A princípio até parecia que era ele que era candidato ou que a campanha do BE seria a campanha de Louça. A braços com acusações, a nível nacional, de falta de democraticidade interna, acusado de ter um excesso de protagonismo político, por tudo e por nada, e de radicalismo no discurso político, Louça foi o coveiro do Bloco de Esquerda na Madeira. Espero que Paulo Martins – que está em tempo de se reformar de vez, em vez de protagonizar cenas tristes do finge que saí mas regressa – tenha aprendido com a lição. Fico com pena de Roberto Almada não ter entrado, porque seria um bom deputado (já exerceu por pouco tempo o mandato), seria uma lufada de ar fresco num BE que precisa de renovação urgente e que parece ter “donos” de lugares. Louça foi, por tudo isso, pelo patético em que muitas vezes caiou nos seus discursos muito bem “arrumadinhos” e cheios de “floreados” gramaticais e adjectivais, foi um perdedor porque não percebeu o que estava em causa. Os 4.186 votos são uma insignificância para quem obteve 5.035 votos em 2004. Manteve o deputado que significa a sobrevivência de um partido que, se não fosse isso, não teria qualquer sucesso.
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