Mais asneirada de um secretário-geral do PD que cada vez mais se revela o elo mais fraco da liderança de Meneses. Escreve o "Publico" de hoje: "Que relação há entre o PSD e a empresa de comunicação Cunha Vaz e Associados (CV&A), cujos funcionários têm sido vistos em sessões públicas e na sede do partido? "Não temos prestado serviços cobráveis, ainda estamos a fazer uma avaliação do que o partido precisa", responde Cunha Vaz (na foto), o proprietário da CV&A. "Estamos a trabalhar com a empresa", diz por seu lado o secretário-geral do partido, Ribau Esteves, recusando-se a dizer em que termos e por que preço. Na terça-feira, os dois quadros da CV&A que fizeram a campanha interna de Luís Filipe Menezes à liderança do PSD estiveram no Hotel Altis a assistir ao lançamento da nova imagem do partido. Dias antes, tinham estado na sala de imprensa na sede da Rua de S. Caetano à Lapa. Mas a empresa insiste em afirmar que não há nenhum contrato assinado. Ao PÚBLICO Cunha Vaz afirmou que não têm prestado "serviços cobráveis" e que ainda não está definida nenhuma relação entre as duas partes. "Estivemos um tempo ausentes, mas agora voltámos para fazer a avaliação do que o PSD precisa, do que tem e não tem, do que precisa", explicou. A presença em acções do partido explica-a assim. Já o que motiva esta falta de concretização de um contrato anunciado é mais vaga. Será o preço? "Não tem nada a ver com valores monetários, tem a ver com outras coisas", frisa Cunha Vaz. E exemplifica: "Se eu acho que a nova imagem do PSD não pega, se não gosto dela, não quero ver o meu nome colado a ela." Então a CV&A não participou neste refrescamento de imagem? "Não participámos em rigorosamente nada", afirma.Já Ribau Esteves afirma que o PSD está a trabalhar com a CV&A, mas recusa-se a dizer como. "Não há declarações sobre isso, nem sobre se há contrato ou não, se há facturas ou não", limita-se a responder.Se a empresa trabalha para o partido e não cobra serviços, a questão pode vir a ser analisada pela Entidade das Contas e Financiamentos Políticos. É que a lei do financiamento dos partidos proíbe donativos indirectos. Foi, aliás, por isso, que o PSD foi multado no caso Somague". Eu gostaria de referir que conheci, há uns anos, no Funchal onde viveu alguns anos e esteve na política, António Cunha Vaz, e que nada tenho contra o trabalho da comunicação associada à política. Pelo contrário, sou um acérrimo defensor dessa relação porque acho que é por causa destas questões (mas comunicação não é só mudar cores e símbolos...) que muitos partidos não conseguem nada e muitos políticos não se credibiliza. Mas cuidado. Se o Benfica também muda para cor-de-rosa e dizem alguns que continua a ser o Benfica, a verdade é que a esmagadora maioria dos benfiquistas recusaram tal mudança porque alegam que só se revêm no seu clube através do vermelho. Há símbolos que são sagrados para as instituições.sábado, março 15, 2008
Ribau Esteves e dono da em presa de comunicação contradizem-se
Mais asneirada de um secretário-geral do PD que cada vez mais se revela o elo mais fraco da liderança de Meneses. Escreve o "Publico" de hoje: "Que relação há entre o PSD e a empresa de comunicação Cunha Vaz e Associados (CV&A), cujos funcionários têm sido vistos em sessões públicas e na sede do partido? "Não temos prestado serviços cobráveis, ainda estamos a fazer uma avaliação do que o partido precisa", responde Cunha Vaz (na foto), o proprietário da CV&A. "Estamos a trabalhar com a empresa", diz por seu lado o secretário-geral do partido, Ribau Esteves, recusando-se a dizer em que termos e por que preço. Na terça-feira, os dois quadros da CV&A que fizeram a campanha interna de Luís Filipe Menezes à liderança do PSD estiveram no Hotel Altis a assistir ao lançamento da nova imagem do partido. Dias antes, tinham estado na sala de imprensa na sede da Rua de S. Caetano à Lapa. Mas a empresa insiste em afirmar que não há nenhum contrato assinado. Ao PÚBLICO Cunha Vaz afirmou que não têm prestado "serviços cobráveis" e que ainda não está definida nenhuma relação entre as duas partes. "Estivemos um tempo ausentes, mas agora voltámos para fazer a avaliação do que o PSD precisa, do que tem e não tem, do que precisa", explicou. A presença em acções do partido explica-a assim. Já o que motiva esta falta de concretização de um contrato anunciado é mais vaga. Será o preço? "Não tem nada a ver com valores monetários, tem a ver com outras coisas", frisa Cunha Vaz. E exemplifica: "Se eu acho que a nova imagem do PSD não pega, se não gosto dela, não quero ver o meu nome colado a ela." Então a CV&A não participou neste refrescamento de imagem? "Não participámos em rigorosamente nada", afirma.Já Ribau Esteves afirma que o PSD está a trabalhar com a CV&A, mas recusa-se a dizer como. "Não há declarações sobre isso, nem sobre se há contrato ou não, se há facturas ou não", limita-se a responder.Se a empresa trabalha para o partido e não cobra serviços, a questão pode vir a ser analisada pela Entidade das Contas e Financiamentos Políticos. É que a lei do financiamento dos partidos proíbe donativos indirectos. Foi, aliás, por isso, que o PSD foi multado no caso Somague". Eu gostaria de referir que conheci, há uns anos, no Funchal onde viveu alguns anos e esteve na política, António Cunha Vaz, e que nada tenho contra o trabalho da comunicação associada à política. Pelo contrário, sou um acérrimo defensor dessa relação porque acho que é por causa destas questões (mas comunicação não é só mudar cores e símbolos...) que muitos partidos não conseguem nada e muitos políticos não se credibiliza. Mas cuidado. Se o Benfica também muda para cor-de-rosa e dizem alguns que continua a ser o Benfica, a verdade é que a esmagadora maioria dos benfiquistas recusaram tal mudança porque alegam que só se revêm no seu clube através do vermelho. Há símbolos que são sagrados para as instituições.
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