segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Ria se tiver tempo (I)...

Um lisboeta, foi surpreendido com a notícia que um alentejano, amigo seu, morreu e seria enterrado naquela tarde. Chateado com a situação, a perda de um amigo do peito, procurou saber onde seria o velório e foi para lá. Ao chegar, viu que no caixão estava o morto inteiramente nu e ao lado um grande pote cheio de creme, no qual cada um dos presentes metia a mão e após apanhar um pouco, passava sobre o defunto. Surpreendido pela cena, coisa inusitada para ele, aproximou-se da viúva e perguntou:
- Desculpe-me a ignorância, mas o que estão fazendo é tradição por aqui?
A esposa respondeu:
- Não! É inédito! Nunca fizemos. É que ele pediu para ser cremado.

Publicidade: o IKEA recomenda cama nova...

Que medo...

Política: colombiana despe-se se for eleita...

Li no Correio da Manhã que "a candidata colombiana à Câmara de Representantes optou por uma estratégia política diferente da habitual e prometeu aos seus eleitores posar nua para uma revista caso seja eleita. Maria Fernanda Valencia, candidata do Partido U, luta pelos direitos das mulheres num país onde 40 por cento da população feminina é vítima de discriminação e violência doméstica. A “a nudez é o meio para transmitir a mensagem e a mensagem é que vou lutar pelos direitos da mulher”, assegura. De acordo com o site ‘El Mundo’, a candidata colombiana que já foi vice-ministra do Turismo durante o mandato de Samper, optou por uma campanha política diferente da tradicional para garantir a honestidade e a independência da mesma de determinados grupos económicos influentes. Juan Manuel Santos, presidente do Partido U que apoia o presidente Álvaro Uribe, garante que prefere “que se dispam do que comprem votos”. As eleições para a Câmara dos Representantes vão ter lugar no próximo mês de Março". Um tema que põe ler no El Mundo, num texto da jornalista Gionata Chatillard.

Jornalismo: ‘The Independent' comprado por milionários estrangeiros?

Li no Correio da Manhã que "o magnata russo Alexandre Lebedev está a negociar uma participação financeira com o egípcio Samih Sawiris para adquirir o controlo do jornal britânico ‘The Independent'. Os dois milionários já têm negócios em parceria na Suíça. E agora, de acordo com o diário ‘The Guardian', o ex-espião da KGB está a persuadir a família Swaris para que esta invista na aquisição da editora Independent News & Media (INM), que edita o citado jornal. Lebedev é o primeiro milionário russo a ter controlo sobre um órgão de comunicação social do Reino Unido, depois de, no ano passado, ter adquirido o ‘Evening Standard' pela quantia simbólica de uma libra. O magnata, que já deteve o título russo ‘Novaya Gazeta', muito próximo de Vladimir Putin, tem uma fortuna estimada em dois mil milhões de euros, com investimentos no sector da banca, em companhias de seguros e na companhia aérea Aeroflot.Quanto a Sawiris, pertence a uma das famílias mais ricas do Egipto, cristã e critica dos fundamentalistas islâmicos".

Jornalismo: será o "El Mundo" o melhor digital?

Segundo o El Mundo, a sua página na internet foi considerada "el quinto mejor digital del mundo. El liderazgo de ELMUNDO.es entre los periódicos españoles 'on line' es incontestable. Da igual el criterio de clasificación OJD o panel de Nielsen: el primer puesto no está sujeto a dudas. Sin embargo, las lista que elabora 4 International Media & Newspapers (4imn) ofrece una nueva visión que sitúa a este diario digital en un lugar privilegiado del mapamundi de la Red, demostrando que está entre los más relevantes e importantes del planeta. ELMUNDO.es ocupa el quinto puesto de este 'ranking' de popularidad recién publicado, que analiza los datos de un total de 7.000 diarios on line de hasta 200 países. De hecho, al digital generalista de Unidad Editorial sólo lo superan algunas cabeceras históricas con una audiencia multimillonaria. Es el caso de las ediciones en la Red del norteamericano 'The New York Times', primero; del británico 'The Guardian', segundo; del chino 'The People's Daily', tercero, y del también estadounidense USA Today, cuarto. El 'top ten' del directorio de este año de 4 International Media & Newspapers evidencia que todos los grandes periódicos en internet redactan sus contenidos en inglés o en chino, con la salvedad de ELMUNDO.es, líder indiscutible de la información 'on line' en castellano. Una apuesta por el idioma que ha quedado reforzada a ambos lados del Atlántico con el ambicioso lanzamiento de ELMUNDO.es/América, el pasado mes de octubre, coincidiendo con el XX aniversario de la edición impresa de la cabecera.
4 International Media & Newspapers nació en 2005, y desde el año pasado presenta desde Australia este fiable directorio de los diarios digitales más populares. La independencia de sus informes, dos cada año, queda avalada por los métodos que sigue a la hora de medir la visibilidad de los periódicos en internet. Utiliza tres pautas: el clasificador de páginas Google PageRank, que calcula mediante un algoritmo el número de veces que una web está enlazada en otras páginas de internet un respaldo a la fiabilidad y el alcance de las noticias; el total de links que llevan a un diario digital a través de Yahoo!, y, por último, la cifra de usuarios acreditada por los índices de Alexa, que evalúa el tráfico en todo el planeta. Los datos de ELMUNDO.es en esos tres apartados sólo están al alcance de los diarios 'on line' más reputados. Así, obtiene una valoración de 9 sobre 10 en el PageRank de Google, acumula 4.570.380 entradas desde Yahoo! y está posicionada como la 476ª web más visitada de los millones que existen en la Red en el directorio de 4 International Media & Newspapers computan exclusivamente periódicos. Pero Unidad Editorial tiene aún más motivos para sacar pecho, ya que la edición digital del deportivo de este grupo, 'Marca', ocupa el 11º puesto del 'ranking mundial'; es decir, es el segundo diario digital español más popular del planeta. Para encontrar al tercero de entre los españoles, hay que bajar hasta el puesto 19, ocupado por la versión digital de 'El País'. Los registros de muchos diarios digitales de referencia quedan a una gran distancia de los de ELMUNDO.es, cinco puestos por encima del norteamericano 'The Wall Street Journal' (10º), 20 sobre el francés 'Le Monde' (25º), y 90 con respecto al alemán 'Bild' (95º). En definitiva, la lista mundial de 4 International Media & Newspapers refuerza los datos de OJD/Nielsen, según los que, el pasado mes de octubre, ELMUNDO.es rompió la barrera de los 24 millones de lectores".

LFR: o sobe e desce do PS...

O semanário Expresso foi dos poucos a colocar em evidencia esta patética contradição dos socialistas aquando da discussão da proposta de revisão da lei de finanças regionais:
"Os socialistas sobre o impacto da lei, apresentaram contas divergentes nas últimas semanas:
- 400 milhões
Dezembro de 2009 - primeiro cálculo do Governo;
- 98 milhões
deputado Vítor Baptista, coordenador do PS na Comissão de Finanças (2 de Fevereiro de 2010);
- 880 milhões
deputado Vítor Baptista, coordenador do PS na Comissão de Finanças (2 de Fevereiro de 2010);
- 900 milhões
Ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira
- 400 milhões
deputado Vítor Baptista: “Deixou de ser 800 milhões ao ano para ser 400 milhões em quatro anos”.

Mário Crespo: já tinha lido esta entrevista?

Por acaso já tinha lido esta entrevista do jornalista Mário Crespo ao semanário Sol, dois ou três antes de ter sido censurado o seu artigo no Jornal de Notícias? Vale a pena. A entrevista foi realizada pelos jornalistas Ana Cristina Câmara e Vítor Rainho, com o título «Sócrates provou ser completamente inqualificado». Vale a pena.

Você saltaria?

A escandaleira socialista: PSD quer chamar 25 nomes ao Parlamento

O PSD quer chamar 25 personalidades ao Parlamento para esclarecer o caso das alegadas interferências do Governo na comunicação social. Para já fica adiada a proposta de consituir uma comissão de inquérito.

