sábado, agosto 15, 2020

Bancos já receberam mais de 840 mil pedidos de moratórias e aprovaram 88%


Desde 27 de março e até ao final de junho, os pedidos de adesão a moratórias abrangeram 841.856 contratos de crédito. Até essa data, as instituições aprovaram medida em 741.623 contratos. O número de pedidos de moratórias no crédito já ultrapassou a barreira dos 840 mil. Desde a introdução deste mecanismo que permite suspender o pagamento do crédito a empresas e famílias, os bancos já deram aval a mais de 741 mil, 88% do total de pedidos revelou o Banco de Portugal. De acordo com o supervisor liderado por Mário Centeno, desde finais de março até 30 de junho, os pedidos de adesão a moratórias de crédito abrangeram um total de 841.856 contratos. Desse “bolo”, as instituições acabaram por aplicar as medidas de apoio previstas nas moratórias em 741.623 empréstimos. É dado ainda conta da existência de 100.233 contratos que se encontravam no final de junho em apreciação pelas instituições financeiras ou foram recusados. Dos contratos de crédito aos quais já foram aplicadas as moratórias, a maior fatia — 70% (519.173) — corresponde a operações de crédito às famílias, enquanto a restante parcela correspondente a um total de 222.450 foram atribuídas a empresas e a empresários em nome individual. Dentro das famílias, o crédito à habitação concentra o maior número de moratórias já atribuídas: 322.709, equivalentes a 44% do total. Foram ainda aplicadas num total de 196.464 contratos de crédito aos consumidores (ECO digital, texto dajornalista Catarina Melo)

Estes são os empregos com melhores ordenados (e dispensam curso superior)


Nem todos os empregos bem pagos requerem um diploma de ensino superior anexado ao currículo. Há profissões mais técnicas que apresentam bons ordenados e empresas que se focam mais nas competências e capacidade de evolução do que no grau de formação. Segundo o e-konomista, a aposta vai, cada vez mais, para profissionais que possam ser qualificados internamente. A justificação? Verifica-se uma escassez de talentos com as qualificações necessárias para determinadas áreas, nomeadamente aquelas que são consideradas profissões do futuro – como programação ou instalação de sistemas de energia solar ou eólica. Considerando a remuneração média mensal base nacional (943 euros em 2019), o mesmo site apresenta os 24 empregos bem pagos sem curso superior:
Tripulante de cruzeiros (salário entre 1.800€ e 2.500€);
Programador (salário entre 1.800€ e 2.100€);
Especialista em reparação e instalação de elevadores (salário entre 1.800€ e 2.300€);
Instalador de sistemas solares e/ou eólicos (salário entre 1.800€ a 2.000€);
Técnico de maquinação e programação (salário entre 1.300€ e 1.800€);
Técnico de manutenção aeronáutica (salário entre 1.500€ e 1.900€);
Técnico de análise laboratorial (salário entre 1.300€ e 1.800€);
Técnico de audiovisuais (salário entre 1.300€ e 1.500€);
Técnico de multimédia (salário entre 1.300€ e 1.500€);
Designer gráfico (salário entre 1.300€ e 1.500€);
Técnico de comunicação (salário entre 1.300€ e 1.500€);
Técnico de marketing (salário entre 1.300€ e 1.500€);
Optometrista (salário entre 1.300€ e 1.500€);
Técnico de mecatrónica (salário entre 1.300€ e 1.500€);
Técnico de manutenção industrial (salário entre 1.200€ e 1.800€);
Técnico de electrónica industrial (salário entre 1.200€ e 1.800€);
Técnico de informática (salário entre 1.200€ e 1.800€);
Soldadores e serralheiros (salário entre 1.200€ e 1.500€);
Assistentes de bordo (salário entre 1.200€ e 1.500€);
Electricistas (salário entre 1.200€ e 1.500€);
Técnico de instalações eléctricas (salário entre 1.200€ e 1.500€);
Técnico de desenho de construção civil (salário entre 1.200€ e 1.500€);
Secretárias administrativas (salário entre 1.000€ e 1.200€);
Técnico de contabilidade (salário entre 950€ e 1.100€) (Executive Digest)

