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Sobre este tema, li aqui que "só na próxima terça-feira é que os portugueses vão poder passar a ganhar para si próprios, depois de terem trabalhado 133 dias este ano para pagarem os impostos, o que corresponde a um dia mais do que em 2009, refere um estudo da Associação Industrial Portuguesa (AIP), ontem divulgado, que não leva ainda em conta os previsíveis aumentos de impostos que deverão ser anunciados esta semana. A data, também conhecida como "Dia da Libertação dos Impostos", pretende sensibilizar e dar um contributo para a análise da Fiscalidade e da Despesa Pública, em si mesmas e na sua ligação, uma vez que despesa pública é igual a impostos, no presente ou no futuro. "O resultado deste indicador corresponde a mais um dia do que o calculado em 2009 e menos cinco dias do que em 2008. Este facto dá, no caso de Portugal, uma boa medida dos efeitos da crise económica nas receitas fiscais", adianta a AIP. À semelhança deste estudo, a AIP estimou um outro importante indicador, o do "Dia da Libertação do Sector Público", que procura levar em conta todo o tipo de tributação, nomeadamente a tributação que tem a ver com o défice orçamental. Neste sentido, os portugueses irão trabalhar 188 dias (até 7 de Julho) para pagar a totalidade dos impostos do sector público, mais dois dias do que no ano passado. Esta estimativa baseia-se, essencialmente, na informação relativa à execução orçamental de 2009 e dos primeiros meses do corrente ano e no crescimento da receita fiscal. Integra, também, a previsão de colecta inscrita no Orçamento do Estado para 2010. Há já alguns anos que a AIP-CE, com a colaboração do Gabinete de Análise Económica da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, assinala o "Dia da Libertação dos Impostos" e o "Dia da Libertação do Sector Público".
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