Li no site da RTP que "o Presidente francês acredita que a maior ameaça do momento à União Europeia é a desconfiança gerada pelos próprios cidadãos que, no seu entender, já é maior maior que a desconfiança dos mercados. François Hollande falava em Estrasburgo onde considerou ainda que o desemprego é o maior problema que os líderes europeus têm pela frente e que a austeridade excessiva poderá condenar a Europa. A Europa está "longe de ter retirado todas as consequências da crise", afirmou François Hollande esta manhã ao mesmo tempo que se insurgiu contra a austeridade excessiva, defendendo que as medidas de consolidação "devem ser adaptadas às situações nacionais e aplicadas com discernimento quanto à sua duração senão condenamos a Europa à austeridade sem fim e eu recuso isso". A reflexão do líder francês decorreu durante um debate no Parlamento Europeu sobre o futuro da União Europeia e aconteceu por ocasião da sua primeira visita à assembleia desde a sua eleição para o Eliseu em 2012. François Hollande falou da crise europeia e do principal problema que os líderes têm de enfrentar ao afirmar que o "desemprego em massa revela a profundidade da crise". O chefe de Estado francês sustentou que o grande desafio que os líderes europeus têm de ultrapassar é o do crescimento e do emprego, pois não se podem poupar esforços enquanto houver 27 milhões de desempregados na Europa.
Poupar sem enfraquecer a economia
Perante os parlamentares europeus, Hollande adiantou ainda estar consciente da necessidade de fazer poupanças no orçamento da União Europeia, mas de "não enfraquecer a economia." "Poupar dinheiro sim, enfraquecer a economia, não", afirmou Hollande no Parlamento Europeu a dois dias da abertura de uma cimeira que se espera difícil sobre o orçamento da UE para o período 2014-2020. De acordo com Hollande, a Europa "tem a virtude de ser um grande mercado, mas que defende mal ao deixar a sua moeda vulnerável". O presidente francês alertou ainda para as dificuldades da cimeira da União Europeia desta semana se os países, incluindo a Grã-Bretanha, continuam a exigir cortes drásticos no orçamento da UE enquanto se recusam a fazer concessões"