduro acusa o líder da oposição de ser o responsável pelas sanções impostas à Venezuela, e acrescenta que a decisão dos Estados Unidos é ilegal.

EUA reforçam sanções a petrolíferas venezuelanas

Os Estados Unidos decretaram novas sanções para as petrolíferas venezuelanas. As sanções foram anunciadas pelo conselheiro de segurança de Donald Trump. Para John Bolton, os Estados Unidos não podem admitir que Nicolás Maduro continue a roubar o povo venezuelano

Utentes avaliaram os hospitais: Eis os melhores e os piores

A DECO quis saber como têm sido as experiências dos portugueses nos hospitais em Portugal e, para isso, questionou quase dois mil portugueses. Os resultados foram agora publicados num relatório. De destacar que a avaliação é feita à experiência que cada português questionado teve numa ida ao hospital, não sendo o hospital no seu todo que é avaliado, mas sim determinadas variáveis (ida às urgências, internamentos e consultas externas). O ministro da Saúde admitiu hoje que Portugal está com um atraso de 10 anos no investimento em infraestruturas e equipamentos na área da saúde.
Mais de 1.700 portugueses responderam às perguntas da DECO sobre as experiências hospitalares, o que permitiu à Associação de Defesa do Consumidor elaborar um relatório, concluindo que os hospitais públicos não são os preferidos dos portugueses. No entanto, a DECO sublinha que as instituições hospitalares com nota mais reduzida “foram, ainda assim, bem avaliadas”. “Todos os 42 hospitais estudados registaram mais de 74% na apreciação global. Em síntese, os portugueses dão um voto de confiança aos seus hospitais, mas mantêm uma vigilância exigente", lê-se no relatório que também destaca que "esperas mais curtas e confortáveis, menos ruído, opções alimentares que vão ao encontro das preferências e necessidades dos doentes, e servidas a horas adequadas, assim como melhor comunicação com o hospital, são áreas prioritárias".
As boas experiências
De acordo com o referido relatório, o que contribuiu para a avaliação positiva feita pelos utentes foi a “experiência proporcionada pelos profissionais de saúde e as condições dos hospitais”.  Assim, no que diz respeito a idas às Urgências, 95% dos portugueses referiu que a sua melhor experiência teve lugar na CUF Infante Santo (Lisboa) e no Hospital de Angra do Heroísmo (Açores). Depois seguiram-se a CUF Descobertas (Lisboa), com 92% das respostas, e o Hospital Ponta Delgada e o Hospital de Famalicão (90%).

Saúde: Portugueses elegem hospitais públicos só para internamento

Primeiro inquérito alargado realizado pela associação de defesa do consumidor DECO revela que os portugueses valorizam mais as unidades hospitalares privadas nos casos SOS e no acompanhamento por especialistas. O Serviço Nacional de Saúde só ganha no internamento, que por ser gratuito fica logo em clara vantagem. Os portugueses “dizem ter vivido boas experiências nos hospitais, mas criticam o tempo de espera, o ruído e a alimentação”. A conclusão consta de uma avaliação alargada feita pela associação de defesa do consumidor DECO a 42 hospitais públicos e privados, no continente e ilhas, com base nas experiências de doentes nos seis a doze meses anteriores. O sector privado vence. Ganha o primeiro lugar na experiência total e empata na particular das Urgências e das consultas externas. As unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) só têm a liderança no internamento, estando logo em vantagem pela gratuitidade.
A partir de 1723 entrevistas sobre idas recentes ao hospital, a DECO conseguiu apurar que, “em termos globais, os portugueses relataram experiências muito positivas”, isto é, “todos os 42 hospitais estudados registaram mais de 74% na apreciação global”. E destacam: “Aos olharmos para as experiências com os profissionais de saúde, verificamos que estes podem mesmo fazer a diferença, por vezes os resultados são ainda mais elevados do que os registados pelo respetivo hospital como um todo.”

segunda-feira, janeiro 28, 2019

Luso-venezuelanos juntam-se em clube na Madeira

No clube, para além de se falar no impasse político, servem-se arepas, empanadas e cachapa com queijo, especialidades da gastronomia venezuelana.

Maduro faz ouvidos moucos ao ultimato europeu para marcar eleições

Foram presas 800 pessoas em apenas uma semana, no país, na sequência dos protestos contra o regime

Petroleiro venezuelano retido no Tejo há mais de um ano e meio

Navio está arrestado entre o Terreiro do Paço e Santa Apolónia. Há mais de um ano e meio que um petroleiro ao serviço da petrolífera estatal da Venezuela está parado, no rio Tejo. A tripulação mantém-se a bordo por razões de segurança. Existem pelo menos dois processos de arresto para este navio, no tribunal marítimo de Lisboa sem sinais de avanço. Mas não é caso único. A SIC descobriu mais dois petroleiros que estão parados desde o início de 2017, na Lisnave, em Setúbal.

Joe Berardo abriu as portas de sua casa a Manuel Luís Goucha

A Quinta da Bacalhoa é uma antiga propriedade da Casa Real Portuguesa, actualmente pertence à Fundação Berardo, cujo patriarca é o madeirense Joe Berardo.

"O que sabem os gigantes da internet sobre nós?"

José Alegria, perito em cibersegurança, esteve no Jornal das 8 para desmistificar a maneira como funcionam as trocas de dados na internet

Todos os dias há 40 roubos de identidade em Portugal

São 15 mil por ano. A maior parte destes roubos tem lugar online. Um fenómeno que por isso mesmo tem tendência para aumentar, já que cada vez mais as vidas do dia-a-dia são partilhadas em rede, sujeitas aos riscos de caírem em mãos criminosas. Um alerta que fica neste dia mundial da proteção de dados.

Venezuela: Guaidó promete vaga de manifestações para sábado

O autoproclamado presidente interino da Venezuela apela a uma vaga de manifestações no país e no estrangeiro contra Nicolás Maduro. Juan Guaidó quer a máxima pressão para que o presidente de facto ceda ao ultimato de vários países europeus, incluindo Portugal, para que se convoquem eleições livres. Já Nicolás Maduro garante que não cede e que tudo não passa de uma orquestração internacional, liderada pelos EUA.

