sábado, setembro 20, 2008

UMa: uma nota

Já aqui referi, por diversas vezes, que nada tenho contra Pedro Telhado Pereira, reitor da UMa, que até admito que possa ter cometido erros de gestão, que não conhecesse determinados factos, e que como qualquer outra pessoa com responsabilidades, tenha falhado. Já referi também que não emito juízos de valor sobre ele, nem questiono a sua competência enquanto docente universitário. Nada disso está em causa e as pessoas devem aprender a separar as águas. Mas tal como referi neste blogue um dia destes, PTP tomou determinadas atitudes, que me surpreenderam negativamente, e que indiciaram também uma questão de carácter que eu, até prova em contrário, não valorizei. Alguma vez PTP me viu escrever ou leu que tivesse questionado o seu exercício do cargo de reitor da UMa, socorrendo-me ou confundindo questões que ultrapassassem os limites do enquadramento da diferença de pontos de vistas que caracteriza esta discussão? Era o que me faltava. Vem isto a propósito do facto de me ter constado, aliás compreensivelmente, que PTP terá confidenciado num círculo restrito de colaboradores, que avaliou inicialmente o problema da acta do DGE de uma forma superficial mas que acabou por ficar refém de uma situação que o pode “crucificar", enquanto os intervenientes andam escondidos, não dão a cara e porventura já andam até a congeminar nos bastidores a sua queda. O reitor da UMa, se recuar no tempo, sabe que tudo começou por esse documento – que a discussão depois acabou por originar uma serie de outras questões – e que nunca publiquei a acta que foi ponto de partida da minha abordagem, pelo simples facto de que entendi não o fazer. Quando o reitor da UMa, provocatoriamente, respondeu da forma que o fez, obviamente que tudo mudou, e para demonstrar que estava a referir-me a factos, a situações concretas, e que não estava a inventar nada, partir para uma espécie de plano B. A minha pouco me importam estas situações na instituição, porque já começam a ser tantas que temo que quanto mais tempo demorarem os estatutos e se promover rapidamente o processo eleitoral, pior será. Sem moralismos, até porque conheço vários dos seus actuais membros, são estes factos todos que a Associação Académica tem necessariamente a obrigação de perceber, de procurar informar-se e de saber encontrar as respostas em defesa dos alunos e da Universidade. Vaidades, ambições, ânsias de protagonismo, tudo isso tem que fica à porta. E podem crer que neste momento acredito que existem situações muito mais importantes com os copos…

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