sábado, abril 05, 2008

PSD: "Guilherme Silva sucessor ‘interino’ de Jardim"

Este é o título de uma reportagem do semanário Expresso, a ser publicado na edição de hoje, sábado, da autoria da jornalista Sara Moura: "Adeus Jardim. Olá incerteza. A substituição é inevitável em 2011. Mas o futuro do PSD-Madeira pode até mesmo passar por uma não sucessão. Em€ surdina já se começam a desenhar alguns cenários. Guilherme Silva é apontado como o possível sucessor transitório, para fazer a ponte entre Jardim e um próximo líder que reúna consensos. Candidatos não faltam. Opiniões discordantes também não. Mas o pulso forte de Jardim e as vitórias conquistadas, mantiveram sempre o partido unido, apesar das rivalidades internas. Sempre com o número dois do Governo Regional, João Cunha e Silva, e o presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Albuquerque, como protagonistas. Apesar de conhecidas as antipatias pessoais que nutrem um pelo outro, ambos são apontados como dois dos mais fortes ‘delfins’.
A uni-los está apenas o silêncio com que entram para o XII Congresso Regional do PSD-Madeira, onde a sucessão de Jardim não está na agenda, mas paira como um fantasma no Centro de Exposições e Conferências da Madeira, onde decorrem este fim-de-semana os trabalhos. Virgílio Pereira, um notável do partido, diz que, apesar de este ser um congresso para reforçar a liderança de Jardim, nos bastidores já se pensa num substituto. Por isso, e apesar de existirem outros candidatos, é “natural que muitos olhos se concentrem em Albuquerque”, pela vantagem de já ter ganho eleições. Virgílio Pereira mostra-se apreensivo face a eventuais guerras internas, pois “quando desaparece uma figura forte, as sensibilidades que hibernam no interior do partido tendem a tornar-se visíveis”. Exemplo disso é Coito Pita, que dispara em várias direcções. “Não sou da maçonaria, não sou da Opus Dei, não faço parte de grupos empresariais, vivo da minha actividade como advogado”, diz o deputado, que se mostra disponível para assumir a presidência do PSD-Madeira. “Não quero um corrupto qualquer na liderança do partido”.
Menos disponível está, para já, Jaime Filipe Ramos. O deputado, ex-líder histórico da JSD-Madeira e filho de Jaime Ramos, acredita que agora existem outras prioridades. Neste momento considera haver “pessoas com mais condições, maior disponibilidade e mais interessadas” do que ele. Já Filipe Malheiro, uma figura próxima de Jardim, diz que o PSD tem de ter a “coragem que não tem tido até hoje”, porque sempre foi um partido “acomodado” sobre uma liderança forte. Agora, diz Malheiro, está perante aquilo que nunca pensou discutir e é preciso ter cuidado para não falhar na escolha, como aconteceu nos Açores e com Luís Filipe Menezes. É no contexto de pacificação que surge o nome de Guilherme Silva para assumir uma liderança a prazo, mas o deputado defende que é mais importante reflectir sobre perfis. “Não é fácil substituir alguém como Jardim, mas é importante começarmos a pensar nisso”. Outro nome ventilado é o de Sérgio Marques, mas o eurodeputado distancia-se da luta pela sucessão, refugiando-se em Bruxelas. Já cumpriu dois mandatos no Parlamento Europeu e terá pedido para continuar. Mas, com traumas ou sem eles, a verdade, é que em 2011, a cadeira de Jardim vai ficar vaga
".

OS POSSÍVEIS SUCESSORES DE JARDIM
Miguel Albuquerque,
presidente da C. Municipal do Funchal desde 1994.
João Cunha e Silva, vice-presidente do Governo Regional da Madeira desde Novembro 2000. Foi o fundador da JSD-Madeira em 1974.
Coito Pita, advogado de profissão é vice-presidente do Grupo Parlamentar e deputado à Assembleia Legislativa
Sérgio Marques, deputado ao Parlamento Europeu desde 1999. Membro da Comissão Política Regional do PSD-Madeira.
Jaime Filipe Ramos, deputado à Assembleia Legislativa Regional desde 2000 foi o presidente da JSD-Madeira de 1998 a 2005,
Guilherme Silva é deputado à Assembleia da República desde 1987. Foi vice-presidente da Assembleia da República, membro da Comissão Política Regional do PSD Madeira

Opijnião: "Jorge Coelho e a vergonha de não ter vergonha"

"Jorge Coelho sempre me foi simpático. Sempre me pareceu um homem simples, de palavras simples para descrever uma ideia ou causa. Além disso, parece-me convicto, talvez o mais convicto dos socialistas. Jorge Coelho tem as suas raízes na mesma zona que eu, pelo que deve ter ouvido muitas vezes uma frase que naquelas terras se diz: “Vergonha é não ter vergonha”. O dirigente socialista, sobretudo depois da sua estrondosa demissão de ministro das Obras Públicas na sequência da queda da ponte de Entre-os-Rios - declarando “comigo a culpa não morrerá solteira” -, tinha-se tornado, ainda, numa espécie de referência moral do PS, o homem com desapego ao poder. Nunca perdeu, no entanto, a sua condição de eminência parda, de conselheiro dos líderes e, muito em particular, do actual.
Ao aceitar um lugar na administração da Mota Engil, Coelho não cometeu qualquer ilegalidade. No geral, não fez mais nem menos do que Ferreira do Amaral ou Pina Moura, os quais também - sublinhe-se - não cometeram o mínimo ilícito. No entanto, a notícia de que Jorge Coelho ia para administrador da maior construtora nacional caiu que nem uma bomba. Em parte haverá um preconceito. Muita gente acha que um socialista não pode ser um gestor. É bem possível...
Mas, acima de tudo, há um sobressalto, como que uma consciência súbita da possibilidade de Jorge Coelho nos ter enganado durante estes anos em que andou na política.
Os seus discursos éticos, a sua moral, as suas acusações a outros que antes dele fizeram o mesmo que ele faz, eram fogo-fátuo. Quem o elegeu tem uma dúvida fundada: escolheu alguém preocupado com o futuro do país ou alguém que se preocupava sobretudo com o seu futuro? Utilizando as palavras e o estilo do próprio, poderíamos perguntar: qual o maior desígnio de Jorge Coelho: redistribuir riqueza por todos ou acumular riqueza para ele?
A verdade é que aquilo que Jorge Coelho fez não é estimável, não é bonito. É uma vergonha!
E é uma vergonha porque Jorge Coelho, um dos políticos mais marcantes dos últimos anos, dá mais uma machadada na credibilidade dos políticos.
Não saber limitar-se, não saber restringir-se, não ter um código de ética sólido e indestrutível, destrói milhões de discursos a defender a democracia. Foi essa necessidade ética da «res publica» - actuar pelo exemplo, desinteressadamente - que ele, a quem quando ministro chamaram «caterpillar», arrasou agora sem qualquer vergonha".

(de Henrique Monteiro, Expresso)

Venezuela: Polícias transportavam droga em veículos policiais

Li no Expresso que "Oficiais da Guarda Nacional (polícia militar) confirmaram, hoje, a detenção de seis pessoas, dois deles polícias, na localidade de Barcelona (400 quilómetros a Leste de Caracas), que transportavam quase 700 quilogramas de cocaína de alta pureza, em veículos policiais. Segundo a Guarda Nacional, os veículos, ambos da marca Toyota, estavam identificados com autocolantes do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Crimalísticas (CICPC, antiga Polícia Técnica Judiciária) que usavam matrícula daquele organismo policial. Os veículos foram interceptados por uma patrulha da Unidade de Segurança Urbana, na localidade de El Viñedo tendo sido confiscadas uma sub-metralhadora HK, modelo MP5K, calibre 9 milímetros e uma pistola Pietro Beretta, com 9 milímetros de calibre. Segundo fontes não oficiais, um dos polícias detidos desempenhava funções no Grupo Anti-Extorsão e Sequestro da delegação do CICPC no Estado de Táchira (800 quilómetros a Sudoeste de Caracas) e o outro na Brigada de Homicídios da mesma localidade.Os outros quatro detidos foram identificados como cidadãos colombianos".
"Venezuela Tierra Magica"
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Revista trimestral de los agentes del desarrollo regional

Li no site europeu de Política regional que "el desarrollo sostenible y el cambio climático son los temas que aborda el número de marzo de la revista Inforegio Panorama. Los artículos muestran de qué manera las políticas regionales pueden desempeñar un papel importante en este ámbito garantizando la sostenibilidad, mitigando los efectos del cambio climático y contribuyendo a una mejor eficiencia energética. El importe total de la ayuda procedente del presupuesto europeo en el marco de los Fondos Estructurales y el Fondo de Cohesión asignado a los programas medioambientales en 2007-2013 se ha duplicado en relación con el período precedente 2000-2006, ascendiendo actualmente en torno a los 100 mil millones de euros. Las regiones que se abordan en la revista incluyen: el Este de Inglaterra, una región que para cumplir los ambiciosos objetivos de la UE respecto a la reducción de carbono cuenta con la ayuda del FEDER, Polonia, con el mayor programa de infraestructuras y medio ambiente del período 2007-2013 y las Islas Canarias, cuyo objetivo es lograr la autosuficiencia energética". A versão em português desta publicação está neste link.

sexta-feira, abril 04, 2008

PSD: Gabriel vai fazer proposta polémica

Fiquei hoje a saber que o deputado Gabriel Drumond, autor de uma moção ao Congresso do PSD, antigo Presidente da Câmara de São Vicente e líder da organização "Fama" se prepara para fazer amanhã, no Congresso social-democrata, uma proposta concreta mas polémica. Isto, soube eu, caso a proposta de revisão constitucional que o PSD vai apresentar em 2009 ou 2010 não seja aceite ou não tenha o "sucesso pretendido".