Venezuela. EUA ameaçam retaliar se houver violência contra Juan Guaidó

Os Estados Unidos alertaram que, caso os diplomatas norte-americanos ou o auto-proclamado Presidente interino da Venezuela sejam agredidos ou intimidados, a Casa Branca vai responder à altura. Juan Guaidó convocou, entretanto, novos protestos contra Maduro.

Juan Guaidó: "Não é pela força que vão ganha

Desde o início dos protestos na Venezuela já se registaram 35 mortos e 850 detenções. Os números, apresentados por várias Organizações Não Governamentais, são mais que suficientes para Juan Guaidó fazer um apelo ao fim da violência mas só isso não chega. O presidente autoproclamado está bem consciente que precisa das forças armadas do seu lado para derrubar Nicolás Maduro e nesse sentido tem vindo a garantir imunidade para os soldados que desobedecerem às vozes de comando do atual regime. Os seus apoiantes puseram mãos à obra, distribuindo cópias da Lei da Amnistia entre os soldados mas muitas dessas cópias acabaram por ser queimadas. Juan Guaidó convocou esta segunda-feira mais duas manifestações (na quarta-feira e no sábado) e aproveitou para agradecer o apoio da União Europeia, que exigiu eleições livres a Nicolás Maduro: "O passo que deu a Europa foi muito importante, dar um ultimato a um ditador para procurar uma solução pacífica." O ultimato parece ter caído em saco roto, Nicolás Maduro prepara-se para a guerra. Dirigiu-se às Forças Armadas do país para lhes dizer que "ninguém respeita os fracos, os cobardes, os traidores... ninguém! Neste mundo respeitamos os bravos, os corajosos. Respeita-se o poder e temos de fazer respeitar o poder da nação venezuelana com o poder militar." Palavras que não assustam Juan Guaidó, para o presidente autoproclamado, a estratégia do atual regime está condenada ao fracasso: "Acreditam que a repressão ou os sequestros vão deter a mobilização. O regime está errado. Não é pela força que vão ganhar. Na verdade já perderam, já estão derrotados."

Emigrantes portugueses na Venezuela recomeçam a vida em Portugal

Jorge Alves nunca pensou que aos 54 anos teria de recomeçar do zero, depois de uma vida de trabalho na Venezuela. A situação no país obrigou-o a ele e a outros milhares de emigrantes a voltarem a Portugal, país onde nasceram, mas do qual a distância e o tempo os afastou. "Eu fui com 17 anos para a Venezuela e estive lá 37 anos. Agora, aqui sou mais um migrante. Já sou mais venezuelano do que português", afirma, dando conta das dificuldades em readaptar-se ao país natal. Com o filho, Jorge abriu um restaurante de comida venezuelana no Porto, mas espera voltar à Venezuela, onde deixou negócios entregues aos empregados. Negócios que espera salvar e pelos quais prefere não comentar a situação política no país. Mas os empregados, os dois venezuelanos, não têm receio em dizer que este regime tem de cair. "Já foram dados alguns passos da Organização dos Estados Americanos e da ONU e espero que se tente pressionar o mais possível os agentes políticos e que cheguem a um acordo para convocar eleições e se possa chegar a um ponto de encontro de todo o país, que foi o que nos fez falta nos últimos anos", diz Luis Mujica, geoquímico de 33 anos, que chegou apenas há dois meses a Portugal. "Penso que todos os venezuelanos temos uma esperança muito grande, pelo que está a acontecer agora com o presidente Guaidó. A nível internacional já vemos que se está a tomar mais medidas sobre o assunto", afirma Mary Léon, de 44 anos, que era cabeleireira na Venezuela, país que deixou há quatro anos. O Governo português está a seguir atentamente os acontecimentos na Venezuela, país onde existe uma comunidade de portugueses e lusodescendentes, que se estima que possa incluir 300 mil pessoas.

Venezuela: La entrevista completa de Juan Guaidó con Patricia Janiot


Venezuela: Por dentro do shopping de luxo que virou centro de tortura de presos políticos


Eleições: o efeito em cadeia...

O PSD-Madeira e demais partidos em geral (sobretudo os que aspiram a eleger mandatos) certamente que me darão razão - se não derem o problema é deles porque a minha opinião não a mudo, já que alicerçado em factos concretos com os  quais lidei durante muitos anos - quando afirmo, e repito, que embora sejam eleições diferentes, um mau resultado (para não dizer um péssimo resultado) nas europeias tem inevitavelmente consequências nefastas nas hostes, no que ao embate das eleições seguintes diz respeito. Ignorar esta realidade é cometer um erro que pode ser fatal

Comissões renderam aos bancos 132 milhões de euros

As comissões renderam aos bancos mais de 132 milhões de euros, em 2017. Os números são de um estudo do Banco de Portugal relativos aos vários meios de pagamento, como cartões de débito, pré-pagos e de crédito. O documento mostra ainda que os portugueses continuam a preferir pagar em dinheiro

Venezuela: Juan Guaidó já dá ordens ao exército venezuelano

Juan Guaidó, o auto proclamado presidente da Venezuela, apelou novamente aos militares para porem fim à repressão dos venezuelanos. Em resposta à recusa de Maduro em ceder ao apelo da comunidade internacional e convocar eleições, Guaidó convocou uma nova manifestação para o próximo sábado.

Maduro critica posição "insolente" da Europa

Em entrevista à CNN, o Presidente da Venezuela rejeita o ultimato de vários países para que sejam convocadas eleições esta semana.

