segunda-feira, dezembro 06, 2010

Ministro Teixeira é um dos piores ministros da União Europeia!

Segundo o Publico, num texto assinado pelo jornalista Paulo Miguel Madeira, "o ministro das Finanças português ficou na 16ª posição entre os 19 titulares desta pasta em países da UE, ordenados pelo diário britânico "Financial Times", em que o primeiro lugar foi para o ministro alemão, Wolfgang Schäuble. Em relação ao ministro português, que é o quarto a contar do fim da lista, o jornal britânico nota apenas que “alguns críticos acusam-no de responder demasiado lentamente à crise que se desenrolava”, enquanto outros “questionam qual a influência que ele tem”. Em pior posição do que o ministro português surgem apenas ministros também de países em dificuldades. O da Hungria, que foi alvo de uma intervenção da EU e do FMI quando se declarou a crise financeira, a de Espanha e o da Irlanda, que é o último. A surpresa é o honroso oitavo lugar do ministro grego, que obteve a melhor pontuação de todos no que respeita à capacidade política. O jornal explica que os ministros foram ordenados, do melhor para o pior desempenho em 2010, com base na sua capacidade política, no desempenho económico do seu país e na credibilidade nos mercados. Foram escolhidos os países com as maiores 19 economias da UE, onde se incluem todos os do euro. A posição de Teixeira dos Santos não é pior devido ao posicionamento na 12ª posição no ranking da economia, para o que contribuiu o crescimento deste ano e a recessão do ano passado não ter sido tão brutal como no resto da EU. Já no que respeita. À capacidade política ficou em 18º, enquanto na credibilidade, medida através dos juros da dívida pública, ficou em 17º.
Crescimento alemão ajuda Schäuble
O posicionamento de Schäuble no topo da lista resulta de vários aspectos, mas o FT realça que é de longe o membro mais experiente do Governo alemão e que as previsões de crescimento para a Alemanha estão próximas dos quatro por cento, “o melhor desempenho em duas décadas”. Em segundo lugar surge o ministro polaco, Jacek, Rostowski, cujo país foi o único da EU a evitar uma recessão, mas que “poderá ter de cortar despesas em breve”. A ministra francesa, Christine Lagarde, ficou em terceiro lugar, depois de no ano passado ter sido primeira. “Teve um papel-chave na crise da zona euro, ajudando a põr fim à discórdia franco-alemã sobre os planos de resgate”.
O método de ordenação
O ranking (ordenação) dos ministros das Finanças europeus pelo Financial Times resulta da avaliação em três grandes domínios: capacidade política, desempenho económico do seu país e na credibilidade nos mercados. Em cada uma delas são ordenados de 1 a 19, para depois serem combinadas de modo a dar o resultado final. Para a dimensão política, o jornal baseou-se na opinião de sete economistas que diz serem de topo (sem os identificar), baseados em três critérios (lucidez, impacto no palco europeu e eficácia no seu país). O ranking económico resultou de cinco indicadores e a credibilidade nos mercados é avaliada pelas taxas de juro da dívida pública e na sua evolução.
A lista dos ministros das Finanças da EU
1. Wolfgang Schäuble, Alemanha
2. Jacek Rostowski, Polónia
3. Christine Lagarde, França
4. Anders Borg, Suécia
5. Jyrk Katainen, Finlândia
6. George Osborne, Reino Unido
7. Didier Reynders, Bélgica
8. George Papaconstantinou, Grécia
9. Jean-Claude Juncker, Luxemburgo
9. Ivan Miklos, Eslováquia
11. Jan Kees de Jager, Países Baixos
12. Miroslav Kalousek, República Checa
13. Josef Pröll, Áustria
14. Giulio Tremonti, Itália
15. Claus Hjort Frederiksen, Dinamarca
16. Fernando Teixeira dos Santos, Portugal
17. György Matolcsy, Hungria
18. Elena Salgado, Espanha
19. Brian Lenihan, Irlanda
”.

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