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quinta-feira, maio 01, 2014

DEO só faz referência à "revisão da Lei de Finanças das Regiões Autónomas e a Lei de Finanças Locais"

"Em 2013, quer a Lei de Finanças Locais quer a Lei de Finanças Regionais foram revistas de acordo com a sétima alteração à Lei de Enquadramento Orçamental e o novo enquadramento europeu.
No que se refere à Lei de Finanças Locais, a revisão inclui a melhoria das questões relacionadas com os limites ao endividamento, o equilíbrio financeiro, as regras contabilísticas, reporte de informação e auditoria externa.
Nomeadamente foi introduzido um Conselho de Coordenação Financeira com o objetivo de coordenar as finanças locais e nacionais, tendo em consideração o desenvolvimento equilibrado do território e a necessidade de alcançar os objetivos orçamentais no contexto das políticas de convergência que Portugal assumiu no contexto da União Europeia.
Este Conselho engloba representantes do Governo, quer da área das Finanças quer da Administração Local, da Direção-Geral do Orçamento, do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais, da Autoridade Tributária, da Direção-Geral das Administração Local, da Associação Nacional de Municípios e da Associação Nacional de Freguesias. Deverá reunir pelo menos duas vezes por ano, antes da apresentação da atualização do Programa de Estabilidade e Crescimento e da proposta do Orçamento do Estado. O Conselho de Finanças Públicas deverá participar nestas reuniões, como observador.
No que respeita à revisão da Lei das Finanças Regionais, esta integra agora um conjunto de princípios orçamentais: equilíbrio orçamental, planeamento orçamental anual e plurianual, unidade e universalidade e um quadro orçamental plurianual.
A revisão desta lei estabeleceu ainda o Conselho de Acompanhamento das Políticas Financeiras, o qual tem, entre outras, as seguintes competências:
- Acompanhar a aplicação da Lei das Finanças Regionais;
- Analisar as políticas orçamentais regionais e a sua coordenação com os objetivos da política financeira nacional, sem prejuízo da autonomia financeira das regiões autónomas;
- Apreciar, no plano financeiro, a participação das regiões autónomas nas políticas comunitárias, nomeadamente as relativas à união económica e monetária;
- Assegurar o cumprimento dos direitos de participação das regiões autónomas na área financeira previstos na Constituição e nos estatutos político-administrativos;
- Analisar as necessidades de financiamento e a política de endividamento regional e a sua coordenação com os objetivos da política financeira nacional, sem prejuízo da autonomia financeira das regiões autónomas;
- Acompanhar a evolução dos mecanismos comunitários de apoio;
- Assegurar o princípio da coerência entre os sistemas fiscais regionais e o sistema fiscal nacional, promovendo, mediante recomendações, a coordenação entre as autoridades fiscais nacional e regionais competentes;
- Emitir pareceres a pedido do Governo da República ou dos Governos Regionais.
Este Conselho é presidido por um representante do membro do Governo responsável pela área das finanças e integra dois representantes do Governo Regional dos Açores, dois representantes do Governo Regional da Madeira, um da Direção Geral do Orçamento, uma da Autoridade Tributária e Aduaneira, um do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais do Ministério das Finanças e um da Direção Geral do Tesouro. O Conselho de Finanças Públicas participa como observador. Deverá reunir trimestralmente, tendo uma das reuniões de ocorrer antes da aprovação pelo Conselho de Ministros da proposta de lei do Orçamento do Estado" (DEO)

quarta-feira, abril 30, 2014

Portugal com 6º IVA mais alto na UE

Governo anunciou nova taxa máxima de IVA para 2015. De 23% aumenta para 23,25%, tornando-se no 6º IVA mais elevado praticado na UE (Dinheiro Vivo)

Faça aqui as contas à sua pensão

Governo anunciou um alívio da Contribuição Extraordinária sobre as pensões dos portugueses a partir de 2015 (Dinheiro Vivo)

TSU: Quanto vai pagar a mais

Governo vai aumentar contribuição dos trabalhadores para a Segurança Social em 0,2%. Em 2015, passa de 11% para 11,2% (Dinheiro Vivo)

DEO em análise (o tal programa onde Paulo Trigo Pereira faz referência à Madeira)

Foram convidados da Edição da Noite o sociólogo Pedro Adão e Silva, o economista Paulo Trigo Pereira, o investigador Pedro Braz Teixeira, e o director da TSF Paulo Baldaia.

