Escreve o Económico, num texto da jornalista Catarina Duarte, que “o ministro da Saúde quer cobrar a dívida que os serviços de saúde da Madeira e dos Açores têm com o Continente. O ministro da Saúde quer cobrar a dívida que os serviços de saúde da Madeira e dos Açores têm para com o Continente. A proposta de Paulo Macedo para recuperar o dinheiro propõe uma retenção nas transferências do Orçamento do Estado para as regiões autónomas no montante da dívida. Em causa poderão estar cerca de 77 milhões de euros. O Serviço Regional de Saúde (SRS) dos Açores deve ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) 59 milhões de euros, avançava ontem o Diário de Notícias, ainda que o número não seja assumido pelo governo regional. No caso da Madeira, a dívida chega aos 18 milhões de euros, de acordo com o Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira. Sempre que um serviço de saúde dos Açores ou da Madeira não consegue tratar um doente, este é enviado para outra unidade do SNS no Continente. Este serviço é posteriormente cobrado ao hospital de origem nas regiões autónomas. Num ano em que os hospitais do SNS se debatem com um corte no financiamento na ordem dos 8% e têm de cumprir um plano de corte nos custos operacionais de 11%, a recuperação das dívidas das regiões autónomas poderiam dar um novo balão de oxigénio às instituições de saúde do Continente.O Diário Económico tentou apurar junto do Ministério das Finanças os valores das dívidas, bem como se tenciona reter os as transferências para as regiões autónomas, mas não obteve resposta até ao fecho da edição. Contudo, fonte governamental confirmou ao Diário Económico que esse vai ser o procedimento usado. Recorde-se que as transferências do Orçamento do Estado para as regiões autónomas processam-se em prestações trimestrais, nos cinco primeiros dias de cada trimestre, ou seja, a próxima transferência ocorrerá já em Setembro. O presidente do Governo Regional dos Açores não reconhece a dívida ao SNS e desafiou mesmo os partidos políticos na região a tomar uma posição sobre este assunto. "É importante perceber se os partidos acham que um doente açoriano que necessita de fazer um tratamento em Lisboa por ter cancro, quando chega a Lisboa deixa de ser português e fica lá como se fosse estrangeiro e, por isso, temos que pagar", afirmou Carlos César em Junho, em declarações aos jornalistas”.
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