Internet usada para lançar boatos perigosos

A internet está a ser cada vez mais utilizada para lançar boatos perigosos nas redes sociais. Os mais visados são os adolescentes, como é o caso da Beatriz que sofre na autoestima e no corpo, a crueldade dos colegas.

Corrupção: ministro descobre irregularidades em cinco empresas públicas...

Segundo a jornalista do Público, Luísa Pinto, "as auditorias internas e a análise que foi determinada pelo ministro das Obras Públicas, António Mendonça, às empresas por si tuteladas, e que se relacionaram com o universo empresarial do principal arguido do processo "Face Oculta", permitiram encontrar irregularidades nos procedimentos de cinco empresas: Estradas de Portugal, Metropolitano de Lisboa, Rede Ferroviária Nacional, Transtejo e CP – Comboios de Portugal. Depois de evidenciar que as irregularidades detectadas não indiciaram a suspeita da prática dos crimes de fraude ou corrupção, António Mendonça determinou à Inspecção-Geral de Obras Públicas, Transportes e Telecomunicações que intensifique as suas averiguações àquelas empresas e que envie os respectivos relatórios ao Ministerio Público, "se for caso disso". Segundo a informação divulgada pelo ministério, "nos casos das cinco entidades em que foram detectadas irregularidades nas respectivas relações contratuais, concluiu-se que o sistema de controlo interno não existiu ou não funcionou eficazmente, pelo que já foram accionadas medidas de natureza disciplinar e de gestão nesses organismos e empresas".
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Clima: arrefecer o mundo através dos gases dos vulcões?

Um especialista em geoengenharia explicou à TVNET como é que lançar os gases de um vulcão para a atmosfera pode arrefecer o mundo, na luta contra as alterações climáticas.

Portugal: 5ª taxa de desemprego mais elevada da OCDE

O desemprego em Portugal é o quinto mais alto entre os países da OCDE. A organização revelou hoje os números finais de 2009. Na segunda metade do ano, o desemprego disparou.

Portugal: juros da dívida pública voltaram a subir...

Clarificar para que não subsistam dúvidas

Há declarações que devem ser devidamente esclarecidas, sobretudo quando existem documentos que todos receberam, mas para que a opinião pública não fique com cara de parvo. Ainda por cima quando na passada sexta-feira noticiaram, numa rádio, que o Governo Regional da Madeira emitiu parecer sobre a referida lei, e conforme pedido que lhe foi endereçado por S.Bento. Cuidado com esta gestão dos factos políticos, maior cuidado com a gestão dos factos políticos em situação de "crise"...

Sabem tudo, mas...

Tem piada, eles sabem tudo, conhecem tudo, têm todas as "fontes" do mundo e..."arredores", protestam contra as tais alegadas "informações privilegiadas" e depois não são capazes de desvendar as notícias?

RTP: tentaram pois sim...

Perante as declarações do deputado do PND - que é director do Garajau e que falou aos jornalistas depois de, nessa qualidade ter estado no tribunal, segundo me consta, no âmbito de um processo que tem a ver, apenas e só com um processo que decorre entre um jornal e o Vice-Presidente do Governo Regional - a RTP local diz que tentou contactar João Cunha e Silva mas não conseguiu. Pois claro, se tivessem tido a preocupação de se informarem, provavelmente teriam sido informados que, por razões pessoais e de força maior, tal seria impossível, pelo menos nestes dias. Espero que quando existir qualquer processo judicial envolvendo a RTP ou algum jornalista da RTP, num facto que diz respeito apenas à sua vida privada, tal facto não se transforme em notícia. E que à volta dele se digam asneiradas e se inventem coisas absurdas. Mandar bitaites, segundo patéticas "informações que dispomos", e a coberto disso dizermos o que nos apetece, realmente só em circuitos comunicacionais nos quais ainda não funcionam os conhecimentos que as "escutas" do Sol divulgaram este fim-de-semana. O problema é que em determinados lugarejos, até isso vira notícia.

Mas que mafia anda por aí...

Mas que máfia mais porca e perigosa que anda por aí, nas catacumbas da democracia portuguesa, ameaçando a liberdade dos portugueses, corroendo o regime democrático, lançando os tentáculos que viabilizem comportamentos corruptos e indecorosos que fazem lembrar as ditaduras mais mesquinhas, selvagens, nojentas e asquerosas que existiram e existem na face da terra. É o fascismo dos novos tempos, que não conhece princípios, nem ética, que não tem ideologias, muitas vezes não tem rosto, mas que se alimenta da corrupção, dos saneamentos, da perseguição, da chantagem e quem sabe se de outras atitudes bem mais extremas.

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

LFR: inconstitucionalidade? Força...

Não deixa de ser curioso que o mesmo PS que recusou fornecer (Governo socialista da republica em Lisboa e governo socialista regional dos Açores) elementos sobre transferências financeiras para a RAA para que a UTAO - Unidade Técnica de Apoio que funciona na Assembleia da República - pudesse elaborar o estudo que acabou por elaborar, porque os socialistas tudo fizeram para boicotar o trabalho de uma estrutura que foi mantida porque a Jaime Gama recusou a pressão do PS para acabar com ela - seja o mesmo que por via do tal deputado açoriano do "gang" anda tão preocupado com a inconstitucionalidade da lei de finanças regionais. Força, avancem. E peçam ao deputado socialista - o tal do "gang" de aldrabões - que trate disso porque experiência nessas coisas de justiça ele tem...

LFR: França escolheu a consciência e a coerência

Constou-me hoje que o deputado madeirense eleito pelo PS local, Luís Miguel França foi alvo de enormes pressões, durante o dia de hoje para que votasse ao lado dos demais deputados socialistas contra a revisão de lei de finanças regionais. O que é caricato é que ainda durante o intervalo de 30m solicitado pelos socialistas - uma fantochada da mediocridade socialista que por ordens expressas de José Sócrates nem uma proposta de alteração apresentou - o parlamentar e ex-jornalista da RTP terá sido pressionando inclusivamente por alguns figurões do PS local que dizem na Madeira uma coisa quando estão em campanha, mas que nos corredores do poder em Lisboa se comportam de forma diferente. Ao que julgo saber Luís Miguel França no final da votação de hoje estava convencido, e terá confidenciado a alguns colegas de bancada, que a sua carreira política e parlamentar "terminou hoje". Um caso que se recomenda seja acompanhado mais de perto para ver até que ponto os traidores e a traição podem ir e fazer.

LFR: Joao Jardim fala, mas o importante...

O Presidente do PSD da Madeira falará hoje à noite, no final da reunião da Comissão Política Regional dos social-democratas madeirenses, sobre a proposta de revisão da lei de finanças regionais hoje aprovada na Assembleia da República por 127 voos contra 87 (do PS, menos Luís Miguel França). Como estou convencido que neste filme de "cowboys" o "bandido" ainda não morreu, quer isto dizer que novas cenas nos esperam, residindo o "mistério" no facto de não sabermos o que vai acontecer, o quê, quando, como, e por via de quem. A minha dúvida é saber hoje à noite o que será mais importante nas declarações a serem proferidas...

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Jornalismo: estará o fascismo socialista à solta?

Segundo o Jornal I, "o semanário Sol revela na edição de sexta-feira um extracto do despacho do juiz do processo Face Oculta onde se refere que “das conversações entre Paulo Penedos e Armando Vara resultaram indícios muito fortes da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo, nomeadamente o primeiro-ministro, visando o controlo da estação de televisão TVI e o afastamento da jornalista Manuela Moura Guedes e do seu marido, José Eduardo Moniz, para controlar o teor das notícias”. De acordo com o mesmo despacho, “resultam ainda fortes indícios de que as pessoas envolvidas no plano tentaram condicionar a actuação do Presidente da Republica, procurando evitar que o mesmo fizesse uma apreciação crítica do negócio”. No processo Face Oculta, que investiga alegados casos de corrupção e outros crimes económicos relacionados com empresas do sector empresarial do Estado e empresas privadas, foram constituídos 18 arguidos, incluindo Armando Vara, vice-presidente do BCP que suspendeu funções, José Penedos, presidente da REN-Redes Eléctricas Nacionais, cujas funções foram suspensas pelo tribunal, e o seu filho Paulo Penedos, advogado da empresa SCI-Sociedade Comercial e Industrial de Metalomecânica SA, de Manuel Godinho, que está em prisão preventiva. O primeiro-ministro foi interceptado em 11 escutas dirigidas a Armando Vara neste processo. Mais tarde, o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, afirmou que as escutas envolvendo José Sócrates não continham "indícios probatórios” que determinassem “a instauração de procedimento criminal contra o primeiro-ministro, designadamente pela prática do crime de atentado contra o Estado de Direito".