Covid-19: Pandemia afetou mais de 70% dos jovens que estudam e trabalham


Mais de 70% dos jovens estudantes ou trabalhadores-estudantes foram afetados negativamente pela pandemia, alertou hoje a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que aponta o “efeito devastador” da pandemia na educação, formação e trabalho da juventude. Num inquérito sobre os impactos do novo coronavírus sobre o emprego, educação, direitos e saúde mental, a agência das Nações Unidas assinala que 65% de mais de 12.605 jovens entre os 18 e os 34 anos inquiridos online relataram ter aprendido menos com o fim das aulas presenciais. No inquérito, conduzido entre 21 de abril e 21 de maio, metade responderam ainda que ter aulas à distância iria atrasar os seus estudos e nove por cento afirmaram recear uma reprovação. Um em cada seis estudantes trabalhadores ficaram sem emprego durante o confinamento imposto pela covid-19 e 38% afirmam sentir incerteza sobre o seu futuro, uma vez que muitos trabalham em setores especialmente afetados, como serviços ou vendas. Dos que não perderam o emprego, 42% tiveram cortes no vencimento, assinala a OIT, que afirma que a crise pós-covid-19 vai “criar mais obstáculos no mercado laboral e aumentar o período de transição da escola para o emprego”.

Banif: Lesados contestam relatório da Baker Tilly e pedem nova análise aos ativos


A Associação de Lesados do Banif (ALBOA) contestou o relatório da Baker Tilly sobre o Banif, apelando para uma nova análise dos antigos ativos da instituição por alguém da “confiança” do governador do Banco de Portugal Mário Centeno. “No resumo do Relatório Baker Tilly que o Banco de Portugal (BdP) divulgou é negada praticamente qualquer recuperação àqueles Lesados” do Banif, refere a ALBOA num comunicado hoje divulgado, contestando ainda a falta de acesso ao documento integral. De acordo com o comunicado da ALBOA, o Banco de Portugal informou a associação de que não seria possível ter acesso ao documento, por ser “necessário, para esse efeito, assegurar que não é divulgada nenhuma informação que mereça proteção à luz de regimes especiais de segredo, tais como dados pessoais ou dados que constituem segredo bancário, o que exige também uma consulta junto de entidades relevantes (o Banif, em liquidação, o Banco Santander Totta e a Oitante [empresa que ficou com os ativos do Banif])”. Assim, a ALBOA questiona “de que forma o património transferido para a Oitante é refletido na avaliação efetuada”, se os ativos da Oitante “terão sido devidamente valorizados”, se “pelo valor do balanço – sabendo-se que estavam contabilizados no balanço do Banif só por um terço do seu valor – ou pelo seu valor real que se vem revelando face aos negócios entretanto concretizados pela Oitante”.

O alerta da OIT: é preciso “proteger uma geração inteira de jovens” que sofreu um impacto “devastador” com a pandemia


Mais de 70 por cento dos jovens estudantes ou trabalhadores-estudantes foram afetados negativamente pela pandemia, alertou hoje a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que aponta o "efeito devastador" da pandemia na educação, formação e trabalho da juventude. Num inquérito sobre os impactos do novo coronavírus sobre o emprego, educação, direitos e saúde mental, a agência das Nações Unidas assinala que 65% de mais de 12.605 jovens entre os 18 e os 34 anos inquiridos online relataram ter aprendido menos com o fim das aulas presenciais.
No inquérito, conduzido entre 21 de abril e 21 de maio, metade respondeu ainda que ter aulas à distância iria atrasar os seus estudos e nove por cento afirmaram recear uma reprovação. Um em cada seis estudantes trabalhadores ficaram sem emprego durante o confinamento imposto pela covid-19 e 38% afirmam sentir incerteza sobre o seu futuro, uma vez que muitos trabalham em setores especialmente afetados, como serviços ou vendas.

83% das novas moratórias são em créditos das famílias


Depois de um crescimento em flecha, houve um abrandamento do ritmo das moratórias à entrada do verão. Bancos continuam sem dar resposta ou a recusar 12% das solicitações. Os pedidos feitos à banca para suspender o pagamento de prestações dos créditos continuam a crescer, mas, em junho, o ritmo abrandou. No entanto, os particulares, com empréstimos à habitação e ao consumo por pagar, estão a ganhar peso em relação às empresas, segundo se conclui da análise dos dados divulgados pelo Banco de Portugal a 11 de agosto. Em junho, os bancos a operar em Portugal concederam 53 mil novas moratórias nos empréstimos, à luz da moratória legal, criada pelo Governo, e das moratórias privadas, como a desenhada pela Associação Portuguesa de Bancos (APB). Deste número, cerca de 83% dos contratos é relativo a créditos das famílias, sendo que as restantes 17% foram atribuídas a empresas e a empresários em nome individual. O peso das famílias nas moratórias concedidas pelos bancos – para que possam suspender o pagamento de juros e/ou capital das suas prestações – tem vindo a crescer desde a criação destas moratórias. Representam 64% no primeiro balanço feito, em abril, depois subiram para 69%, em maio, e agora estão nos 70%.