Olimpiadas 2008: veja estádios espectaculares

Futebol: um só golo na época 2006/2007

Futebol: na 1ª volta foi assim...

Madeira: Governo envia diploma regulador do acesso regula o acesso à actividade das agências de viagens e turismo

O Governo regional enviou hoje para a Assembleia Legislativa a proposta de decreto legislativo regional que “Adapta à Região Autónoma da Madeira o Decreto-Lei n.º 209/97, de 13 de Agosto, alterado pelos Decretos-Leis n.ºs 12/99, de 11 de Janeiro, 76-A/2006, de 29 de Março e 263/2007, de 20 de Julho que regula o acesso e o exercício da actividade das agências de viagens e turismo” No preâmbulo o executivo faz alusão a legislação nacional sobre o sector e diz que “o diploma regional de adaptação encontra-se, todavia, marcado por alguma desactualização, fruto da alteração ao regime das agências de viagens e turismo introduzida pelo Decreto-Lei n.º 263/2007, de 20 de Julho, que ora importa considerar. Assinala-se igualmente alguma ineficácia quanto à regra da necessidade de acompanhamento dos turistas por profissionais de informação turística. Assiste-se ao contornar da regra estabelecida, através da proliferação de falsas viagens por medida bem como de profissionais sem as habilitações adequadas, facto que tem conduzido à insatisfação de muitos turistas”.
Sustenta o Governo Regional que “a necessidade de fortalecer a qualidade do destino e, simultaneamente, de proteger as expectativas dos turistas, tornam imperativo que se proceda a uma maior e mais efectiva regulação do mercado e que se consubstancie a informação turística como elemento integrante e distintivo de qualquer viagem turística. Por outro lado, no caso de rescisão do contrato pelo cliente, considera-se ser da mais elementar justiça acautelar na dedução de encargos ao reembolso, a efectuar pela agência, todos os montantes que esta já tenha pago a terceiros e não venham a ser reavidos. Importa também, incrementar a protecção dos clientes das agências de viagens e turismo, facultando-lhes uma forma alternativa, e eventualmente mais célere, de accionar a caução prevista, através da apresentação de uma decisão do provedor do cliente das agências de viagens e turismo, entidade a quem os clientes têm vindo a recorrer cada vez mais na resolução dos conflitos de consumo deste tipo de serviços”. Diz o Governo que foram ouvidos a Associação Comercial e Industrial do Funchal, a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo e o Sindicato Nacional da Actividade Turística – Tradutores e Intérpretes.
Basicamente trata-se de proceder à adaptação à Região Autónoma da Madeira do Decreto-Lei n.º 209/97, de 13 de Agosto, alterado pelos Decretos-Leis n.ºs 12/99, de 11 de Janeiro, 76-A/2006, de 29 de Março e 263/2007, de 20 de Julho, que regula o acesso e o exercício da actividade das agências de viagens e turismo, aplicando-se o diploma aplica-se a todas as agências de viagens e turismo que exerçam a sua actividade na Região Autónoma da Madeira. Todas as competências cometidas pelo regime em adaptação ao Turismo de Portugal, I.P. e ao seu presidente são exercidas, na Região Autónoma da Madeira, respectivamente, pela Direcção Regional do Turismo e pelo Director Regional do Turismo. As competências atribuídas à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e à Comissão de Aplicação de Coimas em Matéria Económica e de Publicidade são exercidas, na Região Autónoma da Madeira, respectivamente, pela Direcção Regional do Turismo e pelo Director Regional do Turismo. As competências atribuídas pelo diploma em adaptação ao membro do Governo responsável pela área do turismo são exercidas, na Região Autónoma da Madeira, pelo membro do Governo Regional responsável pela área do turismo. As competências atribuídas à Direcção-Geral de Transportes Terrestres reportam-se, na Região Autónoma da Madeira, à Direcção Regional de Transportes Terrestres.

Humor: e se elas fossem todas assim?!

Portugueses poupam 14% do que ganham

Com este título publicou a jornalista do Jornal de Notícias, Paula Cordeiro um artigo no qual afirma que "os portugueses poupam, em média, 14% do seu rendimento e gastam 25% do vencimento mensal com o pagamento de prestações de crédito. Estas são algumas das conclusões do estudo ontem divulgado pela Asfac - Associação das Instituições de Crédito Especializado, intitulado "A relação dos portugueses com o dinheiro e o crédito". Realizado pelo método de amostragem, o estudo revela que 73% dos portugueses têm hábitos de poupança, com a maioria a poupar mensalmente ou sempre que pode. Mas se a média resulta numa poupança de 14% (acima da taxa de 9% revelada pelo Banco de Portugal), convém referir que 68% dos inquiridos poupam até 15% do seu rendimento. Para a secretária-geral da Asfac, estes dados provam que a poupança "continua a ser um valor para os portugueses". Esta responsável revelou que o valor médio de poupança na Europa está entre os 14% e 15%, com alguns países a incluir nestes dados produtos como os certificados de aforro, o que não acontece em Portugal. No que respeita à taxa de esforço dos portugueses revelada por este trabalho, de 25%, esta está abaixo dos 30% apontados pelo Banco de Portugal. A taxa de esforço mede a percentagem do rendimento mensal canalizado para o pagamento de prestações de crédito.
Mesada de 119 euros
Quanto aos hábitos familiares em relação ao dinheiro, 50% dos portugueses dão dinheiro aos filhos, mensalmente ou quando eles pedem. Destes, 25% opta por mesada e 17% por semanada. Em média, cada família dá, em média, 119 euros aos filhos, valor destinado maioritariamente para alimentação, actividades escolares e gastos próprios. No entanto, 38% dos 77% que dão mesada até 150 euros, dão um valor até 30 euros. A maioria dos pais (80%) afirma que os filhos conseguem controlar o dinheiro que lhes dão até ao final do prazo estipulado e 88% responde que incita os filhos a poupar. No entanto, 74% considera que não existe informação suficiente sobre educação financeira nas escolas
".

Um quarto do rendimento serve para pagar prestações

Com este título publicou o jornalista do Jornal de Notícias, João Paulo Madeira um artigo no qual afirma que "quase 85% dos portugueses estão a pagar empréstimos contraídos junto de instituições de crédito. A conclusão faz parte de um estudo, divulgado ontem, pela Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC) que indica que, em média, 25% do rendimento das famílias está afecto ao pagamento das prestações. A taxa de poupança apurada é de 14% do vencimento, um valor mais elevado do que o verificado pelo Banco de Portugal (BdP). De acordo com o estudo, a maioria dos empréstimos diz respeito a crédito à habitação (53,7%), seguindo-se o pessoal (35,8%) e o automóvel (22,5%). O estudo aponta para que 48% do salário seja gasto em despesas fixas, o que, para a secretária-geral da ASFAC, Susana Albuquerque, "está dentro de valores comportáveis". De resto, sublinhou, 96% dos inquiridos estipula o valor máximo que poderá pagar pela prestação. Cerca de 78% têm cartão de crédito e, deste grupo, a maior parte (55%) tem até mais do que um. Contudo, disse Susana Albuquerque, "há uma boa consciência do uso do cartão de crédito", já que o custo total do crédito é o factor mais ponderado pelos utilizadores quando aderem ao serviço. O estudo indica que 61% das famílias fazem um plano de gastos mensal e que 73% dos inquiridos tem por hábito fazer poupanças. A maior parte das famílias fá-lo mensalmente ou "sempre que pode". Susana Albuquerque explicou que não pode ser feita uma comparação directa entre a taxa de poupança apurada pela ASFAC e o valor indicado pelo BdP (cerca de 10%) uma vez que as metodologias são diferentes".

