O prometido é devido. Aí vai na íntegra a declaração lida por Alberto João Jardim na noite eleitoral:
"Madeirenses e Portossantenses:
"Madeirenses e Portossantenses:
O Partido Social Democrata venceu as eleições por maioria absoluta. É a nossa quadragésima vitória eleitoral, a nona em eleições regionais sempre por maioria absoluta. Agradeço, do coração, ao Povo Madeirense. Agradeço aos Militantes do Partido Social Democrata. Agradeço, em particular, aos meus Companheiros dirigentes do Partido na Região, bem como ao Líder nacional, Dr. Marques Mendes, aos dirigentes nacionais e a todos os Militantes pelo País fora, que tanto nos apoiaram. Um especial muito obrigado ao Secretariado do PSD/Madeira, em especial ao Secretário-Geral Jaime Ramos, bem como a todos os Trabalhadores do Partido, sem os quais esta campanha eleitoral não teria sido possível. Um grande e muito reconhecido obrigado para a JSD e para a sua activíssima participação nesta campanha. Um obrigado aos Trabalhadores Sociais-Democratas. Obrigado ao empenho fundamental de todos os Autarcas Sociais-Democratas.
O meu reconhecimento aos Colegas de Governo Regional e aos Membros do meu Gabinete, pela forma como me ampararam nestes últimos meses muito difíceis. Os meus cumprimentos àquela Comunicação Social que procedeu com profissionalismo e seriedade no decorrer desta campanha.
As eleições estão decididas. Celebremo-las. Mas não há muito tempo para euforias. Há trabalhos e dificuldades grandes pela frente.
Vamos enfrentar tudo isso com firmeza, responsabilidade e serenidade. Uma Democracia civilizada respeita a vontade do Povo. Esta é a leitura responsável que os Portugueses da Madeira esperam dos Órgãos do Estado. Neste momento, para mim, tudo o que se passou fica ultrapassado. O Interesse Nacional exige-o. O Interesse Nacional exige bom-senso, calma, isenção e responsabilidade, tanto aos Órgãos do Estado, como aos Órgãos de governo próprio da Região Autónoma. Portugal e os Portugueses podem contar connosco para a construção de um futuro que considero ao nosso alcance.
Deixem a Madeira e o seu Povo trabalhar. Deixem, porque é Portugal a se desenvolver. Portugal não pode continuar doente, com permissividades em males sociais graves, como a droga. Doente com absurdos, a que chamam “causas fracturantes”, mas que mais não são do que decadência, inversão de Valores, ausência de Cultura, tragédias familiares e aumento da criminalidade.
Recuso que a Madeira esteja sujeita a uma inflação legislativa nacional incompetente, a qual obstrói sistematicamente o investimento, alarga a praga burocrática, asfixia a Economia e provoca o desemprego.
Recuso a montagem de um “Estado-policial” em Portugal, destinado também a perseguir quem não alinhe pelo “pensamento único” subtilmente institucionalizado.
Recuso um aparelho de justiça, ideologicamente penetrado, mediaticamente exibicionista e que invada áreas dos restantes Poderes de Estado.
Apoio todas as movimentações populares democráticas que visem mudanças de fundo em Portugal. Defendo o Princípio da Unidade Diferenciada, em que a Madeira, no quadro da unidade nacional, tem Direito ao seu sistema de desenvolvimento próprio e diferente, ficando para o Estado apenas as competências que consubstanciam a essência – e só esta – da mesma unidade nacional.
A Política da Madeira assenta nos nossos Valores, nas nossas Causas, nos nossos Objectivos. Sem Valores, não há políticas credíveis. Sem Valores, é impossível a mobilização de um Povo. Sem Valores, não é viável a construção do Desenvolvimento Sustentado. Ninguém é eterno em Política. Hoje, na Madeira, fechou-se um tempo político-eleitoral.
Os autonomistas madeirenses, e sobretudo os sociais-democratas, têm agora de reflectir 2011, sempre com discrição, inteligência e lealdade. 2011 é já amanhã. Não se tolera erros que comprometam o futuro da Madeira.
Celebremos a Festa da Vitória.
Amanhã toca a trabalhar!".
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