quarta-feira, outubro 02, 2019

Opinião interessante de Mota Amaral

fonte: Correio dos Açores

Nota: Uma estranha paz pôdre?

A informação que eu tenho, esclareço que não oficial, é que TG poderá abandonar o parlamento madeirense, suspendendo o mandato, mesmo antes de qualquer processo eleitoral que seja determinado pelo acordo PSD-CDS. Neste momento há uma enorme confusão nos bastidores políticos regionais e sei também que provavelmente há partidos da oposição, à esquerda da potencial coligação de governação - e não falo do PS-M - que olham com desconfiança e distanciamento para algumas movimentações. Como sei que alguns meios de comunicação social, melhor alguns jornalistas de meios de comunicação social locais, sabem desta hipótese e não a desenvolvem, a dica, para memória futura aqui fica, mesmo correndo eu o risco - improvável - de ser ultrapassado por outros acontecimentos.
Mais.
Ao contrário do que aparentemente transborda de forma controlada cá para fora, o acordo político PSD-CDS não se limitou apenas à elaboração e aprovação de um esboço desenvolvido daquilo que poderá ser o programa de governo, mas também a uma distribuição de pelouros e ao inevitável jogo de cadeiras em resultado desse acordo político. Há uma enorme indefinição, que aliás esteve presente em todo o processo negocial, e que mesmo que tenha sido "ignorado" (ou não?) pelos protagonistas do acordo, constitui uma ameaça política efectiva ao longo dos 4 anos de mandato, independentemente do PSD ceder em toda a linha ao CDS-M.
Quem segue este jogo de forma muito atenta  é Paulo Cafofo e o PS-M embora dificilmente estes consigam reunir - mas eu acredito que essa lógica não vai funcionar porque há um sentimento generalizado de "ajuste de contas" - apoios à esquerda suficientes, salvo se um  golpe de teatro, que seria absolutamente intolerável e humilhante, garantisse esse jogo puramente aritmético.
Curioso será saber qual a posição do próprio PS-M. Se agastado com o namoro PSD-CDS avança com candidato o próprio para o parlamento - e neste caso Cafofo ou Serrão, ambos licenciados, poderiam ser os candidatos mais naturais - ou se fica de bancada a ver o filme e limita-se a candidatar-se a uma vice-presidência do parlamento a que tem direito.
Sei que o PSD-M vai reunir a Comissão Política segunda-feira, depois das eleições legislativas - desconheço se Barreto, apesar de mandatado pelo CDS-M, vai fazer o mesmo agora com um acordo em concreto - mas o acordo deve passar com base no argumento de que o PSD-M está "entalado" e que é obrigado a ceder ao CDS para se manter na governação, apesar deste ter perdido 4 deputados e mais de 8 mil votos. Embora não tenha participado nessas negociações sei que Miguel Albuquerque tem acompanhado "de perto" todo o processo negocial, quer por via de Pedro Calado que lidera a equipa negocial laranja, quer por via de Medeiros Gaspar, chefe de Gabinete da presidência do Governo. O mesmo acontece com Rui Barreto. Os dois líderes do PSD-M e do CDS-M são, por assim dizer, os "ausentes mais presentes" neste processo negocial, apesar de terem tido 2 ou 3 encontros entre ambos. Mas há pontas soltas que pairam como ameaças e que estão a surpreender os dois partidos e inclusivamente alguns sectores em Lisboa que recordam como tudo se processou pacificamente nos tempos do entendimento PSD-CDS de Passos e Portas (LFM)

terça-feira, outubro 01, 2019

Estudo: o futuro da Segurança Social










fonte: FFMS/Pordata

Eleições regionais-2019: o peso eleitoral do PSD em cada concelho


Eleições regionais-2019: o peso eleitoral de cada concelho no total da votação do PSD na RAM



Eleições regionais-2019: evolução da abstenção


Eleições regionais-2019: evolução do Bloco


Eleições regionais-2019: evolução do PCP


Eleições regionais-2019: evolução do CDS


Eleições regionais-2019: evolução do PS



Eleições regionais-2019: evolução do PSD


domingo, setembro 29, 2019

Perceber as regionais 2019 em 4 quadros



(LFM)

Nota: Sozinhos até caírem?

