Foi distracção, confesso. Só hoje li declarações do reitor da UMa ao DN de domingo:
Impertinências
"Toda a gente pode sonhar em chegar ao poleiro"
Sobreviveu a uma mudança total de equipa e a muitas críticas internas. Pedro Telhado soma quatro anos na liderança da UMa e as polémicas continuam, desta feita com a denúncia de alegadas irregularidades. A reitoria está de saída e o leque de candidatos é agora mais abrangente, já que para chegar ao cargo não é obrigatório ser-se professor catedrático. 'Toda a gente pode sonhar em chegar ao poleiro', ironiza Telhado.
Mais uma notícia pela negativa a marcar a semana da UMa?
A Internet tem muitas notícias de opinião de pessoas que pensam que são jornalistas. A grande notícia para a Universidade foi o aumento orçamental. Apesar de não conseguirmos a cura do doente, já o tirámos dos cuidados intensivos. Temos que manter a esperança de que nos vamos aproximar cada vez mais da qualidade das outras universidades.
Comentário: Pessoas que pensam que são jornalistas! Olhe dr. PTP pergunte no Sindicato de Jornalistas se têm algum associado, com quotas pagas, com o mesmo nome que o meu. Pergunte à Comissão de Carteira Profissional dos Jornalistas se têm ou não depositada, desde 1992, uma ”coisa” que se chama Carteira Profissional – depositada devido a incompatibilidades éticas evidentes. Portanto não há ninguém que “pensa que é jornalista”. Ou há ou não há jornalistas. Podem é uns exercer e outros não por variadíssimas razões. Agora, e respondendo na mesma moeda - a sua - posso questionar é se todos podem ser reitores de uma Universidade que se deseja prestigiada. Isso posso. E mais ainda. De facto há "galos" que lutaram – e de que maneira! – por certos poleiros – e que julgam que estão acima de tudo e de todos. Outros porventura pensam que foram reitores. Eu não sei se foram. Foram, mesmo?
A imagem da Universidade está em causa?
A Internet é um espaço de liberdade sem rigor científico, pelo que é preciso ter muito cuidado com as informações que circulam nesse meio. A pessoa que fala em irregularidades na contratação de professores e mestrados terá que se justificar pelo que anda a dizer. É positivo que tenha saído [ontem] uma notícia a esclarecer.
Comentário: O dr. PTP acha porventura que eu ando a escrever sobre contratações de professores porque me apeteceu? Quero lá saber quem contratam ou deixam de contratar. Nunca me preocupei com isso, não seria agora. O que eventualmente me interessa, a mim e a muita gente, é a qualidade de uma instituição que ainda está longe de a ter. Alguma vez me ouvir falar de contratação de professores? Será que por acaso acha que eu não tenho recebido diariamente, desde que tudo isto começou (uma simples acta de uma reunião...)informações em catadupa sobre a UMa?! Não sou eu que lhe vou responder a coisa nenhuma. O dr. PTP é que pode esclarecer ou não, onde estão as “mentiras” nos comentários que aqui deixei. Negue-os, com factos, não com deambulações que nem lhe ficam bem. Depois veremos o que responderei. Até posso ser obrigado a me retratar e pode crer que, ao contrário de si, se reconhecer que existem razões para isso, fá-lo-ei sem complexos de inferioridade (ou de superioridade). Mestrados? O que eu falei foi de uma acta em concreto e de decisões tomadas numa reunião em concreto. E não me atrevo sequer a emitir juízos de valor sobre as pessoas, algumas conheço-as eu, outras nem sei de quem se tratam, embora esteja a ser posto ao corrente de comportamentos e de atitudes que parecem revelar um clima de conflitualidade e de instabilidade departamental quase permanente. Só questionei se isso é legal e se é prática corrente na UMa. O que eu perguntei – e mantenho – é se o reitor da Universidade, sabia disso. O que eu perguntei – e mantenho - é o que ganha a UMa com os seus mestrados contra os quais nada tenho a apontar? O que lhe posso dizer é que tenho estou convicto que alguém vai ter que responder na altura própria e a quem de direito - não eu – sobre processos, uns em apreciação, outros em vias serem enviados para a tutela, outras remetidos ou perto disso, pela justiça para entidades competentes. E nunca disse que eram todos de natureza financeira, porque a Universidade é muito mais do que isso.
Em cenário de eleições, a denúncia pode ser desestabilizadora?
O vosso cartoon [ver edição de ontem] falava em guerra pelo poleiro. Pode ser que alguns galos se tenham lembrado que têm de fazer um grande esforço para chegarem ao poleiro porque se deixarem para o fim não chegam lá, como não chegaram a certas categorias na carreira universitária. "Em democracia é assim, toda a gente pode sonhar em chegar ao poleiro".
Comentário: E é o dr. Pedro Telhado Pereira a falar de galos e de poleiros. Creio que o reitor da Uma está muito mais habituado a falar disso que eu, porque é “galinheiro” que não me diz respeito. Mas que me recordo de dois processos eleitorais anteriores, particularmente de um deles, e de tudo o que então se passou, disso pode ter a certeza. Portanto não comento o assunto porque, repito, lhe tenho respeito. O que lhe recomendo – mas é-me indiferente o que faça – é que antes de sair deixe a casa arrumada, por dentro. Mas deixe mesmo. Já que as tais “quintinhas” que disse queria combater - queria mesmo? – continuam a existir, ao menos resolva o que parece haver para resolver. Fala de guerras internas e de ambições de pessoas em termos de carreira universitária? Confesso a minha ignorância. Mas será porventura o dr. PTP a pessoa indicada para entrar por esse atalho? Não tenho nada com isso, não me interessa minimamente. Acredite, podem andar todos à batatada que passo ao lado. O problema é vosso e dos estudantes em última instância. Acha o reitor da UMa que quando falei no exemplo do despedimento de um docente, em pleno doutoramento em turismo, segundo me consta, numa altura em que o seu pai se encontrava gravemente doente – entretanto faleceu – não pretendi realçar o carácter ”humano” do reitor da UMa? Há por aí quem esteja disposto a contar histórias, por exemplo do percurso de docentes estrangeiros que conseguem tudo, ou de alegadas perseguições e conflitos com um tal “doutorzeco” Günther Lang, antigo Presidente do DGE, tido como um docente competentíssimo e que, por sinal era o único que podia rivalizar com o dr. PTP numa das corridas à reitoria da UMa (lembra-se?), docente que entretanto foi ”despachado” da Universidade ou obrigado a ir bater a outra freguesia. Também há quem fale de uma situação caricata em que um determinado docente beneficiou num passado recente de dispensa para fazer parte do Conselho Coordenador Consultivo do Governo Civil do Distrito de Braga e ser também Delegado Distrital do Instituto Nacional do Desporto em Braga. Mas o outro docente, da Madeira (será que é só por isso?), esse foi logo despedido mesmo sabendo o reitor que o seu pai estava gravemente enfermo!
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