Efeitos da abstenção e da nova lei eleitoral são as únicas dúvidas hoje na Madeira
A Madeira escolhe hoje, em eleições antecipadas, os 47 deputados que integrarão a nova assembleia legislativa regional.Se, tudo assim indica, não estará em causa o vencedor, já a dimensão da maioria absoluta parece apenas depender das tentativas de inverter a taxa crescente de abstenção e do comportamento dos eleitores relativamente ao voto útil.
Com um único círculo eleitoral, aumentam as expectativas para os pequenos partidos que perdiam votos nos extintos círculos concelhios onde não tinham hipótese de eleger deputados.Sete partidos e coligações concorrentes (CDS/PP, PS, Partido da Terra, PPD/PSD, Nova Democracia, PCP-PEV e Bloco de Esquerda, assim ordenados no boletim de voto) disputam o voto dos 231.431 madeirenses inscritos no último recenseamento, ou seja, mais 88 mil que nas primeiras eleições realizadas em 1976 e mais 25 mil que em 2000. Estão distribuídos pelas 269 secções de voto que também se têm multiplicado pelo arquipélago para ficarem cada vez mais próximo dos eleitores.
Apesar destas e de outras facilidades, nomeadamente em termos de acessibilidades, a abstenção tem crescido na Madeira, em parte agravada pela permanência de eleitores-fantasma nos cadernos, emigrantes ou mortos, estimados em cerca de 27 mil. A menor taxa de abstenção (19,1 por cento) verificou-se em 1980 e a máxima (39,5 por cento) em 2004. No entanto, o valor médio (31,4 por cento) é inferior ao registado nas eleições regionais dos Açores (37,1 por cento). O aumento de abstenção tem sido acompanhado, quase na mesma percentagem, pela queda gradual da votação no PSD. Enquanto a participação dos eleitores diminuía, baixava também a percentagem da votação no partido maioritário que, do máximo conseguido (66,7 por cento) em 1980, foi baixando ligeiramente em todos os actos eleitorais seguintes, até registar a menor maioria absoluta (53,7 por cento) em 2004.
Desde 2000, o número de abstencionistas ultrapassa o número de votantes na força política maioritária. Em 2004 não votaram 90 mil inscritos e o PSD ganhou com cerca de 74 mil votos.
O Funchal, onde estão 43,7 por cento do total dos eleitores inscritos na região, representou, nas últimas eleições, 42,4 por cento dos votantes da região. Neste concelho ficam as freguesias com mais eleitores, Santo António (21.704) e São Martinho (20.170), situando-se na ponta oeste da ilha as com menos cidadãos recenseados, Jardim do Mar (231) e Achadas da Cruz (241). Em termos globais, mais de metade (54 por cento) do eleitorado é constituído por mulheres, tendo quase um quinto dos eleitores mais de 65 anos que representam o dobro dos eleitores com idade entre os 18 e os 24 anos.
Projecções às 19h00
As televisões nacionais dedicam hoje emissões especiais às eleições antecipadas na Madeira, alternando com as presidenciais francesas. A RTP 1 a SIC abrem a noite eleitoral às 19 horas com a projecção de resultados, a partir de uma sondagem realizada à boca das urnas pela Eurosondagem e pela Universidade Católica. A partir de um estúdio montado no cais da cidade, com vista panorâmica sobre o anfiteatro do Funchal, a televisão pública fará directos para a RTP 1 e RTP-N que incluem a participação dos comentadores Marcelo Rebelo de Sousa e António Vitorino. As eleições serão também analisadas pelos habituais comentadores da SIC, em Carnaxide. Também a TVI tem previstos directos da Madeira, a partir das 20 horas, dedicados às eleições antecipadas.
Fonte: Tolentino de Nóbrega, Publico
A Madeira escolhe hoje, em eleições antecipadas, os 47 deputados que integrarão a nova assembleia legislativa regional.Se, tudo assim indica, não estará em causa o vencedor, já a dimensão da maioria absoluta parece apenas depender das tentativas de inverter a taxa crescente de abstenção e do comportamento dos eleitores relativamente ao voto útil.
Com um único círculo eleitoral, aumentam as expectativas para os pequenos partidos que perdiam votos nos extintos círculos concelhios onde não tinham hipótese de eleger deputados.Sete partidos e coligações concorrentes (CDS/PP, PS, Partido da Terra, PPD/PSD, Nova Democracia, PCP-PEV e Bloco de Esquerda, assim ordenados no boletim de voto) disputam o voto dos 231.431 madeirenses inscritos no último recenseamento, ou seja, mais 88 mil que nas primeiras eleições realizadas em 1976 e mais 25 mil que em 2000. Estão distribuídos pelas 269 secções de voto que também se têm multiplicado pelo arquipélago para ficarem cada vez mais próximo dos eleitores.
Apesar destas e de outras facilidades, nomeadamente em termos de acessibilidades, a abstenção tem crescido na Madeira, em parte agravada pela permanência de eleitores-fantasma nos cadernos, emigrantes ou mortos, estimados em cerca de 27 mil. A menor taxa de abstenção (19,1 por cento) verificou-se em 1980 e a máxima (39,5 por cento) em 2004. No entanto, o valor médio (31,4 por cento) é inferior ao registado nas eleições regionais dos Açores (37,1 por cento). O aumento de abstenção tem sido acompanhado, quase na mesma percentagem, pela queda gradual da votação no PSD. Enquanto a participação dos eleitores diminuía, baixava também a percentagem da votação no partido maioritário que, do máximo conseguido (66,7 por cento) em 1980, foi baixando ligeiramente em todos os actos eleitorais seguintes, até registar a menor maioria absoluta (53,7 por cento) em 2004.
Desde 2000, o número de abstencionistas ultrapassa o número de votantes na força política maioritária. Em 2004 não votaram 90 mil inscritos e o PSD ganhou com cerca de 74 mil votos.
O Funchal, onde estão 43,7 por cento do total dos eleitores inscritos na região, representou, nas últimas eleições, 42,4 por cento dos votantes da região. Neste concelho ficam as freguesias com mais eleitores, Santo António (21.704) e São Martinho (20.170), situando-se na ponta oeste da ilha as com menos cidadãos recenseados, Jardim do Mar (231) e Achadas da Cruz (241). Em termos globais, mais de metade (54 por cento) do eleitorado é constituído por mulheres, tendo quase um quinto dos eleitores mais de 65 anos que representam o dobro dos eleitores com idade entre os 18 e os 24 anos.
Projecções às 19h00
As televisões nacionais dedicam hoje emissões especiais às eleições antecipadas na Madeira, alternando com as presidenciais francesas. A RTP 1 a SIC abrem a noite eleitoral às 19 horas com a projecção de resultados, a partir de uma sondagem realizada à boca das urnas pela Eurosondagem e pela Universidade Católica. A partir de um estúdio montado no cais da cidade, com vista panorâmica sobre o anfiteatro do Funchal, a televisão pública fará directos para a RTP 1 e RTP-N que incluem a participação dos comentadores Marcelo Rebelo de Sousa e António Vitorino. As eleições serão também analisadas pelos habituais comentadores da SIC, em Carnaxide. Também a TVI tem previstos directos da Madeira, a partir das 20 horas, dedicados às eleições antecipadas.
Fonte: Tolentino de Nóbrega, Publico
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