As regionais de 2019 - opinião pessoal - colocam em cima da mesa a própria sobrevivência política e eleitoral da JPP, salvo se a sua estratégia se alterar e for capaz de identificar claramente, sem se confundir com o PS - os laços afectivos contam sempre... - o seu espaço próprio na política regional e sobretudo uma marca ideológica que não tem.
Não é desajustado, nem sequer especulativo, admitir - mesmo ressalvando que se trata de eleições com natureza diferente - que as autárquicas de 2021 possam ser o mais importante desafio eleitoral e político que se coloca à JPP que em meu entender se colou demasiado ao PS-M, não percebeu as prioridades concretas do eleitorado e terá cometido um erro político quando se coligou-se ao PS-M no Funchal, em 2017, sem nada ganhar com isso.
Pelo contrário. O radicalismo político da JPP, sobretudo nos momentos das decisões, o discurso algo dúbio e ambíguo que navega ao sabor da ondulação mediática, o medo de ser colado à direita (como se a JPP tivesse alguma ideologia em concreto) - como se não nos lembrássemos, ainda nos tempos de Filipe Sousa no PS-M, que este concorreu coligado ao CDS em vários municípios regionais, e nenhum deles terá perdido a identidade por causa disso, embora tenham perdido votos que só duas eleições depois é que recuperaram parcialmente – condicionaram muito a atitude do JPP.
Vamos a factos.
Em 2015, a JPP totalizou 13.114 votos (10,3%) dos quais 6.558 em Santa Cruz (34,1% no concelho), 3.709 votos no Funchal (7%) e 930 votos em Machico (9%). Ou seja, estes três concelhos representaram 11.197 votos, 85,4% da votação total da JPP – só Santa Cruz equivaleu a 50% da votação total regional do partido.
Já nas regionais de 2019, depois de 4 anos de actividade parlamentar - que em 2015 não existia porque nesse ano concorreu pela primeira vez às regionais - o JPP teve 7.830 votos (5,5%), menos 5.284 votos que quatro anos antes. Santa Cruz representou 67% da votação do partido em toda a região - que ficou assim cada vez mais localizado geograficamente em termos eleitorais. Se juntarmos este concelho ao Funchal, 1.531 votos (2,5%) e a Machico, 442 votos (3,9%), estes três municípios totalizaram 7.220 votos, 92,2% pelo que exceptuando estes o JPP revelou-se neste acto eleitoral um partido de insignificância quase generalizada.
O problema é que depois de ter não ter concorrido às europeias em Maio, o JPP perde as regionais em Setembro, incluindo o seu bastião eleitoral (Santa Cruz) - em grande medida graças ao Caniço e Santa Cruz – passando a terceira força política em Santa Cruz deixando que PS (vencedor) e PSD juntos tenham quase três vezes mais os votos do JPP. Enquanto durar a influência eleitoral, em queda, que ainda tem em Santa Cruz o JPP não “desaparece”. Mas duvido que depois dos resultados das regionais o PS não tenha colocado na sua agenda política a reconquista da Câmara de Santa Cruz em 2021. Aliás a denúncia de uma alegada (e potencialmente provável) cambala envolvendo o PS, a agência de comunicação que trabalhou para Cafofo e uma televisão, que pode ter tido efeitos eleitorais negativos nos resultados do JPP – não o posso provar – pela desconfiança suscitada naturalmente pela reportagem foi um primeiro sinal. Não foi obviamente só por isso que o JPP perdeu tanto voto. Admito que em vez das falinhas mansas do costume e do discurso gasto e insonso da “diferença” o JPP tenha encontrado as explicações internas para a hecatombe eleitoral que alguns até estimavam maior do que aconteceu, com a previsão de apenas 2 deputados.
Não estarei a exagerar se admitir que as legislativas de domingo podem colocar em cima da mesa a própria liderança do JPP, eventualmente desgastada e que deixou de propiciar aos eleitores qualquer mais-valia concreta. Um resultado negativo que fique aquém do esperado e que represente nova queda eleitoral comparativamente a 2015, pode forçar o JPP a terá que encontrar nova liderança, repito, por desgaste total da actual. E não me parece que seja recomendável que num cenário desses, de queda eleitoral significativa, o segredo seja a sobrevivência agarrado apenas ao actual Presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, porque isso acabará por o penalizar ainda mais num combate eleitoral que em 2021 nada terá a ver com o que aconteceu até hoje em termos autárquicos. O PS, naturalmente mais do que o PSD – com uma demorada recuperação a ser paulatinamente feita, desde as questões internas, à reconquista de posições no terreno e a um sucesso eleitoral – vai atacar a CMSC porque internamente os socialistas apenas sustentam que se limitam a recuperar eleitorado que era seu e que o JPP tinha desviado depois da cisão que levou os actuais principais dirigentes do JPP a abandonarem os socialistas por divergências que na tiveram a ver com uma prometida mas falhada rotatividade de deputados no parlamento regional.
Obviamente que isso são assuntos internos do JPP que, repito, deve abandonar um radicalismo fundamentalista assente apenas em motivações pessoais e não numa lógica política que nos tempos actuais exige muito pragmatismo que alguns estão incapacitados de garantir, refugiando-se em tretas do passado absolutamente obsoletas. Arrisco afirmar que uma colagem excessiva do JPP ao PS-M, por causa do seu desespero em perceber o que lhe aconteceu eleitoralmente - mesmo engolindo sapos ou elefantes - depois de tudo o que se passou nas regionais deste ano, será potencialmente um suicídio eleitoral antecipado. A JPP precisa urgentemente de encontrar o seu espaço próprio e de perceber as prioridades do eleitorado regional, por muito que pense que conhece o que o eleitorado de Santa Cruz quer. E encontrar as linhas mestras de um discurso político de âmbito regional  que seja convincente e mobilizador. (LFM)

