quinta-feira, agosto 13, 2020

Nota: Falando de erros políticos nas eleições autárquicas (IV)

Em Portugal há 308 concelhos, 278 no continente, 11 na Madeira e 19 nos Açores. Sabe-se que 110 desses 308 municípios portugueses têm menos de 10 mil habitantes, 93 deles localizados no Continente, 12 nos Açores e 5 na Madeira. Destes 110 municípios, 38 têm menos de 5 mil habitantes. Já agora recordo que a reforma administrativa nacional, implementada em 2013 pelo govermo de Passos Coelho e Portas, reduziu em cerca 27% o número de freguesias de Portugal, tendo estas passado de 4.260 para as atuais 3.091, distribuídas pelo Continente (2 882), Açores (155) e Madeira (54).
Em 2017, com Passos na liderança do PSD e Assunsão Cristas no CDS, foram formalizadas pelo PSD e pelo CDS as seguintes coligações (seleccionei apenas as Camaras Municipais), em todos os distritos e regiões autónomas:
  • Aveiro, 7 coligações PSD-CDS algumas alargadas ao MPT e PPM
  • Beja, 6 coligações PSD-CDS
  • Braga, coligações PSD-CDS algumas alargadas ao MPT e PPM
  • Bragança, 9 coligações, sendo 8 PSD-CDS e uma CDS e PPM
  • Castelo Branco, 4 coligações PSD-CDS
  • Coimbra, 7 coligações, sendo 6 PSD-CDS e uma CDS, MPT e PPM
  • Évora, 6 coligações, sendo 5 PSD-CDS e uma CDS, MPT e PPM
  • Faro, 14 coligações, sendo 10 PSD-CDS e com outros parceiros, e 2 CDS, MPT e PPM e 2 CDS com PPM
  • Guarda, 5 coligações com o CDS e outros, nenhuma com o PSD
  • Leiria, 7 coligações, 2 PSD-MPT, 1 CDS-PPM-MPT, 2 PSD-CDS, 1 CDS-PPM e 1 CDS-MPT
  • Lisboa, 14 coligações, sendo 6 PSD-CDS, 1 PSD-CDS-PPM, 1 PSD-MPT-PPM, 2 CDS-MPT-PPM, 1 PSD-PPM, 1 CDS-MPT e 2 PSD-CDS-MPT-PPM
  • Portalegre, 9 coligações, 4 PSD-CDS, 3 CDS-PPM, 1 CDS-MPT-PPM e 1 PSD-PSD-PPM
  • Porto, 14 coligações, sendo 11 PSD-CDS, 2 PSD-PPM e 1 CDS-NC
  • Santarem, 11 coligações, 5 PSD-CDS, 3 PSD-CDS-MPT, 1 CDS-NC, 1 PSD-NC e 1 PSD-MPT
  • Setúbal, 8 coligações, 6 PSD-CDS, 1 CDS-MPT-PPM e 1 PSD-CDS-MPT
  • Viana do Castelo, 2 coligações, 1 PSD-CDS e 1 CDS-PPM
  • Vila Real, 2 coligações PSD-CDS
  • Viseu, 10 coligações, 6 PSD-CDS, 3 CDS-PPM e 1 PSD-CDS-MPT-PPM
  • Madeira, nenhuma coligação, apenas apoio a movimentos de cidadãos
  • Açores, 2 coligações, 1 CDS-PPM (em Ponta Delgada onde o PSD obteve maioria absoluta a esta coligação ficou-se pelos 0.95% e 280 votos!) e 1 PSD-CDS (na Horta, derrotada pelo PS que obteve maioria absoluta, apesar da queda, enquanto a coligação se ficou pelos 42,8%, mais do que em 2013) (LFM)

Nota: Falando de erros políticos nas eleições autárquicas (III)


Uma leitura atenta a este quadro de resultados mostra que nas autárquicas de 2013 o CDS não concorreu em Santa Cruz e São Vicente porque se colou aos movimentos de cidadãos que surgiram naqueles dois concelhos contra as candidaturas do PSD-M que acabaram ambas por ser derrotadas. Já em 2017 essa tendência manteve-se, no caso do CDS no Porto Moniz, Ribeira Brava e São Vicente, de colagem a movimentos de cidadãos - candidaturas não partidárias - embora tenha conseguido negociar numa delas (Ribeira Brava) uma posição de destaque na lista que viria a ser a mais votada. 2017 ficou marcado por um facto nunca antes acontecido na RAM em termos eleitorais: por falta de condições políticas (?) e por temer a derrota eleitoral imposta, o que seria repetidamente, por uma lista de cidadãos, na sua esmagadora maioria antigos militantes e simpatizantes do PSD-M, os social-democratas não apresentaram candidaturas em São Vicente. Pode-se constatar (esclareço que o fundo esverdeado mostra as votações nos concelhos onde o PSD foi derrotado) que entre as autárquicas de 2013 e as de 2017, o PSD-M apenas teve mais votos na Calheta, Câmara de Lobos e Funchal, apesar do mau resultado, descendo em todos os demais, excepto São Vicente onde é impossível as comparação (LFM)

Nota: Falando de erros políticos nas eleições autárquicas (II)