Europa: indemnização dos consumidores e das empresas vítimas de infracções às regras de concorrência

"A Comissão Europeia publicou um Livro Branco que propõe um novo modelo para assegurar a compensação dos consumidores e das empresas que foram vítimas de infracções às regras no domínio antitrust (infracções às regras do Tratado CE relativas às práticas comerciais restritivas e aos abusos de posição dominante). Actualmente, existem, na maior parte dos Estados-Membros, obstáculos que dissuadem os consumidores e as empresas de intentarem acções de indemnização nos tribunais por infracções às regras no domínio antitrust. O Livro Branco apresenta propostas destinadas a aumentar a eficácia dos pedidos de indemnização das vítimas, garantindo ao mesmo tempo o respeito pelos sistemas e tradições jurídicas europeus. O modelo proposto pela Comissão assenta no princípio de uma indemnização única dos prejuízos sofridos. As outras recomendações essenciais do Livro Branco dizem respeito aos mecanismos colectivos de reparação, à divulgação dos elementos de prova e aos efeitos das decisões definitivas das autoridades de concorrência em acções de indemnização posteriores. As referidas recomendações têm o objectivo de assegurar um equilíbrio entre os direitos e as obrigações, tanto do requerido como do requerente, e incluem salvaguardas contra os excessos de litigação. As partes interessadas são convidadas a apresentar as suas opiniões sobre as recomendações até 15 de Julho de 2008. A Comissão estudará em seguida as medidas concretas a tomar à luz das reacções suscitadas pelo Livro Branco". Aqui.

Europa: laços com os países vizinhos

Li no site da Comissão Europeia que "no último ano, a União Europeia reforçou consideravelmente as suas relações com os países vizinhos, apoiando as suas reformas democráticas e económicas através da Política Europeia de Vizinhança (PEV). Um documento de estratégia adoptado hoje pela Comissão Europeia faz o balanço dos progressos concretos alcançados pelos países parceiros em numerosos sectores, tais como a cooperação política, o comércio, a migração, a facilitação dos vistos, a energia, os transportes, a investigação e a inovação, bem como a mobilidade dos estudantes e dos jovens. A Comissão identifica igualmente os sectores em que devem ser desenvolvidos esforços suplementares e preconiza um aprofundamento direccionado e diferenciado das relações com alguns parceiros que tenham dado provas de ambição e de capacidades especiais. Este processo já foi iniciado com a Ucrânia e a Comissão propõe intensificar a cooperação com Israel, Moldávia e Marrocos. Os relatórios por país, acompanhados de um plano de acção PEV e de um relatório sectorial, figuram em anexo ao documento de estratégia. “A nossa política de vizinhança é uma história de sucesso. Colaboramos estreitamente com os nossos parceiros para os ajudar a avançar com as reformas estruturais e a aproximarem-se da União. No último ano, registaram-se progressos extraordinários em muitos países e as nossas relações com os países vizinhos a Sul e a Leste intensificam-se e são cada vez mais frutuosas.”, afirmou Benita Ferrero-Waldner, a Comissária Europeia responsável pelas Relações Externas e pela Política Europeia de Vizinhança, acrescentando que “se trata de uma parceria especificamente adaptada à reforma, em benefício tanto dos nossos parceiros como dos cidadãos. Cada país estabelece uma relação individualizada connosco. Nesta óptica, estamos e estudar a possibilidade de aprofundar as nossas relações com quatro países em particular que realizaram progressos específicos e deram provas de uma especial ambição".

Europa: Comissão à defesa de 1 milhão de trabalhadores destacados

"A Comissão Europeia instou hoje os governos nacionais a adoptarem urgentemente acções destinadas a melhorar a situação dos trabalhadores temporariamente destacados pelos respectivos empregadores para outro Estado-Membro através do reforço da cooperação entre administrações nacionais. A recomendação estabelece uma série de medidas concretas tendentes a sanar lacunas na forma como a legislação actual é implementada, aplicada e cumprida. Em especial, apela a um intercâmbio de informações mais eficaz, a um melhor acesso à informação e a um intercâmbio de melhores práticas. A iniciativa surge no seguimento da Comunicação da Comissão, de Junho de 2007, sobre o destacamento de trabalhadores. Vladimír Špidla, o Comissário da UE responsável pelo Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades declarou: «Os cerca de um milhão de trabalhadores destacados na UE desempenham um papel essencial na resolução da questão da escassez de mão-de-obra no mercado de trabalho europeu. A directiva relativa ao destacamento dos trabalhadores visa trazer benefícios, simultaneamente, a prestadores de serviços e a trabalhadores, mas os Estados-Membros devem reforçar a cooperação se quisermos proteger eficazmente as condições de trabalho e evitar uma corrida ao salário mínimo mais baixo em toda a UE". Aqui.

Congresso do PSD-Madeira sem comunicação social

Segundo um take da agência Lusa que li no "Publico", "o presidente do PSD-Madeira e do governo regional madeirense, Alberto João Jardim, afirmou hoje que o XII Congresso Regional do partido, que começa sábado, é interdito à comunicação social porque o partido "não confia" na cobertura de alguns dos "empregados" dos órgãos de informação.Nesse sentido, apenas serão abertas à comunicação social as sessões de abertura e de encerramento do congresso do PSD-Madeira, que decorre este fim-de-semana no Funchal. "Isso significa que não temos confiança no relato objectivo e verdadeiro por parte de alguns empregados na comunicação social", explicou João Jardim, em declarações aos jornalistas."As pessoas querem estar à vontade", afirma, adiantando que "se a classe não deixasse estar lá dentro pessoas que não deviam estar, se calhar a porta estava aberta".

Polémica com as FARC: propaganda ou realidade?

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Futebol: Valentim espantado

Educação: Violência e sondagem


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SIC divulga Festa da Flor

Educação: Armas nas aulas

SIC: destaques noticiosos

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Sondagem: "PS e PSD em queda"

Segundo a SIC, "o Partido Socialista desceu nas intenções de voto dos portugueses. O PSD acompanha a descida. A novidade no barómetro mensal da Eurosondagem para a SIC, Expresso e Rádio Renascença passa pela subida dos partidos à esquerda do PS. Se as eleições legislativas fossem hoje, 42,1% votaria PS, menos 1,1% do que no mês passado. O partido do Governo não chegaria à maioria absoluta. O PSD acompanha e acentua a tendência de descida, registando 29,4% nas intenções de voto e a perder 1,8%. É a CDU quem mais beneficia com as descidas alheias. A coligação comunista sobe para os 9,6%, mais 1,3% do que na última sondagem. O CDS-PP fixa-se na barreira do 6%. Depois de ter perdido terreno no mês passado, há agora sinais ligeiros de recuperação. Mais sustentada é a subida do Bloco de Esquerda. Uma tendência que se sente desde o final do ano passado. O Bloco atinge 8,4% de intenções de voto, mais 1,2% do que no mês passado. Globalmente, 4,5% dos inquiridos não define preferências ou opta por outros forças políticas. Vale a pena um olhar mais atento às subidas do Bloco de Esquerda e da CDU. Em conjunto, representam 18% das preferências de votos dos inquiridos. Seria necessário recuar até 1979 para relembrar resultados semelhantes, alcançados por partidos à esquerda do PS".

Ministra da Educação já conhecia dados sobre armas nas escolas...

Não me diga. Segundo o "Publico", a Ministra da Educação já conhecia dados sobre armas nas escolas: "A ministra da Educação já conhecia os dados sobre violência nas escolas revelados pelo Procurador-Geral da República (PGR) após uma audiência com o Presidente da República, nomeadamente que há alunos que levam armas para os estabelecimentos de ensino."São dados que são compilados e reportados pelo próprio Ministério da Educação. E resolvidos também", explicou Maria de Lurdes Rodrigues, que falou no final de um colóquio sobre Educação realizado na Fundação de Serralves, no qual participou com Marçal Grilo, um dos seus antecessores, no cargo entre 1995 e 1999. O ministério registou 140 casos em que houve violência praticada com armas nas escolas. "Esses casos foram por nós divulgados há muitos meses. Reportam-se ao ano lectivo anterior", revelou também a ministra, acrescentando que "não há dados ainda sobre este ano lectivo". Alunos com canivetes, alguns que utilizaram "armas a fingir" e outros que "levam espingardas do pai, que é caçador", foram situações avançadas por Maria de Lurdes Rodrigues, para quem este problema se trata de "um conjunto de casos muito variado". Na opinião da ministra, "a maior parte dos casos são nas imediações da escola, não são no seu interior".

Educação: isto anda é tudo louco!

Segundo foi hoje noticiado, "alunos norte-americanos de 8 e 10 anos tinham plano para matar a professora": "A polícia norte-americana diz ter descoberto um plano de nove alunos do ensino básico para matar a professora. No entanto, especialistas em comportamento infantil duvidam de que as crianças tivessem a intenção de magoar a professora".

