Partidos estão atentos ao poder económico e político das PME...
Cuidado com certas "inocências" desinteressadas que por ai andam. Tal como escreve hoje no Diário Económico a jornalista Joana Moura, "as PME empregam 75% da população. Razão mais do que suficiente para preocuparem os partidos. Mas não há certezas de que apoiá-las dê votos.As razões porque os partidos estão atentos às pequenas e médias empresas estão nas estatísticas: 99,6% das empresas portuguesas são PME, empregam 75,2% da população e 54,4% do volume de negócios em Portugal passam por elas. Com a crise e com a queda do emprego, estas são bandeiras a que Governo e oposição não podem escapar. No domingo, Manuela Ferreira Leite apontou as PME como prioridade política. Ontem, o Governo avançou com um novo plano de empréstimos, consciente da importância destas empresas para a retoma da economia. “Os apoios – e mesmo o tema das PME – são medidas eleitoralistas, bandeiras recorrentes. Os partidos fazem-no sempre em períodos eleitorais”, garante Henrique Neto. E dão votos? “Tenho dúvidas quanto à eficácia, porque os empresários sabem que estas promessas em vésperas de eleições têm pouco valor e votam mais por razões ideológicas”, explica o empresário. No centro-direita, esta é uma prioridade antiga. Marques Mendes chegou a apresentar – na altura da aprovação do Orçamento do Estado para 2008 – 15 medidas para um programa especial de apoio às PME. E Cavaco Silva, no seu primeiro Roteiro para a Ciência, em 2006, defendeu mesmo a criação de um provedor para as PME tecnológicas. “Não há nenhum político que não fale nisso”, concorda o presidente da CIP, Francisco Van Zeller, e acrescenta que, “quando não o faz, parece que lhe falta alguma coisa”. Mas, apesar de concordar que os empresários e mesmo operários valorizam as ajudas (pelo menos teóricas) que o Governo dá às PME, acrescenta que este “é um argumento político mal usado e mal aplicado”. Porquê? “O país precisa de apoiar as empresas que tenham capacidade de inovação, internacionalização e exportação”. E aí, continua, “o QREN está a fazer um óptimo trabalho, mas o discurso político é muito mais abrangente”, explica Van Zeller". Leia o texto todo, aqui.
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