É mais do que evidente que Pacheco Pereira, com quem nunca falei, goste-se ou não dele (e já algumas vezes tive oportunidade de manifestar a minha discordância, tal como eu quero que as pessoas discordem do que digo ou escrevo, porque é essa a liberdade que eu quero e é nessa liberdade que nos afirmamos), é uma pessoa que nunca quis, nem quer, ser líder do PSD. Para mim é um homem inteligente, com uma grande capacidade intelectual e uma consciência crítica do espectro político no qual se situa o PSD, uma voz que deve ser ouvida, concorde-se ou não com ele e mesmo que por vezes pareça que se deixa influenciar por factores exógenos que não podem influenciar a construção das opiniões. Com o título "A ILUSÃO DE QUE O PS JÁ PERDEU A MAIORIA ABSOLUTA", ele publica hoje no seu blogue um texto que eu assino por baixo: "É uma ilusão. Primeiro, porque as sondagens que o dão a perder a maioria absoluta, dão-no por uma pequena percentagem, nalguns casos dentro da margem de erro. Segundo, porque ainda falta ano e meio e a memória das muitas dezenas de milhares na rua, pode ser daqui a uma ano, apenas isso, uma memória. O governo ainda tem muita coisa na caixinha das surpresas, como por exemplo, uma descida de impostos e regalias diversas a distribuir. Nunca pode ser muito, mas pode ser o suficiente. E terceiro e último, não se perde a maioria apenas porque há usura do governo, tem que haver alternância. E quanto a isso, a alternância que está à vista pode contribuir muito significativamente como factor de rejeição a dar mais uns votos ao PS. Em 2005, o PS potenciou e muito os seus ganhos com votos de rejeição contra a “oferta” que o PSD dava ao eleitorado. Há alguma razão para pensar que em 2009 vai adorar o que rejeitou em 2005? Nenhuma".
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