Tudo indica - embora não tenha lido notícias sobre isso nos meios de comunicação social locais - que um australiano, Paul Watson, foi detido à chegada ao Funchal, ionde participou nos trabalhos da reunião sobre a Beleias. A notícia lia-a aqui. Watson é conhecido por "guardião dos sete mares" e um dos defensores das medidas contra a caça das baleias. Veja aqui um pouyco mais sobre Watson no mesmo dia em que, segundo o jornalista Ricardo Garcia do Publico, escrevia que "Portugal admite o regresso de alguma caça à baleia a nível internacional, em troca de mais medidas de conservação para os grandes cetáceos. Aproximar as posições pró e contra a caça à baleia é a postura que o país está a manter na reunião anual da Comissão Baleeira Internacional (CBI), que começou hoje no Funchal, Madeira. O ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, apelou à flexibilidade, como forma de resolver o conflito interno em que a CBI está mergulhada há anos. “Uma solução só pode ser encontrada se ambos os lados estiverem disponíveis para fazerem concessões e para aceitarem que o resultado final não será perfeito para nenhum dos lados”, disse Nunes Correia, num discurso na abertura da conferência. Portugal, por sua parte, estaria disponível para aceitar a reintrodução da caça à baleia a partir de cidades costeiras – como o Japão tem reivindicado nos últimos anos. Mas, em troca, exigiria um reforço de algumas medidas de conservação e a redução da caça feita ao abrigo de programas científicos, com os quais o Japão mata centenas de baleias todos os anos, sobretudo na Antárctida".
Mostrar mensagens com a etiqueta Baleias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Baleias. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, junho 22, 2009
Baleia: australiano detido no Funchal
Tudo indica - embora não tenha lido notícias sobre isso nos meios de comunicação social locais - que um australiano, Paul Watson, foi detido à chegada ao Funchal, ionde participou nos trabalhos da reunião sobre a Beleias. A notícia lia-a aqui. Watson é conhecido por "guardião dos sete mares" e um dos defensores das medidas contra a caça das baleias. Veja aqui um pouyco mais sobre Watson no mesmo dia em que, segundo o jornalista Ricardo Garcia do Publico, escrevia que "Portugal admite o regresso de alguma caça à baleia a nível internacional, em troca de mais medidas de conservação para os grandes cetáceos. Aproximar as posições pró e contra a caça à baleia é a postura que o país está a manter na reunião anual da Comissão Baleeira Internacional (CBI), que começou hoje no Funchal, Madeira. O ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, apelou à flexibilidade, como forma de resolver o conflito interno em que a CBI está mergulhada há anos. “Uma solução só pode ser encontrada se ambos os lados estiverem disponíveis para fazerem concessões e para aceitarem que o resultado final não será perfeito para nenhum dos lados”, disse Nunes Correia, num discurso na abertura da conferência. Portugal, por sua parte, estaria disponível para aceitar a reintrodução da caça à baleia a partir de cidades costeiras – como o Japão tem reivindicado nos últimos anos. Mas, em troca, exigiria um reforço de algumas medidas de conservação e a redução da caça feita ao abrigo de programas científicos, com os quais o Japão mata centenas de baleias todos os anos, sobretudo na Antárctida".domingo, maio 31, 2009
Madeira: moratória permitiu "salvar espécies"
Ainda segundo o jornalista do Publico Ricardo Garcia, “a Comissão Baleeira Internacional pode estar em crise. Mas para o biólogo Jorge Palmeirim, o comissário português na CBI, uma das suas decisões mais faladas, a proibição da caça comercial em 1986, foi essencial para os grandes cetáceos. "A moratória salvou espécies de baleias", afirma. "Provavelmente, a baleia-azul não se teria aguentado."A CBI nasceu em 1946, através de uma convenção internacional assinada por 15 países. O seu objectivo era o de regulamentar a caça à baleia, de modo a garantir a sobrevivência da própria actividade, através da protecção das espécies. Hoje tem 85 membros, que estão a gerir com dificuldade a nova personalidade da CBI, adquirida desde os anos 1970: tornou-se mais numa organização voltada à protecção das baleias e menos aos interesses da caça. A comissão tem membros recentes que nem sequer têm costa, mas que contam como votos importantes para as duas facções rivais dentro da CBI. Austrália, Nova Zelândia e Reino Unidos são os líderes históricos contra a caça comercial. Japão, Noruega e Islândia, do outro lado, são os maiores defensores. A Noruega, em particular, não obedece à moratória de 1986, por ter apresentado uma reserva na altura da sua votação. "É o único país que tem legitimidade para caçar [comercialmente]", diz Jorge Palmeirim. "Mas, do ponto de vista moral, é questionável." Outros países capturam baleias ao abrigo de excepções previstas na convenção: a maior parte para fins científicos e uma parcela menor para sobrevivência de populações aborígenes. O recurso crescente a esses expedientes previstos na convenção preocupa Jorge Palmeirim. "O número de baleias mortas, e de espécies, está a aumentar", alerta o biólogo".Madeira: Comissão baleeira mundial sem solução à vista para a guerra da caça