Comunicação Social: Despedimento colectivo no "Record"

Segundo informa o Sindicato dos Jornalistas "a Administração da Edisport, SA, proprietária do diário desportivo Record, comunicou hoje a intenção de despedir 11 trabalhadores dos seus quadros, 8 dos quais são jornalistas, não tendo, contudo, formalizado por escrito as razões que fundamentam o recurso ao despedimento colectivo.O SJ encara, com apreensão, mais este processo de emagrecimento de quadros e manifesta a sua solidariedade aos jornalistas abrangidos a que contam com todo o apoio necessário à defesa dos seus direitos".

Educação: ministra avisa escolas!

Segundo o Expresso, num texto do jornalista Carla Tomas, a "Ministra alerta escolas para as consequências da suspensão da avaliação": "Em declarações ao Expresso, Maria de Lurdes Rodrigues reitera as ameaças já proferidas pelo secretário de Estado adjunto e da Educação: sem avaliação, os professores não terão contratos renovados e não progredirão na carreira.A ministra da Educação deixa o aviso: "É muito importante as escolas terem presente quais as consequências se não aplicarem a avaliação de desempenho dos docentes". Em declarações ao Expresso, Maria de Lurdes Rodrigues, reitera a ideia de que se não aplicarem a avaliação, as escolas serão responsáveis pela não renovação dos contratos dos professores e pela não progressão na carreira daqueles que a têm congelada há dois anos. A ameaça fora inicialmente proferida pelo secretário de Estado adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, numa reunião em Coimbra, na quarta-feira, com os conselhos executivos de escolas de Coimbra, Leiria e Castelo Branco. A Fenprof acusou de imediato o Ministério da Educação de "chantagem" e de "pressões ilegitimas". O processo de avaliação está a arrancar na maioria das escolas, mas com velocidades diferentes, segundo o ministério".

Sudão: as causas da miséria de um povo

Mas está tudo bem! (II)

Deve ser invenção. Embora eu tenha lido hoje no "Público" que "a multinacional norte-americana Delphi vai encerrar a unidade de produção de Ponte de Sor (Portalegre) no primeiro trimestre de 2009, arrastando para o desemprego mais de 500 trabalhadores, disse hoje à agência Lusa fonte sindical.Segundo Francisco Godinho, delegado do Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás (Sinquifa), a decisão foi comunicada aos sindicatos durante uma reunião, realizada hoje à tarde. "No último trimestre deste ano, começam já a sair os primeiros trabalhadores do quadro", disse o dirigente sindical. A multinacional norte-americana, que está ligada à área de acessórios e tecnologia para a indústria automóvel, prevê encerrar totalmente a unidade fabril no primeiro trimestre de 2009, segundo os sindicatos. Francisco Godinho explicou que a empresa vai iniciar segunda-feira os contactos com os trabalhadores e sindicatos para "discutir as indemnizações".

Mas está tudo bem! (I)

Segundo o "Publico", "a Yazaki Saltano anunciou hoje o despedimento de 400 trabalhadores da unidade de Gaia até ao final do mês, na sequência do fim da produção de uma componente para o sector automóvel, conhecida por M59.Esta empresa é líder mundial na produção de componentes eléctricas para automóveis e mantém em Portugal 2235 trabalhadores em duas fábricas e num centro técnico. No entanto, em comunicado, a Yazaki justifica o despedimento das quatro centenas de trabalhadores com a “conjuntura económica” e a "pressão para a redução dos custos".A Yazaki refere ainda que conseguiu recolocar outros 60 trabalhadores afectos ao M59 em duas novas unidades de negócio interno, mas que para os restantes 400 não encontrou alternativas válidas.Em comunicado, o Sindicato Nacional da Indústria e da Energia (Sindel) indica que a justificação apresentada pela empresa para os despedimentos foi a "situação financeira da empresa em Portugale a concorrência internacional, no sector de 'cablagens' de automóveis".

Dez empresas portuguesas na lista das maiores empresas do mundo

Segundo a jornalista Ana Filipa Rego do Jornal de Negócios, "são dez as empresas portuguesas que constam na lista das duas mil maiores empresas do mundo. O “ranking”, elaborado pela revista “Forbes” e liderado pelo banco britânico HSBC, analisou 60 países e inclui EDP, BCP, PT, Galp, BPI, Sonae, Cimpor, REN, Brisa e Jerónimo Martins. Segundo o estudo, este ano 60 países têm duas mil entradas contra os 51 na lista inaugural de 2004. Para a presença das empresas na mesma, contou o facto de serem cotadas, o volume de negócios, os lucros, os activos e a capitalização bolsista. E Portugal tem dez empresas que reúnem estes argumentos para garantir a sua entrada. São todas elas do PSI-20, o que significa que metade do principal índice da bolsa nacional está na lista. A liderar as empresas nacionais está a Energias de Portugal. Na lista global surge na 352ª posição. Para atingir este lugar no "ranking" contou uma capitalização bolsista de 21,39 mil milhões de dólares, lucros de 1,24 mil milhões de dólares, activos no valor 32,41 mil milhões de dólares e um volume de negócios de 13,65 mil milhões de dólares. A banca está representada pelo Banco Comercial Português que surge em 496º lugar. É a segunda maior empresa nacional com uma capitalização bolsista de 10,47 mil milhões de dólares".

Publicidade: Quem me avisa...

Como os telemóveis estão...na moda, aproveito para deixar estes vídeos publicitários, na convicção de que, quem me avisa, meu amigo é...
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Futebol: castigado por um... apalpão!

Num texto do jornalista do Expresso, Ricardo Capela, li hoje que um jogador do Hamburgo punido com quatro jogos por um... apalpão. Aconteceu durante o jogo entre o Hamburgo e o Arminia Bielefeld. Valeu um vermelho directo e quatro jogos na bancada: "É caso para dizer que o crime não compensa. David Jarolim, jogador do Hamburgo, foi castigado depois de ser expulso no jogo contra o Arminia Bielefeld. Até aqui, tudo normal. O insólito está no motivo da expulsão. No meio de uma discussão, Jarolim decidiu "apalpar" as partes baixas de Markus Schuler, jogador do Arminia Bielefeld. É certo que Jarolim tentou ser discreto, mas o acto não passou despercebido à equipa de arbitragem. Resultado: um vermelho directo. Se a expulsão foi má, pior foi mesmo o castigo aplicado pela comissão disciplinar da federação alemã: quatro jogos. Um caso típico em que o crime, de facto, não compensou".

Futebol: O penalti mais incrível de sempre?

Num texto do jornalista do Expresso, Ricardo Capela, li hoje que "na taça da Hungria, um penalti falhado foi convertido na recarga e transformou-se na grande penalidade mais incrível de sempre. País: Hungria. Cenário: jogo da taça entre o Fehervar e o Debrecen. O jogo contava para a segunda-mão dos quartos-de-final e, no primeiro encontro, o Fehervar tinha vencido por 2-1. Desta feita, o Debrecen vencia o jogo decisivo por 2-1 e a eliminatória estava empatada, quando o árbitro assinalou a grande penalidade que viria a ficar famosa. O penalti foi defendido pelo guarda-redes do Fehervar, mas depois... é melhor ver o vídeo, porque é um daqueles casos em que a imagem vale por todas as palavras que se possam escrever.

Sondagem: Governo "engorda" a Esquerda

Escreve o jornalista Humberto Costa do Expresso, na sequência de uma Sondagem Expresso/SIC/Rádio Renascença hoje conhecida, que "Tanto o PS como a Direita registam uma queda": "PCP e Bloco de Esquerda juntos somam 18%, um crescimento alimentado pelo desgaste do Governo e pela queda do PS. Já a Direita segue a tendência de queda registadas pelo PS e Governo, à excepção com uma pequeníssima subida. O Presidente da República continua a ser, destacado, a figura mais popular e o líder do PCP, Jerónimo de Sousa, o único a acompanhar a subida de Cavaco Silva, atingindo valores positivos. Destaque ainda para os 21,7% de inquiridos que não sabem ou não respondem, um valor nunca registado. São conclusões da Sondagem Expresso/SIC/R. Renascença/ Eurosondagem do mês de Abril".