TAP perde quota em todos os aeroportos portugueses. Funchal é excepção


No segundo trimestre de 2020, a companhia aérea portuguesa, TAP, viu a sua quota de mercado reduzir nos principais aeroportos nacionais, excepto o do Funchal, de acordo com os mais recentes dados da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), citados pelo ‘Negócios’. Entre Abril e Junho de 2020 a TAP perdeu cerca de 97,5% dos seus passageiros, motivada sobretudo pela paragem dos voos devido à pandemia da Covid-19. Os dados mostram ainda que a quota da TAP em Lisboa, onde garantia mais de metade do total de passageiros, registou uma redução de 51% em 2019 para apenas 18% em 2020. No aeroporto do Porto a queda foi igualmente grande, visto que a companhia aérea detinha uma quota de 19% no segundo trimestre de  2019, que caiu para os 5% no mesmo período do ano seguinte, perdendo várias posições para os seus concorrentes. O mesmo aconteceu em Faro, onde a perda da quota de mercado fez com que a companhia aérea portuguesa fosse excluída da lista das dez maiores a voar para a cidade algarvia. A grande excepção é mesmo a Madeira, mais concretamente o aeroporto do Funchal, onde a quota de mercado da TAP não só não reduziu como ainda aumentou de 29% para 80% em 2020. Para além da perda da quota a TAP registou ainda uma descida para o oitavo lugar na lista das companhias aéreas com mais passageiros no Porto, ficando atrás de outras como a Swiss Air, com uma quota de 22%, a Ryanair com 19%, a Lufthansa com 12%, a Luxair com 10%, a Air France com 9%, a Transavia com 8% e, por fim, a Easyjet com 6% (ED)

quinta-feira, agosto 13, 2020

TAP em queda

fonte: Jornal de Negócios

Vinho Madeira

fonte: Público

Açores, quando tem que ser, não hesitam

fonte: Açoriano Oriental

Opinião alheia

fonte: jornal i

Situação na Madeira (11,12 e 13 de Agosto de 2020)



fonte: IASAUDE

...e máscaras

fonte: Correio da Manhã

Máscaras....

fonte: Jornal de Notícias

Nota: uma coligação autárquica em 2017 teria efeitos na Ponta do Sol, S. Cruz e Porto Santo, se, se.....

No âmbito deste trabalho sobre as autárquicas, e tendo por base os votos do PS e do PSD e CDS, efectuamos uma projecção da aplicação do médodo de Hont, para efeitos de apuramento dos mandatos nos executivos das Câmaras Municipais, em 2017. O quadro mostra a eleição (de facto) dos membros dos diferentes executivos, com base nos resultados dos partidos e qual o impacto de uma eventual coligação PSD-CDS nesse apuramento tendo por base uma hipotéctica coligação – o somatório dos votos do PSD e do CDS está com um fundo azul.
Em 2017 a eventual coligação PSD-CDS apenas alteraria a presidência da CM na Ponta do Sol e tiraria um mandato à lista de cidadãos no Porto Santo e à JPP em Santa Cruz.
No caso do Porto Moniz, São Vicente e Ribeira Brava não fizemos projecções porque CDS e PSD apoiaram candidaturas de cidadãos, e não concorreram nalguns deles, enquanto que em Santana, onde o CDS ganhou sozinho com maioria absoluta, duvido que a coligação fosse matéria a ser discutida. Já em Santa Cruz a eventual coligação apenas tiraria um mandato à JPP que em vez de 6 contra 1, teria 5 contra 2. Nos demais concelhos – Calheta, Câmara de Lobos, Funchal, Machico - nada mudaria em termos de mandatos, com ou sem coligação PSD-CDS. Isto, repito e insisto, se se mantivessem os mesmos resultados de 2017, com uma coligação PSD-CDS, algo que francamente duvido muito (LFM)