Segundo o jornalista do Público, Ricardo Garcia, "a Comissão Baleeira Internacional (CBI) não deverá chegar a um acordo, na sua reunião anual que começa hoje na Madeira, sobre uma solução para a profunda crise interna que tem vivido nos últimos anos. Nas próximas quatro semanas, o tema das baleias será escrutinado ao detalhe por cientistas e representantes de dezenas de países, sob o olhar de observadores externos e organizações não-governamentais. A conferência começa com a reunião do Comité Científico, que dura até 12 de Junho. Seguem-se trabalhos preparatórios, até à reunião da comissão em si - a parte política da conferência -, de 22 a 26 de Junho. O tema mais quente sobre a mesa é o futuro da própria comissão baleeira, há anos imersa numa guerra de trincheiras entre os países pró e contra a caça comercial à baleia - suspensa por uma moratória desde 1986. Alguns países, especialmente o Japão, reclamam o fim da moratória. O argumento é o de que determinadas espécies, como a baleia-anã, são abundantes. Outros, porém, opõem-se e pretendem até ampliar as áreas do oceano nas quais as baleias são completamente intocáveis. Com a guerra instalada, as decisões mais importantes, que requerem uma maioria de três quartos, têm sido sucessivamente bloqueadas. O próprio clima das conferências tem-se deteriorado. "Até a linguagem era ofensiva", afirma Jorge Palmeirim, o comissário português na CBI desde 2006.Sob a ameaça de colapso da CBI, o seu actual presidente, William Hogarth, lançou há três anos um processo de negociações que, ao menos, aliviou a animosidade nas conferências. As propostas mais polémicas, que causavam as piores discussões, ficaram em suspenso. Hogarth coligiu 33 pontos que têm de ser resolvidos para que a CBI volte a funcionar. Repartiu-os em dois blocos - os mais espinhosos, para abordar a curto prazo; e os menos controversos, que podem ser tratados mais tarde. E identificou, no primeiro grupo, três aspectos centrais para qualquer acordo sobre os restantes.Águas japonesas
Um deles é a pretensão do Japão de voltar a caçar baleias comercialmente nas suas águas. O outro é a captura para fins científicos, permitida pela Convenção Internacional para a Regulação da Caça. Cada país pode decidir, por si próprio, se quer utilizar esta possibilidade do tratado. Mas apenas o Japão e a Islândia o têm feito. No ano passado, foram mortas 951 baleias, 96 por cento em águas japonesas.William Hogarth propôs uma troca: o Japão desistiria ou reduziria progressivamente a sua captura para fins científicos, em troca de uma quota de caça comercial, para um conjunto restrito de embarcações de pesca das cidades de Taiji, Abashiri, Ayukawa e Wada. Mas a proposta não agradou nem ao Japão nem a países contra a caça, que temem a abertura de uma brecha para a reivindicação de quotas comerciais por outros países. "A Coreia já disse que também estaria interessada", comenta Jorge Palmeirim. Sem acordo nesses pontos, a criação de um santuário de baleias no Atlântico Sul - há anos proposta pelo Brasil - também fica sem solução. E, com isso, todo o pacote de Hogarth, com decisões provisórias agora e definitivas em cinco anos, fica adiado. Na Madeira, a CBI deverá alongar por mais um ano as negociações. Embora menos provável, não está afastado o cenário do regresso das hostilidades. Mesmo dentro da UE, que agora vota em bloco na CBI, há divisões. A Dinamarca tem defendido um aumento da quota de caça necessária para a sobrevivência da população aborígene da Gronelândia. A UE, como um todo, é contra, mas a Dinamarca pode, neste caso, votar em sentido oposto, dado que se trata de um assunto de um território seu que não integra o espaço comunitário. O assunto voltará à baila na Madeira".
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Baleias à espera de fumo branco na reunião da Comissão Baleeira na Madeira
Segundo a jornalista do Publico Ana Fernandes, "de científica, a caça japonesa à baleia nada tem. Ninguém tem dúvidas, mas esta desculpa é a única legal que resta ao Estado nipónico para continuar aquilo que alega ser uma tradição. Mas será? Em algumas comunidades costeiras, assim é. Mas, como nação, as raízes culturais da caça e consumo de carne de baleia remontam apenas até ao fim da Segunda Guerra Mundial, quando, perante a falta de alimentos, os americanos sugeriram aos japoneses que comessem carne de baleia, como também aconteceu no Reino Unido na mesma altura. Hoje, esta prática persiste. Contra ventos e marés, sobretudo contra grande parte da opinião pública internacional. Porquê a teimosia? A explicação avançada pelos especialistas envolvidos na Comissão Baleeira Internacional (CBI) é apenas uma: orgulho. Restos da II Guerra?"A opinião pública japonesa não é necessariamente a favor da caça, mas é antes profundamente contra aqueles que se opõem a ela", avança uma opinião, ouvida numa recente reunião em Lisboa sobre o futuro da CBI. E quem são aqueles que se opõem? "Os que os derrotaram na Grande Guerra, por isso é que é tudo tão complicado", adianta outro.De facto, são os Estados Unidos - de uma forma até agora algo suave -, mas sobretudo o Reino Unido, a Austrália e a Nova Zelândia que mais têm batalhado para contrariar a prática japonesa. No seio da CBI, criada há 60 anos, as posições têm-se extremado a tal ponto que as discussões já não sobem do nível do insulto. Daí muitos começarem a questionar-se sobre as possibilidades de sobrevivência deste organismo internacional. Mas, sem ele, o futuro dos grandes cetáceos poderá não ser brilhante".
Subscrever:
Mensagens (Atom)