Venezuela: Braço-de-ferro pelo apoio dos militares

Começou a luta pelo apoio dos militares venezuelanos, fundamental na tentativa de mudar ou manter o panorama atual do país. No domingo, Nicolás Maduro incitava as tropas a manterem-se leais ao seu governo, enquanto o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, anunciava uma lei de amnistia para os militares e pedia-lhes que se mantivessem fiéis à Carta Magna venezuelana: "É o momento de porem-se do lado da Constituição, não é o momento de ter medo, de passar ao lado, é o momento de respeitar o povo da Venezuela. Soldados da Pátria venezuelana dou-vos uma ordem: não disparem contra o povo da Venezuela", ordenou Guaidó. Aos 35 anos Juan Guaidó continua o braço-de-ferro com Nicolás Maduro. A apoiá-lo tem pesos pesados da comunidade internacional, entre eles os EUA e a União Europeia, mas também a Austrália que anunciou, no domingo, o seu apoio a uma transição, liderado por aquele que é presidente da assembleia nacional do país, e que culmine em novas eleições. Mas o presidente venezuelano não pretende ceder assim tão facilmente. Domingo apareceu ladeado por militares durante um exercício para mostrar unidade, disciplina e coesão. Maduro não está sozinho nesta luta tem o apoio da Rússia, China, Turquia, Síria e dos seus eternos aliados Cuba e Bolívia. O chefe de Estado descreve o que se está a passar no país como uma tentativa de golpe de Estado. Ao ultimato europeu, oito dias para convocar novas eleições, responde: "A Europa tem uma posição insolente, insustentável, imprestável e deve retirar o seu ultimato. Ninguém nos lança ultimatos. Se querem ir-se embora da Venezuela podem ir-se todos embora, já. A Venezuela seguirá o seu caminho, felizmente não dependemos da Europa", afirmou Maduro à CNNTurk. No meio de uma crise política, económica e social Guaidó pede a bancos, em todo o mundo, para "protegerem" os ativos do país, depositados nessas instituições. Isto depois do governo de Maduro ter iniciado, há alguns meses, um processo para recuperar 31 toneladas de ouro, equivalentes a cerca de mil milhões de euros, que estão no Banco de Inglaterra. Têm sido semanas de grande agitação no país. Os protestos da semana passada terminaram com 29 mortos.

Papa Francisco preocupado com situação na Venezuela

Na viagem de regresso do Panamá, onde participou nas jornadas mundiais da juventude, o chefe da igreja católica apelou a uma solução justa e pacífica que evite um banho de sangue.

Venezuela: "Sábado estaremos nas ruas da Venezuela e em todo o mundo"

O autoproclamado Presidente pediu à comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, "que não demore a sua visita à Venezuela" para que possa observar "a constante violação dos direitos humanos" no país.

Venezuela: Enviados SIC no país onde há agora dois presidentes

O último balanço dos confrontos na Venezuela, depois da grande manifestação em que Juan Guaidó desafiou o regime de Nicolás Maduro, dá conta de mais de 20 mortos.

Venezuelanos em Portugal vêem situação na Venezuela com tristeza

Três milhões de venezuelanos podem já ter fugido do país. Muitos escolheram Portugal para se refugiar da violência e da crise que se vive na Venezuela.

Maduro qualificou de "arrogante" decisão de países europeus

Nicolas Maduro rejeitou e qualificou como "arrogante" a exigência da União Europeia para que a Venezuela realize eleições justas nos próximos dias. Numa altura em que aconteceu a primeira deserção da cúpula militar que apoia Maduro. O papa Francisco pediu entretanto uma solução justa e pacífica para esta crise.

Exportação de vinho da Madeira bate recordes


Venezuela: Maduro rejeita ultimato europeu e diz não a eleições


Passos complicados na dança de poder na Venezuela

Nicolás Maduro tem tentado mostrar que é ele que continua a marcar o ritmo do país. Juan Guaidó lança apelo a militares

Papa faz apelo perante "grave situação" na Venezuela


domingo, janeiro 27, 2019

Maduro rejeita ultimato de países europeus

Nicolás Maduro rejeita o ultimato de vários países europeus para que convoque novas eleições nos próximos dias. O Presidente da Venezuela critica a ingerência estrangeira comandada pelos Estados Unidos. De onde surge agora um novo opositor: o adido militar da Venezuela em Washington recusa-se a abandonar o lugar e diz reconhecer Juan Guaidó como único presidente legítimo.

Governo de Maduro acusa Trump de procurar guerra

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela acusa Donald Trump de estar à procura de uma guerra. Jorge Arreaza defende que os Estados Unidos deviam ser ser avaliados pelo Conselho de Segurança da ONU.

Portugal vai facilitar acesso à nacionalidade a lusodescendentes na Venezuela


Europeias: Rio é que dá ordens?

Há uma coisa que não entendo, face às notícias hoje publicadas - e não desmentidas: o sr. Rio é que diz ao PSD-M quem deve ser o candidato às europeias? E na noite de 26 de Maio quem vai responder pelo que acontecer, se acontecer?

Uma outra dúvida - que nada tem a ver com as mudanças que eu acho que devem ser feitas na Europa e na República, sem que isso tenha alguma coisa a ver com pessoas: será que a possibilidade de eleição de um deputado da RAM ao PE depende da aceitação pelo Funchal do nome escolhido pelo sr. Rio? (LFM)

Europeias: Açores fora dos elegíveis do PSD?

Segundo as notícias, os Açores podem ficar sem candidato em posição elegível (o que é isso?) nas europeias deste ano. Bem vistas as coisas, e com regionais em 2020, a primeira reacção de um seguidor atento da política insular, dirá que o PSD-A tem que demonstrar no terreno - e não acomodando-se, como tem acontecido até hoje - que merece isso. Se perde todas as eleições regionais desde já não sei quando, se falha na hora da verdade, vai ser premiado com o quê e por causa do quê? Ressalvando que recentemente o PSD-A foi vítima de uma bandalhice que colocou esse partido a reboque de Passos Coelho - no Funchal quase que o PSD-M ia pelo mesmo caminho... - com os resultados vergonhosos que se verificaram nas últimas regionais, passando, segundo as sondagens, de uma vantagem de 5 a 7 pontos para mais uma derrota copiosa nas urnas. Lembram-se disso? (LFM)

Condicionar e manipular os processos de decisão partidários....