CES vai ser substituída pela Contribuição de Sustentabilidade

A contribuição extraordinária de solidariedade vai ser substituída pela contribuição de sustentabilidade. O corte nas pensões vai ser entre 2 e 3,5% para pensões acima dos mil euros. Para compensar esta descida nas taxas, o Governo vai aumentar o IVA para 23,25% e a TSU dos trabalhadores para 11,2%.


SIC: "Isto é pobre e engana em relação à expetativa que tinha sido criada"

José Gomes Ferreira analisa o Documento de Estratégia Orçamental.


Governo repõe em 2015 um quinto dos salários cortados à Função Pública

No próximo ano, o Governo vai devolver aos funcionários públicos um quinto do salário cortado nos últimos anos. Mas só lá para 2020 é que os trabalhadores do Estado vão reembolsar tudo o que perderam. A ministra das Finanças lembra os sacrifícios feitos pela Função Pública desde 2010, e diz que se trata de uma questão de justiça.


quarta-feira, março 12, 2014

Marquem um fim-de-semana a dois: Passos vai convidar Seguro para participar na criação do Documento de Estratégia Orçamental...

O primeiro-ministro vai convidar o líder do PS para participar na criação do Documento de Estratégia Orçamental até 2017. Passos Coelho quer falar com António José Seguro ainda este mês, para definirem juntos o período pós- troika


sábado, maio 04, 2013

DEO faz curta alusão às Regiões Autónomas



"Para Portugal, este acordo traduziu-se na manutenção de um nível significativo de financiamento nas duas Políticas mais relevantes – Política de Coesão e Política Agrícola Comum (PAC). No conjunto destas duas rubricas, Portugal obteve um valor de 27,8 mil milhões de euros (mil M€) – 19,6 mil M€ para a Coesão e 8,1 mil M€ para a PAC. Portugal beneficiará igualmente da iniciativa “Emprego jovem”, estimando-se um apoio adicional na ordem de 150 M€. No que respeita às condições de utilização destes fundos foi possível obter importantes garantias no Acordo do Conselho, como sejam; a existência de um envelope adicional de 500 M€ para o Desenvolvimento Rural que será isento de co-financiamento até 2016; manter o actual nível máximo de co-financiamento da Política de Coesão em 85% para as regiões menos desenvolvidas, RUP e Fundo de Coesão; extensão do regime especial de taxas de co-financiamento mais favoráveis, conhecido como Top up, pelo menos até 2016 para a Coesão e para o Desenvolvimento Rural; nível de pré-financiamento em condições mais favoráveis para Portugal, devido a estar sob assistência financeira (num total de 4% nos primeiros três anos); manter a elegibilidade do IVA não reembolsado, tendo esta possibilidade sido alargada aos projectos de infra-estruturas; e consagrar a regra de anulações automáticas para os financiamentos da Coesão e Desenvolvimento Rural em N+3 durante todo o período. Ficou, ainda, estabelecida uma cláusula de revisão que prevê, tendo em conta a situação dos países afectados pela crise, a revisão dos envelopes de todos os Estados-membros a título da Política de Coesão em 2016, com base nos dados mais recentes então disponíveis. A Comissão ajustará os totais sempre que se verificar uma divergência superior a +/- 5%. O efeito total líquido não poderá exceder 4 000 milhões euros"
(….)
"Analisando a evolução das finanças públicas por subsector, é de referir a melhoria do saldo de todos os subsectores com excepção da Segurança Social, cujo excedente passou de 0,5% do PIB em 2010 para 0,2% em 2012 devido essencialmente ao comportamento do subsídio de desemprego e das contribuições em 2012, em resultado do funcionamento dos estabilizadores automáticos. Quanto à Região Autónoma da Madeira (RAM), é de mencionar a redução do seu défice em 0,6 p.p. do PIB, entre 2010 e 2012, cumprindo o limite do saldo orçamental para 2012 estipulado no Programa de Ajustamento assinado entre o Governo da RAM e o Governo da República. A Região Autónoma dos Açores diminuiu o défice orçamental para metade, facto que vai ao encontro do compromisso assumido pelo Governo desta Região de adoptar uma situação próxima do equilíbrio"