segunda-feira, setembro 08, 2008

Marina: esclarecimento de uma vez por todas...

O DN local publica hoje um texto sobre a marina, com o título "Estão a vender lugares na Marina do Funchal a 30 mil euros, num negócio que terá gerado mais de um milhão de euros", da autoria do jornalista Miguel Cunha, que me parece ser merecedor de esclarecimento por parte de quem de direito, até porque não é assunto novo: "Primeiro, foi Alberto João Jardim a manifestar o seu descontentamento, não se coibindo de ameaçar alterar os termos do contrato de concessão da Marina do Funchal (regulamentos) de modo a privilegiar os barcos que se dedicam à actividade marítimo-turística, em prejuízo dos donos dos iates. Depois, veio Conceição Estudante, a governante com a tutela, dizer que não está satisfeita com a gestão do concessionário (MarinaFunchal) e quer ver coisas alteradas. E mostrou-se insatisfeita pelo facto de a Marina do Funchal ter preços muito baixos. Não é de agora que a Marina do Funchal é um 'saco de pulgas'. Porque foi concebida para 150 barcos e hoje acolhe quase o dobro, para além de que o 'trespasse' de lugares atingiu contornos escandalosos. O esquema é conhecido. Os proprietários registam os barcos em nome de empresas, alienando parte da quota e com isso fazendo mais- valias que atingem entre 10 e 30 mil euros, sem que a Marina do Funchal possa fazer alguma coisa, pois o arrendatário continua dono do barco, pagando o posto de amarração. Um advogado da praça conhecedor do processo garante ao DIÁRIO que os 'trespasses' na marina já renderam mais de um milhão de euros nos últimos anos. Uma mais-valia que, não sendo ilícita, é muito questionável. De um modo geral, todos os utentes estão satisfeitos com os preços que pagam. Os 'locais' beneficiam de tarifas que são metade dos que são praticados na Calheta e na Quinta do Lorde. Mas, atenção, no Porto Santo, a marina é ainda mais barata que no Funchal". Porque é preciso ter presente que o pior que pode acontecer a uma instituição ou a uma pessoa, seja ela quem for, e que tem o direito à preservação da sua dignidade, é manter a especulação e alimentar a dúvida sem que ninguém esclareça, de uma vez por todas, afinal o que é que está mal feito e deve ser mudado, etc.

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