3,5 milhões de lares com Pay Tv

O estudo Barómetro de Telecomunicações da Marktest contabiliza 3,5 milhões de lares portugueses que subscrevem serviços de televisão paga. No trimestre móvel de setembro de 2019, Barómetro de Telecomunicações da Marktest contabilizou 3 509 mil lares com Tv paga, o que corresponde a 86.8% dos lares portugueses. Este valor significa um crescimento de 5.7% relativamente ao período homólogo do ano anterior. A subscrição de Tv paga é superior junto dos lares onde a idade do ICMR (Indivíduo que Contribui com o Maior Rendimento) se situa entre 35 dos 54 anos ou nos lares das classes mais elevadas.

Eleições: gostava mesmo para acabar com tretas

Não tenho dados, nas sinceramente gostava de saber quantos dos emigrantes madeirenses radicados na Venezuela - e que voltaram à Madeira - votaram nas regionais de 22 de Setembro. Sei que os dois partidos que mais empolaram o assunto, a roçar o oportunismo desajustado, não ganharam nada com isso. Isso é inegável! (LFM)

Eleições: uma dúvida....

Tenho uma enorme dúvida neste rescaldo eleitoral do 22 de S: as pessoas votaram no PS-M ou votaram no "independente" Paulo Cafofo usado pelo PS-M para conquistar o poder? É que são duas coisas diferentes. O PSD-M só perdeu 124 votos entre 2015 e 2019. O problema é que não ganhou nenhum apesar de terem votado mais 15 mil eleitores e a esquerda e o CDS juntos terem perdido mais de 21 mil votos. O PS teve mais cerca de 36.600 votos. É uma questão de aritmética (LFM)

