"A Universidade ao abrir-se ao meio envolvente transmite-lhe não só as suas descobertas, inquietudes e questões, como absorve do meio o seu saber, as suas ansiedades e questões. A Universidade prolonga-se tornando a cidade que a acolhe, numa cidade da conversação e dos cafés, da discussão e do debate, da liberdade e da cidadania; a verdadeira cidade universitária (...)"
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"Não sou dos que vêem uma envolvência e participação alargada como uma ameaça à autonomia universitária. Pelo contrário, é um modo de reforçá-la (...)"
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"À instituição, em particular, aos que a compõem: alunos, professores e funcionários pede-se-lhes uma cultura e postura de participação e de corresponsabilização no processo de modernização e desenvolvimento da nossa Universidade. É um dado comum saber-se que as mudanças, latentes ou manifestas, a todos deixa um travo de apreensão, de medo e de insegurança mais do que de confiança no que possa avizinhar-se mesmo que, em plenitude, não se consiga visualizar em toda a sua dimensionalidade o alcance dessa mudança. Subjaz a esta preocupação o medo, sentimento bem humano, pois que ao falar em mudanças se esteja a equacionar “mexer no nosso queijo”. Daí, muitas das vezes, a resistência, o fechamento e a cristalização. Aos mais receosos convém lembrar que “aquilo de que se tem medo nunca é tão mau como se imagina” (...)
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"Neste sentido, a Investigação é um dos pilares da Universidade, pois parece-me impossível ser-se Mestre, na profundidade do termo, sem ter consciência do que há a conhecer, das questões a levantar, e esta consciência só se adquire pela própria investigação (...)".
Discurso de Tomada de Posse do Reitor - 19 de Julho de 2004
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