Não me venham com conversas da treta ou "notícias" compradas para veicular nas redes sociais ou nos média. Ninguém gosta mais de A do que de B, falando de candidatos e candidatos, porque ninguém perguntou isso a ninguém, em todos os partidos, sem excepção. Quando se fala abusivamente nas preferências dos cidadãos, melhor, nas alegadas e pretensas preferências dos cidadãos eleitores, isso mais não é do que um embuste, uma descarada manipulação que visa "ratificar" processos de decisão internos viciados, em que as escolhas obedecem a lógicas surreais, uma das quais a de fugir a "chatices" que resultam sempre de qualquer mudança. Se querem saber, duvido que o que se passou eleitoralmente em 2015 serviu de lição - serviu mesmo? - e por isso as pessoas que decidem deviam agir em conformidade, fazendo em 2019 o que já deviam ter feito em 2015 e não fizeram porque houve uma caça às bruxas e um ajuste de contas - se quiserem uma "vendetta" bem ao estilo italiano... - que ainda hoje deixa marcas que demoram a passar e que não são facilmente saradas por Congressos cuidadosamente preparados.
Europa? A Europa é cada vez mais uma merda decadente, distante e que precisa urgentemente de liderança fortes e prestigiadas. A Europa borrifou-se para as ilhas, para a ultraperiferia, para o combate às assimetrias, a Europa limita-se a umas pinceladas dispersas nessas temas, mas na realidade as prioridades europeias são outras. Isso não existe. A Europa vai definhar com esta gentinha que por lá anda. Até que alguém se irrite com tudo o que se lá passa e acabe com a bandalheira e o regabofe.
Na República? Zero! Os deputados falam, falam muito, mas nada resolvem, preocupam-se com o seu próprio espaço mediático, com as notícias a falar deles, sem excepção, sejam os deputados da Madeira, Faro, dos Açores, Braga ou Vila Real. É tudo igual, sempre foi assim. O que a Madeira precisa, urgentemente, porque deixou de ter em 2015, é de retomar as pontes que existiram no passado, retomar um diálogo político com o poder central que permita decisões a favor dos reais problemas das ilhas. E isso resolve-se não nos jornais, não multiplicando a palavra "exigir" 40 ou 60 mil vezes, mas fazendo as escolhas politicamente certas, não insistindo em erros que custaram milhares de votos a alguns partidos e mandatos que tanta falta fazem na legitimação de um discurso político. Espero que as lições de 2015 - e foram tantas - sejam apreendidas a tempo e que a realidade, a realidade concreta fora de portas, não funcione como travão a decisões corajosas e de mudança que têm que ser tomadas. A não ser que estejam todos à espera do previsível descalabro em Maio para depois irem apressada e tardiamente a reboque dos acontecimentos. Pensem nisso (LFM)

O alerta que desencadeou a Operação Marquês

Já se sabia que a investigação a José Sócrates começou com um relatório da Caixa geral de depósitos. Mas a dois dias do início da fase de instrução da Operação Marquês, foram reveladas as 500 páginas na íntegra. O jornal Expresso revela que estas informações foram mantidas em segredo pelo Ministério Publico. Dessa páginas consta o relatório da Caixa Geral de Depósitos sobre transferências suspeitas para a conta de José Sócrates.

Instrução da Operação Marquês começa na segunda-feira

É um dos maiores processos de sempre em dimensão e complexidade. A acusação tem mais de quatro mil páginas. Até agora são 136 volumes e 904 apensos. Este processo da Operação Marquês envolve 28 arguidos - 19 pessoas e nove empresas. Ivo Rosa vai interrogar arguidos e fazer inquirições às testemunhas, quatro meses depois do processo lhe ter sido atribuído. A RTP esteve no Tribunal Central de Instrução Criminal, onde vai começar este importante processo de portas fechadas à comunicação social.

sábado, janeiro 26, 2019

Ultimato a Nicolás Maduro

Espanha, França e Alemanha fazem um ultimato a Nicolás Maduro. O presidente venezuelano tem oito dias para convocar eleições presidenciais antecipadas. Caso recuse, Madrid, Paris e Berlim vão reconhecer o líder parlamentar Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. O presidente do Governo espanhol afirmou, este sábado, que não querem impor ou derrubar governos na Venezuela." Querem democracia e eleições livres naquele país. Pedo Sánchez anunciou que "o Governo espanhol dá a Nicolas Maduro oito dias para convocar eleições livres, transparentes e democráticas. Se isso não acontecer, Espanha reconhecerá Juan Guaidó como presidente da Venezuela encarregado de convocar as eleições ". O ultimato foi repetido pelo presidente francês Emmanuel Macron, na rede social Twitter, e, também, em comunicado, pelo Executivo germânico liderado por Angela Merkel. O líder da Assembleia Nacional venezuelana, Juan Guaidó, autoproclamou-se, na quarta-feira presidente interino da Venezuela. O Brasil, os Estados Unidos da América, o Canadá e grande parte dos países da América Latina já reconheceram o líder da oposição venezuelana como presidente interino do país. Em contraponto, Rússia e China opõem-se ao que chamam de "ingerência estrangeira" na Venezuela. A Venezuela atravessa uma profunda crise política e económica, desde 2015. Mais de 2 milhões de pessoas abandonaram o país desde então, segundo dados da organização das Nações Unidas.

EUA acusam Nicolás Maduro de liderar um "estado mafioso ilegítimo"

Com a Venezuela mergulhada na incerteza, os Estados Unidos levaram a crise ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde Mike Pompeu lançou um repto.

Espanha, França e Alemanha apertam o cerco a Maduro

Os três países vão reconhecer Juan Guaidó como Presidente da Venezuela caso Maduro não anuncie eleições no prazo de oito dias.

Embaixador russo na ONU quer saber se EUA vão recorrer a força contra Maduro

Moscovo acusa EUA e ONU de tentarem impor um golpe de Estado na Venezuela.

Europa faz ultimato a Maduro

A União Europeia dá um prazo de uma semana a Nicolás Maduro para convocar eleições livres na Venezuela, ou o líder da oposição é reconhecido como presidente interino. Um ultimato no mesmo dia em que os Estados Unidos apelaram à condenação e isolamento internacional do Governo de Maduro

Venezuela: Aumenta a pressão sobre Nicolás Maduro

Aperta-se o cerco a Nicolás Maduro. Os Estados Unidos da América pediram, este sábado, aos membros da Organização das Nações Unidas para ficarem "ao lado das forças da liberdade", na Venezuela, lideradas pelo presidente do Parlamento Juan Guaidó. Na reunião do Conselho de Segurança da ONU, em Nova Iorque, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, exortou todas as nações a apoiarem as aspirações democráticas do povo venezuelano enquanto tentam libertar-se do estado ilegítimo da máfia do ex-presidente Maduro." (...) "Chegou a hora de todas as outras nações escolherem um lado. Não há mais atrasos, não há mais jogos. Ou estão com as forças da liberdade, ou são aliados de Maduro e do seu caos." Em resposta, o embaixador da Rússia nas Nações Unidas, Vassily Nebenzia, afirmou que "a Venezuela não representa uma ameaça à paz e à segurança" e acusou os Estados Unidos, e os seus aliados de "ações desavergonhadas", que visam a expulsão do presidente legitimamente eleito da Venezuela." Da Europa veio, este sábado, um ultimato a Nicolás Maduro. Em comunicado, a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, anunciou que Bruxelas irá reconhecer o líder parlamentar Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, caso não sejam convocadas eleições antecipadas, nos próximos dias. O ultimato foi apoiado por Portugal, Espanha, França, Reino Unido e Alemanha. Maduro tem oito dias para convocar um novo escrutínio presidencial.