São Bento: Madeira obriga a orçamento suplementar

Li no "Sol", uma notícia com o título "Deputados aprovaram primeiro orçamento suplementar do Parlamento para 2008", que o Parlamento aprovou ontem "o reforço das verbas destinadas à Assembleia da República para cumprir encargos com obras no palácio, cobrir despesas da actividade das comissões e actualizar os valores dos salários e das subvenções aos partidos. O primeiro orçamento suplementar da Assembleia da República para 2008 foi determinado pela obrigação legal de integrar o diferencial do saldo da gerência do ano passado, disse o deputado do PSD Jorge Costa, que apresentou a proposta no Parlamento. No Orçamento da AR para 2008 foi inscrito o valor estimado em Setembro de 2007 de 11 milhões e 690 mil euros, sendo que o apurado no fim do ano foi de 18 milhões e 729 mil euros, resultando numa diferença de 7.039 mil euros. As diferenças entre o orçamento previsto e o verificado da Provedoria de Justiça, de 32.966 mil euros, e da Comissão Nacional de Protecção de Dados, de 544.670 mil euros foram também integradas no Orçamento Suplementar da AR. O documento prevê uma actualização de 5,7 por cento das dotações das rubricas indexadas à retribuição mínima mensal garantida, de 426 euros, da qual decorre um aumento dos encargos com subvenções aos partidos políticos, com os `plafond`s´ a atribuir aos grupos parlamentares e com a subvenção para a campanha eleitoral da Madeira".

O sonho de Martin Luther King

Em Agosto de 1963, enquanto liderava uma manifestação com mais de 200 mil pessoas, Martin Luther King pronunciou o seu célebre discurso «I have a dream» (Eu tenho um sonho). Recordemos:
«Estou contente por juntar-me a vós hoje, o dia que entrará para a história como o da maior manifestação pela liberdade na história da nossa nação. Há cem anos, um grande americano, sob cuja sombra simbólica nos encontramos, assinava a Proclamação da Emancipação. Esse decreto fundamental foi como um raio de luz de esperança para milhões de escravos negros que tinham sido marcados a ferro nas chamas de uma vergonhosa injustiça. Veio como uma aurora feliz para terminar a longa noite do cativeiro. Mas, cem anos mais tarde, devemos enfrentar a realidade trágica de que o Negro ainda não é livre.
Cem anos mais tarde, a vida do Negro é ainda lamentavelmente dilacerada pelas algemas da segregação e pelas correntes da discriminação. Cem anos mais tarde, o Negro continua a viver numa ilha isolada de pobreza, no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos mais tarde, o Negro ainda definha nas margens da sociedade americana, estando exilado na sua própria terra. Por isso, encontramo-nos aqui hoje para dramaticamente mostrarmos esta extraordinária condição. Num certo sentido, viemos à capital do nosso país para descontar um cheque. Quando os arquitectos da nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e da Declaração de independência, estavam a assinar uma promissória de que cada cidadão americano se tornaria herdeiro. Este documento era uma promessa de que todos os homens veriam garantidos os direitos inalienáveis à vida, à liberdade e à procura da felicidade. É óbvio que a América ainda hoje não pagou tal promissória no que concerne aos seus cidadãos de cor. Em vez de honrar este compromisso sagrado, a América deu ao Negro um cheque sem cobertura; um cheque que foi devolvido com a seguinte inscrição: saldo insuficiente. Porém nós recusamo-nos a aceitar a ideia de que o banco da justiça esteja falido. Recusamo-nos a acreditar que não exista dinheiro suficiente nos grandes cofres de oportunidades deste país.
Por isso viemos aqui cobrar este cheque - um cheque que nos dará quando o recebermos as riquezas da liberdade e a segurança da justiça. Também viemos a este lugar sagrado para lembrar à América da clara urgência do agora. Não é o momento de se dedicar à luxúria do adiamento, nem para se tomar a pílula tranquilizante do gradualismo. Agora é tempo de tornar reais as promessas da Democracia. Agora é o tempo de sairmos do vale escuro e desolado da segregação para o iluminado caminho da justiça racial. Agora é tempo de abrir as portas da oportunidade para todos os filhos de Deus. Agora é tempo para retirar o nosso país das areias movediças da injustiça racial para a rocha sólida da fraternidade.
Seria fatal para a nação não levar a sério a urgência do momento e subestimar a determinação do Negro. Este sufocante Verão do legítimo descontentamento do Negro não passará até que chegue o revigorante Outono da liberdade e igualdade. 1963 não é um fim, mas um começo. Aqueles que crêem que o Negro precisava só de desabafar, e que a partir de agora ficará sossegado, irão acordar sobressaltados se o País regressar à sua vida de sempre. Não haverá tranquilidade nem descanso na América até que o Negro tenha garantido todos os seus direitos de cidadania. Os turbilhões da revolta continuarão a sacudir as fundações do nosso País até que desponte o luminoso dia da justiça. Existe algo, porém, que devo dizer ao meu povo que se encontra no caloroso limiar que conduz ao palácio da justiça. No percurso de ganharmos o nosso legítimo lugar não devemos ser culpados de actos errados. Não tentemos satisfazer a sede de liberdade bebendo da taça da amargura e do ódio. Temos de conduzir a nossa luta sempre no nível elevado da dignidade e disciplina. Não devemos deixar que o nosso protesto realizado de uma forma criativa degenere na violência física. Teremos de nos erguer uma e outra vez às alturas majestosas para enfrentar a força física com a força da consciência. Esta maravilhosa nova militância que envolveu a comunidade negra não nos deve levar a desconfiar de todas as pessoas brancas, pois muitos dos nossos irmãos brancos, como é claro pela sua presença aqui, hoje, estão conscientes de que os seus destinos estão ligados ao nosso destino, e que a sua liberdade está intrinsecamente ligada à nossa liberdade.
Não podemos caminhar sozinhos. À medida que caminhamos, devemos assumir o compromisso de marcharmos em frente. Não podemos retroceder. Há quem pergunte aos defensores dos direitos civis: Quando é que ficarão satisfeitos? Não estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos incontáveis horrores da brutalidade policial. Não poderemos estar satisfeitos enquanto os nossos corpos, cansados das fadigas da viagem, não conseguirem ter acesso a um lugar de descanso nos motéis das estradas e nos hotéis das cidades. Não poderemos estar satisfeitos enquanto a mobilidade fundamental do Negro for passar de um gueto pequeno para um maior. Nunca poderemos estar satisfeitos enquanto um Negro no Mississipi não pode votar e um Negro em Nova Iorque achar que não há nada pelo qual valha a pena votar. Não, não, não estamos satisfeitos, e só ficaremos satisfeitos quando a justiça correr como a água e a rectidão como uma poderosa corrente. Sei muito bem que alguns de vocês chegaram aqui após muitas dificuldades e tribulações. Alguns de vocês saíram recentemente de pequenas celas de prisão. Alguns de vocês vieram de áreas onde a vossa procura da liberdade vos deixou marcas provocadas pelas tempestades da perseguição e sofrimentos provocados pelos ventos da brutalidade policial. Vocês são veteranos do sofrimento criativo. Continuem a trabalhar com a fé de que um sofrimento injusto é redentor. Voltem para o Mississipi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para o Luisiana, voltem para as bairros de lata e para os guetos das nossas modernas cidades, sabendo que, de alguma forma, esta situação pode e será alterada. Não nos embrenhemos no vale do desespero. Digo-lhes, hoje, meus amigos, que apesar das dificuldades e frustrações do momento, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.
Tenho um sonho que um dia esta nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais.
Tenho um sonho que um dia nas montanhas rubras da Geórgia os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos proprietários de escravos poderão sentar-se à mesa da fraternidade.
Tenho um sonho que um dia o estado do Mississipi, um estado deserto, sufocado pelo calor da injustiça e da opressão, será transformado num oásis de liberdade e justiça.
Tenho um sonho que meus quatro pequenos filhos viverão um dia numa nação onde não serão julgados pela cor da sua pele, mas pela qualidade do seu carácter.
Tenho um sonho, hoje.
Tenho um sonho que um dia o estado de Alabama, com os seus racistas malignos, cujos lábios do governador actualmente pronunciam palavras de recusa, seja transformado numa condição onde pequenos rapazes negros, e raparigas negras, possam dar-se as mãos com outros pequenos rapazes brancos, e raparigas brancas, caminhando juntos, lado a lado, como irmãos e irmãs.
Tenho um sonho, hoje.
Tenho um sonho que um dia todo os vales serão elevados, todas as montanhas e encostas serão niveladas, os lugares ásperos serão polidos, e os lugares tortuosos serão endireitados, e a glória do Senhor será revelada, e todos os seres a verão, conjuntamente.
Esta é nossa esperança. Esta é a fé com a qual regresso ao Sul. Com esta fé seremos capazes de retirar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé poderemos transformar as dissonantes discórdias de nossa nação numa bonita e harmoniosa sinfonia de fraternidade. Com esta fé poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, ir para a prisão juntos, ficarmos juntos em posição de sentido pela liberdade, sabendo que um dia seremos livres. Esse será o dia quando todos os filhos de Deus poderão cantar com um novo significado: O meu país é teu, doce terra de liberdade, de ti eu canto. Terra onde morreram os meus pais, terra do orgulho dos peregrinos, que de cada localidade ressoe a liberdade.
E se a América quiser ser uma grande nação isto tem que se tornar realidade. Que a liberdade ressoe então dos prodigiosos cabeços do Novo Hampshire. Que a liberdade ressoe das poderosas montanhas de Nova Iorque. Que a liberdade ressoe dos elevados Alleghenies da Pensilvania!
Que a liberdade ressoe dos cumes cobertos de neve das montanhas Rochosas do Colorado!
Que a liberdade ressoe dos picos curvos da Califórnia!
Mas não só isso; que a liberdade ressoe da Montanha de Pedra da Geórgia!
Que a liberdade ressoe da Montanha Lookout do Tennessee!
Que a liberdade ressoe de cada Montanha e de cada pequena elevação do Mississipi.
Que de cada localidade, a liberdade ressoe.
Quando permitirmos que a liberdade ressoe, quando a deixarmos ressoar de cada vila e cada aldeia, de cada estado e de cada cidade, seremos capazes de apressar o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar as palavras da antiga canção negra:
Liberdade finalmente! Liberdade finalmente! Louvado seja Deus, Todo Poderoso, estamos livres, finalmente!»

