Análise económica e financeira do sector dos media em Portugal
IMPRENSA
Análise económica
Ao contrário dos outros sectores analisados neste estudo, o ramo Imprensa registou um crescimento dos activos no período analisado. A taxa de crescimento anual entre 2001 e 2004 foi em média de 14.6%. O Público foi a única empresa que registou uma quebra nos seus activos. Também as receitas de exploração registaram um crescimento significativo com uma taxa de crescimento anual entre 2001 e 2004 de 14%. Para 2005, só dispomos de informação para o Público e a Sojornal, que têm comportamentos completamente diferentes. O Público registou uma quebra acentuada na facturação, cerca de 20%, enquanto que a Sojornal aumentou a sua facturação em 25% face a 2004. A evolução dos EBIT foi todavia diferente. Só a Sojornal teve uma evolução sistematicamente positiva ao longo do período analisado. Ao contrário, a Edisport, a Global Notícias e o Público tiveram uma queda gradual nos resultados. A Presslivre aumentou ligeiramente os resultados entre 2001 e 2003 e em 2004 teve uma quebra. A Impala manteve os seus resultados operacionais relativamente constantes. A rendibilidade operacional confirma a anterior análise. A Sojornal recuperou após um ano difícil de 2002. Todas as outras empresas têm uma rendibilidade operacional positiva com excepção do Público. A Global Notícias viu deteriorada a sua rendibilidade operacional para valores próximos de 3% em 2003 e 2004. A Global Notícias apesar de ser a maior empresa em termos de activos e facturação, apresenta, comparativamente, valores baixos para os EBIT e rendibilidade operacional.
Solvabilidade Financeira
O nível de endividamento na imprensa tende a ser elevado. A evolução do rácio de endividamento foi um pouco díspar entre empresas. Certas empresas como a Edisport, a Impala e a Presslivre viram reduzido o seu nível de endividamento, enquanto que outras aumentaram o nível de endividamento, destacando-se o elevado nível de endividamento do Público e da Global Notícias. Os resultados financeiros são tendencialmente negativos devido ao endividamento, embora empresas como a Edisport e a Presslivre apresentem resultados financeiros positivos. As restantes empresas viram reduzidos os encargos financeiros devido à evolução favorável das taxas de juro e à redução do nível de endividamento.Na maior parte das empresas os resultados financeiros conseguem cobrir os encargos da dívida excepto no Público. Empresas como a Edisport, a Sojornal e a Presslivre apresentam inclusive uma situação bastante confortável no rácio de cobertura da dívida, com rácios bastante elevados.
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