Caminhar é a atividade que mais portugueses praticam nos tempos livres

Segundo o estudo TGI da Marktest, o andar/caminhar está no topo das atividades de tempos livres ou hobbies mais praticados pelos portugueses. Na 1ª vaga de 2019, o estudo TGI da Marktest contabiliza 5 milhões e 188 mil indivíduos que referem andar/caminhar como a atividade de tempo livre ou hobby que praticam regularmente, um número que representa 60.6% do universo composto pelos residentes no Continente com 15 e mais anos. Ouvir música é a segunda atividade com mais referências (47.1%) e ler a terceira (37.9%). Cozinha, fotografia, tecnologia, jogar cartas, palavras cruzadas, bordados e escrever completam a lista das 10 atividades de tempos livres mais referidas pelos portugueses.Estas atividades têm, contudo, diferenças entre os vários grupos sociodemográficos. Analisando o género, por exemplo, vemos que a fotografia é a atividade que menos separa os homens das mulheres, pois os valores dos dois sexos é bastante semelhante. Ao contrário, a tecnologia ou o jogar cartas são mais apelativas para os homens, enquanto ler, cozinhar ou bordar obtêm valores bastante mais elevados junto das mulheres. Os dados e análises apresentadas fazem parte do estudo TGI, propriedade intelectual da Kantar Media, e do qual a Marktest detém a licença de exploração em Portugal, é um estudo único que num mesmo momento recolhe informação para 17 grandes sectores de mercado, 280 categorias de produtos e serviços e mais de 3000 marcas proporcionando assim um conhecimento aprofundado sobre os portugueses e face aos seus consumos, marcas, hobbies, Lifestyle e consumo de meios. Presente em mais de 60 países nos 5 Continentes, o TGI poderá ainda caracterizar mercados internacionais com vista ao conhecimento dos consumidores além fronteiras (Marktest.com, Setembro de 2019)

Figuras públicas na publicidade: que atributos?

Segundo o estudo Figuras Públicas e Digital Influencers da Marktest, para participar em campanhas publicitárias ou de sensibilização social uma figura pública deve ser honesta e credível, mas há outros atributos importantes. Quando questionados sobre os atributos ou características pessoais que uma figura pública deve possuir para participar em campanhas publicitárias ou de sensibilização social, a honestidade e a credibilidade foram consideradas as mais importantes pelos entrevistados no estudo Figuras Públicas e Digital Influencers da Marktest. Numa escala de 1 (nada importante) a 10 (muito importante), ambos os atributos obtiveram uma classificação média de 8.85. Um valor aproximado foi registado pelo atributo simpatia, seguido de competência.

Nota: nervosismo onde? E para quê?

Li no DN-Madeira que anda um nervosismo miúdo no PSD-M. É natural, mas não me parece que isso seja um problema nem uma ameaça seja ao que for e a quem for. Além disso, confesso que não sei o que realmente se passa, porque sou um outsider. Acho que a Comissão Política Regional ainda não se reuniu para balanço dos resultados eleitorais e análise de tudo o que rodeia este momento. Uma coisa é certa: o PSD-M não obteve um bom resultado, resistiu bem, sobreviveu a cenários bem piores que muitos perspectivavam. Só isso. A realidade, contudo, é a que é. Porque a política não se esgota nos resultados. Há sempre o "day after" (LFM)

