sábado, janeiro 17, 2015

Um mistério com 12 anos: cientistas descobrem sonda perdida em Marte

Escreve o DN de Lisboa, em texto da jornalista Patrícia Jesus que "a Beagle2, uma sonda britânica que estava "perdida" desde 2003, ou seja, com a qual os cientistas nunca conseguiram estabelecer contacto depois da aterragem em Marte, foi encontrada. A sonda, que muitos pensaram ter ficado destruída durante a queda, foi vista na superfície do planeta vermelho, aparentemente intacta. A Beagle2 aterrou em Marte no dia de Natal de 2003, mas os cientistas nunca conseguiram estabelecer contacto com a sonda. Agora, foi identificada em imagens de alta-resolução da superfície de Marte recolhidas pelo Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA, que dão pistas em relação ao que correu mal com o projeto liderado por cientistas britânicos. A sonda parece ter atingido à superfície do planeta sem grandes problemas, mas o sistema de painéis solares que iria alimentar a Beagle2 depois da aterragem, e que devia ter ficado aberto, como pétalas, parece não ter funcionado. Como as antenas estavam debaixo dos painéis, a comunicação não foi possível, explica um dos responsáveis pela missão, Mark Sims, da Universidade de Leicester, citado pela BBC. Sims assume que só pode especular sobre o que causou esta falha no sistema e admite que todos os dias de Natal, desde 2003, pensa na sonda e no seu destino. "Não saber o que tinha acontecido à Beagle2 era irritante. Perceber que a Beagle2 conseguiu chegar à superfície é uma excelente notícia", acrescenta Rudolf Schmidt, o diretor do projeto Mars Express, da Agência Espacial Europeia (ESA), que levou a sonda até à órbita de Marte. Aliás, a descoberta transforma a sonda, batizada em homenagem ao HMS Beagle que levou Charles Darwin nas suas expedições, na primeira sonda britânica e europeia a aterrar no planeta vermelho. Em conferência de imprensa, Mark Sims considerou que o projeto teve sucesso de várias formas, incluindo ao inspirar uma geração, e lamentou que o líder da missão, Colin Pillinger, tivesse morrido no ano passado, sem assistir a este momento". Leia também aqui, no Público