LFR: em que ficamos?

Em que ficamos? Acabo de ler no Jornal I que "a nova Lei das Finanças Regionais já não será votada amanhã no plenário da Assembleia da República, apurou o i. Jaime Gama assinou ontem, ao início da noite, o despacho que remeteu a lei aprovada na Comissão do Orçamento e Finanças para audição das Assembleias legislativas regionais dos Açores e da Madeira. O PS Açores estava preparado para pedir a inconstitucionalidade da lei caso o Parlamento aprovasse o diploma sem ouvir as assembleias regionais. O deputado do PSD, Guilherme Silva, já veio reagir e garante que o despacho, depois de o ter consultado, não implica o adiamento da votação do diploma". Em primeiro lugar desconfio que vamos ter mais confusão no plenário de S.Bento. Em segundo lugar, recordo que a Assembleia Legislativa da Madeira, recordo, já protagonizou diversos "casos" com os órgãos de soberania, recusando a emissão de parecer, devido ao incumprimento do direito de audição. Contudo, e porque informação é isso mesmo, dou como exemplo acórdãos do Tribunal Constitucional que podem interessar em termos de jurisdição e que, de alguma forma, sustentam os que querem manter a votação amanhã em plenário (além de recordar este processo):

LFR: o que diz a Lei n.º 40/96

O pedido de parecer aos órgãos de governo próprio decidido por Jaime Gama, relativamente à proposta de revisão da lei de finanças regionais, foi feito com base numa lei aprovada pela Assembleia da República - a Lei n.º 40/96, de 31 de Agosto - que "Regula a avaliação dos órgãos de Governo próprio das Regiões Autónomas". E para que não existam asneiradas processuais, nem teimosias idiotas, das quais depois se arrependam, eu recordo o teor da referida lei:
"A Assembleia da República decreta, nos termos dos artigos 164.º, alínea d), e 169.º, n.º 3, da Constituição, o seguinte:
Artigo 1.º
Objecto
A presente lei regula a audição dos órgãos de governo próprio das Regiões Autónomas, nos termos do artigo 231.º, n.º 2, da Constituição da República Portuguesa.
Artigo 2.º
Audição
1 - A Assembleia da República e o Governo ouvem os órgãos de governo próprio das Regiões Autónomas sempre que exerçam poder legislativo ou regulamentar em matérias da respectiva competência que às Regiões digam respeito.
2 - Estão igualmente sujeitos a audição outros actos do Governo sobre questões de natureza política e administrativa que sejam de relevante interesse para as Regiões Autónomas.
Artigo 3.º
Forma
1 - Os órgãos de soberania solicitam a audição do competente órgão de governo próprio das Regiões Autónomas.
2 - O competente órgão de governo próprio da Região Autónoma pronuncia-se através do parecer fundamentado, especialmente emitido para o efeito.
3 - Sem prejuízo do disposto no número anterior, podem ser acordadas, entre os órgãos de soberania e os órgãos de governo próprio das Regiões, outras formas complementares de participação.
Artigo 4.º
Competência
Os órgãos de soberania ouvem os órgãos de governo próprio das Regiões da forma seguinte:
a) Quanto aos actos legislativos e regulamentares, as assembleias legislativas regionais;
b) Quanto às questões de natureza política e administrativa, os governos regionais.
Artigo 5.º
Informação
Com os pedidos de audição devem ser remetidos elementos, trabalhos preparatórios e informações que possam habilitar os órgãos de governo próprio das regiões a pronunciarem-se.
Artigo 6.º
Prazo
Os pareceres devem ser emitidos no prazo de 15 ou 10 dias, consoante a emissão do parecer seja da competência respectivamente da assembleia legislativa regional ou do governo regional, sem prejuízo do disposto nos estatutos político-administrativos das Regiões Autónomas ou de prazo mais dilatado previsto no pedido de audição ou mais reduzido, em caso de urgência.
Artigo 7.º
Alterações
Sempre que a audição tenha incidido sobre proposta concreta à qual venham a ser introduzidas alterações que a torne substancialmente diferente ou inovatória devem ser remetidas aos órgãos de governo próprio cópia das mesmas e a respectiva justificação.
Artigo 8.º
Menção obrigatória
Os actos normativos devem conter expressa referência à consulta feita à Região Autónoma e qual o sentido do parecer, quando emitido.
Artigo 9.º
Incumprimento
A não observância do dever de audição, nos termos da presente lei, por parte dos órgãos de soberania, determina, conforme a natureza dos actos, a sua inconstitucionalidade ou ilegalidade.
Aprovada em 4 de Julho de 1996.
O Presidente da Assembleia da República, António de Almeida Santos.
Promulgada em 10 de Agosto de 1996.
Publique-se.
O Presidente da República, JORGE SAMPAIO.
Referendada em 14 de Agosto de 1996.
O Primeiro-Ministro, em exercício, António Manuel de Carvalho Ferreira Vitorino".

LFR: Mota Pinto "atirou" decisão para Gama

Foi o próprio Presidente da 5ª Comissão da Assembleia da República, o deputado do PSD, Mota Pinto, quem acabou por "atirar" para Jaime Gama, aliás como ele próprio tinha afirmado nos trabalhos da Comissão - na qual admitiu que não haveria essa obrigatoriedade de auscultação mas reconheceu validade na argumentação contrária - a decisão final sobre este processo, tendo o Presidente do parlamento solicitado parecer urgente aos órgãos de governo próprio da Madeira e dos Açores.

LFR: o perigo da desvalorização

Confesso que é-me absolutamente indiferente o que os deputados da Assembleia da República façam ou deixem de fazer amanhã sobre este assunto, ainda por cima quando é sabido que os socialistas dos Açores já tinham anunciado que desencadeariam o processo de inconstitucionalidade, a reboque aliás do que Ricardo Rodrigues tinha alertado hoje de manhã na Comissão: "O PS/Açores vai pedir a declaração de inconstitucionalidade da Lei das Finanças Regionais, caso o plenário da Assembleia da República aprove as alterações propostas, revelou hoje à Lusa fonte partidária. “Se as alterações forem aprovadas no parlamento nacional, vamos pedir a inconstitucionalidade da lei”, afirmou a fonte.Na perspetiva dos socialistas açorianos, “com as alterações que se pretendem introduzir, a lei passa a ser completamente diferente”, pelo que a Assembleia Legislativa Regional “deveria ser ouvida”. “Este é um assunto que diz respeito à região, pelo que o parlamento regional deveria ter sido ouvido, o que não aconteceu”, frisou a fonte do PS/Açores. As alterações à Lei das Finanças Regionais foram hoje aprovadas em comissão parlamentar com os votos favoráveis dos partidos da oposição e deverão ser votadas sexta-feira no plenário da Assembleia da República".

LFR: São Bento pede parecer urgente

Tendo-me deslocado a Lisboa por razões pessoais, acabo de verificar no meu mail, com entrada às 20.20 horas um oficio do Gabinete do Presidente da Assembleia Legislativa pedindo "parecer urgente" da Assembleia Legislativa relativamente à proposta de revisão da lei de finanças regionais hoje aprovada em S.Bento. Como 2ª Comissão Especializada, que amanhã receberá o documento, logo pela manhã, não consegue emitir parecer durante a manhã, como facilmente se depreende, confesso que não vejo possibilidades da referida lei ser votada amanhã em S.Bento. Usei este canal informativo por mera opção pessoal (e para veicular esta informação) depois de ter informado previamente o Presidente da Assembleia Legislativa e deste ter comunicado o facto ao Presidente da 2ª Comissão Especializada, deputado Jaime Filipe Ramos e ao deputado Guilherme Silva. Dado que não disponho de outra possibilidade de dar tal informação. Além disso a notícia já tinha sido avançada pelo Jornal I.

