O Produto Interno Bruto (PIB) registou, em
termos homólogos, uma diminuição de 2,0% em volume no 2º trimestre de 2013,
face à variação de -4,1% observada no 1º trimestre, de acordo com a estimativa
rápida das Contas Nacionais Trimestrais. Comparativamente com o trimestre
anterior, o PIB aumentou 1,1% em volume. A diminuição menos intensa do PIB em
termos homólogos no 2º trimestre traduziu sobretudo a redução menos acentuada
do Investimento, com destaque para a FBCF em Construção, e a aceleração
expressiva das Exportações de Bens e Serviços, em parte associada ao efeito de
calendário relativo ao período da Páscoa (celebrada, em 2012, em abril e, em
2013, em março).
Esta
estimativa rápida incorpora revisões na informação de base utilizada, nomeadamente
os dados mais recentes do comércio internacional de bens, com revisões em
termos nominais e ao nível dos deflatores para o 1º trimestre de 2013. Esta
nova informação implicou uma revisão em baixa na taxa de variação homóloga do
PIB no 1º trimestre de 2013.
Informação metodológica sobre a estimativa rápida
As estimativas rápidas do PIB constituem a primeira
indicação sintética sobre o andamento trimestral da economia portuguesa, não se
substituindo à divulgação habitual das Contas Nacionais Trimestrais (também
designada por estimativa corrente), mais precisa e mais detalhada, que é
divulgada 70 dias após o final do trimestre de referência. Estas estimativas
rápidas são calculadas recorrendo à mesma metodologia e preferencialmente à
mesma informação que as estimativas correntes das Contas Nacionais Trimestrais.
A percentagem de informação coberta no momento de fecho da estimativa rápida
ascende a 80%. Nas situações em que a informação de base não é completa, são
utilizados métodos de previsão e imputação, cuja escolha dependeu dos
resultados de diversos testes efetuados para um período relativamente longo. De
notar que, embora a percentagem de informação coberta seja elevada, as
estimativas rápidas estarão eventualmente sujeitas a revisões mais significativas
(comparativamente com a estimativa corrente). Nos testes efetuados desde o 2º
trimestre de 2005, o erro absoluto médio da estimativa rápida foi de 0,1 pontos
percentuais no que diz respeito às taxas de variação homóloga e em cadeia,
quando comparadas com a estimativa corrente. Contudo, deve notar-se que na
atual conjuntura económica, à qual estão associadas significativas
desacelerações ou mesmo diminuições dos preços, a dificuldade na apreciação do
comportamento dos principais agregados macroeconómicos é particularmente
elevada, sobretudo no que diz respeito à repartição volume/preço da variação
nominal das exportações e das importações. Recorde-se que, quando estas
estimativas são produzidas, não estão ainda disponíveis os deflatores do comércio
internacional que serão utilizados na compilação das Contas Nacionais
Trimestrais. Esta divulgação contém exclusivamente informação relativa às taxas
de variação homóloga e em cadeia para o PIB em termos reais. A informação em
volume aqui divulgada encontra-se encadeada, tendo 2006 como ano de base para o
encadeamento. Os dados encontram-se corrigidos de sazonalidade.

