A Madeira e as PMEs

"Entre 2000 e 2005, tanto o número de empresas como os empregos e volume de negócios gerados aumentaram em qualquer das regiões. Como já referido, os crescimentosmais moderados ocorreram em Lisboa e no Norte (neste caso, excepção feita ao número de unidades empresariais, que teve um acréscimo superior à média nacional) – em Lisboa as taxas médias anuais de crescimento foram de 4,3%, 3,1% e 1,2%, respectivamente, e no Norte foram de 8,4%, 2,9% e 1,3%, respectivamente (no caso da facturação trata-se do incremento real) – ao passo que as áreas mais dinâmicas foram as regiões autónomas e, no continente, o Algarve – na Madeira os crescimentos foram da ordem dos 12,9%, dos 9% e dos 13,1%/ano; nos Açores foram de 10,9%, de 7,6% e de 5,1%/ano; e no Algarve de 9,3%, 8,5% e 6,6%/ano, respectivamente. De notar, contudo, que nestas três regiões, e também no Alentejo, apesar dos ritmos de crescimento superiores à média, em termos globais, os crescimentos absolutos do número de empresas, emprego e facturação continuam a ser inferiores aos das regiões Norte, Centro e Lisboa. Por exemplo, enquanto que em Lisboa foram gerados mais perto de 29 mil empregos por ano, entre 2000 e 2005, e no Norte mais cerca de 25 mil, no Alentejo e Algarve o acréscimo médio anual foi da ordem dos 5200 e dos 6300 postos de trabalho, respectivamente, sendo que nas regiões autónomas os incrementos foram ainda inferiores. Contudo, é de salientar, no que respeita a volume de negócios, a situação da Região Autónoma da Madeira, uma vez que os acréscimos médios anuais da facturação naquela região terão sido dos mais significativos do país, sendo apenas superados pelos da região de Lisboa (+1,2 mil milhões de euros/ano na R.A. da Madeira e +1,6 mil milhões de euros na região de Lisboa; no Centro os acréscimos foram de cerca de 920 mil euros/ano; no Algarve foram de cerca de 360 mil euros; e no Alentejo e R.A. dos Açores na ordem dos 170 mil euros). Já em matéria de volume de negócios a situação não é tão linear – enquanto que no Norte e na R.A. da Madeira, em especial nesta região autónoma, as grandes empresas mostraram maior dinamismo no crescimento da facturação do que as PME, tanto em termos relativos como absolutos (no Norte a facturação real das PME cresceu 0,9%, ao passo que a das grandes empresas aumentou 2,2%, o que corresponde a incrementos médios anuais de 487 mil euros e de 528 mil euros, respectivamente; e na Madeira a facturação das PME subiu 9,6% em termos reais, quando a das grandes empresas teve um acréscimo de 16,2%, ou seja, aumentos de 407 mil euros e de 791 mil euros por ano, respectivamente), nas restantes regiões as PME conseguiram melhores desempenhos também neste domínio, sendo que no Alentejo e no Algarve as empresas de grande dimensão viram mesmo os seus negócios reduzir-se, em termos reais, neste período (1,5%/ano e 1%/ano), tendo sido as PME a assegurar o crescimento dos negócios em qualquer das regiões (2,9%/ano e 7,2%/ano). Na Madeira o número de PME aumentou bastante mais do que o número de unidades de grande dimensão, tendo o emprego por elas gerado crescido também um pouco mais (bastante mais, se considerarmos valores absolutos); apesar disso, foram as grandes empresas que registaram melhores desempenhos em matéria de crescimento da facturação, quer em termos relativos quer em termos absolutos" (fonte: "Sobre as PME em Portugal Fevereiro 2008, IAPMEI, aqui)
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