sábado, novembro 06, 2010

Só nos Açores é que tipos destes têm hipóteses? (V)

"Francamente burlesco
Extraordinário é que o logro do colégio madeirense era, em quase tudo, uma repetição do que se passara um ano antes em Ponta Delgada. Pretensos "projectos" de colégios eram "argumentos" de Débora jogados frequentemente nos "negócios" de transacção de LC's de bancos do Leste no Ocidente. Colégios em Moscovo, no Canadá ou no Turkmenistão... no Funchal e, antes, também, na ilha de S. Miguel onde criou o "Instituto de Línguas de Vila Franca do Campo" e pretendeu "comprar" um antigo colégio. "A Colmeia" não chegou nunca a ser de Débora Raposo porque, entretanto, descobriu-se que era falsa e fraudulenta a invocada relação do futuro colégio com a International House. O "investimento" deu "bronca" quando a PSP de Ponta Delgada foi chamada para acalmar os ânimos dos pais dos alunos que, sentindo-se burlados, reclamaram na rua e no escritório de Débora a devolução dos adiantamentos que haviam feito de propinas e inscrições para o ano lectivo 95/96. Foi Ricardo Rodrigues, como advogado de Débora, quem apareceu a fazer as devoluções aos irados encarregados de educação... A "investidora", assim como chegara do Canadá onde se radicara há muitos anos, de repente, desaparece de S. Miguel. Deixou um rasto de dívidas no comércio e instituições da ilha natal, tal como viria a repetir-se um ano depois na Madeira"
***
"A burla em Vila Franca
Foi na agência local, de Vila Franca do Campo, da Caixa Geral dos Depósitos que Débora Raposo encontrou a fonte que sustentou a "exuberância", a expressão é do procurador do Ministério Público que a acusou, de uma burla nunca dantes vista nas ilhas. Durante quase dois anos, 95/96, as expectativas que criou, urdiu e alimentou sobre os "milhões de dólares" que, a todo o tempo, chegariam pelo desconto de uma LC (carta de crédito), emitida por um banco russo, levaram à certa um gerente de balcão que lhe pôs nas mãos milhões de euros. A rede que criou, de angariadores de mutuários e fiadores, levou centenas de incautos a assinar papéis que foram sendo transformados em "empréstimos" retirados de uma linha de crédito para compra, imagine-se, de gado, "novilhas de recria". O golpe lesou a CGD em mais de um milhão de contos mas, também, centenas de pessoas, que assinaram papéis em branco, para "ajudarem" o Clube Desportivo de Vila Franca, entre outras ingénuas razões, e ficaram "devedoras" da CGD sem nunca terem recebido um único tostão. Débora e um construtor civil, João Teotónio (presidente da Direcção do clube em 94/95 e 96, (sendo sucedido na mesma por Ricardo Rodrigues em 97), repartiram o "saque". O gerente do balcão, Duarte Borges, e a linha de crédito alimentaram durante os anos de 95 e 96 a excentricidade "empreendedora" de Débora, mais a sua corte de assessores e colaboradores, viagens e hotéis de luxo, uma suite no Sheraton-Lisboa e, simultaneamente, outra no Savoy e mais um apartamento de luxo no Reids, no Funchal ... "Alimentaram", mas, mesmo assim, não evitaram a catástrofe que caiu sobre o Colégio Internacional do Funchal". (pelo jornalista do Expresso, Estêvão Gago da Câmara, Outubro de 2007)

Sem comentários: