sábado, agosto 15, 2009

Resultados negativos na hotelaria

No mês de Junho de 2009, a hotelaria registou 3,6 milhões de dormidas, menos 1,6% do que no mês homólogo do ano anterior. Para este resultado contribuiu principalmente o comportamento dos não residentes (-10,2%), uma vez que os residentes apresentaram um significativo aumento (+18,4%), em parte associado a um período de feriados consecutivos ocorrido no mês em análise. Os proveitos totais atingiram 170,2 milhões de euros e os de aposento 115,6 milhões, valores que representam quebras homólogas de 8% e 7,4%, respectivamente.
ESTABELECIMENTOS HOTELEIROS
Dormidas
No período de Janeiro a Junho de 2009, a hotelaria recebeu 5,9 milhões de hóspedes que originaram 16,1 milhões de dormidas, resultados que representam decréscimos de 6,2% e 8,8%, respectivamente, quando comparados com o primeiro semestre de 2008. Os dados provisórios do mês de Junho revelam contudo alguma estabilidade, tendo os estabelecimentos hoteleiros registado um movimento de hóspedes e dormidas semelhante ao de Junho de 2008: 1,2 milhões de hóspedes (-0,3%) e 3,6 milhões de dormidas (-1,6%). Os residentes contribuíram com 1,3 milhões de dormidas, o que representa um significativo aumento relativamente a Junho de 2008 (+18,4%). Este crescimento repartiu-se por quase todas as regiões, com destaque para o Centro, o Alentejo, o Algarve e a Madeira, onde o aumento da procura dos residentes superou os 20%. O bom desempenho do mercado interno poderá estar relacionado com campanhas promocionais dirigidas para este mercado, associadas ao aumento da procura dos destinos nacionais, na sequência da conjuntura económica desfavorável e eventualmente do aparecimento da Gripe A. O clima favorável, que beneficiou o período de feriados consecutivos ocorrido em Junho, contribuiu igualmente para o aumento das dormidas de residentes. Pelo contrário, os não residentes mantêm uma evolução negativa (decréscimo homólogo de 10,2%), correspondendo a 2,3 milhões de dormidas. Os principais mercados emissores representaram 72,5% do total das dormidas de não residentes e mantiveram um desempenho maioritariamente negativo, com destaque para o mercado britânico, com um decréscimo homólogo das dormidas dos seus residentes próximo dos 20%. A única excepção foi a Espanha, que apresentou um crescimento de 8,8%.
Observando a distribuição regional do total de dormidas verifica-se que a maioria das regiões turísticas continuam a apresentar resultados negativos, embora menos acentuados do que nos meses anteriores. Pelo contrário, em comparação com o mês de Junho de 2008, o Alentejo, o Centro e o Norte, registaram aumentos significativos das dormidas, que no Alentejo superou mesmo os 20%

Para este resultado pode ter contribuído um aumento da oferta (mais três unidades hoteleiras no Alentejo), a par do aumento da procura dos principais mercados da região – os residentes, que representam quase 80% do total de dormidas e revelaram um acréscimo homólogo próximo dos 30% e o mercado espanhol, que cresceu 17,6% e totalizou mais de 20% das dormidas de não residentes na região.

Taxa axa Líquida de Ocupação-Cama e Estada Média

No mês de Junho de 2009 a taxa de ocupação-cama na hotelaria atingiu 43,7%, inferior à do período homólogo em 2,2 p.p. A análise regional não revela alterações significativas para este indicador face ao período homólogo, sendo a Madeira e Lisboa as regiões que apresentam as maiores reduções na taxa de ocupação (-6,7 e -4,8 p.p, respectivamente).

A estada média foi de 3 noites, ligeiramente inferior à do mês homólogo (3,1). Proveitos e Rendimento médio por quarto (Rev Par) No mês de Junho de 2009, os estabelecimentos hoteleiros registaram 170,2 milhões de euros de proveitos totais e 115,6 milhões de proveitos de aposento, valores que traduzem quebras homólogas de 8% e 7,4%, respectivamente. Lisboa é a única região a apresentar resultados negativos próximos dos 20%, tendo o Centro, o Alentejo e o Norte evidenciado crescimentos relativamente ao período homólogo.

O rendimento médio por quarto (Rev Par) foi de 31,30N, inferior ao de Junho de 2008, que atingiu 34,80N, redução associada ao esforço promocional desencadeado pelos estabelecimentos hoteleiros, procurando contrariar os efeitos da conjuntura económica desfavorável. Lisboa, Algarve, Açores e Madeira foram as regiões onde se observaram os valores mais elevados para este indicador, mantendo Lisboa a maior quebra relativamente ao mês homólogo (-23,7%).

No primeiro semestre de 2009, a hotelaria apresentou 761,1 milhões de euros de proveitos totais e 503,3 milhões de proveitos de aposento, equivalendo a quebras de 13,2% e 12,8%, respectivamente, quando comparados com os do período homólogo de 2008. O rendimento médio por quarto foi de 23N, inferior ao do período homólogo (28N) (fonte: INE)

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