O PCP elegeu dois deputados, ficou muito distante do 3º mandato, mas passou a ser a terceira força política, com 5,44% e 7.659 votos. Deixou o CDS com 7.512 votos e 5,34%. Eu acho que o PCP teve uma campanha inteligente, com o radicalismo de Edgar Silva, de todos conhecidos, e a inteligência de Leonel Nunes, graças à tarimba de quem já anda “nisto” há muitos anos. Confesso que tenho respeito pelo trabalho do PCP, mesmo estando ideologicamente a partidariamente contra ele. Os números mostram uma estabilização eleitoral do PCP e premeiam um discurso político acessível e coerente. Coerente e inteligente, foi o papel do PCP no processo da lei das finanças regionais, assim como coerente foi a declaração de Jerónimo Sousa, no Funchal – a de que a campanha decorreu com normalidade e que não existe défice democrático nenhum na Madeira. O PCP foi premiado nas autárquicas de 2005, manteve a sua posição nas regionais deste ano e no futuro poderá ainda crescer graças a uma esquerda gasta, cansada e desacreditada. O PCP é inquestionavelmente um dos vencedores. Pessoalmente foi pena que a professora não tivesse entrado. Além de mais uma presença feminina, sempre teria a possibilidade de ouvir o que ela teria a dizer em questões relacionadas com os professores, já que diversas iniciativas legislativas estarão em preparação. Conheço Edgar Silva dos corredores do o parlamento, já tivemos divergências, mas respeitamo-nos. Conheço Leonel Nunes há muitos anos, antes do PCP e tenho com ele uma relação de respeito no Parlamento onde nos cruzamos.
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