Nota: nada de equívocos

Li recentemente no DN-Madeira contas feitas acerca das alegadas "perdas" eleitorais do PSD-Madeira, tendo como referência 2007, mas sem enfatizar que foram eleições excepcionais (como as de 2019 serão). Não se pode comparar os resultados do PSD-Madeira em 2007 com qualquer outra eleição regional, nem mesmo a de 22 de Setembro de 2019, pelo que pretender ter como pólos de comparação 2007 e 2019 não é sério, nem tem sustentação nenhuma, salvo a mera análise quantitativa dos actos eleitorais.
Eu explico.
As eleições regionais de 2007 foram excepcionais por dois motivos: a entrada em vigor de uma nova lei eleitoral de círculo único com 47 deputados e o facto delas se terem realizado ano e meio antes do "timing" previsto, devido ao impacto da bronca com Lisboa relacionada com a roubalheira feita à Madeira ao abrigo da Lei das Finanças Regionais pela dupla de bandalhos Sócrates-Teixeira dos Santos (os gajos que faliram em 2011 o país e chamaram a troika, lembram-se disso?).
Contudo, as mudanças na LFR, depois de uma crise política profunda - está tudo registado - que envolveu o Presidente e esteve quase a causar a queda do governo socialista de Lisboa,  seria depois derrotada mais tarde em São Bento quando todos os partidos da oposição - o PS ficou de fora - se uniram e votaram uma alteração legislativa que impediu que a RAM fosse ainda mais penalizada pela sacanice feita por Lisboa e que tinha as regionais de 2008 (que acabaram por não se realizar) como referência temporal.
A verdade é que devido a essa bronca o Governo Regional demitiu-se em protesto - eu na altura, bem por dentro desta guerra, defendi e escrevi que a opção deveria ser a demissão e a exigência de eleições antecipadas - e o PSD-M com uma maioria absoluta folgada recusou viabilizar no parlamento qualquer outra solução, pelo que apareceram as primeiras eleições antecipadas na RAM.
Mais.
O ambiente na Região era de protesto generalizado pela injustiça cometida e o PS-Madeira - na altura de Jacinto Serrão entretanto regressado ao parlamento regional... - totalmente submisso a Lisboa e pressionado por Sócrates e a poderosa máquina que o rodeava no partido no Rato, acabou sofrendo uma das suas piores derrotas eleitorais, senão mesmo a pior derrota eleitoral por causa disso.
O PSD-Madeira, graças a uma campanha eleitoral essencialmente de revolta e de protesto, alcançou mais de 90 mil votos, algo nunca antes conseguido, garantindo para além do seu eleitorado mais fiel uma parcela numerosa do chamado eleitorado flutuante, que vota sem compromissos com os partidos - o mesmo eleitorado que na minha opinião deu a Cafofo (ao "independente" Paulo Cafofo a votação que teve e nunca antes alcançada, e não ao PS-Madeira).
Portanto comparar quantitativamente eleições é natural e possível, mas a análise fica distorcida se aquela realidade a que me referi antes, no caso das regionais de 2007, não for considerada.
Vejamos:
- Regionais de 2004
Votantes - 137.693
PSD - 73.904 (53,7%)
PS - 37.898 (27,5%)
- Regionais de 2007
Votantes - 140.721
PSD - 90.339 (64,2%)
PS - 21.699 (15,4%)
- Regionais de 2011
Votantes - 147.344
PSD - 71.556 (48,6%)
PS - 16.945 (11,5%)
- Regionais de 2015
Votantes - 127.545
PSD - 56.569 (44,4%)
PS - 14.574 (11,4%) - coligação com PTP, PAN e MPT
- Regionais de 2019
Votantes - 143.190
PSD - 56.448 (39,4%)
PS - 51.207 (35,8%)

As regionais de 2011 foram, na minha opinião, as eleições mais difíceis de sempre para o PSD-M, devido ao impacto negativo do chamado "buraco" financeiro e do medo que as pessoas tiveram pela austeridade que chegou através do PAEF, em 2012. Com elas chegou o princípio da descida eleitoral do PSD-M que se viria a confirmar nas autárquicas de 2013 e culminou com as regionais de 2019, depois do negativo ano eleitoral de 2015 e do "mais do mesmo" nas autárquicas de 2017 (LFM)

Açores: Afinal o paraíso não fica ali....


Açores, o mesmo problema do resto do país


Sabem como foram eleitos os deputados regionais com base na aplicação do método de Hondt para apuramento dos 47 mandatos?



SociCorreia também aposta nos Açores

Deliberações da ERC...

DELIBERAÇÕES ADOTADAS PELO CONSELHO REGULADOR EM AGOSTO DE 2019
- Arquivamento da participação recebida, a 18 de junho de 2019, contra o Telejornal da RTP Madeira, em virtude de não se terem verificado indícios de violação dos deveres de pluralismo.
- Dar por verificado que o Diário de Notícias da Madeira violou o dever de rigor informativo, pela não identificação das fontes de informação, na peça jornalística «Cerco policial aos bairros já deteve suspeitos e apreendeu de droga e dinheiro na Madeira», publicada na edição eletrónica de 28 de fevereiro de 2019. Recomendação ao Diário de Notícias da Madeira para o cumprimento escrupuloso do disposto no artigo 3.º da Lei n.º 2/99, de 13 de janeiro e na alínea f) do n.º 1 do artigo 14.º do Estatuto do Jornalista e Sensibilização desta publicação para a necessidade de acautelar, através dos recursos técnicos disponíveis, a preservação da identidade das pessoas envolvidas quando a divulgação da sua imagem não encontre justificação ou respaldo na lei.