Declaração: Belém terá "entrado" em cena?

Terá o Presidente da Republica "entrado" em cena e na ameaça de crise política e na anunciada declaração do ministro das Finanças Teixeira dos Santos, anunciada para as 20 horas mas que até ao momento não aconteceu?

Teixeira dos Santos: Almunia vai derrubar o ministro?

A crise nos mercados surgida depois das declarações do comissário europeu para os assuntos económicos, o socialista (!)espanhol Almunia poder ser a razão essencial de uma eventual atitude de Teixeira dos Santos e não a lei de finanças regionais que seriam o bode expiatório? Portugal devido a essas declarações perdeu milhões de euros devido ao aumento dos encargos com a dívida e à polémica na comunicação social europeia.

Movimentações em S.Bento: precipitações paradoxais?

Segundo li o Publico, "o primeiro-ministro, José Sócrates, pediu hoje à presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, para se reunirem sobre o actual impasse político em torno da Lei das Finanças Regionais, disse à Lusa fonte da direcção social-democrata". De acordo ainda com o mesmo jornal". No mesmo jornal li que "o ministro das Finanças vai fazer uma declaração ao país esta noite, às 20h00, num dia em que se tem esforçado para acalmar os mercados financeiros internacionais através de comentários à imprensa e de comentários oficiais. A última semana tem também sido marcada pela ameaça de instabilidade política relacionada com a discussão da Lei das Finanças Regionais". E quem sabe se a causa de tudo isto não tem nada a ver com a lei de finanças regionais - Sócrates andará distraído?.. - mas sim com Almunia e os prejuízos que o comissário causou a Portugal. Face ao que atrás referi nos comentários anteriores, não estamos perante episódios paradoxais?

LFR: perguntar não ofende...

Será verdade que durante o processo de negociação da lei de finanças regionais, foi espalhada uma mensagem política (?) segundo a qual alguém exigia que o ministro Teixeira dos Santos não fosse sacrificado neste processo? Mais do que as relações de amizade pessoais, tal exigência tem a ver com o facto do programa financeiro e orçamental do ministro das finanças reunir "total cobertura" política por parte desse inesperado mas fortíssimo "apadrinhamento" hoje surgido. Razão tenho eu quando afirmo, repetidamente, que, nisto da política, convém termos sempre uma cana-de-pesca à mão. Este é um dos momentos, a se confirmar tudo isto - e os que me conhecem saber que não sou dado a especulação deste tipo - em que pegava na dita cuja e ia à procura de peixe espada-preta, ali para as bandas...do Pico Ruivo!!!!

LFR: uma estranha proposta...

Uma proposta de alteração, ao que consta da autoria do CDS/PP, e apresentada no âmbito da discussão em torno dos artigos 30º e 31º da propostas de revisão da lei de finanças regionais, cuja aprovação poderá ter garantido a Teixeira dos Santos uma inesperada vitória neste processo, constituiu um elemento de "pressão política" hoje surgido, com a agravante de ter sido apresentada (a proposta) como tendo origem em determinada entidade o que desde logo encostou o PSD a parede. Também sem confirmação - o que acontecer seria um absurdo - disseram-me que a versão da LFR hoje aprovada pode acabar por beneficiar financeiramente ainda mais os Açores!

LFR: uma vitória de Teixeira dos Santos?

Embora sem poder ainda explicar mais em pormenor, por estar a tentar obter elementos concretos, limito-me a dar conta que algumas pessoas ligadas ao processo acabam de me garantir que o ministro Teixeira dos Santos, em face das propostas aprovadas hoje na revisão da lei de finanças regionais, poderá acabar por ser o grande vencedor deste braço-de-ferro. Procurarei trazer explicações, quando as tiver e de uma forma perceptível, mas uma delas tem a ver com o facto do endividamento da Região continuar condicionado a negociações anuais com o ministro das Finanças. Ou seja, a fórmula hoje aprovada de transferências garante à Madeira este ano pouco mais de 40 milhões de euros, com todas as verbas incluídas.

LFR: bronca?

Parece que a versão da lei de finanças regionais hoje aprovada, completamente esquartejada, poderá gerar uma "bronca" política, se sinal totalmente inverso ao que as pessoas imaginam.

LFR: uma posição difícil mas lógica

O ex-jornalista e deputado do PS da Madeira, Luís Miguel França, que teve um dos papeis mais difíceis - dada a posição do PS nacional sobre o assunto e a sua inclusão na bancada socialista conspurcada por fundamentalismos idiotas sempre que está em causa a Madeira - acabou por assumir hoje durante os trabalhos da comissão parlamentar que apreciou a proposta de revisão da lei de finanças regionais, um papel que esteve de acordo com a sua consciência (e com o que anunciou) mesmo que tenha colocado tal decisão aos dirigentes socialistas locais. Resta saber a "ala empresarial" do PS local (a tal que queria colocar o partido ao serviço de pressões em Lisboa para que beneficiasse de decisões em matéria de negociatas) o que dirá e se lhe vão fazer a cama. O LMF não me parece pessoa que perca o sono por causa desses doentes mentais. Além disso, por oportunismo ou não, contou com o apoio de Serrão (para mim mais uma encenação que uma convicção), embora tivesse sido Gouveia responsável, quer pela escolha de França para ser candidato, quer da posição política adoptada nesta matéria. Resta-me registar o facto e considerar que, numa perspectiva de interesse do PS, as posições de LMF foram as que melhor serviram o seu parrido. E neste contexto, de lideranças provisórias, resta saber se Bernardo Trindade, porque é isso que conta, está ou não de acordo com Luís Miguel França. Pessoalmente até gostava de saber. Mas isso é lá com ele.

LFR: o "grande educador" ou o "procurador" do Conselho de Estado?

Este deputado do PS, Candal de seu nome, filho de um antigo dirigente e deputado do PS, Carlos Candal, comportou-se hoje na comissão da Assembleia da República que apreciou e votou a lei de finanças regionais, como uma espécie do "regente do reino" naquela sala, o porta-voz da reunião do Conselho de Estado ou quiça o "interpretador" oficial das entrelinhas (?) do comunicado distribuído no final da referida reunião. Foi vê-lo tentando manipular a discussão, mesmo fazendo tristes figuras, insinuando mesmo que o Conselho dera um recado aos deputados sobre a matéria e que o PS, por isso, queria adiar a discussão por mais uma semana e fez essa proposta rejeitada pela maioria da oposição. O homem falava do Conselho de Estado, da reunião, do comunicado e não sei do que mais como se fosse um dos seus membros. Será que porventura ele sabia (e sabe) o que ali se passou, quem falou, o que disseram, que importância deram ao tema? Então como se atreve a estas intervenções patéticas que só o ridicularizam? Falhada a tentativa de adiamento, nuca mais se ouviu ou viu semelhante criatura ao longo dos trabalhos da comissão que prosseguiram normalmente. Seguiu-se a "parelha" Baptista-Rodrigues...

LFR: ainda é deputado?

