quarta-feira, março 23, 2011

Incompetência socialista: encerramento de 420 escolas no próximo ano lectivo

Escreve a jornalista do Publico Clara Viana que “a ministra da Educação, Isabel Alçada, confirmou hoje, aos jornalistas, que vão encerrar 420 escolas do 1º ciclo. “Vamos procurar que fechem todas no próximo ano lectivo”, adiantou no final de uma audição na comissão parlamentar de Educação. Alçada admitiu que “num caso ou noutro” tal possa não ser possível ou por não existir ainda uma alternativa “de qualidade” ou por não estarem assegurados transportes. Quatrocentos e vinte é o número de escolas com menos de 21 alunos que ainda estão em funcionamento, acrescentou a ministra. Durante a audição, Alçada começou por anunciar que iriam fechar 430 escolas nesta situação. Disse depois que eram 204 as que se encontravam em funcionamento. E corrigiu mais tarde, afirmando que cometera um lapso e que o número certo era 420. No final, respondendo a questões dos jornalistas, Alçada indicou que o despacho sobre a organização do próximo ano lectivo “já está assinado”, encontrando-se para publicação. Este despacho reduz o crédito de horas atribuído às escolas para desenvolveram projectos fora da componente lectiva, nomeadamente para actividades de apoio educativo e de enriquecimento e complemento curricular. Num parecer emitido sobre este despacho, o Conselho das Escolas, um organismo consultivo do Ministério da Educação onde estão representados os directores alertou que, a serem implementadas as medidas previstas, “as escolas deixarão de ter condições para fazer prevalecer os critérios de natureza pedagógica mais adequados às necessidades educativas e individuais de cada aluno, pela escassez de recursos humanos que resultará da adopção dos critérios do despacho”. Isabel Alçada indicou que foi feito “um ajustamento” na sequência deste parecer, mas não indicou qual. E acrescentou que todas as escolas “terão pelo menos quatro horários completos” disponíveis para aqueles projectos. Um tempo que se deve somar às horas que os professores que beneficiam da redução da componente lectiva, o que acontece geralmente a partir dos 50 anos, já dispõem para aquele tipo de actividades. Segundo os sindicatos, este despacho irá promover mais desemprego entre os professores. Respondendo a perguntas da deputada do Bloco de Esquerda Ana Drago sobre se no próximo ano lectivo irão ser renovados os contratos dos professores que anualmente assinam com as escolas uma prestação de trabalho, a ministra admitiu que existirão menos horários a concurso e que tal afectará “um ou outro professor” por agrupamento. “Abrimos lugares em função da necessidade dos alunos”, disse. Aos jornalistas confirmou: “Há casos e grupos em que pode haver menor número de horários”. Esta foi provavelmente a última audição de Isabel Alçada no Parlamento. José Manuel Rodrigues, do CDS, lembrou o facto: "A sua aventura no Ministério da Educação está a chegar ao fim". A ministra fez-se acompanhar pelos secretários de Estado Alexandre Ventura e João da Mata. Durante as mais de duas horas de audição, este último não parou de rir, facto que foi registado por Ana Drago e Emídio Guerreiro, do PSD. A deputada bloquista resumiu assim o ambiente que se viveu: um secretário de Estado “hilariante” e uma ministra “zangada”.

Sem comentários: