sexta-feira, abril 10, 2009

Açores: 64% das mulheres açorianas não trabalham...

Diz o Correio dos Açores, num texto do jornalista João Paz, que "a percentagem da população açoriana inactiva continua a ser a mais elevada do país e, para isso, contribuem as mulheres, cuja taxa de inactividade ultrapassava há dois anos os 64%. Entre os inactivos, 25% são domésticas, o que representa mais do dobro da média nacional. Os activos na Região têm, em média, a escolaridade mais baixa de Portugal. E, na Região, 16 por cento dos beneficiários do fundo de desemprego tinha, em 2007, menos de 24 anos, o que representa o dobro da média nacional nesta faixa etária. Os Açores continuavam a ser em 2007 a região portuguesa com maior taxa de inactivos. A Região tem 122 inactivos por 100 empregados quando, no Alentejo esta relação é de 113 inactivos por 100 empregados e, em Lisboa, de 105 inactivos por 100 empregados. Dos 244.006 residentes nos Açores, apenas 112 mil são activos (45,9%). Do total, 120.957 residentes são homens e, entre estes, 68 mil são activos (56,21%) As mulheres são em maior número, 123.049, e entre elas apenas 44 mil são activos (35,76%). Trinta por cento da população activa açoriana tem mais de 45 anos e outros 30% tem entre 25 e 34 anos; 26% tem entre 35 e 44 anos; e 13% tem entre 15 e 24 anos. Cerca de 73% dos activos açorianos tem o ensino básico e 14% o ensino secundário. Oito por cento tem o ensino superior e cinco por cento não tem instrução. É, de facto, nos Açores que existe uma menor percentagem (10) de quadros superiores e especialistas no total de empregados quando na zona Centro são 11%; na Madeira, 12%; e, em Lisboa, 22%. Na Região, 78,5% dos activos trabalham por conta de outrem e 19,1% trabalha por conta própria. O ganho médio mensal nos Açores (833,1 euros) é o terceiro maior das regiões portuguesas. Na Madeira o ganho médio mensal é de 932,6 euros e, em Lisboa, de 1.207,7 euros. É na zona Centro do país que o ganho médio mensal é mais baixo (805,1 euros). Os Açores e o Algarve são as duas regiões portuguesas onde existe a menor disparidade no ganho médio mensal por sexo (11%). Lisboa é a zona do país onde esta disparidade é maior (14%). Entre a população açoriana inactiva nos Açores, 36% são estudantes e 25% são domésticas, o que representa a maior percentagem a nível nacional. Na Madeira são 12%: na zona Norte, 13% e na zona Centro e Algarve, 11%. Dos inactivos açorianos, 18% são reformados e 22% estão na classificação de outros inactivos. Os Açores são a segunda região portuguesa com valor médio de subsídio de desemprego mais baixo (2.533 euros) a seguir ao Algarve (2.455 euros). Na Madeira, o valor médio do subsídio de desemprego por NUT II é de 3.112 euros. É na região de Lisboa que se pratica o valor médio de subsídio de desemprego mais alto, (3.805 euros). Das pessoas que recebem fundo de desemprego nos Açores, 16% tem menos de 24 anos quando, na Madeira, os jovens com esta idade representam 7% na população que recebe fundo de desemprego. A este nível, há uma grande diferença entre o que se passa nos Açores e o que acontece no país. Em Portugal continental, 21% dos beneficiários do fundo de desemprego têm mais de 55 anos e estes, nos Açores, são oito por cento. No continente português, 32% dos que recebem fundo de desemprego têm entre 40 e 45 anos e estes, nos Açores, são 26%. No país, 41% dos beneficiários com fundo de desemprego têm entre 25 e 39 anos quando, nos Açores, estes representam 49%. No continente, os que recebem fundo de desemprego e têm até 24 anos são oito por cento quando, nos Açores, são 16% e, na Madeira, 14%. Na Região existem 30.278 beneficiários das principais prestações familiares, o equivalente a 12,4% da população do arquipélago, uma percentagem muito próxima da média nacional. O valor médio do subsídio de doença era, em 2007, de 848 euros nos Açores quando, na Madeira, era de 976 euros e, em Lisboa, de 1.051 euros. É na zona Centro do país que este valor médio é mais baixo (681 euros). Dos que recebem subsídio por doença nos Açores, 53% são mulheres e 47% homens, tendência muito próxima da média nacional. Nos Açores, 1.914 beneficiários receberam em 2007 subsídio de maternidade e 1.487 receberam subsídio de paternidade e tiveram licença parental. O ganho médio mensal nos Açores era em média, de 833,1 euros em 2006, abaixo da média nacional (934 euros) e também da Madeira (932,6 euros) e de Lisboa (1.207,7 euros). O rendimento total líquido anual por agregado em 2005 era, nos Açores de 23.520 euros e, em Lisboa, de 27.463 euros. A despesa total média por agregado foi de 17.353 euros nos Açores e de 20.715 euros em Lisboa".

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