quinta-feira, outubro 15, 2026

Barómetro NOW: Chega cola-se ao PS nas intenções de voto

Ainda assim, é importante sublinhar que há um empate técnico a três, com o Chega a crescer para os 22,1% e a AD a cair para 20%. O novo barómetro da Intercampus para o NOW revela que o Chega se colou ao Partido Socialista na frente das intenções de voto. Os socialistas caíram cerca de dois pontos percentuais em relação ao barómetro do mês passado, mas continuam a liderar as intenções de voto, com 22,5%.   Ainda assim, é importante sublinhar que há um empate técnico a três, com o Chega a crescer para os 22,1% e a AD a cair para 20%.   A Iniciativa Liberal aparece em quarto lugar nas intenções de voto. Cai 1,5 pontos percentuais em relação ao mês de setembro. O Livre com 5,1% mantém o quinto lugar, enquanto CDU e PAN ultrapassam o Bloco de Esquerda.  Estes resultados correspondem a intenções diretas de voto, ou seja, não contém a distribuição dos indecisos. 

Já no mês de setembro, a diferença entre o Chega e a AD era mais pequena. Em outubro, a quinta posição pertence ao Livre, ao contrário do que aconteceu em setembro, mês em que os inquiridos deram o lugar ao Bloco de Esquerda.  

Quando a pergunta é sobre a avaliação que fazem da atuação dos líderes partidários, os inquiridos dão nota negativa a todos.  

Nestes barómetros, juntam-se a José Luís Carneiro, como líderes mais bem-vistos, Rui Tavares, antigo líder do Livre, e Mariana Leitão, da Iniciativa Liberal. 

André Ventura continua a escalada e está praticamente empatado com José Luís Carneiro. O presidente do Chega ganha também terreno ao primeiro-ministro e presidente do PSD. 

Nos últimos dois meses, a posição de Luís Montenegro tem vindo a cair. Os inquiridos têm uma melhor imagem de Nuno Melo do que do próprio primeiro-ministro. 

O comunista Paulo Raimundo e o bloquista José Manuel Pureza têm as piores avaliações.   Já em relação à imagem das instituições, a Polícia Judiciária continua a descer, embora tenha nota positiva.   Recorde-se que o diretor nacional, Carlos Cabreiro, é alvo de um inquérito do Ministério Público por alegados crimes de falsas declarações em tribunal e abuso de poder no caso ‘football leaks’.  

Ao mesmo tempo o antecessor, Luís Neves, prepara-se para ser alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos na PJ, enquanto é visado numa série de investigações.   António José Seguro também continua a ter nota positiva, muito acima da avaliação dada ao primeiro-ministro e ao Governo. O Supremo Tribunal de Justiça melhora a avaliação, igualando a nota dada ao Tribunal Constitucional, que não é positiva nem negativa. 

Nas piores posições estão o Governo e o primeiro-ministro. Já a avaliação da Procuradoria-Geral da República aumentou, assim como a nota dada à Assembleia da República. A avaliação do Ministério Público manteve-se a mesma nos últimos três meses.  

Esta sondagem foi realizada entre os dias 6 e 12 de outubro através de entrevistas telefónicas. Foram inquiridos 615 eleitores recenseados residentes em Portugal continental. A margem máxima de erro é de cerca de 4% para um nível de confiança de 95%. A taxa de resposta registada foi de 53,8% (Now)

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