Martin Luther King foi assassinado há 40 anos

Li no semanário "Sol" que "Martin Luther King, morto há 40 anos, é lembrado hoje nos EUA num contexto que ainda revela feridas raciais. Martin Luther King foi um pastor e activista político nos Estados Unidos, actuando principalmente em defesa dos direitos civis de negros e mulheres. Luther King fez em 1948 um bacharelato em sociologia. Em 1955 licenciou-se no Seminário Teológico Crozer, na Pensilvânia, e em 1954 tornou-se pastor da Igreja Baptista, em Montgomery, Alabama. Na mesma cidade, um ano depois, Rosa Parks, uma mulher negra, foi presa por se recusar a ceder o seu lugar no autocarro a uma mulher branca. Os líderes negros da cidade organizaram um boicote aos autocarros de Montgomery para protestar contra a segregação racial no transporte. Durante a campanha de 381 dias, co-liderada por Luther King, muitas ameaças foram feitas contra a sua vida e família. Em 1963, Luther King proferiu o seu famoso discurso «Eu Tenho Um Sonho», falando para 200 mil pessoas nos degraus do Lincoln Memorial, em Washington. O discurso foi considerado um dos maiores da história, sendo decisivo para o movimento dos direitos civis. Em 1964, King tornou-se na pessoa mais nova a receber o Prémio Nobel da Paz. A sua luta trouxe-lhe o reconhecimento mundial mas também o tornou odiado pelos segregacionistas do sul dos EUA. Esse ódio culminou no seu assassinato, aos 40 anos, a 4 de Abril de 1968, momentos antes de uma marcha em Memphis, por um branco fugitivo da prisão".
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António Borges: "Comunicação social em Portugal não é independente"

Numa entrevista ao "Jornal de Negócios" conduzida pelo jornalista Pedro Santos Guerreiro, o social-democrata António Borges diz que "a comunicação social em Portugal não é independente. O problema, diz, é a sua pobreza económica. E garante que sabe do que fala.
Qual papel da imprensa portuguesa?
Não sei se quero falar da imprensa? Aquilo que um Governo pode fazer depende muito da opinião pública e sou forçado a reconhecer que a opinião pública portuguesa é conservadora e orientada para um modelo ultrapassado. Ter uma imprensa que fosse capaz de apontar novos caminhos seria estratégico. Mas os meios de comunicação social são parte deste conservadorismo. O ponto mais importante dos meios de comunicação social em Portugal é a sua pobreza, a sua dificuldade de sobrevivência económica. Quem não tem meios não é independente nem nunca será.
A imprensa portuguesa não é independente?
Não, de maneira nenhuma.
Do que depende, do poder económico?
E do político.
Está a falar do que lhe parece ou do que sabe?
As duas coisas.
Explique, o que é que sabe?
É melhor não.

Política: também é preciso perceber

Não resisto a deixar-vos a opinião de Raul Vaz, publicada num recente editorial do “Jornal de Negócios”, independentemente de concordarem ou não com os seus pontos de vista:
“Jaime Gama lélé da cuca? Pelo contrário: o “peixe de águas profundas” emergiu lúcido na análise e fino na acção. O fervoroso elogio a Alberto João Jardim – que outrora comparou ao facínora Bokassa – tem o peso e a medida de quem o produz. Gama está a seguir o fio do horizonte e age concertado com o protagonista da película em cartaz, o seu actor. Não poderia ser Sócrates a amansar Jardim; nem Silva Pereira ou outra voz com o eco do chefe. Jaime Gama era (é) o caldo ideal para o efeito: o episódio Bokassa, a condição de ilheú, a pele de segunda figura do Estado. E sabem por que é que Bokassa, ou melhor, Jardim, é “um exemplo supremo na vida democrática do que é um político combativo” e autor de uma “obra ímpar”? Porque Jardim está de partida e procura aconchego – e é nestas circunstâncias que quem sabe dar sabe receber; porque a renovação da maioria absoluta poderá ficar presa por décimas – e quem sabe dependente do humor de um senhor das ilhas. É neste contexto que o “humor negro” de Jaime Gama deve ser entendido como uma forma de fazer política. Sem preconceitos ou estados de humor. Com a frieza de quem escolhe os meios para segurar o poder”.
Não acham que há uns indivíduos que deviam fazer tudo na vida menos andar na política? Porque não a entendem, porventura nas suas componentes mais aliciantes, por muito estranhas que pareçam e até sejam. Eu sei que é complicado, pois é. Mas política é isto!

PSD: os "cacos" de Coito Pita...

A entrevista de Coito Pita ao DN de hoje naturalmente que provoca reacções. Garantiram-me que para além de determinadas situações que me escuso de comentar, porque me foi pedido, reveladoras da falta de dignidade de uns oportunistas de meia-tijela que por aí andam - comigo estavam fritos ou fritas! - parece que resolveram enviar recados ao entrevistado como se não lhe fosse reconhecida a liberdade e o direito de falar nos termos que o fez. Querem que vos fale, já agora, de tudo o que por aí vai nos bastidores? Querem que vos fale dessa falsa unidade que alguns dizem existir os mesmos que, depois, são os primeiros a combater? Querem que vos fale das intrigas palacianas que por aí vão, umas mais descaradas que outras? Querem que vos fale dos grupos que existem mais ou menos organizados no seio do partido tentando conquistar espaço para se apoderarem de influência para conquistarem o poder? Querem que vos fale das causas do desespero e das lutas pela sobrevivência? Querem que vos fale de tudo o que por aí andam a dizer, alguns agora até em voz alta, inclusivamente contra João Jardim? Querem que vos fale de situações concretas de "paz pôdre", de telefonemas tendenciosos a sugerir notícias e ataques contra terceiros, de insinuações visando denegrir potenciais adversários olhados como inimigos e não como companheiros de um mesmo partido com o direito e a liberdade de poderem pensar de forma diferente? Querem que vos fale disso tudo? De factos, não de invenções, não de conversas da treta? Não. Isso é que seria falar demais e num momento inoportuno. Fica para o futuro, ou quando for "saneado" de um partido descaracterizado e destruído, ou quando dele sair porque nele me deixei de rever, ou quando me apetecer, a mim quem sabe se em parceria com o meu companheiro de campanhas eleitorais, o António Candelária, recordar todos estes anos, que são muitos, e escrever as memórias... (LFM)

Roque Martins: uma teoria

Conheço mal Roque Martins, falei com ele apenas uma vez, no aeroporto em Lisboa. Continuo a admitir que no "caso" que o envolveu, poderá ter existido alguma coisa, algum desencontro que precipitou os acontecimentos e radicalizou posições, acabando por originar uma polémica desnecessária e aproveitamentos políticos e partidários marginais que nada têm a ver com as opções políticas de Roque Martins. Cometeram-se excessos, houve declarações que descambaram para questões que nada tinham a ver com os factos em si mesmo, mas a verdade é hoje o assunto parece estar encerrado. Roque Martins é membro do Conselho Regional do PSD ainda em funções e nessa qualidade é com toda a legitimidade um delegado ao Congresso. Mais. Parece-me importante que o PSD da Madeira mostrasse, uma vez mais, a sua capacidade de ultrapassar situações de divergências independentemente do impacto que a polémica teve nas pessoas e das marcas que o assunto possa ter deixado, e certamente deixou. O que é facto é que li com atenção a teoria hoje revelada por Martins no DN local e, confesso, não me parece que se trate de um absurdo, pelo contrário, é uma perspectiva tão válida como qualquer outra e que porventura alguns retiveram: "Se José Sócrates renovar a sua liderança no Governo da República após as eleições legislativas nacionais de 2009, resta apenas uma solução ao PSD-Madeira: recandidatar Alberto João Jardim nas 'regionais' de 2011. (...) O presidente do Governo Regional "tem a obrigação de se recandidatar em 2011" caso Sócrates vença as 'legislativas nacionais' e forme governo com ou sem maioria absoluta (...) Um governo Socrático com mandato renovado por mais quatro anos exige uma liderança firme no Executivo madeirense. Roque Martins exemplifica a Lei das Finanças Regionais, que deitaria por terra os projectos sociais da Região. "Vão existir medidas penalizadoras para a Madeira nos diversos níveis como na acção social e mesmo ao nível da Segurança Social". Penso claramente que o dr. Alberto João Jardim tem plenas responsabilidades e uma maioria de José Sócrates implica claramente que o dr. Alberto João Jardim, embora queira ir para casa, não pode, tem de ir mais tarde, porque tem de garantir estabilidade na Região".

