terça-feira, setembro 09, 2008

Economia: "PME pedem menos burocracia na entrega dos apoios"

Da jornalista do Diário Económico, Margarida Peixoto: "Sem os fundos comunitários, Alexandra Neto nunca teria apoiado a investida mais recente da sua empresa familiar: conseguir a certificação de qualidade. A empresa do sector da metalomecânica – António Filipe Neto, Lda – é uma das quase 300 mil pequenas e médias empresas (PME) portuguesas que beneficiam dos apoios comunitários e estatais. Muitas sublinham que não precisam das ajudas para sobreviver, mas admitem que são uma vantagem que permite acelerar o crescimento dos negócios.“Estamos a tentar certificar a qualidade da empresa através dos fundos da comunidade”, conta Alexandra Neto, sócia-gerente. “Contratámos o nosso primeiro licenciado, que veio ajudar na certificação. Se não fossem os apoios, só daqui a alguns anos poderíamos dar este salto”, acrescenta. Com 50 colaboradores e um volume de negócios de 4,5 mil milhões de euros (valores de 2006), a António Filipe Neto dedica-se ao fabrico de material de transporte e elevação, um dos principais sectores exportadores da economia portuguesa.É para estas empresas que o Governo vai criar uma linha de crédito de 400 milhões de euros, como adiantou ontem o Diário Económico, além dos benefícios e apoios já existentes. Só este ano o Banco Europeu de Investimento (BEI) deverá avançar cerca de 500 milhões de euros para as PME portuguesas, apurou o Diário Económico. Entre 2001 e 2005, foram direccionados 789 milhões de euros. Portugal foi o segundo país da União Europeia que mais beneficiou dos apoios do BEI – o primeiro excluindo os países do alargamento –, tendo em conta o produto interno bruto de cada país no total da comunidade".

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