DELIBERAÇÕES ADOTADAS PELO CONSELHO REGULADOR EM JULHO DE 2019
- Arquivamento da participação submetida pelo MPT Partido da Terra-Madeira contra a RTP Madeira, por alegada ausência de pluralismo político, por se ter considerado não terem sido identificados elementos reveladores dessa falta.

Legislativas: Como Guterres ficou no limiar e Sócrates ultrapassou a fasquia da maioria absoluta

Melhores resultados eleitorais do PS em legislativas aconteceram em 1999 e 2005. A grande diferença entre essas duas vitórias é que António Guterres voltou a não conseguir a maioria absoluta, enquanto José Sócrates se tornou o único exemplo de sucesso nesse objetivo que António Costa poderá agora igualar (ou mesmo suplantar). Descubra as diferenças entre dois atos eleitorais marcantes (infografia de Mário Malhão, Jornal Económico, com a devida vénia)

Açores com o melhor rácio de criação de empresas do país

Pesca, turismo e produção de energia elétrica marcaram a evolução do Indicador de Atividade Económico, de acordo com os últimos dados conhecidos. De acordo com a Direção Regional de Apoio ao Investimento e à Competitividade, a evolução favorável da economia açoriana irá permitir o fortalecimento financeiro dos empresários e das empresas, bem como o surgimento de novas empresas e de novas atividades empresariais privadas. O rádio de criação de empresas nos Açores continua a ser o mais elevado do país, com um valor de três empresas criadas por cada empresa que encerra (infografia de Mário Malhão, Jornal Económico, com a devida vénia)

Nota: a nova lógica no PS-M?

Nunca tinha visto. O representante da República chama a São Lourenço os PARTIDOS no pós-eleições regionais de 22 de Setembro. Não chamou nem cidadãos, nem "independentes" nem candidatos derrotados ou vencedores, apenas PARTIDOS. Com Emanuel Câmara presente na delegação socialista, o líder do PS-M calou-se para que o "independente" Cafofo perorasse as coisas do costume? Afinal qual é a identidade própria do PS-M? As eleições acabaram. Achei bem que tenha sido Cafofo a falar na noite eleitoral. Mas em audiências institucionais?! Será que depois das derrota de 22 de Setembro se vai seguir o assalto à liderança do PS-M? Por este andar não me espantava nada. Pelo menos era um jogo que ficava mais claro em vez de marcado por falsos "independentismos" da treta apenas para caçar votos (LFM)

Como é que seria uma geringonça 2.0? Seis cenários para o pós-eleições

Terminados quatro anos de uma legislatura em que o PS minoritário fez acordos com os dois partidos da CDU e com o Bloco de Esquerda para assegurar a governação, afastando a direita do poder, novos equilíbrios surgem no horizonte (infografia de Mário Malhão, Jornal Económico, com a devida vénia)

Sondagem: Investimento na saúde e subida de reformas mais desejados do que redução de IRS

A saúde está primeiro para os portugueses, já que quase metade dos entrevistados pela Aximage a apontaram enquanto uma aplicação de excedentes orçamentais, atribuindo-lhe a melhor “nota”. Nas macrocategorias que agregam várias prioridades, o reforço dos apoios e solidariedade social (incluindo aumento de reformas, do subsídio de desemprego e rendimento social de inserção) supera a melhoria dos rendimentos das famílias, que junta a diminuição do IRS para a classe média, do IVA e do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (infografia de Mário Malhão, Jornal Económico, com a devida vénia)

EUA: a cultura das armas

Com a posse e o porte de armas nos EUA protegidos pela Segunda Emenda à Constituição, que data do século XVIII, o país liderado por Donald Trump tem um historial de tiroteios em massa sem precedentes. Donos de pistolas, espingardas ou semi-automáticas, os norte-americanos ganham ainda no número de armas de fogo por habitante a nível mundial (infografia de Mário Malhão, Jornal Económico, com a devida vénia)

Sondagem: Como classifica a atuação dos seguintes intervenientes na greve dos motoristas?

