segunda-feira, dezembro 06, 2010

O que as pessoas fazem nas redes sociais...

Segundo o Económico, num texto assinado pela jornalista Ana Cunha Almeida, "os homens parecem preferir o Twitter e o MySpace, cada rede com 56,8% de utilizadores masculinos. E as mulheres preferem o Orkut e o Hi5. Cerca de 56,4% dos internautas em Portugal utilizam redes sociais. São números deste ano, do estudo elaborado pelo LINI - Lisbon Internet and Networks International Research Programme que junta entidades como o CIES - Centro de Investigação e estudos de Sociologia e a UMIC - Agência para a Sociedade de Conhecimento. Um ligeiro crescimento face a 2008, ano em que a fasquia rondava os 52%. O Hi5 continua a liderar as preferências, com 42,6%, seguido do Facebook com 39,7% de internautas registados até primeiro trimestre do ano. Mas quem são estas pessoas que utilizam as redes sociais? Qual o perfil das mesmas? E, afinal, o que é homens e mulheres fazem e esperam de uma rede social? O estudo responde a isso mesmo. Redes sociais como o Orkut e o Hi5 tem uma utilização vincadamente feminina, com 62,5% e 55% respectivamente. O Facebook tem uma procura mais homógenea, embora o segmento feminino ultrapasse ligeiramente o masculino com uma adesão de 52,3%. Os homens parecem preferir o Twitter e o MySpace, cada rede com 56,8% de utilizadores masculinos. À semelhança daquilo que acontece com a Internet, à medida de que a idade avança o interesse pelas redes sociais diminui. O número de utilizadores torna-se mais restrito numa faixa etária mais avançada. Por exemplo, no MySpace e Twitter metade dos utilizadores têm idade inferior a 25 anos. Também o Hi5 e Facebook confirmam essa tendência, já que estes têm 45,8% e 42,3% respectivamente de jovens utilizadores abaixo dos 25 anos. Independentemente de serem homens ou mulheres, parece não haver problemas quanto à extensão de informações de carácter pessoal que cada um dispõe no seu perfil. Cerca de 95,6% dos utilizadores identificam-se pelo nome, assim como pela sua data de nascimento, informação partilhada por 78,4%. Cerca de 73,7% dos utilizadores também adiccionam fotografia no seu perfil. Ainda assim, as mulheres parecem estar mais à vontade ao disponibilizar dados pessoais. Entre as distintas funcionalidades nas redes sociais, o envio de mensagens lidera com 84,4% dos internautas, sendo as mulheres mais "fiéis" a esta opção com 86% para homens com 83%. E 47,9% a usarem o chat, logo seguido da procura ou sugestão de amigos para adiccionar à rede pessoal, com 47,3%Só depois surge a criação de albuns para partilha de fotografias, com 46,3%. O público masculino parece preferir o serviço chat às mensagens, tendo-se registado 50,7% para 45,5% de mulheres a recorrerem a esta funcionalidade.As mulheres dão mais aplicação às várias funcionbalidades permitidas pelas redes sociais, onde não faltam as alertas de aniversário (30,9% mulheres para 22% de homens), divulgação de eventos (18,8% para 16,7%). E este facto é notório também no apoio/adesão a causas (24,8% para 21,3%) ou até mesmo em consulta de oráculos, por exemplo (14,5% para 6,7%).
Quem gosta e quem despreza o Facebook
José Eduardo Brissos, 65 anos, liga o computador todos os dias. Embora esteja reformado continua no activo, desenvolvendo projectos informáticos. E quando está "cansado do trabalho", entra no Facebook para descontrair. É lá que encontra família e amigos. José Brissos é profissional de informática desde 1966, do início da introdução dos computadores em Portugal", como o próprio explica ao "Diário Económico". Trabalhou até 1990 na UNISYS, não só em Lisboa, mas também nos EUA e em Londres. "Na altura, era a segunda maior empresa de informática em Portugal, a seguir à IBM", recorda. Utiliza os e-mails desde o início dos anos 80, "e a internet desde que apareceu por cá, mas sobretudo no âmbito da minha actividade profissional." Só agora, recentemente, aderiu ao Facebook. "E por haver cada vez mais gente conhecida a fazê-lo", diz. Bruno Silva não gosta do Facebook nem de nenhuma outra rede social. Não lhes reconhece qualquer utilidade. E diz mesmo que não perde o seu tempo com algo que não lhe interessa. Mas não dispensa o LinkedIN, rede profissional, onde até já foi contactado por ‘head-hunters'. "O uso que faço durante o dia da internet é exclusivamente profissional", diz. Embora não a utilize diariamente para efeitos pessoais, o director financeiro ajunto lá vai dizendo que está a pensar criar um blog com duas amigas. "Para escrever de forma humorística sobre o quotidiano
."

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