Tanto se fala na dignificação da politica e dos políticos que foi com...surpresa que constatei hoje que este indivíduo, eleito deputado pelo PS dos Açores - associado a recambolescas histórias - afinal continua a ser deputado. E quando manifesto surpresa, faço-o depois de ter seguido o caso que o envolveu contra um jornalista dos Açores por causa de um caso de corrupção e de ter lido no Publico, há pouco tempo isto: "O Tribunal da Relação de Lisboa decidiu não levar a julgamento o jornalista Estêvão Gago da Câmara, acusado pelo Ministério Público (MP) de atentar contra a honra e consideração de Ricardo Rodrigues, vice-presidente da bancada parlamentar do PS. Num acórdão datado de finais de Setembro, os juízes da Relação negaram provimento ao recurso, confirmando a decisão de não-pronúncia feita pelo Tribunal de Ponta Delgada. Ao PÚBLICO, Rodrigues disse estar "conformado" com a sentença da primeira instância (...) Na sentença da Relação estava em causa um artigo de opinião, publicado no Açoriano Oriental a 8 de Janeiro de 2005, nas vésperas das legislativas. Nesse texto, o jornalista manifestava a sua perplexidade pelo facto de o ex-secretário Regional da Agricultura e Pescas encabeçar a lista de candidatos do PS pelo arquipélago. Considerando que o Parlamento iria ter um deputado que "não deixou nunca de ser um "caso", escrevia: "Rodrigues esteve envolvido com um gang internacional na qualidade de advogado, sócio e procurador de uma sociedade offshore registada algures num paraíso fiscal; advogado/sócio de uma mulher [Débora Raposo] que está foragida no estrangeiro, acusada de "ter dado o golpe" de centenas de milhar de contos à agência da CGD de Vila Franca do Campo". Por tudo isto, "não deveria nunca ter enveredado pela actividade política. Os factos remontam a 2000, quando Rodrigues foi constituído arguido num processo sobre crimes de associação criminosa, infidelidade, burla qualificada e falsificação de documentos. Nesse ano, foram julgadas nove pessoas. A principal arguida, Débora Raposo, professora do ensino básico para a qual Rodrigues trabalhava como advogado, estava foragida. Foi localizada no Canadá, em 2000, numa investigação SIC/Expresso, mas só extraditada em 2007. Nesse ano, foi condenada a seis anos de prisão por burla qualificada e falsificação de documentos. O caso foi objecto de uma reportagem de Gago da Câmara no Expresso (Outubro de 2007)". Mas, enfim, o prestígio da política e dos políticos deve obrigar a outras exigências éticas! Mas foi vê-lo hoje, na discussão da lei de finanças regionais, a funcionar mais uma vez como porta-voz do "corneta" e dos seus ruídos idiotas, repetindo as javardices do costume, tentando travar o processo de discussão da lei de finanças regionais, um deputado que em nada abona a favor da Assembleia da República mas que insiste em querer ser um "moralizador" dos outros. Meta essa prosápia pedante na sacola e ponha-se mas é a andar daí para fora porque as instituições precisam de ser respeitadas.

LFR: e se deixassem de inventar?

Será que posso deixar uma sugestão aos meios de comunicação social a propósito da lei de finanças regionais e do Conselho de Estado: que tal se deixassem de inventar? E que, já agora, quando tiverem acesso às fugas de informação que normalmente depois aparecem nos semanários do fim-de-semana, que contem tudo, dizendo quem falou, o que disse, qual a importância atribuída ao assunto. Não dramatizem, nem inventem, por muito grande que seja a pressão das agências de comunicação e por muito elevadas que sejam as promessas de valores publicitários futuros caso "ajudem" a denegrir a Madeira e Jardim neste processo. Pode ser? Tensão no Conselho de Estado? Que piada! Quem disse isso? Claro que a gente sabe que existem as "cornetas" de aluguer - os tais que berram por conta dos milhões com que outros lhe enchem a pança, lambendo-lhe a mão submissos e aceitando fazer o triste papel que os outros não querem desempenhar - que têm o seu papel. Ou será que o homem pensava que era encher-se com milhões e passar discreto? Não há almoços grátis. Por favor, não inventem, não especulem, não atribuam ao assunto - a reunião do Conselho de Estado - uma dimensão que não teve. Falem com verdade, com conhecimento de causa. Não sabem o que se passou? Então antes de perorarem, procurem os habituais bufos que certamente lhes dirão alguma coisa, dicas. Olhem, o "corneta" pode ser que diga o que disse e que revela o carácter mesquinho de gente reles, em estatuto nem princípios. O que rafeiro nasce, rafeiro morre. Mas mesmo assim não confiem nele, porque há "seriedade" e...seriedade.

LFR: um refinado mentiroso

Que este repugnante indivíduo queira armar-se em "cavalo de corridas" - quando não é mais esperto que os outros - o problema é dele. Mas que se revela um refinado e abjecto mentiroso, as coisas complicam-se. E complicam-se ainda mais quando alguém, com mais responsabilidades, deveria abster-se de repetir valores absolutamente idiotas, em, locais menos próprios e que não deveriam ser caixa de ressonância para irritações e frustrações de quem no fundo quer é encontrar um pretexto para fugir às responsabilidades que tem no caso em que se encontra o país. Falo da conversa da treta dos "extra-terrestres" 800 milhões de endividamento da Madeira, a propósito da lei de finanças regionais. O homem até baba e ranho atira borda fora sempre que fala na Madeira. Uma tristeza.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

LFR: nada de novo mas a bola está do lado de Sócrates

Apesar de diversas tentativas de contra-informação ocorridas durante a tarde de hoje, com origem uma vez mais em agências de comunicação que chegam a "sugerir" às hierarquias dos meios de comunicação cuidadosamente seleccionados, a questão da lei de finanças regionais como tema de reportagem, a que não falta a tentativa de recolha de declarações de Alberto João Jardim, continua tudo na mesma. Não houve iniciativa nenhuma, hoje até final da tarde, nem do governo socialista de Lisboa nem do PS. Eventualmente - caso eles estejam dispostos a dar esse passo - algo terá que acontecer até o final da manhã de hoje. Depois será tarde e com crise ou sem crise a proposta será votada (e certamente aprovada) na reunião de 5ª feira da Comissão da Assembleia da República.

Futebol: novas imagens do túnel da Luz

Jornalismo: ERC vai analisar o "caso Mário Crespo"

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Coitado povo, sofre e cala-te...

Foi hoje noticiado - li no Publico - que "a maioria dos portugueses considera que a sua vida, em termos gerais, piorou nos últimos cinco anos, revela um inquérito sobre o “clima social na União Europeia”, divulgado hoje em Bruxelas pela Comissão Europeia.Os dados do “Eurobarómetro”, recolhidos entre Maio e Junho do ano passado, mostra que, em 2009, os portugueses eram dos europeus mais convencidos de que há cinco anos a sua vida era melhor e que, nos próximos 12 meses, não têm grandes expetativas de que melhore.Numa escala de -10 (nada satisfeitos) a +10 (satisfeitos), os portugueses acham que, em geral, a sua vida "vale" 0,5 pontos, o que representa o sexto valor mais baixo da União Europeia e bem abaixo da média europeia (3,2 pontos positivos).Quando instados a comparar a evolução da sua vida entre 2004 e 2009, os portugueses são dos que fazem um balanço mais negativo, apenas “superados” por húngaros e búlgaros.Neste caso, numa escala de -100 a +100 - o resultado é calculado com base na diferença entre os inquiridos que responderam que a vida melhorou ou piorou. Portugal registou um resultado de -29 pontos, bastante mais negativo do que a média europeia (-3 pontos). Apenas a Hungria (-54) e a Bulgária (-33) têm piores resultados igualmente.Por fim, quando questionados sobre as suas expectativas para o ano seguinte - neste caso, a demorada divulgação do inquérito faz com que os 12 meses seguintes fosse até Junho próximo - os portugueses mostra-se bastante mais pessimistas que a média europeia. Numa escala de -100 a +100, as respostas apontam para um ponto positivo, quando a média comunitária é de 10 pontos positivos".
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Uma das principais preocupações dos portugueses

Chuva causa problemas na Madeira

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LFR: mais bandalhices do "megafone" de Lisboa