Denúncia que motivou investigação a Sócrates partiu da CGD


Quando a lógica determina o processo de decisão partidário

Manda a lógica política - e ninguém inventa nada quanto a isso - que depois de um período politica e eleitoralmente falando bem difícil, os partidos procedam a mudanças de candidatos, sobretudo quando é sabido que os últimos actos eleitorais têm propiciado os piores resultados de sempre, a todos os níveis, quer em termos de votos, quer em termos de abstenção, que não se podem repetir. Para memória futura deixo esta nota que aparentemente nada diz - conforme a perspectiva... -  para que, depois, não se venha culpabilizar, como é hábito nestes "mundos", tudo e todos - o vizinho do lado, o cachorro da vizinha do andar de baixo, o padeiro, o carteiro, o gajo das multas dos parquímetros, etc - pelos erros e pelos insucessos que inevitavelmente somarão de novo, e a uma escala bem pior, se nada for feito.  A dica está dada. Logo veremos o que vai acontecer. Na política não há insubstituíveis e um dos piores erros, comprovado em estudos cientificamente consistentes, tem muito a ver com o demasiado tempo em que as pessoas se agarram ao lugar, acabando por se acomodar e por por estabelecer a sua própria rotina que nada tem a ver com a lógica pragmática do interesse público que pretensamente deviam servir. Outro erro enorme é o empolamento despropositado e sem qualquer verdade que se fazem de decisões em vésperas de novos actos eleitorais, hipervalorizando comportamentos – como se fossem algo de transcendental – e disputando protagonismos mediáticos, tantas vezes com a cumplicidade, assumida ou nem tanto, dos próprios meios de comunicação social, numa disputa pessoal que chega a ser feia demais. Feia porque desonesta, inadequada e interesseira.
Eu como sei como é que estas coisas funcionam, como é que são estes processos de decisão dos partidos quando se trata de escolher pessoas, como sei quais os parâmetros em que assentam as decisões, os interesses que se cruzam, as lógicas idiotas que comandam as decisões, temo que se voltem a tomar decisões erradas com custos eleitorais pelos quais alguém terá que responder no tempo próprio. Por isso, deixo esta nota para memória futura, quando alguns começarem a tentar encontrar os “culpados” dos seus próprios erros e incompetências (LFM)
Por curiosidade, e só para recordar, porque nunca é demais fazê-lo (a vermelho os piores):
PSD
Regionais de 2007 - 90.339 (64,2%) - Abstenção de 39,5%
Regionais de 2011 - 71.556 (48,6%) - 42,5%
Regionais de 2015 - 56.569 (44,4%) - 50,3%
Autárquicas de 2013 - 47.207 (34,8%) - 47,5%
Autárquicas de 2017 - 46.536 (33,6%) - 45,9%
Legislativas de 2009 - 66.194 (48,2%) - 45,5%
Legislativas de 2011 - 68.649 (49,4%) - 45,7%

Legislativas de 2015 - 47.228 (37,8%) - Abstenção de 51,1%

Venezuela: UE exige eleições livres e justas ou irá reconhecer Guaidó como presidente

A Comissão Europeia deu mais um passo na avaliação que faz da situação na Venezuela. Bruxelas exige eleições livres e justas

Trinta imigrantes venezuelanos chegaram esta semana a Estarreja


Venezuela: Venezuela: Guaidó apelou às Forças Armadas que se juntem ao povo


sexta-feira, janeiro 25, 2019

Venezuela: Espanha quer que UE reconheça Guaidó se Maduro não convocar eleições

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha diz que a Venezuela precisa de ir a eleições ou Guaidó deve ser reconhecido como líder interino do país para organizar a ida às urnas.

Continua o impasse político na Venezuela

Juan Guaidó não desiste de tomar o poder, mas Nicolas Maduro recusa-se a sair a reforça o corte diplomático com os EUA, que acusa de tentativa de golpe de Estado.

Madeirense Leonardo Jardim voltou ao Mónaco

Três meses depois de ter sido despedido do clube do principado, o técnico português voltou às mesmas funções. Jardim, que foi campeão francês pelo Mónaco em 2016-17, assinou um contrato de duas temporadas e meia.

Venezuela: Guaidó não descarta a possibilidade de amnistia para Maduro

O autoproclamado presidente interino da Venezuela não descarta a possibilidade de uma amnistia para Nicolás Maduro. Na primeira entrevista depois de ter feito o juramento simbólico nas ruas de Caracas, Juan Guaidó promete apresentar em breve o plano de transição de poder. O país está mergulhado numa enorme crise política.Ontem, as chefias militares declararam o apoio total ao presidente Maduro.Esta semana, a contestação nas ruas já provocou pelo menos 26 mortos e mais de 350 detidos.

Receita em impostos atingiu os 2 mil milhões de euros em 2018

Em média, cada português pagou no ano passado 12 euros por dia em impostos. A receita fiscal do Estado aumentou mais de 2 mil milhões.

Presidente do BCP preocupado com o que se conhece da auditoria à Caixa

Miguel Maya afirmou que tudo o que acontece de mal a um concorrente é mau para toda a banca. O presidente do BCP diz que não conhece o relatório da auditoria além do que foi divulgado pela comunicação social. Considera o documento relevante para determinar a idoneidade de um gestor bancário, uma tarefa que cabe ao Banco de Portugal.Trata-se de João Nuno Palma, que é atualmente administrador e vice-presidente da comissão executiva do BCP e foi administrador financeiro da Caixa entre janeiro de 2012 e agosto de 2016.Miguel Maya cumprirá uma eventual determinação de divulgar uma lista de devedores do BCP, mas lembra que a chamada ajuda de Estado recebida pelo banco foi na realidade um empréstimo de 3000 milhões de euros, já pago, e com juros e comissões de 1000 milhões de euros.