PSD: entrevista escaldante..

E dizia eu que o "Tribuna da Madeira" de hoje é que vinha quente! E que dizer da capa do DN local e da entrevista de Coito Pita?! Escaldante no mínimo. Não discuto a legitimidade, a pertinência nem sequer a oportunidade da entrevista, num quadro de respeito pela liberdade de cada um, e particularmente dos meus companheiros de partido, mas considerando que estamos na véspera do Congresso do PSD da Madeira. Duas ou três ideias demonstrativas de que tenho razão quando falo em "escaldante": "Há muita gente que, pelo facto de ter atingido o poder, julga que se torna dono do mesmo, das pessoas e da Região. O poder é para servir e não para se servir. Infelizmente, há muita gente, e não é só no PSD, que está na política para se servir. Deixaram de ter qualquer relacionamento com as pessoas, não sabem onde vivem, não sabem dos problemas das zonas altas, não sabem dos problemas da noite, não sabem quais são os problemas da juventude, não conhecem as zonas rurais. Acho que deviam parar para reflectir. (...) Eu não quero pessoalizar, o que julgo é que essas pessoas, que vivem com propósitos pessoais, que andam no café na maledicência, que fazem parte de tertúlias desportivas e sociais com o propósito de dizer mal, toda essa gente deve pensar seriamente. Numa terra tão pequena como esta, sabe-se tudo. Devem ter tento na língua. Há pessoas que pensam que, nos seus meios sociais, podem dizer tudo o que lhes dá na real gana e que só são ouvidos ali, mas o problema é que as mensagens chegam aos destinatários. (...) Pessoalmente, posso dizer que, nestes dois anos, queria trabalhar junto das bases e não me foi permitido. Assumo isto e até digo mais, em termos de grupo parlamentar, pretendia conhecer a realidade social e económica da Região, mas logo que comecei a aparecer, começaram vozes internas a questionar e a pretender diminuir-me, a dizer que, por ser vice-presidente, não era melhor que os outros". Será que a tendência das intervenções das chamadas "elites" será esta?

E um tipo pensa que arranjou um trabalho calminho...


A TAP tem cada Schumacher...


Cavaco visita "ex-libiris"

O Presidente da República durante o seu périplo pela Madeira visita o que se podem chamar de novos "ex-libiris" promocionais da maioria dos concelhos da Região. A saber:
Porto Santo - Campo de Golfe
Santana - Parque Temático
Ribeira Brava - Museu Etnográfico
Câmara de Lobos - Não há visita específica, apenas a inauguração de uma instituição religiosa
Calheta - Centro das Artes "Casa das Mudas"
Porto Moniz - Centro de Ciência Viva
Ponta do Sol - Centro Cultural John dos Passos
São Vicente - Centro de Vulcanismo
Machico - Reabilitação da baixa e litoral da cidade
Santa Cruz - Tem almoço na Quinta Albatroz e não uma visita específica

Cavaco: nem sessão nem audiências

Tive oportunidade de ler o programa definitivo da visita oficial de Cavaco Silva à Madeira (julgo que as pessoas não acreditam que eu fale de cor...) e posso garantir que, salvo alguma improvável alteração que possa ocorrer por força maior, não há nem sessão solene no parlamento nem audiências com partidos políticos. O dia 15 será dedicado ao Funchal e aos 500 anos da cidade, o dia 18 ao Porto Santo, dia 14 de Abril a chegada e dia 20 de Abril o regresso. Do programa consta uma manhã preenchida com audiências a associações empresariais e de agricultores (não figuram sindicatos).

Moção de Censura confirmada

Está confirmada a entrega de uma moção de censura ao Governo Regional da Madeira, apresentada pelo PCP, cujos fundamentos, basicamente, são a alegada divergência de números da pobreza entre os divulgados pelo GR e os que o PCP considera os reais bem como a pretensa ausência de resposta de Jardim Ramos ao pedido de debate parlamentar requerido pelo PCP sobre o tema pobreza e decisão social. Sobre este assunto, tenho que fazer uma rectificação em nome da verdade que eu pugno, e faço questão em que seja uma norma essencial neste blogue: o PCP apenas recebeu o ofício da Presidência da Assembleia Legislativa informando da disponibilidade do Secretário Regional para o referido debate e inclusive propondo uma data (20 de Maio) para o mesmo no dia 3 de manhã. No dia 2 de Abril, dada de emissão do ofício, apenas PSD, PS e CDS/PP receberam a comunicação nesse dia, enquanto que PCP, Bloco, MPT e PND o fizeram somente na manhã do dia seguinte em virtude de, na véspera, já se encontrar nenhum funcionário e/ou deputado nas instalações no momento (final da tarde) em que a referida circular foi distribuída. Portanto, e mantendo-se o equívoco, e mantendo tudo o que atrás referi sobre este assunto, admitido que possa residir neste "desencontro" um dos motivos para aquilo que eu considero uma precipitação dos comunistas e que qualquer pessoa de bom senso facilmente percebe e concorda. Aliás, por conhecimento de causa e pela experiência que tenho confesso que me admirei com a atitude do PCP.

"Tribuna da Madeira" vem quente...

"Virgílio Pereira vê o congresso do PSD/M, que se realiza este fim-de-semana, como “uma sessão de convívio”. O antigo vice-presidente do partido, agora simplesmente na qualidade de militante de base, é de opinião que a questão da sucessão interna só se fará na data “matematicamente escolhida” para o efeito [2011] e por isso não espera nada de transcendental deste conclave «laranja». O professor não se coíbe, no entanto, de recordar que não está cem por cento de acordo com a estratégia do partido em relação à sucessão de Alberto João Jardim, anunciada para 2011. Entende que a discussão já devia ter começado há mais tempo e, como isso não aconteceu, crê que a solução do problema acabará por ser tomada ao nível dos “bastidores”, escrevem os jornalistas Antonio Jorge Pinto e Ricardo Soares sobre o habitual debate promovido pelo Tribuna da Madeira. Na mesma edição, Ricardo Soares escreve um texto no qual o líder socialista, JCG, acusa os antecessores: "João Carlos Gouveia considera que “os socialistas madeirenses são os primeiros responsáveis pelos dirigentes nacionais não terem percepção da realidade da Madeira”. As críticas surgem na sequência do «episódio» Jaime Gama que, de acordo com o presidente do PS-M, mancha o percurso político do actual presidente da Assembleia da República".

Assembleia da Madeira: moção de censura

Caso a moção de censura ao Governo Regional pelo PCP se confirme e estejam cumpridos os requisitos regimentais, o Regimento do parlamento regional diz sobre esta matéria:
Artigo 62º
Prioridades das matérias a atender na fixação da ordem do dia
1 - Na fixação da ordem do dia das reuniões plenárias, o Presidente da Assembleia Legislativa dará prioridade às matérias, segundo a precedência seguinte:
a) Projecto de alteração ao Estatuto da Região;
b) Apreciação do Programa de Governo;
c) Moções de confiança ou de censura ao Governo Regional e interpelações, nos termos da alínea f) do nº 1 do artigo 12º;
(…)
Moção de censura ao Governo
Artigo 197º
Iniciativa
1 - Por iniciativa dos grupos parlamentares, pode a Assembleia Legislativa votar moções de censura ao Governo Regional sobre a execução do seu programa ou assunto relevante de interesse regional.
2 - Aplica-se às moções de censura o nº 2 do artigo 194º. (Artigo 194º, nº 2 - No debate intervirão deputados de todos os grupos parlamentares e partidos, bem como o Presidente do Governo e quaisquer membros do Governo Regional)
Artigo 198º
Debate
1 - O debate iniciar-se-á no oitavo dia parlamentar subsequente à apresentação da moção de censura, não poderá exceder três dias e será deliberado e organizado pela Conferência dos Representantes dos Grupos Parlamentares.
2 - O debate será aberto e encerrado pelo primeiro dos signatários da moção, que usará da palavra por período não superior a trinta minutos.
3 - O Presidente do Governo tem direito a intervir imediatamente após e antes das intervenções previstas no número anterior, sem limite de tempo.
4 - Durante os dias de reunião destinados ao debate, os tempos de intervenção serão os mesmos que os definidos para o debate da moção de confiança.
Artigo 199º
Votação da moção de censura
1 - Encerrado o debate, proceder-se-á na mesma reunião e após meia hora de intervalo, se solicitado por qualquer grupo parlamentar ou partido, à votação, não havendo lugar a declarações de voto.
2 - Se a moção de censura não for aprovada ou for retirada, os seus signatários não poderão apresentar outra durante a mesma sessão legislativa.
3 - No caso de aprovação de uma moção de censura por maioria absoluta dos deputados em efectividade de funções, o Presidente da Assembleia Legislativa comunicará a moção ao Representante da República para efeito do disposto na alínea d) do nº 1 do artigo 62º do Estatuto da Região (...)

