Segundo o Jornal de Negócios, "teve "condições absolutamente únicas" para fazer um "bom trabalho", mas, ao invés, "tudo foi muito mal gerido", acusa o primeiro ministro das Finanças de José Sócrates. Em entrevista ao jornal “i”, Luís Campos e Cunha diz que José Sócrates teve “condições absolutamente únicas e excepcionais para ser primeiro-ministro e fazer um bom trabalho”, mas que, ao invés, enveredou por um estilo de governação “politicamente arrogante e tecnicamente errada”. “As medidas fundamentais foram tomadas em 2005 e daí para a frente foi tudo muito mal gerido, tirando um ou outro caso de medidas mais profundas, como a reforma da Segurança Social”.Campos e Cunha, que teve o mais curto mandato como ministro das Finanças da era da democracia (pouco mais de quatro meses), diz ainda que as políticas seguidas de combate à crise “parecem-me desajustadas e as medidas para o período pós-crise ainda mais desajustadas”. Mas, acrescenta “estou muito mais preocupado com a situação política porque não vejo do ponto de vista político grandes alternativas e possibilidade de sairmos [das eleições legislativas] com uma alternativa credível e viável”. O professor universitário afirma que “existe uma falta de alternativas reais, seja mais à esquerda ou mais à direita”. Leia aqui a entrevista na íntegra de Campos e Cunha ao Jornal I efectuada pelos jornalistas Bruno Faria Lopes e Sílvia de Oliveira.
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