Lusodescendentes vivem dias difíceis na Venezuela

Lojas de portugueses e lusodescendentes foram vandalizadas e assaltadas em Caracas. A comunidade portuguesa está apreensiva com os efeitos que a crise política pode ter na economia venezuelana.

Venezuela: Europa ameaça reconhecer Guaidó se não houver eleições

O autoproclamado presidente interino da Venezuela admitiu conceder uma amnistia a Nicolás Maduro. Na resposta Maduro disse que vai derrotar o que designou de golpe de Estado. A União Europeia avisou que, se Maduro não aceitar novas eleições, Juan Guaidó será reconhecido como presidente da Venezuela.

Bactéria obriga a isolar 58 doentes no Hospital do Funchal

O Hospital do Funchal isolou 58 pacientes. Tudo por causa de uma doente infetada por uma bactéria multirresistente. As enfermarias estão de quarentena. Serviços de controlo de infeções do hospital central do Funchal acreditam que infeção pela bactéria multirresistente KPC detetada numa doente ocorreu durante o internamento em Lisboa.


Costa: Deve ser pela cor da minha pele'

O caso do Bairro da Jamaica marcou o arranque do debate quinzenal com António Costa a condenar a posição do Bloco de Esquerda e a pedir serenidade. Mas o tema exalta ânimos e o próprio primeiro-ministro chegou a invocar a cor da sua própria pele para o debate

Venezuela: Guaidó e Maduro esticam a corda

Dois dias depois de se ter autoproclamado como presidente interino da Venezuela , o líder da oposição e do parlamento do país, Juan Guaidó , juntou milhares de pessoas no centro de Caracas, onde garantiu estar a trabalhar para a formação de um governo transitório e marcar eleições livres. "Em apenas dois dias, graças à confiança, à legalidade, à constituição e ao respeito, conseguimos mais do que eles em seis anos", disse em referência à liderança de Nicolás Maduro . A reação do ainda presidente, reconhecido por uma boa parte da comunidade internacional, não se fez esperar. Para ele, trata-se de um golpe: "Um golpe de Estado que quer intervir na vida política da Venezuela e instalar um regime fantoche dos interesses do império norte-americano e seus aliados no mundo ocidental", disse Maduro. Nas ruas, a contestação a Maduro tem vindo a crescer. Depois de ter perdido o controlo do parlamento em 2015 e ao ser reeleito no ano passado numas eleições muito contrestadas, o poder do sucessor de Hugo Chávez pode estar por um fio. Os confrontos da última semana fizeram já, pelo menos, 26 mortos, segundo dados não oficiais.

Maduro manda encerrar embaixada da Venezuela nos EUA

Nicolas Maduro anunciou que vai encerrar a Embaixada da Venezuela nos Estados Unidos e fazer regressar os diplomatas já este sábado. O Presidente ordenou, também, o encerramento de todos os Consulados dos Estados Unidos no país. Apesar desta ordem, os Estados Unidos dizem não reconhecer legitimidade a Maduro.

Para memória futura: os medos do CDS-Madeira

O CDS-M parece que anda histericamente receoso - eu até sou capaz de entender... - dos efeitos eleitorais de uma alegada colagem do PSD-M. Percebo perfeitamente a preocupação. Em termos eleitorais e políticos é sabido que os partidos mais pequenos temem com naturalidade a possibilidade de se tornarem "desnecessários" aos olhos dos eleitores que num determinado acto eleitoral, e devido a uma colagem com partidos de maior dimensão e situados nas sua área ideológica ou perto disso, acabem por escolher o maior ou quem lhes dá mais garantias. Eu entendo a lógica das pessoas quando vão votar e fazem escolhas. Mas o CDS-M tem uma realidade histórica e ideológica e uma base social de apoio que ideologicamente está identificada, pelo que, e caso essa ideia de afastar-se do PSD-M se transforme numa obsessão, isso pode ser ainda "pior emenda que o soneto" porque pode causar irritação junto dos seus potenciais e alegados eleitores. O CDS-M no mínimo quer defender o seu estatuto de maior força política da oposição, melhor dizendo, de 2ª força política regional. Mas tal como sabemos todos, muito do que aconteceu eleitoralmente na Madeira nos últimos anos resultou também, para além de factores internos, da influencia directa ou indirecta de factores externos, positivos para uns, negativos para outros, que os partidos locais não controlam em nada. Por isso, a ideia do "namoro" com arrufos pode ter um outro efeito, o de fazer com que as pessoas escolham apenas um dos parceiros desse "namoro". Outra dica que deixo aqui ara memória futura. Salvo se a ideia do CDS-M é de encostar-se a quem com ele nunca formará um par, mesmo com arrufos e amuos. Acham mesmo que os eleitores do CDS na Madeira, gostaria de ver o seu partido, uma vez mais, coligado com partidos da geringonça ou com uma própria geringonça, independentemente do que aconteceu no passado entre o CDS e o PSD na Madeira? Desconfio que a esta questão política muito concreta, o CDS-M, mais cedo ou mais tarde, será obrigado a dar respostas plausíveis.
Lembremos isto:
Regionais de 2007
CDS, 7.512 votos, 5,4% (2 deputados)
Regionais de 2011
CDS, 25.974 votos, 17,6% (9 deputados)
Regionais de 2015
CDS, 17.489 votos, 13,7% (7 deputados)
Autárquicas de 2013
CDS, 17.679,  13,1% (8 eleitos para as CMs)
Autárquicas de 2017
CDS, 12.493 votos, 9% (8 eleitos para as CMs)
Legislativas de 2011
CDS, 19.101 votos, 14,7% (1 deputado)
Legislativas de 2015
CDS, 7.536. 6% (LFM)

Venezuela. Chefias militares mantêm-se com o regime

O Supremo Tribunal e os chefes das Forças Armadas da Venezuela recusaram apoiar o auto-proclamado Presidente interino, Juan Guaidó. Um dia depois do juramento do líder da oposição, dois dos pilares institucionais do país declararam apoio a Nicolás Maduro, que pediu à justiça que lide com Guaidó.

