sábado, agosto 15, 2009

Recuar tanto?

Fiquei espantado pelo facto de Bernardo Trindade ter recuado tanto tempo, até 1976, quando foi aprovada a primeira Constituição pós-25 de Abril - já agora - o estatuto provisório da Madeira, para tentar afirmar que o PS era (é) um partido autonomista. Numa coisa Bernardo Trindade pode ter a certeza: não vale a pena recusar até 2005 quando este governo socialista tomou posse, nem fazer alusão a qualquer dos anos seguintes. E não me repugna que não seja possível recuar a anos anteriores porque também tivemos governos social-democratas que no tocante á autonomia deixaram, muito a desejar. Cito a notícia do DN local: "Trindade lembra que o PS foi, sempre, "um partido das autonomias" e aponta alguns exemplos históricos: "Foi com uma maioria do PS que, em 1976, que se consagrou na Constituição as autonomias da Madeira e dos Açores e foi, também, com um governo do PS que se fez a primeira transferência de competências para a Madeira". Transferência que permitiu, por exemplo, a reforma da saúde, implementada por Nélio Mendonça". Francamente, há que recuar menos no tempo sempre que falarem em autonomia...

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