António Costa e Pedro Nuno Santos obtiveram um saldo muito mais positivo do que os restantes protagonistas na avaliação dos portugueses ao protesto que agitou o verão. Entre os dirigentes do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas e da Antram destacou-se, sobretudo pela negativa, o agora candidato a deputado Pardal Henriques (infografia de Mário Malhão, Jornal Económico, com a devida vénia)

Sondagem Aximage/JE: Recuperação do PSD deixa maioria absoluta do PS mais distante

O PSD e o seu presidente, Rui Rio, reduziram o enorme fosso que os separava do PS de António Costa a pouco mais de uma semana das eleições legislativas, e segundo uma sondagem realizada pela Aximage para o Jornal Económico têm agora apenas 12,2 pontos percentuais de desvantagem nas intenções de voto, o que torna ainda mais improvável um cenário de maioria absoluta socialista, no qual já não acreditam quatro em cada cinco entrevistados que preveem a vitória do PS a 6 de outubro (infografia de Mário Malhão, Jornal Económico, com a devida vénia)

Nota: a hipocrisia dos "conselheiros matrimoniais" da esquerda...

Tem piada. Uns tipos de esquerda - alguns com blogs de ressabiados que só fazem ataques pessoais porque o jornal onde escrevem como articulistas ( não só...) talvez não admite que pisem o risco vermelho da bandalheira ética - que votaram todos no Cafofo, alguns até mandaram o partido deles para o lixo, agora querem vir pregar moralismos ao CDS-M por se coligar com o PSD-M. Mas que eu saiba qual a afinidade existente entre CDS-M e PS-M sem a de terem estado na oposição muitos anos? O problema é que o CDS-M deixa de estar e tudo indica que o PS lá vai continuar. Duvido que o CDS-M se tenha esquecido das mesmas conversas moles que em 2015, em São Bento, tiveram o desfecho que alguns queriam transferir para o Funchal. Por isso a irritação e a conversa mole para diabolizar o CDS-M. Se fosse para fazer o que eles querem - os tais bloguistas do insulto, comentadores anónimos das redes sociais e outras frustrações partidárias, então nem valia a pena o CDS-M ter concorrido às eleições, não acham? O PS-M é que quer dizer ao CDS-M o que deve fazer e como fazer, ao ponto - como diz o povo, e desculpem a expressão mais radical - se "baixar as calças" se for preciso (mais tarde vinga-se...). Patético (LFM)

quarta-feira, setembro 18, 2019

Venezuela: Deputado Edgar Zambrano libertado após 132 dias de prisão

Foi libertado, na Venezuela, o Vice-presidente da Assembleia Nacional, membro da oposição e número dois do Parlamento que se encontrava preso desde maio. Numa declaração aos jornalistas, Edgar Zambrano sublinha que tem agora mais esperança no futuro político do país.

Eleições: retrato das regionais de 2015 nas 11 maiores freguesias da RAM

Este quadro mostra - no caso das 11 maiores freguesias da Madeira (com mais eleitores inscritos) e considerando os seis principais partidos e tendo como referência as regionais de 2015 - os valores da abstenção e os votos dos partidos. Este trabalho ajuda a perceber a influencia decisiva das maiores freguesias no desfecho eleitoral regional, como aliás era de prever (LFM)

Eleições: percentagens dos votos e dos mandatos


Este quadro mostra nas eleições regionais de 2007, 2011 e 2015 a percentagem dos seis principais partidos e a percentagem dos mandatos eleitos. Lembro que o PS liderou uma coligação com o PTP, MPT e PAN que ficou muito aquém do pretendido. Como se verifica, a abstenção no Funchal roçou quase os 50% dos inscritos (LFM)