Legenda da imagem - Na projecção do método de Hondt, com o fundo amarelo vemos os eleitos pelos vários partidos em 2017, a castanho os municípios onde não fizemos projecção pelos motivos referidos, a verde os concelhos onde os partidos indicados não concorreram e a azul os mandatos conseguidos por uma eventual coligação PSD-CDS. Como se verifica, a situação alterar-se-ia em 2017, comparativamente com o que realmente aconteceu, apenas na Ponta do Sol, Santa Cruz e Porto Santo

Nota: não podemos nem devemos generalizar porque seria desonesto. Mas há que fazer alguma coisa repressiva da bandalhice

E se um político, seja ele qual for, disser publicamente que é este o turismo que quer para o seu Porto Santo, turismo de copos, vandalismo e destruição de bens públicos e privados, então deve ser derrotado pelo povo nas urnas. Há que mandá-lo bordar para casa porque não serve, não os tem no sítio.  Turismo não é bandalheira e alguns papagaios oportunistas que se colam a tudo para parirem videos patéticos, só porque julgam que o youtube lhes dá votos, melhor será que fiquem a saber que calados eles são uns poetas. Do melhor que há.
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Sei de situações no Porto Santo que mais do que demonstrarem a irresponsbailidade de alguns pais, coloca em evidência a importância da experiencia, cautela, a responsabilidade e profissionalismo do pessoal que trabalha na hotelaria do Porto Santo que recusam reservas pedidas por outrios profissionais de sectores liqgdos ao turismo, para menores em apartamentos da Ilha Dourada, profissionais estes que deviam ter um pingo de vergonha na cara e serem denunciados. Isto está tudo louco?
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Recomendo aos pais, e compreendo que muitos estejam assim e lamento que muitos tenham chegado a esse ponto, que digam isso aos filhos, abertamente, em vez de serem tolerantes com comportamentos que ofendem as outras pessoas que não têm pachorra para aturar os efeitos de quem se quer ver livre daquilo (ou de quem) mais contribuiu para que estejam nessa situação. Nem mesmo em férias as pessoas são obrigadas a ter que aturar certas coisas e as autoridades policiais, ase necessário for, reforcem os seus dispositivos, libertem as secretarias por uns meses e estejam mais activas nas ruas quando mais são precisas
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Leio o que tem sido publicado nas redes sociais, e mesmo ressalvando os exageros, a imprecisão ou mesmo o empolamento ou manipulação do que é descrito ou revelado, dou comigo a pensar: será que as pessoas não se revoltam e não têm a noção do impacto negativo que o vansalismo e a falta de respeito pelas outras pessoas terão no futuro turístico do Porto Santo? Falo dos que lá vivem porque os "artistas" que todos criticam, vão para a ilha sem controlo nenhum (duvido se alguns até não são mesmo despachados para lá...) passam uns dias por lá, regressam ao Funchal e esquecem a Ilha Dourada até ao ano seguinte. Duvido muito que seja isto o que importa ao Verão da Ilha Dourada. Sem generalizar, como é óbvio - não duvido que a maioria não se compara aos escroques que transformam o Porto Santo num lixo em tempo de férias - vai sendo tempo de alguém aplicar os... correctivos adequados. Dizem-me que a população residente na ilha está a começar a perder a paciência e vai reagir, vai lascar forte e feio. Oxalá que o faça! (LFM)

Nota: uma coligação autárquica em 2013 teria efeitos no Funchal e Porto Santo, se, se.....