Segundo li no Publico, que cita a Lusa, continuam as diatribes nojentas, mas reveladoras do perfil do indivíduo em questão, do "megafone" (ou da "corneta") de Lisboa nos ataques contra a Madeira, contra Jardim e contra a proposta de revisão da lei de finanças regionais. Falar com a pança cheia realmente não custa: "O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, alertou hoje, em Ponta Delgada, para o perigo de se aprovar uma revisão da Lei das Finanças Locais "despesista", numa altura em que se defende a necessidade de contenção orçamental. "Se continuarem a persistir numa tendência para exponenciar os apoios do Estado, em contraciclo com a necessidade de contenção da despesa pública, o mais certo é que apareça uma lei de estabilidade orçamental que arrume na gaveta a Lei das Finanças Regionais e permita ao governo fazer o que quiser, inclusivamente retirar meios financeiros às regiões autónomas", afirmou Carlos César"Mais vale o que temos, do que aquilo que almejamos em demasia, para depois termos menos do que hoje temos", defendeu. Para o presidente do executivo açoriano, "é importante salvaguardar uma Lei das Finanças Regionais que tenha perenidade, que seja sustentável no futuro, que não seja amanhã um argumento para tirar dinheiro às regiões autónomas". "Esse é um risco que corremos, num momento em que a tendência generalizada é sempre no sentido da contenção ou diminuição da despesa pública", afirmou. Nesse sentido, considerou que a proposta de revisão apresentada pela Madeira "acaba por passar uma imagem de regiões insulares despesistas, o que não é justo, e convoca a opinião pública nacional contra as regiões insulares, o que também não é justo". Carlos César comentou ainda a acusação feita pelo seu homólogo da Madeira, Alberto João Jardim, relativamente a uma alegada quebra de solidariedade insular, frisando que "cada região tem o seu próprio percurso e só são solidárias no que é possível e adequado". "Não me recordo da solidariedade de Alberto João Jardim quando discutimos há poucos meses o Estatuto dos Açores e quando o Tribunal Constitucional e o Presidente da República tomaram a posição que tomaram sobre o Estatuto", afirmou o presidente do governo açoriano". Lisboa e Bruxelas continuam a alimentar uma região que tudo fará para continuar a ser das masis pobres de Portugal e da União. Até que um dia tudo se esclareça.

Ministro Santos ia levando dos clientes do BPP...

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Para saber mais leia aqui. De certeza quer a lei de finanças regionais não tem nada a ver com este episódio caricato que mostra que o País precisa de um ministro das finanças mais...salutar!

Com "conselheiros" destes já se percebe as asneiradas de Belém

Com conselheiros de Estado como este, já começamos a perceber os motivos dos "casos" da Presidência da República, melhor dizendo, das asneiradas que hoje colocam Cavaco e Silva em risco de nem ser reeleito. Ao que consta este economista é membro do Conselho de Estado por escolha de Cavaco. Vejam a mentalidade deste iluminado...
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Propaganda patética de um desesperado...

Jornalismo: força Crespo!

Homens da Luta e Mário Crespo

Jornalismo: claro que eles vão despachá-lo! (IV)

Jornalismo: claro que eles vão despachá-lo! (III)

Jornalismo: claro que eles vão despachá-lo! (II)

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Jornalismo: claro que eles vão despachá-lo! (I)

A grande porca...

Sporting: os "olheiros" para a próxima época...

O Presidente Bettencourt, que continua a não perceber patavina de futebol, já escolheu os dois olheiros que no desfeso, discretamente, vão andar em "Curral de Moinas" em busca de jogadores que joguem futebol e queiram ser do Sporting. Desobrimos os "olheiros". Falta saber os seus nomes. Mas a dupla Bettencourt-Carvalhal vão tratar de os identificar...

Sporting: estou como o leão...

Depois de ter enterrado o Campeonato em Braga, o meu Sporting acaba de enterrar a Taça de Portugal no Porto. Definitivamente não temos nada a ver com o norte...carago! Estou como o leão envergonhado... E vejam bem os cuidados daquela leoa amiga a tentar proteger o seu parceiro quando o Mariano marcou o 5º golo. É nestes momentos que, como diz o povo, recordar é viver!

Sporting: um destes será reforço...

No âmbito da renovação do meu Sporting para a próxima época, além de manter o treinador que tem o perfil para um (ex-) "grande" (há dias nem sabia quantos golos tinha marcado Liedson contra o Nacional!) estão a decorrer pesquisas de mercado para mais. Se a opção for jogo rasteirinho, temos os três gringos a treinar para manterem o físico. Se a opção for para um jogo de "alturas" já temos dois candidatos a centrais em plena fase de aquecimento. Se o Pedro Mendes, que vai fazer 31 anos é renovação "para o futuro" segundo o técnico, que mal haverá em conseguir algum destes reforços?...

Mamadeira é isto....

Com o título "Fraude de 280 milhões e 509 arguidos na "Operação Furacão" li no Jornal de Negócios que "a directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa revelou hoje vários números relacionados com a “Operação Furacão”. O processo representa uma fraude de 280,5 milhões de euros e foram já constituídos mais de meio milhar de arguidos.Na conferência sobre o Estado e a competitividade da economia, organizada pela Antena1 e pelo Negócios, Cândida Almeida fez o balanço da Operação Furacão.De acordo com a responsável, a operação gerou já outros 13 processos, tendo sido feitas 688 buscas e constituídos 509 arguidos.O total da fraude ascende a 280,469 milhões de euros, sendo que perto de 81,5 milhões de euros já foram recuperados. Além disso, os vários arguidos assumiram já que irão pagar 102 milhões de euros.Questionada pelos jornalistas sobre o montante envolvido, Cândida Almeida revelou que a operação não pode ser vista apenas “pelo dinheiro [envolvido], mas também pela justiça, que é um bem imaterial”. “Quem viola uma norma tem que ter uma punição e ela não é só mensurável em dinheiro”, reforçou.Acrescentou que “quando se fala na morosidade da justiça e nos reflexos que ela tem no tecido empresarial, há também que ter em atenção que os empresários nem sempre têm um comportamento lícito e transparente”. Mas a propaganda oficial do regime, que costuma (estranhamente) tomar os portugueses por parvos, tenta desvalorizar tudo. É sempre tudo mentira, um "embuste", uma fabricação maldosa da oposição, etc. Depois é o que se vê, vamos descobrindo este descarado gamanço que nem se sabe onde pára...

Açores: crise na construção? Só na Madeira...

Diz o jornalista João Paz do Correio dos Açores que "são os números que levaram à crise que atravessa a construção civil açoriana. A Cimentaçor registou uma quebra na venda de cimento o ano passado, nos Açores, na ordem das 47,6 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 15,6 milhões de euros no volume de negócios. As estatísticas do Serviço Regional de Estatística revelam que, entre Janeiro e Outubro do ano passado, relativamente ao mesmo período de 2008, ocorreram quebras de 40,2% no total de edifícios licenciados; de 51% em termos de edifícios novos destinados à habitação; e de 64,6% ao nível dos fogos para construções novas para habitação. A Cimentaçor teve uma quebra de 47,6 mil toneladas na venda de cimento nos Açores o ano passado relativamente a 2008, o equivalente a menos 15,6 milhões de euros, revelam dados do Serviço Regional de Estatística. Na realidade, a cimenteira açoriana vendeu o ano passado 272.748 toneladas de cimento (115 350 mil euros) quando, em 2008, havia vendido 319.373 toneladas (131 milhões de euros). É esmagadoramente na ilha de São Miguel que se fez sentir mais a quebra na venda de cimento: Menos 44,3 mil toneladas o ano passado relativamente a 2008. De facto, do total dos Açores, vendeu-se para São Miguel, o ano passado, 135, 5 mil toneladas de cimento quando, em 2008, a Cimentaçor havia vendido 179,3 mil toneladas. Por comparação, a Cimentaçor vendeu nos primeiros dez meses do ano passado 73.659 toneladas na ilha Terceira, menos 1.142 toneladas que em igual período de 2008, em que foram vendidos 74.801 toneladas. É significativo que nas ilhas de Santa Maria, Pico, Faial, Flores e Corvo, a cimenteira vendeu nos primeiros dez meses de 2009 mais cimento que em igual período de 2008. Por exemplo, no Corvo, a Cimentaçor vendeu de Janeiro a Dezembro do ano passado 90 toneladas de cimento, praticamente o triplo que em igual período de há dois anos (36 toneladas). Na ilha do Faial a cimenteira vendeu de Janeiro a Outubro do ano passado 15.329 toneladas de cimento quando, pouco mais de 2.200 toneladas que em igual período de 2008.Nas Flores, a Cimentaçor vendeu de Janeiro a Outubro do ano passado 8.297 toneladas de cimento, mais 2.157 toneladas que em igual período de 2008. A quebra na venda de cimento nos Açores começou em Janeiro de 2009, tendo-se vindo acentuando ao longo de todo o ano. Só em Novembro do ano passado (24.497 toneladas) se verificou um aumento de produção de cimento relativamente a igual período de 2009 (23.920 toneladas).E, quando se esperava uma evolução positiva, em Dezembro de 2009 (16.690 toneladas), a produção de cimento voltou a cair relativamente ao mesmo mês do ano anterior (19.303 toneladas)".

