sábado, março 15, 2008

A propósito da perda da maioria absoluta pelo PS (I)

Eu sei. Eu sei. Eu sei! Repetirei as vezes que quiserem. É uma sondagem, só mais uma sondagem. Eu sei disso tudo. Mas quando ela agrada, toca a valorizá-la e aproveitá-la. Quando ela funciona em sentido contrário, passa a ser lixo. Para mim elas são sempre e só sondagens, devem ser por isso enquadradas nessa perspectiva, mas sempre valorizando-as, ou não, da mesma forma. Sem empolamentos ou manipulações, mas também sem desdém. E na sequência do que hoje afirmou Pacheco Pereira acerca da pretensa perda de maioria absoluta reflectida nas sondagens - o que realmente acontece - a verdade é que existem outros factores que não podem ser desprezados. Por isso, resolvi recordar uma sondagem recente (12 de Março) publicada no Correio da Manhã, para que as pessoas - pelo menos as inteligentes - percebam o que eu quero dizer:
"O terceiro aniversário do Governo fica marcado pela queda do PS nas intenções de voto e pela pior nota de sempre atribuída pelos portugueses a José Sócrates: 7,4, numa escala de 0 a 20. Mesmo assim, entre o actual chefe de Governo e o líder da Oposição, Luís Filipe Menezes, os portugueses preferem José Sócrates para primeiro-ministro.Segundo uma sondagem CM/Aximage, 36,7% dos inquiridos disse ter mais confiança em José Sócrates para primeiro-ministro do que em Luís Filipe Menezes. O líder do PSD foi nomeado por 26,9% dos inquiridos, enquanto 27,9% disse não ter confiança em “nenhum deles ou nos dois por igual”.Após uma semana de forte contestação às políticas de Governo, o cenário nas intenções de voto não é animador para Sócrates, nem para Menezes. Se o PS caiu este mês nas intenções de voto ao passar de 35,8 para 33,8%, também o PSD não conseguiu travar a queda e passou de 30 para 28,4%. As únicas subidas foram as da CDU (9,2%) e do BE (8,5%). O CDS caiu para os 4,5%.Em queda estão também as expectativas no Governo. A maioria dos inquiridos (56,7%) considerou que o Executivo está a governar “pior do que esperava”. Apenas 10,7% disse que está a actuar “melhor do que esperava”.Na avaliação dos líderes partidários, a impopularidade de Sócrates e Menezes é notória. Numa escala de 0 a 20, o primeiro-ministro e líder socialista ocupa o último lugar da tabela com 7,4, enquanto Menezes obteve 8,7 e Paulo Portas 8,5. Só Francisco Louçã (11,6) e Jerónimo de Sousa (10,9) tiveram notas positivas.O balanço que a Oposição faz destes três anos de Governo é negativa. BE, PCP e CDS-PP acreditam que os portugueses, mesmo assim, preferem Sócrates, por não haver outra opção. “O PSD é absolutamente inconstante”, frisou Francisco Louçã, que considerou que o Governo falhou nas questões mais importantes para o País. “É o voto possível, mesmo não sendo o voto querido”, disse Nuno Melo, do CDS, que sublinhou a falta de resultados das políticas governamentais. Para o PSD não há dúvidas: “O Governo é hoje mais parte do problema do que da solução”, afirmou Patinha Antão. Jorge Cordeiro, do PCP, garante que destes três anos de Governo resultou um País “mais desigual, mais injusto e menos democrático”. PORTUGUESES APROVAM ACTUAÇÃO DE CAVACOA maioria dos portugueses aplaude a prestação do Presidente da República nos últimos trinta dias. Segundo uma sondagem CM/Aximage, 65,9 % dos inquiridos responde que a actuação de Cavaco Silva vai ‘bem’. Em Março de 2008, o Chefe de Estado conquistou a nota mais alta do último ano: 16. Dos inquiridos, apenas 18,1% avalia o Chefe de Estado com um ‘assim-assim’ e 9,9% considera que a sua actuação vai ‘mal’. Sem opinião está 6,1% dos portugueses.Com uma avaliação média de nota 15 ao longo do último ano, Cavaco recebe agora a sua avaliação mais alta de sempre com um 16. No último mês, a agenda do Presidente desdobrou-se em deslocações, nomeadamente, a León, Jordânia e Rio de Janeiro. Uma das mensagens com mais força surgiu em forma de apelo à serenidade entre o Governo e os professores".

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