sexta-feira, agosto 16, 2013

INE: indicadores de turismo



Madeira, Lisboa e Algarve com as taxas de ocupação mais elevadas
Em junho de 2013, a taxa de ocupação foi 49,9%, superior à do período homólogo de 2012 em 3,1 p.p. Como habitualmente, as regiões com maior taxa de ocupação foram a Madeira (65,4%), Lisboa (57,5%) e o Algarve (57,0%). No entanto, os Açores foram a região com maior crescimento em termos homólogos (+6,0 p.p.), seguidos pela Madeira (+5,5 p.p.) e Lisboa (+4,7 p.p.).
Considerando os vários tipos de estabelecimentos, a evolução das taxas de ocupação foi maioritariamente positiva, à exceção dos hotéis-apartamentos de 5 estrelas (-6,3 p.p.). Salientam-se as evoluções registadas nos hotéisapartamentos de 4 estrelas (+4,5 p.p.) e nos hotéis de 3 estrelas (+3,5 p.p.).
A evolução do total de dormidas nas diversas regiões foi globalmente positiva, em comparação com o período homólogo de 2012. No Continente destacou-se o Norte (+15,9% de dormidas, a par de um aumento da oferta) mas também as Regiões Autónomas, que registaram acréscimos igualmente significativos (+13,0% nos Açores e +10,0% na Madeira). Os crescimentos verificados nos últimos dois meses no Centro e no Alentejo não foram suficientes para compensar os resultados desfavoráveis registados no período janeiro-abril, implicando que, naquelas regiões, a evolução no acumulado do 1º semestre tenha sido de -0,9% e -2,9% respetivamente. A procura dos residentes foi maioritariamente positiva, mais acentuada na Madeira (+23,1% de dormidas que em junho de 2012), situação já verificada no mês anterior. Açores e Lisboa foram as únicas regiões a contabilizar uma redução das dormidas de residentes face ao período homólogo do ano anterior (-8,4% e -3,3%, respetivamente). As dormidas de não residentes aumentaram expressivamente nos Açores (+27,0%), no Norte (+21,1%) e em Lisboa (+13,7%). Pelo contrário, decresceram no Alentejo (-20,4%) e no Centro (-1,6%), regiões com menor procura (1,0% e 4,9% das dormidas de não residentes, respetivamente).

 Estabilidade nos valores da estada média
A estada média foi de 2,9 noites em junho de 2013, igual à de junho de 2012. A Madeira e o Algarve registaram as estadias médias mais elevadas (respetivamente 5,6 e 4,7 noites). Salientam-se os valores da estada média nos apartamentos turísticos (5,3 noites), aldeamentos (4,8) e os hotéisapartamentos (4,3). Refira-se ainda a evolução favorável na estada média nos aldeamentos turísticos (+0,9 noites).
Melhoria nos proveitos e no RevPAR
Os proveitos totais ascenderam a 207,2 milhões de euros e os de aposento a 144,6 milhões de euros, valores que representam acréscimos homólogos de 10,7% e 12,2%, respetivamente. No acumulado do 1º semestre de 2013 as variações homólogas foram igualmente positivas, embora menos.A região de Lisboa apresentou resultados claramente favoráveis (+15,3% para os proveitos totais e +19,1% para os de aposento), superiores ao das dormidas. A recuperação dos proveitos está em parte relacionada com a prática de preços promocionais levada a cabo no ano anterior; com efeito, em junho de 2012 a evolução homóloga das dormidas tinha sido positiva (+1,3%) enquanto a dos proveitos de aposento apresentou-se negativa (-2,8%). Em junho de 2013 a evolução dos proveitos nas diversas regiões foi maioritariamente positiva, à exceção do Alentejo.  
O RevPAR atingiu 36,7 euros em junho de 2013, valor que se traduziu num acréscimo homólogo de 11,2%. A evolução regional deste indicador foi maioritariamente positiva, com destaque para Lisboa (+18,3%), Madeira (+11,8%) e Norte (+10,4%). No Alentejo registou-se um decréscimo ligeiro (-1,3%).
PRINCIPAIS MERCADOS EMISSORES EM 2012

O mercado francês
França integra o grupo dos cinco principais mercados emissores, com uma quota de 8,2% em 2012. A evolução deste mercado nos últimos 5 anos foi sempre crescente. Em 2008 a evolução homóloga das dormidas foi de +10,3%, tendo abrandado em 2009 e 2010 (respetivamente +0,3% e +1,5%) e aumentado significativamente em 2011 e 2012 (+19,2% e +15,2%, respetivamente). Em 2012, a hotelaria acolheu 741,1 mil hóspedes residentes em França, que originaram 2,2 milhões de dormidas, valores que corresponderam a variações homólogos positivas de 12,5% e 15,2%, respetivamente. Os residentes em França repartiram a sua preferência por Lisboa (30,4% das dormidas), Madeira (26,5%), Algarve (17,3%) e Norte (14,4%). Madeira e Algarve foram as regiões onde se registaram os valores mais elevados da estada média (5,0 e 4,8 noites). Os estabelecimentos com maior procura foram os hotéis (71,7% das dormidas), nomeadamente os de 4 estrelas (44,7% das dormidas em hotéis), os de três (26,7%) e os de cinco (18,3%). As estadias mais prolongadas ocorreram, contudo nos apartamentos turísticos (5,2 noites) e nos hotéis-apartamentos (4,8). Agosto foi o mês de maior procura (19,9% das dormidas anuais), seguindo-se maio (12,9%), julho (11,7%) e setembro (11,4%).