Jornalismo: Medina Carreira outro "problema a solucionar"?

Diz a jornalista do Publico Sofia Rodrigues que "o jornalista Mário Crespo garante que, na alegada conversa entre o primeiro-ministro, o ministro dos Assuntos Parlamentares e o ministro da Presidência foi referido também o nome de Medina Carreira como um "outro problema a solucionar". A revelação foi feita durante uma intervenção nas jornadas parlamentares do CDS-PP, em Guimarães. O jornalista foi convidado para falar sobre o primeiro ano de presidência de Barack Obama, mas esgotou quase todo o tempo a falar das referências pouco elogiosas que Sócrates lhe terá feito durante um almoço na terça-feira da semana passada, num restaurante em Lisboa."Era preciso solucionar o problema Mário Crespo e Medina Carreira", disse Mário Crespo, referindo-se à alegada conversa que lhe foi relatada por uma pessoa que estava noutra mesa e que o jornalista não revela. Noutra mesa, estava sentado Nuno Santos, director-geral da SIC, e a quem Sócrates se terá dirigido, repetindo as afirmações sobre os "problemas a resolver", segundo Mário Crespo. Medina Carreira foi ministro das Finanças de um governo PS liderado por Mário Soares, mas rompeu com o partido e é hoje uma voz crítica das políticas socialistas. O economista participa no programa Plano Inclinado, da SIC-Notícias, moderado por Mário Crespo, e vai agora escrever o prefácio do livro do jornalista com as crónicas publicadas no "Jornal de Notícias".Na intervenção, Mário Crespo teceu duras críticas ao comportamento do primeiro-ministro no dia em que o Governo apresentava a proposta de Orçamento do Estado na Assembleia da República. “Ingenuamente pensava que o chefe de Estado do meu país estaria envolvido em retoques de última hora, mas estava empenhado em produzir diagnósticos médicos sobre a minha sanidade mental. Julgo que ainda não tem credenciais nesse sentido, mas pode vir a obtê-las”, disse o jornalista, perante os deputados do CDS-PP".

César: espantosamente com 99,3%

Este homem é um espanto. Carlos César - imaginem só - foi reeleito no passado dia 1 de Fevereiro presidente do PS/Açores para mais um mandato de dois anos, tendo conquistado 99,3% dos votos dos militantes que participaram nas eleições directas que decorreram desde sexta feira. Nas últimas directas do PS/Açores, em Fevereiro de 2008, ele tinha conseguido 99,6% com 43% de abstenção. Os dados oficiais do acto eleitoral indicam que, nas 45 secções do PS/Açores existentes nas nove ilhas do arquipélago, apenas se registaram três votos contra e cinco brancos. No total, votaram 35,6% dos militantes socialistas açorianos. Um espanto! E se juntarmos os resultados "convincentes" das regionais de 2008 que mostram a "dinâmica" da governação de César e a sua capacidade de "mobilização" dos açorianos, concluímos que isto de ser "corneta" por encomenda do poder socialista em Lisboa tem custos... E nem falo da questão europeia, pois à custa dos apoios comunitários os Açores continuam a encher-se com milhões, mas são a região do País que nas três últimas eleições europeias mais abstenção elevada registou entre todos os distritos e regiões autónomas. Esclarecedor.

LFR: agências de comunicação na jogada?

Cresce a desconfiança, quer em S.Bento (Assembleia da República), quer mesmo no Funchal, de que nestes últimos dias, sobretudo devido a pressões junto dos meios de comunicação social e pressões destes junto da Quinta Vigia para que Alberto João Jardim fale, que podem existir na jogada agências de comunicação contratadas não para facilitar o esclarecimento do tema, mas para tentarem gerar factos políticos que possam ser usados em prejuízo da Madeira. Jardim já disse o que entende que deve dizer até este momento, não faça antes da reunião do Conselho de Estado e continua na expectativa porque o Governo Regional não quer usar a proposta de revisão da lei de finanças como instrumento de "guerras". Uma nota final: não tenho rigorosamente nada contra as agências de comunicação, pois considero que cada vez mais a política consegue viver sem o seu trabalho. Mas há comunicação e..."comunicação", tal como há informação e "propaganda". Isto levar-nos-ia a uma discussão em torno de conceitos muito teóricos, que dificilmente geram consensos.

LFR: será isto disposição para negociar?

Nós não podemos dizer que pretendemos negociar uma proposta de revisão da lei de finanças regionais, e depois chegar a uma reunião com uma delegação do PSD e pedir uma "nova proposta" aos social-democratas e garantir que "nós não alteramos a lei de finanças regionais". Será isto boa vontade? Ou hipocrisia? Ou falsidade?

LFR: Jardim não fala

Tem sido inúmeros os pedidos de meios de comunicação social continentais - curiosamente muitos deles a mando das próprias direcções... - a tentarem obter reacções do Presidente do Governo Regional da Madeira sobre o processo de revisão da lei de finanças regionais. O que eu sei é que o Presidente do Governo recusa dizer seja o que for, que vai ao Conselho de Estado de amanhã - de cuja agenda não consta nenhuma alusão específica à lei de finanças regionais - e que mesmo depois dessa reunião manterá o silêncio para que não seja mal entendido ou mal interpretado e possa ser depois acusado de afectar o espaço de manobra, pequeno é certo, mas que ainda existe para a apreciação de alguma proposta do governo socialista de Lisboa ou do PS.

LFR: qual "alta tensão" qual carapuça?

