domingo, março 15, 2009

O dramático caso do bebé que morreu no carro do pai

João Moreira, programador informático, deixou o filho de nove meses dentro do Opel Corsa, durante três horas. O automóvel foi levado para a PJ de Aveiro


Continua a ser um caso que tem apaixonado a opinião publica portuguesa, sobretudo pelo dramatismo que o mesmo acarreta. As jornalistas do Publico Maria José Santana e Ana Cristina Pereira, escreverf«am um texto interessante, intitulado "Um pai pode amar um filho e esquecer-se dele horas a fio?" que recomendo: "Não era a primeira vez. De vez em quando, o pai levava o bebé ao infantário. Só que ontem algo de trágico aconteceu. O pai meteu o bebé no carro, conduziu até à empresa de informática que o emprega, no bairro da Forca-Vouga, mesmo no centro de Aveiro. Estacionou, bateu com a porta, caminhou um pouco, iniciou o seu dia de trabalho. Os funcionários do infantário estranharam a ausência da criança de nove meses. Por volta do meio-dia, telefonaram à mãe. Dali a pouco, o menino era encontrado morto dentro do carro. A Viatura Médica de Emergência e Reanimação foi mobilizada para o local. As manobras de reanimação não surtiram efeito. O bebé estivera horas dentro do carro. O corpo acabou por ser transportado para a delegação de Aveiro do Instituto de Medicina Legal. Só a autópsia poderá confirmar com exactidão as causas da morte, mas tudo indica que o bebé sofreu uma "hipertermia (temperatura do corpo elevada), que levou a uma paragem cardio-respiratória". O Departamento de Investigação Criminal de Aveiro da Polícia Judiciária está a investigar o caso. No plano teórico, o director nacional adjunto Pedro do Carmo aponta dois enquadramentos possíveis: um crime de exposição e abandono ou um crime de homicídio por negligência. Incorre em crime de exposição e abandono "quem colocar em perigo a vida de outra pessoa expondo-a em lugar que a sujeite a uma situação de que ela, só por si, não possa defender-se, ou abandonando-a sem defesa, sempre que ao agente coubesse o dever de a guardar, vigiar ou assistir". Se as autoridades concluírem que houve intenção, que o pai sabia que a criança estava dentro do carro, devem inclinar-se para exposição e abandono (três a dez anos de prisão). Se concluírem que o pai não se lembrou, devem apontar para homicídio por negligência (até cinco anos)". Sobre este mesmo tema leia aqui a reportagem do Correio da Manhã.
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Pai de bebé esquecido no carro foi constituído arguido
O homem que se esqueceu de um filho em Aveiro foi constituído arguido e está sob termo de identidade e residência. O bébé de nove meses ficou no carro e acabou por morrer.

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