Neste quadro vemos os votos e percentagens alcançadas pelo PSD e pelo CDS nas eleições que seleccionei e que ajudam a perceber que mais do que constituir uma mais-valia, o recurso a coligações generalizadas na RAM, entre os dois partidos, será catastrófico em termos eleitorais e políticos. As pessoas no Funchal e na política dos nossos (e novos) tempos, precisam entender alguns itens essenciais:

- a política, por "ordem" da pandemia vai ter que mudar e rapidamente, e as campanhas eleitorais de outros tempos passarão a ser peças de museu. Os contactos, os chamados porta-a-porta, por questões sanitárias e sociais, devem ser afastados e os eleitores devem recusar esse contacto, caso se mantenha esta anormalidade que vivemos. E que vai perdurar ainda muito mais tempo. Duvido que os partidos estejam preparados, em termos internos, de estruturas, para estes novos tempos em que a máxima "estar na rua" faz cada vez menos sentido. As campanhas eleitorais os contactos com as pessoas terão que seguir outras regras, ter outras opções que nada têm a ver com organizações mafiosas nas redes sociais, criadas para manipular, atacar, mentir, inventar, distorcer, especular, denegrir, elogiar, endeusar, etc, tudo sob a capa de perfis falsos devidamente interligados entre si e cumprindo instruções de alguém;

- as eleições autárquicas são fortemente personalizadas e os partidos, neste quadro e neste contexto, contam cada vez menos, comparando com outros acros eleitorais onde a localização espacial circunscrita do acto eleitoral nada tem a ver com as autarquias locais;

Nota: Falando de erros políticos nas eleições autárquicas (I)


Neste quadro vemos os mandatos conquistados pelo PSD e pelo CDS nas eleições que seleccionei e que ajudam a perceber que mais do que constituir uma mais-valia, o recurso a coligações generalizadas na RAM, entre os dois partidos, será catastrófico em termos eleitorais e políticos. E se tal como em 2017 no Funchal não entenderem isto, não perceberem que a despartidarização das eleições autárquicas é essencial, então os resultados para a coligação no poder regional - não confundir com mais nada, com o resto - serão desastrosos e as mudanças internas nos partidos em causa serão inevitáveis (LFM)

Vacina russa não cumpriu todas as fases de testes


Ministério Público investiga financiamento da campanha de Passos Coelho em 2015


Pandemia reacende-se nos maiores países europeus


Recorde a tragédia do submarino Kursk


Voos nos aeroportos portugueses caem 91% no 2º trimestre do ano


Covid-19: Paris e Bruxelas com uso obrigatório de máscara na rua


quarta-feira, agosto 12, 2020

Ordem dos Médicos quer tornar obrigatório o uso de máscara na rua


Aeroporto de Faro com maior queda de voos da TAP


TAP com quebras acima de 96% nos principais aeroportos do país


Erros apontados de norte a sul à administração da TAP


Boston Consulting Group selecionado para reestruturar a TAP


Sindicatos acusam hotéis de estarem fechados para receberem dinheiros públicos


Covid-19: Açores reforçam medidas de contenção em S. Miguel


Ilha de São Miguel volta atrás nas restrições depois de novo surto


terça-feira, agosto 11, 2020

Covid-19: maioria dos trabalhadores sente-se segura quanto à manutenção do emprego

É o resultado de um estudo da Faculdade de Ciências Empresariais e Sociais da Universidade Europeia. A maioria dos trabalhadores sente-se segura quanto às condições laborais, face ao impacto da pandemia de Covid-19, e acredita que o seu empregador irá manter os postos de trabalho, segundo um estudo da Universidade Europeia divulgado esta terça-feira. O estudo “(In)segurança Laboral”, promovido pela Faculdade de Ciências Empresariais e Sociais da Universidade Europeia, foi realizado entre 22 de maio e 22 de junho e analisou as respostas de 1.519 trabalhadores. Segundo as conclusões do estudo, “a maior parte da população inquirida sente-se segura no trabalho face à ameaça da pandemia”, tendo em conta uma média apurada de 3,80 (entre 01 e 05). Além disso, a maioria dos inquiridos “concorda que a empresa na qual trabalha manterá todos os postos de trabalho" apresentando uma média de 3,54, e que o empregador "assegurará as condições de segurança no trabalho necessárias face às ameaças da Covid-19 (média de 4,02)”, revela.

Portugal em ‘contramão’ no teste de contactos

Países europeus estão a impor análises a todas as pessoas com risco de infeção. DGS insiste no teste em casos pontuais. A Direção-Geral da Saúde (DGS) vai manter a norma contestada por peritos e pela Ordem dos Médicos que prevê o teste covid apenas a contactos de alto risco e em situações excecionais, mas vários países estão precisamente a impor o contrário. Isto é, o rastreio a todas as pessoas próximas de um caso positivo. O Centro de Controlo de Doenças (CDC) norte-americano emitiu uma recomendação para testar todos os contactos e EUA, Austrália, Dinamarca, Suécia, Irlanda, Bélgica, França e Espanha já estão a adotar a estratégia. Em França, por exemplo, as autoridades de saúde pedem que o rastreio de contactos seja o mais imediato possível, tendo dispensado a prescrição médica. A população pode fazer o teste de forma célere e com comparticipação pública. Na vizinha Espanha os protocolos foram reforçados para que a análise não estivesse limitada a quem apresentasse sintomas da infeção, como acontece em Portugal.