O terrorismo está a matar menos mas há novas ameaças no horizonte

O mais recente relatório do Índice Global de Terrorismo mostra que as mortes em atos terroristas estão em queda desde 2014 - muito devido ao enfraquecimento do Daesh. Mas nos países ocidentais há um fantasma que volta para matar. Jornalismo de dados em dois minutos e 59 segundos. Para explicar o mundo

Venezuela: dia a dia marcado por carências

Há vários anos que a Venezuela está mergulhada numa crise política, económica e social. A comida está racionada, 80 por cento da população passa fome e a inflação bateu todos os recordes. Já foi um dos países mais ricos da América Latina, mas desde que Hugo Chávez morreu em 2013 tudo mudou na Venezuela.À crise política seguiu-se a crise económica e social. Mais de 3 milhões de pessoas sairam do país à procura de uma vida melhor.Mesmo com as maiores reservas de petróleo do mundo, a economia entrou em colapso.Para este ano o FMI prevê uma hiper-inflacao de 10 milhões por cento. Um quilo de carne pode custar dois salários mínimos perto de 10 euros. A fome atinge 80 % da população.Depois do descalabro económico a Venezuela mergulhou no caos social. Em cada dia do ano passado ocorreram 63 homicídios. É a taxa de violência mais elevada do mundo.

Venezuela: Delegado da Agência Lusa revela que existe movimento de apoio a Juan Guaidó

O delegado da Agência Lusa na Venezuela confirma que o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, ainda está em liberdade. Felipe Gouveia nota que vários líderes da oposição na Venezuela também foram detidos. Nicolas Maduro pediu aos militares máxima disciplina e lealdade, que esta sexta-feira devem proclamar fidelidade ao torno do Presidente.

Mais de mil luso-venezuelanos chegaram a Estarreja

Muitos luso-descendentes que viviam na Venezuela estão à procura de uma nova vida em Portugal.

EUA advertem Exército venezuelano para não usar da força contra Guaidó

Os Estados Unidos apelaram aos militares venezuelanos para não usarem a força contra Juan Guaidó. Washington considerou o regime de Maduro ilegítimo, falido e corrupto. Os Estados Unidos apelaram aos militares venezuelanos para não usarem a força contra Juan Guaidó. Washington considerou o regime de Maduro ilegítimo, falido e corrupto.

Venezuela: Um país entre a esperança e a incerteza

Ainda é cedo para perceber se Juan Guaidó foi apenas um ensaio de esperança para milhões de venezuelanos.

Emigrantes e lusodescendentes sonham em regressar à Venezuela

Emigrantes na Venezuela regressados a Portugal consideram positivo avanço de Juan Guaidó, mas só pretendem voltar ao país sul-americano com estabilidade e segurança

Venezuela: Maduro condena Trump e agradece a Putin

Presidente venezuelano acusa Estados Unidos de estarem a patrocinar um golpe de Estado no país e aplaude o apoio recebido da Rússia

Luta pelo poder reflete-se nas ruas da Venezuela

Protestos violentos e repressão policial causaram o caos nas principais cidades, com o braço de ferro entre Nicolás Maduro e Juan Guaidó

Crise na Venezuela divide potências mundiais

Estados Unidos querem reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, mas Rússia e China, dois membros permanentes, já declararam apoio ao presidente Nicolás Maduro

Debate político passa de quadratura a circulatura e será na TVI24

Programa com comentadores Pacheco Pereira, António Lobo Xavier e Jorge Coelho vai ser transmitido semanalmente na TVI24. Chamar-se-á "Circulatura do quadrado"

Até ao fim do ano, 48 concelhos deverão ficar sem estação dos CTT

O ano de 2018 terminou com 33 concelhos a ficarem sem acesso a estações dos CTT. Pelas contas da Anacom, esse número de concelhos deverá subir para 48, afetando, a curto prazo, 411 mil portugueses. Veja o mapa dos concelhos que não têm uma estação CTT, cujas funções são mais amplas do que uma loja ou ponto CTT (Jornal Económico)

quinta-feira, janeiro 24, 2019

Factos (a reter) sobre a Polícia Municipal...

  • A Polícia Municipal (PM) das duas principais cidades do país, Lisboa e Porto, já tirou da rua cerca de 850 efectivos da PSP em comissão de serviço. Esta situação, que gera falta de efectivos nos comandos da PSP, está a gerar uma onda de desagrado entre os elementos da Polícia da Segurança Pública.
  • Segundo o Sindicato Nacional das Polícias Municipais (SNPM), as duas cidades têm quase tantos polícias municipais como os restantes 32 municípios onde a PM actua.  As desigualdades salariais entre as duas forças policiais também estão na origem do descontentamento e da revolta dos elementos da PSP.
  • O Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia (SNOP) refere que os PM de Lisboa e do Porto recebem em média mais 200 euros, pagos pela autarquia, do que os agentes da PSP. O intendente considera também que os PSP têm um grau de risco mais elevado do que os PM.
  • A Polícia Municipal de Lisboa viu o seu orçamento para 2017 aumentar 600% para os 3,3 milhões de euros, depois de ter herdado algumas das competências que estavam atribuídas à PSP, como a patrulha e gestão do trânsito na capital lisboeta. Além de um orçamento sete vezes superior aos 470 mil euros de 2016, a Polícia Municipal passou a contar com o maior efectivo de sempre, com 602 polícias, 257 dos quais entrados em 2017, todos vindos da PSP. No total, juntamente com 98 civis, esta força tem 700 elementos. Apesar do aumento do número de agentes, a Polícia Municipal registou um decréscimo de infracções e respectivos autos de contra-ordenação de trânsito.
  • Em final de Novembro de 2018, os polícias municipais estiveram em greve para exigir a revisão e regulamentação da respectiva carreira, parada há 10 anos. Os polícias municipais exigem ainda o fim da desigualdade entre o modelo dos agentes de Lisboa e do Porto e os do resto do país. Há trabalhadores, há agentes da PM que chegam ao fim do mês e não levam 600 euros para casa, salientou um dirigente sindical. A carreira de polícia municipal, criada em 1999, aguarda regulamentação própria desde 2000. Os polícias municipais existem em 32 concelhos do país e são mais de mil elementos (2018)
  • A Polícia Municipal avança no Funchal com 50 operacionais e deve custar 1 milhão de euros. Até final de 2018 previa-se que estivesse finalizado o regulamento e a orgânica da Polícia Municipal do Funchal. Em 2019 avança o processo de recruta e de aquisição de equipamento. A implementação desta força de segurança deve custar um milhão de euros. A Polícia Municipal do Funchal vai avançar com 50 operacionais. O custo deve chegar a um milhão de euros sendo esperado que o Ministério da Administração Interna contribua com verbas. Em 2019 avança a abertura do processo de recruta e aquisição de equipamento, sendo esperado que o mais tardar até início de 2020 a Polícia Municipal comece a operar. Numa fase inicial a polícia do município vai operar a partir de um edifício municipal (2018)
  • A Procuradoria-Geral da República pôs termo às dúvidas que suscitava a lei sobre os poderes da Polícia Municipal. Salvo casos de flagrante delito, a acção dos agentes "é sempre de prevenção e nunca de punição". Assim, a Polícia Municipal (PM) "não é uma força de segurança", ou seja, "complementa, não substitui a Polícia de Segurança Pública (PSP)". Ou seja, a PM não pode exceder a mera prevenção de comportamentos ilícitos". Assim, segundo o parecer - publicado em Diário da República - há alguns poderes que ficam definitivamente fora das mãos da PM. Como a revista de segurança (excepto se houver razões para crer que um indivíduo oculta armas), a identificação de alguém (excepto se em exercício de fiscalização) ou a detenção de suspeitos. Em todos estes casos, as polícias municipais só podem actuar quando apanharem os infractores em flagrante delito. E, mesmo nesses casos, a sua competência é restringida: limita-se à detenção - mas só quando o crime for público ou semi-público, punível com pena de prisão. E deve entregar os suspeitos imediatamente à autoridade competente. De qualquer forma, frisa o PGR, nunca lhes é permitido formalizar a detenção nem elaborar o respectivo expediente. A Polícia Municipal viu também negada a competência para proceder à constituição de arguidos. E é-lhe ainda expressamente vedada qualquer acção de investigação, que é "própria de órgãos de polícia criminal". Relativamente à apreensão de material, podem fazê-lo, mas apenas com base nas suas estritas competências de fiscalização, excluindo vigilância de espaços públicos. Nas situações - sempre de excepção - em que a PM pode actuar, a recusa dos infractores em identificarem-se configura efectivamente em crime de desobediência. Nesse caso, o agente municipal pode detê-lo para ser apresentado ao Ministério Público (2018)

