segunda-feira, maio 07, 2007

Atenções

As atenções estão agora concentradas em duas direcções diferentes: por um lado o Parlamento madeirense que não pode obviamente fica como antes. Nada pode focar como antes. Com o maior partido da oposição reduzido a 7 deputados, exactamente os mesmos que os demais partidos da oposição têm, há muita coisa para ser repensada e revista. Há muita coisa que vais ser revista, pois se o problema da democracia na Madeira tinha a ver com a lei eleitoral, se as eleições se realizaram com base numa nova lei eleitoral, se o PSD reforçou a sua posição eleitoral, então o PSD tem a legitimidade política para por na ordem o que anda excessivamente desordenado. Esperemos.
A segunda vertente que mobiliza as atenções relaciona-se com o governo regional, cuja com posição e estrutura é da exclusiva competência de Alberto João Jardim que o vai liderar. Eu penso, mas essa é a minha opinião pessoal, que este governo nada terá a ver com os demais. Trata-se de um governo de combate – porque politicamente novos combates se adivinham – um governo que terá que gerir com habilidade política as coisas que terá que aproximar-se mais das pessoas, que deixar de depender politicamente, em termos de intervenção política, de Alberto João Jardim quase em exclusivo, obrigando-o a um esforço redobrado. Um governo político, complementado com técnicos de reconhecida competência, parece-me um cenário possível. Não sei se será possível, não sei o que pensa Alberto João Jardim, nem temos nada que saber. Cabe apenas e só a ele escolher as pessoas, definir a estrutura e estabelecer as regras de actuação constantes do programa de governo a ser aprovado pelo parlamento. Tudo o mais, são opiniões que valem o que vale, pelo que sobre este assunto não direi nem mais uma única palavra.

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