No âmbito deste trabalho sobre as autárquicas, e tendo por base os votos do PS e do PSD e CDS, efectuamos uma projecção da aplicação do médodo de Hont, para efeitos de apuramento dos mandatos no executivos das Câmaras Municipais, quer em 2013, quer em 2017. Mostramos que a eleição (de facto) dos membros dos diferentes executivos com base nos resultados dos partidos e projectamos ainda a influência nesse apuramento de uma eventual coligação PSD-CDS - o somatório dos votos do PSD e do CDS está com um fundo azul. Em 2013 a coligação alteraria a presidência da CMF mas não o total de mandatos apurados pelas forças políticas no Funchal, enquanto que no Porto Santo, com base nos resultados de 2013 - que em coligação não seriam necessariamente os mesmos, pelo contrário, duvido que assim fosse - o PS perderia a autarquia ficando com apenas 2 mandatos em vez dos 3 que alcançou entre 2013. Já em Santa Cruz e São Vicente não foi possivel contabilizar um somatório dos votos PSD-CDS, porque o CDS apoiou candidaturas de cidadãos, e não concorreu, enquanto que em Santana, onde ganhou sozinho com maioria absoluta, duvido que a coligação fosse matéria posta em cima da mesa, desde logo pelo PSD de Santana que precisa urgentemente de ser reactivado depois dos dois desaires eleitorais autárquicos, o último dos quais verdadeiramente catastrófico. Desconheço se os social-democratas discutiram entre si, como deviam, livremente e sem condicionalismos, as razões do desaire duplo, até porque nos actos eleitorais reaalizados depois disso o PSD-M voltou a uma certa normalidade eleitoral. O que coloca sem respostra a seguinte dúvida: afinal é do malho ou do malhadeiro? (LFM)

Legenda da imagem - Na projecção do método de Hondt, com fundo laranja vemos os eleitos pelo PSD concorrendo sozinho, a rosa os ereitos do PS, a azul claro os eleitos pelo CDS e a azul mais escuro os mandatos conseguidos caso PSD e CDS tivessem concorrido coligados. Como se verifica, a situação alterar-se-á em 2013, comparativamente com o que aconteceu, apenas no Funchal e Porto Santo

Nota: a ditadura dos números

Neste quadro, e para 3 eleições diferentes entre si - regionais. autárquicas e legislativas vemos a comparação entre os totais do PSD+CDS com o PS e uma alusão à abstenção. Como se verifica, o somatório dos votos PSD-CDS nas regionais, entre 2007 e 2019, foi sempre a baixar - menos mais de 30 mil votos em 12 anos! - o mesmo sucecendo com as autárquicas -. menos quase 26 mil votos em 12 anos - e menos mais de 25 mil votos nas legislativas nacionais em 120 anos! Portanto, repito, o problemas tem a ver muito mais com falta de votos e muito menos, quase nada a ver, com coligações à medida para resolverem problemas pontuais de políticos ou partidos que não querem ser confrontados com a realidade eleitoral que procuram esconder sob a capa de uma coligação que pode muito bem ser coveira para os seus protagonistas, em termos eleitorais
No segundo quadro, vemos as votações obtidas individualmente pelos partidos em causa - PSD, PS e CDS - e evolução da abstenção (LFM)

Nota: o problema é de falta de votos não de coligações (II)

Estes dois quadros sobre as Autárquicas de 2013 e de 2017 na Madeira - considerando apenas PSD, CDS e PS - são esclarecedores quanto aos problemas que se colocam hoje ao PSD-M e ao CDS-M neste domínio e nesta frente eleitoral, e atestam que o problema não são coligações a mais ou a menos, quase sempre para disfarçar fragilidades eleitorais e fazer mal contas de "sumir" que depois, por via da aplicação do método de Hondt se revelam uma burrice monumental.
No primeiro quadro, reportado a 2013, recordamos os resultados eleitorais da do PSD, do PS e do CDS, as abstenção, o somatório dos votos PSD+CDS e os dois fenóenos de listas de cidadãos, Santa Cruz e São Vicente que se revelaram ganhadores.
No segundo quadro, relativo às Autárquicas de 2017, trabalhamos os mesmos dados, só que incluimos todos os votos das listas de cidadãos (estão na coluna da JPP, com fundo azul). Antes de inventarem - PSD e CDS - e de agravarem ainda mais a situação impondo nomes ou soluções de coligações que as pessoas não aceitam, antes de terem a repetição do que se passou na Ponta do Sol e outras teimosias como a Ribeira Brava e mesmo Porto Moniz, recomendo que leiam atentamente estes dados. Que o façam antes de ouvirem as bases, e de respeitarem a opinião das estruturas concelhias dos partidos, se é que existem e contam para alguma coisa. Porque há uma espécie de poder paralelo assente em influências pessoais de uns tabntos iluminados que se comportam como se fossem os "donos" da vontade das pessoas, nas freguesias e nos concelhos, indivíduos que não dão votos ao PSD-M - porque não falo de insignificâncias inexistentes - apenas aceleram, muitas vezes, o caos eleitoral que se segue. E as derrotas. Veja-se o triste exemplo do que se passa na Ponta do Sol com as eleições para a estrutura concelhia social-democrata - apetência que tem tudo e apenas a ver com as eleições autárquicas que se avizinham - concelho onde o PSD em 2017 se transformou numa deprimente manta de retalhos nas autárquicas, entregando a vitória ao PS, também por culpa própria e independentemente do comportamento lamentável que o elitismo partidário funchalense teve neste processo (LFM)

