sábado, novembro 06, 2010

Mota-Engil: suspeitas de luvas na construção de SCUT

Diz o site da TVI, pela jornalista Marta Miranda, que "durante as buscas da Operação Furacão, o Ministério Público tropeçou noutro caso suspeito, nomeadamente verba não justificada que pode ter servido para pagar luvas. Não foram apenas fiscais as irregularidades que os investigadores detectaram nas buscas à Mota-Engil. A passagem a pente fino de documentação da empresa no âmbito da Operação Furacão levou-os a tropeçar numa outra história relacionada com a adjudicação da empreitada da SCUT do Grande Porto. A obra ficou nas mãos do consórcio Lusoscut, liderado pela Moda-Engil, que ganhou o concurso a uma candidata rival espanhola por causa de irregularidades detectadas no concurso público. A situação de quase falência de uma empresa que concorria integrada no grupo espanhol - a Quelhas - terá sido determinante para que a Mota-Engil ganhasse a obra. Só que a Quelhas já estava nas mãos de um homem que as autoridades portuguesas dizem que serviu de testa de ferro à própria Mota-Engil, que acabou por ganhar o concurso por um valor superior. A operação de aquisição da Quelhas, que as autoridades acreditam que foi meramente instrumental para garantir a adjudicação à Lusoscut, custou seis milhões de euros, o valor do empréstimo bancário que a suportou. Mas há fluxos de dinheiro para os quais os investigadores ainda procuram o rasto. Trata-se de pelo menos quatro milhões de euros justificados como inerentes à aquisição, mas que as autoridades suspeitam que possa ter servido para pagar o favorecimento da Mota-Engil na construção da SCUT. A quem terá calhado a fatia do bolo? É esta a pergunta que os investigadores querem ver respondida”. Veja aqui o vídeo desta notícia.

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