VENEZUELA MILITARES CONTRA MADURO?


Logrará Venezuela una transición a la democracia bajo el liderazgo de Juan Guaidó?


Comenzó el periodo de transición en Venezuela luego de juramentación de Guaidó?


A propósito das polícias municipais

As Polícias Municipais têm previsão Constitucional?
- Sim, no artigo  237º. “As polícias municipais cooperam na manutenção da tranquilidade pública e na protecção das comunidades locais”
As Polícias Municipais são forças de segurança?
- Não. O Artigo  237º da CRP relativo às PM insere-se no título dedicado ao Poder Local. As FS têm uma organização única para todo o território nacional e o seu regime é matéria de reserva absoluta da AR o que obriga a que as FS sejam taxativamente limitadas. A enumeração do artigo 25º da Lei de Segurança Interna é taxativa quanto às forças e serviços de segurança.
As Polícias Municipais actuam no âmbito da segurança interna?
- Sim. Exercendo algumas tarefas. No entanto essa actuação encontra-se limitada pelo n.º 3 do artigo 237º da CRP e é subsidiária.
As Polícias Municipais são uma polícia administrativa?
- Sim, na medida em que polícia administrativa representa “o conjunto das intervenções da Administração que tendem a impor à livre acção dos particulares a disciplina exigida pela vida em sociedade” – ideia associada à prevenção de danos sociais.
As Polícias Municipais são Órgãos de Polícia Criminal?
- Não. O artigo 3º nº 5 da Lei 19/2004 é claro quanto a isso. É explicitamente vedado às Policias Municipais o exercício de competências próprias dos OPC.

Venezuela: a falta de protagonismo político, social e económico teve um custo

Neste quadro da Venezuela dramaticamente a lutar pela sua libertação e pela democracia, tenho que recordar que a comunidade portuguesa - salvo raríssimas excepções - tal como acontece noutros países de acolhimento - nunca teve um envolvimento político activo na política interna, que lhe desse visibilidade e protagonismo, nunca se empenhou em usar a sua dimensão - que se calcula em 1,5 milhões de pessoas, contabilizando primeiras e gerações seguintes - a favor de uma posição de força politica, económica e socialmente falando no país. Antes da ditadura chavista, acomodaram-se, ficaram passivos perante a corrupção, nunca se interessaram por isso, porque não havia fome, os supermercados estavam cheios, a saúde e a educação funcionavam, o combustível era mais caro que a água, o dinheiro entrava e saía livremente, os medicamentos não faltavam, etc. Eu até entendo isso, se nada faltava, se a Venezuela era um paraíso partilhado politicamente, ora pelo COPEI ora pela AD, ninguém valorizou o impacto negativo e destruidor, lento mas irreversível, da corrupção e do compadrio nas sociedades democráticas.
Depois da ditadura chavista, então vieram as preocupações mas esse envolvimento político que era necessário - este fenómeno aconteceu também na África do Sul - pecou por tardio. Já nada havia a fazer, salvo um ou outro personagem luso descendente, ligado às segundas gerações, que logrou chegar ao poder neste período da ditadura chavista (Chavez e Maduro).
Pessoalmente - e muitos laços me ligam à Venezuela, tenho inclusive família que andou no combate nas ruas e que saiu do pais - não acredito na eficácia destas manifestações algo acomodadas nos países que funcionam normalmente, e onde as democracias respeitam os direitos de todos, quer sejam apoiantes do chavismo, quer sejam opositores da ditadura venezuelana.
Porque também conheço pessoas na Madeira - antigos emigrantes e alguns regressados neste período de convulsão - que temem que uma vitória da oposição desorganizada e sem liderança firme signifique o regresso ao poder de uma casta de bandidos e corruptos, os mesmos, ou ramificações desses tempos, que durante anos, antes dos ditadores agora no poder, delapidaram a Venezuela até às suas entranhas. Vamos com calma, determinação, mas com calma, porque o desejo de libertação não se compadece com tolerância cega perante novas ameaças para a Venezuela, habilmente camufladas nestas correntes pró-democracia que lutam pela queda de Maduro e dos bandidos que o rodeiam (LFM)