Eleições: os resultados (2015) na RAM

Este quadro mostra a votação dos principais partidos e abstenção na Madeira, nas regionais de 2015 - o PS liderou uma coligação com o PTP, MPT e PAN que ficou muito aquém do pretendido. Como se verifica a abstenção foi de quase 50% (LFM)

Eleições: o "peso" do Funchal (2015) para os partidos

Este quadro mostra o peso eleitoral do Funchal nos resultados da votação na RAM dos seis principais partidos, tendo como referência as regionais de 2015. Lembro que o PS liderou uma coligação com o PTP, MPT e PAN que ficou muito aquém do pretendido. Como se verifica no caso dos partidos mais pequenos, o Funchal representa valores acima dos 50% da votação regional total. A abstenção no Funchal representou 41,1% do total de abstencionistas registados em 2015 na Madeira (LFM)

Eleições: os resultados no Funchal em 2015

Este quadro mostra a votação dos principais partidos e a abstenção do Funchal, nas regionais de 2015. Lembro que o PS liderou uma coligação com o PTP, MPT e PAN que ficou muito aquém do pretendido. Como se verifica a abstenção no Funchal roçou quase os 50% dos inscritos (LFM)

Eleições: o parlamento da RAM entre 2004 e 2015

Este quadro mostra a evolução da composição dos parlamentos regionais na Madeira entre 2004 e 2015. Lembro que depois de 2007, inclusivé, entrou em vigor uma nova lei eleitoral que fez com que os 47 deputados regionais passassem a ser eleitos por método de Hondt num único círculo eleitoral, ao contrário do que acontece nas  legislativas nacionais e nas regionais dos Açores onde existem círculos eleitorais (e círculo de compensação adicional no caso do parlamento dos Açores). No estudo coloquei também a percentagem dos votos de cada partido e a percentagem dos mandatos eleitos por cada candidatura, sendo evidentes algumas disparidades, embora sem oscilações de grande monta (LFM)

Eleições: recenseamento nos concelhos da RAM (comparativo)

Este quadro mostra, em comparação, os valores do recenseamento eleitoral nos concelhos da Madeira, registados entre 2010 e as europeias e as regionais de 2019 e os valores da população em 2017 (LFM)

Eleições: recenseamento nas freguesias da RAM (2019)

Este quadro mostra, em comparação, os valores do recenseamento eleitoral nas freguesias da Madeira, registados nas europeias e regionais de 2019 e os valores da população em 1980 e 1990 e dos Censos-2011 (LFM)

Eleições: a "perfomance" concelhia do PSD-M

Este quadro mostra as percentagens eleitorais do PSD-M, para as 4 eleições indicadas - todas diferentes - em cada um dos concelhos da RAM,  sendo de referir que salvo Calheta e Câmara de Lobos (o melhor foi nas autárquicas de 2017) nos demais concelhos os melhores resultados do PSD-M foram registados nas regionais de 2015. Aliás as regionais sempre foram para o PSD-M as melhores eleições em termos de resultados (LFM)

Eleições: retrato das regionais de 2015 (inscritos, votantes e PSD-M)

Este quadro das regionais de 2015 mostra o peso dos inscritos de cada concelho face ao total geral da RAM - Funchal com cerca de 41% do total regional quando há anos tinha cerca de metade... - depois vemos os votantes com os dados percentuais, quer em cada concelho, quer depois o peso percentual dos votantes por concelho face ao total. Por exemplo, no Funchal os votantes representaram 41,6% do total de votantes na Rergião, seguindo-se S.Cruz com 15,7% e Câmara de Lobos com 11,8%. Uma curiosidade, a costa norte representou no seu global menos de 7% do total de votantes constando-se que tinha nas regionais de 2015 também perto de 7% do total de inscritos na Região.
Finalmente no mesmo quadro vemos a percentagem eleitoral do PSD por concelho e o peso da votação por concelho face ao universo regional dos votos social-democratas. Alguns partidos cometeram de novo erros na campanha ao não apostarem sobretudo nos concelhos e/ou freguesias onde registaram no passado melhores resultados eleitorais. Para isso teria sido necessário fazer um levantamento rigoroso o que naturalmente dá trabalho e "queima pestanas"... (LFM)