O deputado Fernando Letra, do Bloco de Esquerda, jornalista do DN do Funchal, afirmou ontem à RTP da Madeira que o Bloco de Esquerda votaria hoje a favor da lei da pluralidade na comunicação social o que, caso acontecesse - não aconteceu – permitia que o PS deixasse de ficar isolado no seu voto. Ora o Bloco de Esquerda, pela voz do deputado Fernando Rosas, manteve a mesma posição de voto, opondo-se a um projecto de lei que, curiosamente, afirmou que, quem estaria a esfregar as mãos de contentamento seriam “as igrejas e os patrões”… Da próxima vez Letra certamente terá mais algum cuidado com a antecipação de factosm, resistindo à pressão dos jornalistas (e dos microfones), porque a diferença entre o que previu (ontem) que aconteceria e o que realmente aconteceu (hoje), só o deixou numa posição difícil, além de mostrar a existência de algum desconhecimento (no Funchal) quanto à estratégia do partido (em Lisboa). Bem vistas as coisas – e lamentavelmente é isso que acontece na Madeira fala-se muito na lei da pluralidade na comunicação social (uma treta!) com base numa visão distorcida de que a lei apenas visa o Jornal da Madeira, ou melhor dizendo, visa, por encomenda do PS local, impedir a continuidade da presença do Governo Regional no Jornal da Madeira, que não me reopugna nada que, com tempo e com uma solução alternativa viável, possa realmente existir. Mas na realidade, e sobre esta lei, há muita coisa mais em causa, existem aspectos bem mais pertinentes e graves que explicam o voto solitário do PS contra todos os pareceres de organismos ligados ao sector.
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