Carros mais caros do mundo

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O Maior Navio Do Mundo

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Assembleia da Madeira: um equívoco do PCP?

O pior que poder acontecer a um partido é revelar oportunismo político ou, pior do que isso, evidenciar uma lamentável falta de ética, numa oscilação de posições que confunde ou revela uma enorme ânsia de protagonismo mediático. Eu não questiono, como é evidente, a liberdade de qualquer partido tomar a iniciativa política que bem entender e quando entender. Não discuto essa ideia, em grande medida assumida pelo PCP, que quando se fala em pobreza, em exclusão social, nos problemas das crianças, etc, isso constitui uma espécie de património “reservado” àquele partido. Não. O que eu quero realçar e interrogar-me é sobre a possibilidade, ou não, de estarmos perante um equívoco do PCP, que tal como os demais partidos da Assembleia Legislativa, foram informados na passada quarta-feira de um ofício do Secretário Regional dos Assuntos Sociais propondo o dia 20 de Maio para a realização do debate parlamentar – requerido pelo PCP! – sobre pobreza e exclusão social na Madeira assunto que, foi também informado, seria debatido na reunião de líderes já convocada para 7 de Abril. Um dia depois, avança o PCP com uma moção de censura ao governo, ao que ouvi dizer, por alegadamente o Jardim Ramos ter “mentido” (tese do PCP) quanto à dimensão estatística da pobreza na RAM. Confesso, e esta é a minha opinião pessoal, que a se confirmar tal iniciativa – e não se discute o acto regimental em si mesmo porque o PCP pode tomá-lo assim como o PSD garante o chumbo inevitável da mesma, mas a atitude reveladora de falta de ética pelas razões apontadas – que se fosse o Secretário Regional dos Assuntos Sociais considerava imediatamente sem efeito a disponibilidade para participar no referido debate requerido pelo PCP, assim como o Governo Regional reservar-se-ia o direito a tomar uma atitude política em relação a todas as iniciativas que o PCP tomasse. Os comunistas sabiam o que se passava, quiseram gerar um facto político que vale o que vale, perderam a credibilidade e a ética que no parlamento, mesmo num clima de divergência permanentes, há que observar. O PCP, em minha opinião, esperaria pelo referido debate, que se realizaria a 20 de Maio e depois disso, tomaria as iniciativas que bem entendesse incluindo a moção de censura. Continuo a pensar que estamos perante um equívoco. Prefiro acreditar nisso.

Apanhados...na saúde

Enfermeiras...
***
Médicos...

Fotos que falam...

Ligações para as ilhas: Comissão Europeia adverte Espanha

Segundo a Comissão Europeia, foi emitido hoje "un dictamen motivado contra España, paso que constituye la última etapa antes de una posible remisión del caso al Tribunal de Justicia, por haber establecido en su legislación nacional derechos portuarios discriminatorios. La Comisión ha comprobado que los derechos portuarios que hay que pagar por los trayectos efectuados por buques que afectan a Canarias, Baleares, Ceuta o Melilla son inferiores a los recaudados por el tráfico entre los puertos españoles continentales y los puertos comunitarios. La legislación española prevé asimismo que los derechos recaudados por el tráfico entre un puerto español y un puerto de un tercer Estado no pueden ser objeto de bonificación alguna, por lo que son superiores a los recaudados por el tráfico entre los puertos españoles y los comunitarios. Tales discriminaciones son contrarias, en principio, a las disposiciones del Reglamento (CEE) nº 4055/86, las cuales aplican el principio de libre prestación de servicios al transporte marítimo entre Estados miembros y entre Estados miembros y terceros países. Esas discriminaciones sólo pueden estar justificadas por razones imperiosas de interés general.A este respecto, España ha alegado la defensa de la cohesión territorial. No ha presentado pruebas suficientes, sin embargo, para demostrar el carácter necesario y proporcionado de las medidas de bonificación, sobre todo teniendo en cuenta las compensaciones que ya se aplican en favor de las zonas en cuestión para cumplir las obligaciones de servicio público".

quinta-feira, abril 03, 2008

Açores: César faz visita oficial a Cabo Verde

Segundo o "AO", quinze imigrantes cabo-verdianos residentes nos Açores "regressam a casa" durante uma semana, integrados na comitiva do Presidente do Governo Regional que visita o país africano a partir de domingo.O presidente da Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA) adiantou à agência Lusa que o convite do chefe do executivo açoriano vai permitir a este grupo de cidadãos, que trabalham e estudam nas ilhas de São Miguel, Terceira, São Jorge e Flores, uma visita ao país natal, já que alguns "não vão a casa há décadas". Paulo Mendes, natural da cidade da Praia e que veio para São Miguel há dez anos para concluir os estudos universitários, apontou o caso de uma imigrante, que reside no arquipélago "há 30 anos e que nunca tinha ido a Cabo-Verde". "É um gesto simpático do presidente do Governo açoriano", Carlos César, afirmou Paulo Mendes, ao explicar que os 15 cabo-verdianos foram indicados pela Associação dos Imigrantes nos Açores, recaindo a escolha nos imigrantes com menores possibilidades económicas e que tenham dado o seu contributo à comunidade. A visita do presidente do Governo açoriano surge a convite do primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, e a comitiva integra ainda membros do executivo regional e cerca de três dezenas de empresários".

Colaborem com Rania...

A Rainha Rânia da Jordânia lançou um canal no YouTube exortando os jovens a tomarem parte num diálogo global para desmantelar estereótipos do mundo muçulmano e árabe, de acordo com um comunicado de imprensa do Palácio Real. Rânia prometeu trabalhar para acabar com esses preconceitos e disse querer que pessoas conheçam o verdadeiro mundo árabe "sem emendas, sem rasuras e sem filtros". O canal do YouTube convida os espectadores a darem as suas opiniões sobre o Médio Oriente e a falarem das imagens estereotipadas que possam ter dos árabes e dos muçulmanos. No comunicado divulgado pelo Palácio, Rânia foi citada como tendo dito: "Quero que os jovens de todo o mundo vejam o lado pessoal da minha região, conheçam os lugares e deparem com os rituais e a cultura que forjaram a parte do mundo que eu chamo pátria". Aqui.

Açores: Revisão do Estatuto é um "marco histórico"

Li no "Açoriano Oriental" que "os partidos com assento no Parlamento açoriano - PS, PSD e CDS/PP - consideraram a aprovação da proposta de revisão de Estatuto Político-Administrativo dos Açores, na generalidade, um "marco histórico" no aprofundamento da autonomia.A Assembleia da República aprovou hoje por unanimidade, na generalidade, a proposta do Parlamento Regional de alteração do Estatuto Político-Administrativo dos Açores, na sequência da revisão da Constituição Portuguesa de 2004, que reforçou os poderes legislativos nas regiões autónomas. O presidente da subcomissão parlamentar de acompanhamento do processo de revisão do Estatuto, que assistiu na Assembleia da República à votação por unanimidade, afirmou à agência Lusa que "está alcançado o primeiro acto formal de aceitação do Parlamento nacional para a reforma do Estatuto". Reconhecendo que a "Carta Autonómica" proposta é "ambiciosa", Francisco Coelho adiantou que, agora, o diploma baixará à Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias da Assembleia da República para se iniciar a discussão na especialidade. Segue-se depois a aprovação na especialidade e a aprovação global final, que se "prevê e deseja" venha a ocorrer antes das férias da Assembleia da República, referiu o também líder parlamentar do PS/Açores. "Valeu a pena sermos ambiciosos na nossa proposta, pois estou certo que o patamar onde ficaremos no final será mais elevado", afirmou Francisco Coelho, lembrando que a negociação entre o PS/Açores e o PS nacional sobre a revisão do Estatuto Político-Administrativo ficou concluída em Janeiro. O líder açoriano do PSD, Carlos Costa Neves, considerou a aprovação, na generalidade, da proposta de Estatuto pelos deputados da Assembleia da República "um marco para a consolidação da autonomia açoriana".