Nota: o problema é de falta de votos não de coligações (I)

Já uma vez escrevi e repito: o problema do PSD e do CDS na RAM - e basta que olhem para os números oficiais - não tem nada a ver com coligações ou outros malabarismos, mas sim com a falta de votos. E se em vez de recuperarem esses votos perdidos, as desilusões causadas ao longo dos anos junto dos eleitores, a falta de percepção para as mudanças que paulatinamente se vão fazendo no universo de eleitores, com uma crescente nova forma de estar e de pensar na sociedade e perante os problemas e as propostas partidárias, então não serão as coligações, tenha o "truque" eleitoral a dimensão que tiver, que vão disfarçar a realidade e compensar as perdas.
Acresce que tenho receio, muito receio mesmo, que a irresponsabilidade do PSD-M e do CDSM alimente projectos mais radicais, particularmente à direita, que os eleitores dos dois partidos, sobretudo do PSD-M, se revoltem, se distanciem e optem pelo envolvimento em projectos eleitorais de cidadania - candidaturas de cidadãos - tal como aconteceu em 2017, criando problemas acrescidos aos partidos tradicionais, sejam eles da esquerda ou da direita.
Finalmente temo que muitos autarcas do PSD-M - o único autarca do CDS na RAM já se manifestou contra coligações tal como a vereadora do CDS da Ponta do Sol, que duvido que alguma vez ganhe seja o que for, em termos eleitorais, também já se posicionou contra coligações com o PSD-M.
Neste quadro, não entendo o que vai o PSD-M negociar em vez de definir prioridades pré-eleitorais nos concelhos mais importantes e onde dificilmente terão sucesso separados, o que não garante que o tenham se concorrerem juntos - casos do Funchal, Machico, Santra Cruz (Porto Moniz o CDS não tem expressão eleitoral alguma) - deixando cada um concorrendo nos demais concelhos para mostrar  o que cada um dos partidos vale e do que é capaz? Negociar mais uma vez sob pressão? Mais uma vez cedendo tudo a ambições pessoais de poder e aos interesses de uma casta elitista sedenta de poder? Não façam isso. Pagarão muito caro. A crise vem a caminho, as dificuldades estão já na nossa rota. Não brinquem com coisas sérias, não brinquem com as pessoas.
A esquerda sabe o que se passa e está sedenta de uma crise numa coligação que nao pode fazer figuras tristes de misturar o poder regional com a realidade autárquica, comportando-se como se fossem os donos da liberdade de pessoas, de decisões, de vontades, de consciências livres de cada cidadão. Desculpem mas se assim for, então a coligação não merece estar no poder por que não tem classe, nem sabedoria para garantir aos madeirenses que as prioridades são enormes e nada tem a ver com jogos partidários idiotas nos bastidores das mediocridade, tudo por causa de uma pretensa partilha de poder e, mais do que isso, para esconder fragilidades eleitorais indisfarçáveis e crescentes. E se uma coligação não tem classe nem sabe estar no poder e assumir as suas responsabilidades, sem provocar crises patéticas nestes tempos de incerteza e de sacrifícios inevitavelmente a caminho,  então essa coligação - criada num determinado contexto e para uma determinada finalidade - tem que ser apeada porque não sabe estar nem merece estar no poder.
Repito: que o PSD-M e o CDS-M façam coligações nos concelhos onde são oposição - e mesmo assim duvido da eficácia delas - e deixem nos demais concelhos as estruturas partidárias locais fazerem separadamente o seu trabalho. Vão impor coligações que não são desejadas? Então, se assim for, é chegado o tempo para que os militantes, até os mais fundamentalistas, deixarem PSD-M e CDS-M a falar sozinhos e apadrinharem o nascimento de projectos eleitorais de cidadãos, que sejam sérios e sejam apoiados pelas pessoas, como aconteceu na Ribeira Brava - São Vicente foi diferente quando se procuram causas e explicações para essas cisões (LFM)