Segundo o DN de Lisboa, num texto dos jornalistas Paula Sá e David Dinis, "a oposição já se acerta para aprovar o diploma. O Governo rejeita-o e volta a acenar com uma eventual crise política. Voltou o braço-de-ferro entre o Governo e a oposição na revisão da Lei de Finanças Regionais. PSD, CDS, BE e PCP vão na quinta-feira concertar posições na Comissão de Orçamento e Finanças para que o diploma seja aprovado em plenário no dia seguinte. O cenário de crise política volta a estar sobre a mesa: ontem mesmo, sabe DN, o Governo voltou a avisar a oposição de que não aceita a revisão da lei. As bancadas parlamentares estiveram ontem reunidas durante cerca de três horas, à porta fechada, para tentar um acordo sobre a matéria. Do encontro saiu em uníssono a crítica ao PS, por não ter apresentado qualquer proposta de alteração à lei, tal como tinha prometido. O deputado social-democrata madeirense Guilherme Silva acusou o Governo de não ter "boa-fé", apontando o dedo a Jorge Lacão: não é "aceitável que um ministro faça chantagem sobre o Parlamento". Algumas horas antes tinha-se encontrado com o ministro dos Assuntos Parlamentares e remetia claramente para uma "ameaça" de crise política no caso de a lei ser aprovada. Guilherme Silva considerou mesmo que "seria o escárnio internacional que, após o acordo no Orçamento do Estado, se abrisse uma crise por causa de umas migalhas para as regiões autónomas". E frisou "a larga convergência" entre os partidos da oposição para rever a lei, mostrando que o PSD está disposto a ir ao encontro das propostas de alteração ontem apresentadas pelo CDS. Assunção Cristas deu voz a essas propostas: eliminação dos retroactivos de 111 milhões reclamados por Jardim; a limitação do endividamento dos 25% para os 22,5%; a transferência faseada das verbas relativas ao IVA até 2013; e uma garantia de que os Açores não são prejudicados com a nova lei. Os centristas dizem que as suas propostas permitem reduzir para 49,5 milhões de euros o acréscimo de 72 milhões de euros de transferências para a Madeira em 2010. O deputado comunista António Filipe disse ao DN que as propostas do CDS "não descaracterizam o essencial" da Lei de Finanças Regionais, pelo que a sua bancada as vai acolher. Idêntica posição deverá ser seguida pelos bloquistas, que já tinham apresentado propostas de alteração à lei. Luís Fazenda fez ontem duras críticas ao Go- verno e ao PS pela "atitude de zigue-zague, de reserva mental, de má-fé em relação ao Parlamento" por não ter apresentado propostas alternativas. Pelo PS, Vítor Baptista acusou o PSD de "radicalização" ao querer "agravar o endividamento" da Madeira na "situação crítica" em que o País se encontra. O deputado socialista voltou à ideia de "coligação negativa" em torno da concertação de posições da oposição. O extremar de posições, sabe o DN, voltou a acontecer logo na sexta-feira. Jorge Lacão apresentou ao PSD uma proposta - de rever os níveis de endividamento da Madeira no OE, mas exigiu não tocar na Lei de Finanças Regionais. Chamou-lhe um "compromisso a meio da ponte". Ontem ouviu um "não" do PSD a semelhante proposta. O tira-teimas é na quinta-feira, sem solução à vista".
Engano: não há alta tensão nem ninguém aposta nisso no que à Madeira diz respeito. O que tem havido é um protelar da decisão, um adiamento provocatório e sem justificação de uma decisão, sempre à espera do envolvimento do PS e do Governo socialista de Lisboa. Posso garantir que existiram contactos - e acreditem no que afirmo - fora do esquema de contactos e negociações na Assembleia da República, que apostaram na procura de uma solução que impedisse que em consequência do processo o PS ficasse numa posição de vencido e que se falassse em derrotados políticos, pese as suas responsabilidades na actual lei de finanças e nas penalizações que dela resultaram para a Madeira. Os recados foram trocados, os canais informados, mas a verdade é que propostas concretas não foram apresentadas.Nunca. Por isso não pode haver alta-tensão., Há ou não vontade política de envolvimento num processo legislativo. Repito: ainda há tempo para que a negociação se faça e se possa obter um bom entendimento para todas as partes, porque ninguém quer barracada nem confusão. O que a Madeira pretende é que seja encontrada uma boa solução. Por isso não serve de nada empolar esta reunião. Avancem, digam alguma coisa, abram canais de contacto alternativos se quiserem, mas apresentem sinais concretos.

LFR: o que esperam PS e governo socialista?

Porque razão o PS - nacional ou na Madeira - e o governo socialista de Lisboa, neste momento, e nesta fase do processo, creio que mais este que o partido, não apresentam imediatamente uma proposta concreta em matéria de revisão de lei das finanças regionais? Se não querem alterar o diploma agora, por considerarem que isso poderia ser considerado uma derrota pessoal e política de Sócrates e do ministro Santos, autores do diploma em vigor, o que esperam para tentar a aproximação? Ou querem antes provocar eleições, serem derrotados - como seriam - e facilitar as coisas? Ou ´+e ou não verdade que estão apenas a querer ganhar tempo e esperar pelas presidenciais de Janeiro de 2012, para tomarem uma decisão quanto à antecipação das legislativas, sobretudo se o candidato socialista ganhar Belém? O que ganham com estes embustes e estes "bluffs"? Não chegam os estudos que os assessores e propagandistas do regime têm feito chegar a São Bento?

LFR: demissão do ministro Santos? E qual a novidade?

Comentário a 8 de Dezembro de 2009
Comentário a 7 de Dezembro de 2009

Recordo dois comentários publicados neste blogue, em 7 e 8 de Dezembro passado, quando nem sequer se falava na questão da lei das finanças regionais com a polémica que ela entretanto adquiriu.

LFR: uma história antiga...

Esta disputa entre o ministro Santos e Alberto João Jardim por causa da lei de finanças regionais é realmente antiga. Recordei um comentário publicado neste blogue, em 2007 (!) depois do PSD (e Jardim) ter ganho as eleições regionais antecipadas - e realizadas depois da demissão do Presidente do Governo madeirense por causa da lei de finanças regionais - em Maio de 2007. Recordar é viver, diz o povo...

Jornalismo: fascismo socialista vai atacar Balsemão?

Tudo indica, segundo me foi hoje confidenciado, que o fascismo socialista que por aí anda à solta se prepara para pressionar Balsemão - interessado em diversos negócios que passam pelo governo socialista - a "despachar" Mário Crespo e a "aliança com Medina Carreira" que alguns sectores do PS entendem estar a causar baixas não quantificadas no PS. Ninguém sabe como, por onde, nem quando o ataque será desferido, mas que Pinto Balsemão - depois de Joaquim Oliveira do grupo do DN e do JN ter sido "domado"... - será o próximo alvo e que Sócrates e a sua "entourage" não perdoam a Mário Crespo, disso já ninguém duvida.

LFR: quem sabe se...?

E se o governo socialista da República não aceitar alterar a lei de finanças regionais, que tipo de entendimento seria possível este ano? Em meu entender – mas sou um “outsider” completo – os socialistas tinham outra alternativa que não sei se, mesmo assim, seria aceite pelo governo madeirense. Dei comigo a pensar que, se o governo socialista de Lisboa está tão preocupado com o assunto, que tal se um ministro tomasse a iniciativa de propor, por exemplo – e insisto, estou a divagar na ficção… - o seguinte:
- O Estado assume o pagamento integral de cerca de 200 milhões de euros (40 milhões de contos) ainda em falta relativos à obra de construção da gare do aeroporto do Funchal que está a ser integralmente paga pela Madeira – o Estado não deu um cêntimo quer fosse nas gastará milhões em obras no sector dos transportes no Continente incluindo uma escandalosa terceira via rápida Lisboa-Porto (!) - podendo a Madeira, depois disso, ter espaço de manobra para reduzir as taxas de utilização e operação no aeroporto, até porque os aeroportos são obras de interesse nacional;
- O Estado assume o compromisso público, no PIDDAC de 2010, de financiamento até um montante a negociar pelas partes, da construção do novo Hospital do Funchal, porque se trata de uma obra de interesse comum e necessária à Madeira;
- O Estado permitir o recurso ao crédito por parte da Região, em 2010, até um montante a negociar pelas partes, e nas condições que estas acordassem, para suportar os encargos com obras incluídas no programa de investimentos até 2013;
- O Estado assume o compromisso, num acordo a assinar em cerimónia pública, de constituição de um grupo de trabalho conjunto para estudar a introdução de alterações à lei de finanças regionais, a serem aprovadas pela Assembleia da República em Outubro de 2010 e vigorarem no orçamento de 2011.
A questão é simples: o Estado diz que quer resolver, conhece a realidade da Madeira, mas não dá nem o primeiro passo, nem apresenta propostas concretas que possam viabilizar o diálogo.

LFR: Portas apela a entendimento entre PS e PSD

Segundo a jornalista do Publico, Sofia Rodrigues, "o líder do CDS apela ao PS e ao PSD para aproveitarem as propostas dos centristas sobre a Lei de Finanças Regionais e ultrapassarem o impasse. “Há vontade de fazer um conflito. O CDS tem feito o papel da ONU, onde há um conflito tem procurado a paz”, afirmou hoje Paulo Portas, em Guimarães, onde decorrem as jornadas parlamentares. As propostas do CDS reduziram as transferências de 200 milhões de euros para menos de 50 milhões de euros para a Região Autónoma da Madeira, segundo Paulo Portas. “Sugiro que os dois partidos aproveitem estas propostas” sob pena de “terem de assumir as suas responsabilidades, sublinhou o líder centrista".